SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Palmeiras tem dinheiro para repetir o alto investimento em apenas um jogador, como fez no ano passado -Vitor Roque custou 25,5 milhões de euros (R$ 156 milhões). Paulinho, por sua vez, ouytros 18 milhões de euros (R$ 115,8 milhões).
O clube entende que pode se reforçar com Thiago Almada, mas não nos moldes que o Atlético de Madri quer.
O QUE ACONTECEU
O Palmeiras tem interesse em Thiago Almada, mas não quer pagar 20 milhões de euros (cerca de R$ 125 milhões na cotação atual) só por 50% dos direitos econômicos, o que o Atlético de Madri pede para abrir negociação. O Alviverde quer negociar esses valores.
Nesses moldes, o argentino estaria avaliado em 40 milhões de euros (R$ 249 milhões). O Cruzeiro acabou de bater o recorde com a contratação de Gerson, que estava no Zenit -a Raposa vai pagar 27 milhões de euros fixos (R$ 169 milhões), mais três milhões de euros (R$ 18,8 mi) em bonificações por metas atingidas, o que totaliza R$ 187,8 milhões. Proporcionalemente, o argentino custaria “mais caro”.
Na negociação com o Barcelona por Vitor Roque, por exemplo, o Palmeiras pagou 25,5 milhões por 80% dos direitos econômicos do jogador, mas terá que repassar uma porcentagem que varia de acordo com o valor da operação.
O Barça tem 10% dos direitos econômicos do atleta caso a proposta seja de até 34,9 milhões de euros. Ou seja, qualquer proposta até esse valor, o Verdão ficaria com 90%. O time espanhol não tem 20% fixos do jogador.
Caso a proposta venha entre 35 e 40,99 milhões de euros, o Palmeiras repassará 15%. A partir de 41 milhões, o repasse será de 20%. Ou seja, não há soma de porcentagens, mas, sim, uma faixa fixa de repasse
O Atleti pagou 21 milhões de euros (R$ 135 milhões) para tirar o jogador do Lyon no meio do ano passado e ficou com 100% dos direitos econômicos do atleta. E quer isso só por metade agora.
ALMADA QUER DEIXAR CLUBE DE OLHO NA COPA
Desde que chegou ao clube espanhol, Almada não conseguiu o mesmo destaque de quando atuou no Botafogo e Lyon. O meia de 24 anos atuou em 16 dos 27 jogos do Atleti na temporada, mas foi titular em apenas 6 oportunidades, marcou 2 gols e deu 1 assistência. No total são 587 minutos (cerca de 6,5 partidas).
De acordo com a emissora argentina TyC Sports, Almada quer deixar o Atlético de Madri para ser protagonista em outra equipe. Ele quer atuar mais para seguir no radar de Scaloni na seleção argentina às vésperas da Copa do Mundo.
Almada entra nos moldes de reforços que o Palmeiras procura: que já tenha sido campeão em outro lugar e que mude o patamar do elenco. O meia argentino fez parte do elenco do Botafogo campeão da Copa Libertadores e Brasileiro de 2024, e da Argentina campeã mundial no Qatar em 2022.
Clube alvinegro fez apenas um contato informal com o estafe do atleta, sem abrir qualquer tratativa com a diretoria do Flamengo, que detém seus direitos
Os passageiros de um ônibus precisaram sair pela janela após o veículo cair em um ribanceira na BA-001, no distrito de Trancoso, na quinta-feira (8).
O motorista e outras quatro pessoas precisaram ser socorridas pelo Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu). Outras cinco pessoas não precisaram do atendimento e permaneceram no local.
Segundo apuração da TV Santa Cruz, o acidente ocorreu porque o motorista perdeu o controle do veículo. Ele também foi submetido ao teste do bafômetro, mas não foi confirmado indícios de álcool no organismo, de acordo com a Polícia Militar.
Imagens registraram o momento em que os passageiros saem do automóvel com ajuda de pessoas do lado de fora.
Ainda que em pleno recesso legislativo, parlamentares têm se mobilizado para angariar apoio em torno da criação de CPI (comissão parlamentar de inquérito) para investigar o Caso Master. Congressistas de oposição e base do governo Lula (PT) se movimentam.
Têm reunido assinaturas os deputados Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Marcos Pollon (PL-MS), Carlos Jordy (PL-RJ), Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchiona (Psol-RS). Há propostas tanto de criação de CPIs e de CPMIs (comissão parlamentar mista de inquérito).
Recentemente, Carlos Jordy anunciou ter ultrapassado o número mínimo de apoios para protocolar o pedido, tendo alcançado ao menos 243 assinaturas. Exige-se o apoio de 27 senadores e 171 deputados.
A instalação do colegiado, entretanto, depende da leitura do requerimento pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP). O Congresso Nacional, atualmente, tem ativas a CPMI do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e a CPI do Crime Organizado.
A investigação conduzida pela PF (Polícia Federal) apontou fraude de cerca de R$ 12 bilhões. Indícios de fraude levaram à liquidação extrajudicial do banco pela autoridade monetária brasileira.
O caso repercute em Brasília não só pelo montante questionado, mas também pelas relações políticas do dono do Master, Daniel Vorcaro. A oposição, por exemplo, vê nos elos entre Vorcaro e a família de Alexandre de Moraes um trunfo para atacar a atuação do ministro no STF (Supremo Tribunal Federal).
O requerimento de Jordy cita contrato supostamente firmado entre o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e o banco Master. O ministro, em nota, ressaltou que a esposa “jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central”.
Outro eixo que os parlamentares pretendem explorar caso o colegiado seja instalado é quanto à atuação do BRB (Banco Regional de Brasília) no caso. “Há fortes indícios de que o BRB, instituição financeira estatal, estava sendo instrumentalizado para absorver passivos e contratos fraudulentos do Banco Master”, alega Rodrigo Rollemberg em requerimento.
Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, por volta das 3h no horário de Brasília, forças dos Estados Unidos realizaram uma operação que mudaria o curso recente da política latino-americana. Em uma ação descrita por Washington como “conjunta com autoridades policiais”, o ditador venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados em Caracas.
Uma semana depois, a operação continua a reverberar em tribunais, chancelerias e mercados internacionais, enquanto o futuro da Venezuela permanece em aberto. A ação foi o resultado de meses de planejamento e de ensaios considerados entre os mais complexos já conduzidos pelo aparato de segurança americano.
Desde o primeiro anúncio, a Casa Branca informou que a captura se tratava apenas de um episódio policial. No entanto, tratou-se de um movimento com profundas implicações geopolíticas.
Alvo antigo de Washington
O governo americano vinha, há anos, classificando Maduro como criminoso. Em 2020, durante o primeiro mandato de Trump, o líder venezuelano foi acusado no Distrito Sul de Nova York por “narcoterrorismo”, conspiração para importar cocaína e outros crimes. Na época, os Estados Unidos ofereceram uma recompensa de 15 milhões de dólares por informações que levassem à sua prisão.
A pressão aumentou ao longo dos anos. O valor subiu para 25 milhões de dólares no início de 2025, nos últimos dias do governo Biden, e chegou a 50 milhões de dólares em agosto de 2025, já sob o novo mandato do republicano. Nesse período, Washington também classificou o chamado Cartel de los Soles como organização terrorista estrangeira, alegando que Maduro seria o líder da estrutura criminosa.
A confirmação da captura veio na manhã do próprio sábado (3), em uma publicação do presidente americano nas redes sociais. Trump descreveu a ação como um êxito de cooperação policial.
Veja a cronologia (pelo horário de Brasília) do dia 3 de janeiro de 2026: o transporte de Maduro para os EUA, até o momento em que o ditador chegou ao centro de detenção.
2h50: Relatos de explosões
Moradores de Caracas, capital da Venezuela, relataram tremores, barulho de aeronaves e correria nos ruas no meio da madrugada. Ao menos sete explosões foram ouvidas na cidade em um intervalo de 30 minutos. Parte da cidade chegou a ficar sem energia.
Segundo um oficial venezuelano ouvido pelo jornal The New York Times, pelo menos 80 pessoas foram mortas durante a ofensiva americana.
As tropas americanas chegaram ao complexo onde estavam Maduro e sua esposa, Cilia Flores. A operação foi liderada pela Força Delta, uma unidade de operações especiais de elite do Exército dos Estados Unidos.
A unidade é uma das principais relacionada à missões especiais das Forças Armadas dos EUA, especializada em contraterrorismo, resgate de reféns, ação direta e reconhecimento especial — frequentemente contra alvos de alto-valor.
Donald Trump chegou a afirmar que a residência era uma espécie de fortaleza muito bem protegida e que o líder venezuelano tentou chegar em uma sala segura, mas foi surpreendido pelos militares. A ação ocorreu enquanto Maduro e a esposa estavam dormindo.
A CIA, a agência de inteligência americana, tinha uma pequena equipe na Venezuela desde agosto, que foi capaz de fornecer informações sobre o padrão de vida de Maduro, o que tornou a captura dele mais fácil, de acordo com fontes da CNN e da agência Reuters.
Mapa mostra locais atacados pelos Estados Unidos na Venezuela durante operação que capturou Nicolás Maduro. • Avery Schmitz, Thomas Bordeaux, Isaac Yee, Allegra Goodwin, Rosa de Acosta, Henrik Pettersson e Soph Warnes
Saiba todos os detalhes da operação militar dos EUA contra Maduro
Em poucos minutos após a captura, Maduro e a esposa já estavam sobre o mar em um helicóptero do Exército dos EUA. Eles foram levados para o navio militar USS Iwo Jima, que já estava no Caribe há meses.
O USS Iwo Jima possui um heliporto e recebeu helicópteros que transportaram um grupo de fuzileiros navais para a região do Caribe durante as operações americanas contra o narcotráfico.
6h21: Trump confirma captura
No início da manhã, Trump anunciou a captura de Maduro. Ele escreveu em sua rede social, a Truth Social: “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea.”
6h40: Venezuela confirma ataque
Logo após o anúncio do presidente dos EUA, a TV estatal da Venezuela fez um pronunciamento, classificando o evento como uma grave agressão internacional. Segundo o comunicado, o ato “constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, particularmente dos artigos 1.º e 2.º, que consagram o respeito pela soberania, a igualdade jurídica dos Estados e a proibição do uso da força”.
“O objetivo deste ataque não é outro senão confiscar os recursos estratégicos da Venezuela, particularmente o seu petróleo e minerais, tentando quebrar a independência política da nação pela força”.
13h23: Trump divulga foto de Maduro preso
Donald Trump divulgou a primeira imagem do ditador da Venezuela após ser capturado. Na foto, também publicada na Truth Social, Maduro aparece com os olhos vendados, com fones de ouvido e, aparentemente, algemado.
A foto foi publicada horas após a retirada do líder venezuelano de seu país e, até este momento, a localização exata de Maduro não era conhecida.
Maduro capturado pelos EUA. • Reprodução/@realDonaldTrump
13h40: “EUA vai governar a Venezuela”
Em pronunciamento oficial, Trump afirmou que os Estados Unidos iriam governar a Venezuela imediatamente após a captura. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa em seu clube Mar-a-Lago, na Flórida.
Vamos governar o país até que possamos fazer uma transição segura, adequada e sensata. Não queremos que outra pessoa assuma o poder e que a situação se repita há muitos anos. Portanto, vamos governar o país.
O presidente dos EUA também afirmou que a líder da oposição venezuelana María Corina Machado não teria o respeito necessário para governar a Venezuela. Trump disse que não esteve em contato com Corina e elogiou a líder como uma mulher simpática, mas afirmou que acredita que ela teria dificuldade de governar por não ter o apoio dos venezuelanos.
15h00: Maduro é o único presidente, diz Delcy
Em discurso na na televisão estatal de Caracas, a então vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que Nicolás Maduro é o único presidente do país e classificou a captura como um “sequestro” promovido pelos EUA.
Ela pediu calma e união para defender o país em meio ao “sequestro” de Maduro e afirmou que a Venezuela jamais seria colônia de qualquer nação. Segundo Rodríguez, o governo havia convocado um conselho especial de defesa, reunindo todos os poderes do Estado venezuelano, para responder ao ataque à soberania e à integridade territorial da nação.
Já no final de sábado, a Câmara Constitucional da Suprema Corte da Venezuela ordenou que a então vice-presidente assumisse o cargo de presidente interina do país na ausência de Nicolás Maduro.
A decisão judicial determinou que Rodríguez assumiria “o cargo de Presidente da República Bolivariana da Venezuela, a fim de garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação”.
18h40: Maduro chega aos EUA
Horas após sua captura, o ditador venezuelano chega aos Estados Unidos. A aeronave militar que o transportava pousou na Base Aérea da Guarda Nacional Stewart, em Nova York.
Posteriormente, Maduro foi visto desembarcando escoltado por mais de uma dúzia de agentes federais vestidos de preto. O venezuelano estava algemado e usando roupas cinzas.
Ele foi fichado dentro do escritório do DEA, o órgão de administração de repressão às drogas de Manhattan. Também teve as impressões digitais coletadas e uma foto tirada. Acredita-se que sua esposa, Cilia, tenha passado pelo mesmo procedimento.
23h00: Centro de detenção
Maduro foi levado ao Centro de Detenção Metropolitano no Brooklyn. Diversas figuras envolvidas em casos federais de grande repercussão, como Sean “Diddy” Combs, já estiveram detidas neste local.
Nenhum militar americano morreu durante a captura de Maduro, embora a CNN tenha relatado que “alguns soldados sofreram ferimentos a bala e estilhaços, mas nenhum corre risco de morte”, segundo uma fonte informada sobre o assunto. Uma matéria do New York Times informou que ao menos 80 pessoas teriam morrido na ação dos EUA na Venezuela e o governo de Cuba divulgou que 32 cubanos que faziam parte da equipe de segurança de Maduro também foram mortas.
Impacto global
A captura de Maduro pelos EUA gerou manifestações de diversos países por todo o mundo, tanto condenando quanto apoiando a operação militar americana.
O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva repudiou o ataque. Pelas redes sociais, Lula disse que o país norte-americano cometeu “afronta gravíssima” e ultrapassou uma “linha inaceitável”.
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, afirmou que a ação dos Estados Unidos contrariou os princípios do direito internacional. Barrot disse que a França reitera que nenhuma solução política duradoura pode ser imposta de fora e que somente os povos soberanos podem decidir o próprio futuro.
A Coreia do Norte denunciou os ataques dos EUA à Venezuela, afirmando que o ato é “a forma mais grave de violação da soberania”, informou a agência de notícias estatal KCNA.
Por outro lado, o presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou a prisão de Maduro, publicando na rede social X: “A liberdade avança”.
Confira estrutura de poder da Venezuela
Delcy Rodríguez, que ocupava o cargo de vice-presidente, foi empossada oficialmente como presidente interina na Assembleia Nacional, assumindo o comando do país em um momento de grande pressão internacional.
Veja como ficou o organograma político no país.
Diferentemente de Maduro, que tinha origem como motorista de ônibus antes de chegar à presidência, Delcy Rodríguez possui formação intelectual na área de direito internacional e ampla experiência diplomática. Apesar de seu perfil mais técnico, ela mantém-se como uma defensora firme dos princípios do chavismo, enquanto tenta equilibrar a lealdade ideológica com a necessidade de cooperação com os Estados Unidos.
Na atual configuração de poder, um nome de destaque é Jorge Rodríguez, irmão de Delcy e presidente da Assembleia Nacional. Considerado um estrategista do chavismo, ele ocupa posição hierarquicamente inferior à presidente interina na linha sucessória, mas mantém grande influência política. Jorge é conhecido por manter canais de diálogo abertos com os Estados Unidos, o que pode ser decisivo para futuras negociações diplomáticas neste momento crítico.
Um ponto importante nesta nova estrutura é a diferença entre os principais líderes em relação a suas situações legais perante os Estados Unidos. Enquanto Delcy e Jorge Rodríguez são alvos de sanções americanas, não são formalmente procurados pela justiça dos EUA.
Por outro lado, figuras como Diosdado Cabello, atual ministro do Interior, e Vladimir Padrino López, ministro da Defesa, têm contra si ordens de prisão com recompensas de 25 e 15 milhões de dólares, respectivamente, relacionadas a acusações de narcotráfico.
Na base da pirâmide de poder venezuelana estão os soldados regulares e os milicianos paramilitares. Há um contraste significativo entre estes dois grupos: enquanto os militares regulares frequentemente enfrentam condições precárias de trabalho e até mesmo problemas de subnutrição, as milícias tendem a receber maior apoio do regime chavista, criando uma divisão estratégica nas forças de segurança do país.
Diosdado Cabello, como ministro do Interior, controla não apenas a militância ideológica do chavismo, mas também os setores de inteligência e segurança interna. Conhecido por sua postura ideológica intransigente, é considerado pouco propenso a negociações com os Estados Unidos.
Já Vladimir Padrino López, como ministro da Defesa, comanda efetivamente o arsenal militar venezuelano, representando um poder mais pragmático dentro da cúpula governamental.
Primeira audiência e procedimentos de custódia
Dois dias depois da ação americana, na segunda-feira (5), Maduro e Cilia Flores compareceram a um tribunal de Nova York para a primeira audiência do caso. O processo foi presidido pelo juiz distrital Alvin Hellerstein, de 92 anos, veterano do sistema judiciário americano.
O casal havia passado o fim de semana detido no Centro Metropolitano de Detenção do Brooklyn. Na manhã da audiência, foi transportado de helicóptero até Manhattan sob fortes medidas de segurança.
O fichamento no sistema prisional — procedimento padrão que inclui a retirada de pertences pessoais — foi realizado ainda no centro de detenção, logo após a prisão.
Enquanto os advogados iniciavam as primeiras contestações, o governo venezuelano reagia politicamente. O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, exigiu a libertação imediata de Maduro, alegando que o presidente teria “imunidade diplomática” e que a operação configuraria violação do direito internacional.
Saiba como a audiência aconteceu, minuto a minuto. Os horários estão no fuso de Brasília.
14h04: Maduro e sua esposa, Cilia Flores, estão sentados na mesma mesa. Eles estão usando fones, possivelmente para tradução.
14h04: O caso está agora sendo chamado, com os advogados do Departamento de Justiça e dos réus apresentando suas alegações.
14h04: O juiz Hellerstein cumprimentou Maduro com um bom dia. Maduro retribuiu o cumprimento com um aceno de cabeça e um gesto de mão.
14h05: Cilia Flores acenou com a cabeça para o juiz enquanto seus advogados se apresentavam.
14h06: “É minha função, tanto nas etapas pré-processuais quanto no julgamento em si, garantir que este seja um julgamento justo e um processo imparcial”, disse o juiz Hellerstein.
14h07: O juiz está agora analisando uma versão resumida da acusação contra Maduro.
14h11: O juiz Hellerstein pediu a Maduro que confirmasse sua identidade. De pé, Maduro respondeu em espanhol, confirmando seu nome e dizendo ser o presidente da Venezuela.
14h11: “Haverá um momento e um lugar certos para tratar de tudo isso”, disse o juiz.
14h12: “Neste momento, só quero saber uma coisa: você é Nicolás Maduro?”, perguntou o juiz. Maduro confirmou que esse era o seu nome.
14h12: Antes disso, Maduro continuou a dar mais detalhes em espanhol. Um tradutor disse em seu nome, em parte: “Fui capturado em minha casa em Caracas, Venezuela”.
14h13: O juiz está agora informando Maduro sobre seus direitos. “Tudo o que você disser poderá ser usado contra você”, disse o juiz.
14h13: Hellerstein perguntou se Maduro desejava exercer seu direito de ter a acusação lida em tribunal.
14h13: Maduro, por meio do tradutor, disse: “Estou com ele em mãos pela primeira vez”. Ele também disse que preferia lê-lo pessoalmente.
14h13: Maduro declarou-se inocente.
14h14: “Sou inocente, não sou culpado”, disse Maduro ao juiz.
14h15: “Sou um homem decente”, disse Maduro.
14h16: Hellerstein interrompeu Maduro para dizer: “Uma declaração de inocência será apresentada em nome do Sr. Maduro”. Pollack confirmou que Maduro estava se declarando inocente de todas as quatro acusações.
14h16: Quando foi interrompido, Maduro estava dizendo: “Eu ainda sou o presidente do meu país”.
14h16: Maduro disse ao juiz que havia “conversado parcialmente com meu advogado” sobre a acusação.
14h17: “Sou inocente. Não sou culpado de nada do que está sendo mencionado aqui”, disse Maduro quando questionado novamente sobre como se declararia.
14h17: Hellerstein então pede a Cilia Flores que se levante e confirme sua identidade. Flores confirmou sua identidade e disse: “Sou a primeira-dama da República da Venezuela”.
14h18: Flores confirmou que conversou com seu advogado sobre a acusação e ouviu o resumo da acusação feito pelo juiz.
14h18: Ela dispensou a leitura formal da acusação durante o processo.
14h18: Hellerstein também está informando Flores sobre seus direitos.
14h18: Cilia Flores declarou-se inocente. “Não sou culpada, sou completamente inocente”, disse ao juiz.
14h22: O juiz está agora dizendo a Maduro e sua esposa que eles têm o direito de falar com o consulado da Venezuela. Ambos os réus solicitaram essa visita.
14h22: Maduro disse: “Sim, entendemos e gostaríamos de receber essa visita consular. Flores respondeu: “Sim, entendo e gostaria que essa visita consular acontecesse”.
14h24: Hellerstein agora está orientando os promotores a divulgarem aos advogados de defesa as informações normalmente obtidas no processo.
14h26: “Entendi e estou tomando notas”, disse Maduro quando questionado se havia conseguido acompanhar o processo.
14h26: “Gostaria de pedir que minhas anotações sejam respeitadas e que me seja permitido mantê-las”, disse Maduro por meio de um tradutor.
14h26: Tanto Maduro quanto sua esposa vestem blusas escuras de uniforme de presidiário. Apenas um assento os separa.
14h27: Hellerstein disse acreditar que Maduro tinha o direito de mantê-los sob custódia. Um promotor afirmou que trabalhariam com os advogados de defesa e os agentes federais para resolver a questão.
14h27: “O Sr. Maduro não está buscando a liberdade sob fiança neste momento”, disse seu advogado ao juiz.
14h28: Um advogado de Flores também disse que ela não pedirá fiança agora. Os advogados de ambas as partes disseram que farão o pedido posteriormente.
14h30: Pollack afirma que prevê “uma quantidade substancial de moções”, dizendo que Maduro é o chefe de um Estado soberano e tem direito aos privilégios e à imunidade inerentes ao cargo.
14h30: Pollack acrescentou que também existem problemas relacionados à legalidade de seu sequestro militar.
14h31: Pollack observou ao juiz que “há alguns problemas de saúde e médicos” para Maduro “que exigirão atenção”.
14h32: Mark Donnelly disse que, “como vocês podem ver”, Flores sofreu “ferimentos graves durante seu sequestro”.
14h32: Ele sugeriu que ela poderia ter uma fratura ou hematoma grave nas costelas e que precisaria de uma avaliação física.
14h33: A audiência foi concluída.
14h33: Maduro apertou a mão de seu advogado antes de se levantar para sair.
14h33: Ele entregou suas anotações a um agente federal que o escoltou para fora do tribunal. O agente examinou os documentos que Maduro lhe entregou.
14h34: Maduro e sua esposa deixaram o tribunal, ambos vestidos com o mesmo uniforme de presidiário: blusas cirúrgicas escuras e calças cáqui.
A próxima audiência será realizada no dia 17 de março, às 11h, no horário local.
Presos libertados e discurso de “gesto de paz”
Em Caracas, a captura produziu efeitos imediatos no cenário político interno.
Na quinta-feira (8), o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, anunciou que o governo libertaria “um número significativo” de presos políticos, classificando a medida como um gesto de paz.
A organização não governamental Foro Penal confirmou, na sexta-feira (9), a libertação de ao menos nove detentos desde o anúncio.
Rodríguez ressaltou que a decisão foi unilateral e não resultou de negociações com atores externos. Ainda assim, analistas interpretaram o movimento como tentativa de reduzir a pressão internacional e sinalizar disposição para diálogo em meio à maior crise institucional enfrentada pelo país em anos.
Retorno dos EUA a Caracas
No dia 9 de janeiro, uma equipe do Departamento de Estado dos Estados Unidos chegou à Venezuela, na primeira visita de autoridades do órgão desde a prisão de Maduro. Segundo fontes, o objetivo da missão é avaliar uma retomada gradual das operações diplomáticas em Caracas, incluindo a possível reabertura da embaixada americana, fechada desde 2019.
A delegação inclui diplomatas e agentes de segurança da Unidade de Assuntos da Venezuela, sediada na Colômbia, além do embaixador interino dos EUA em Bogotá, John McNamara. A visita ocorre em meio à estratégia declarada de Trump de restabelecer uma presença diplomática no país — que, segundo o próprio presidente, passaria a ser administrado pelos Estados Unidos.
Além da diplomacia, os interesses econômicos foram colocados no centro da agenda. Trump afirmou desejar que empresas petrolíferas americanas retomem operações na Venezuela e auxiliem na reconstrução de sua infraestrutura energética.
Petróleo no centro da disputa
Trump também anunciou que havia cancelado uma segunda onda de ataques militares contra a Venezuela, alegando cooperação do país sul-americano.
“Os EUA e a Venezuela estão trabalhando bem juntos, especialmente no que diz respeito à reconstrução, em uma forma muito maior, melhor e mais moderna, de sua infraestrutura de petróleo e gás”, escreveu na Truth Social. Apesar disso, o presidente informou que os navios militares enviados à região permaneceriam próximos “por questões de segurança”.
Na sexta, Trump se reuniu na Casa Branca com executivos de grandes empresas petrolíferas para discutir formas de reativar o setor venezuelano. Segundo ele, ao menos 100 bilhões de dólares seriam investidos por companhias do setor.
O petróleo é peça-chave nessa equação. A Venezuela, que possui as maiores reservas comprovadas do mundo, viu sua produção cair de mais de três milhões de barris por dia, duas décadas atrás, para menos de um milhão atualmente.
A deterioração da infraestrutura, provocada por anos de falta de investimento e sanções, transformou o setor em um símbolo do colapso econômico do país.
Autoridades americanas rejeitam estimativas de analistas que apontam que levaria anos para recuperar a produção, afirmando que novos equipamentos e tecnologia poderiam impulsionar rapidamente o setor.
Hoje, a Chevron é a única grande petrolífera dos Estados Unidos ainda operando nos campos venezuelanos.
Entre a noite de sexta-feira (9) e a madrugada de sábado (10), a polícia de Minneapolis declarou ilegal o protesto realizado contra o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos) em frente a hotéis no centro da cidade.
A manifestação foi motivada pela morte de Renee Good, uma cidadã americana vítima de tiros disparados por um agente de imigração nesta semana.
A decisão de declarar o ato ilegal foi tomada após alguns manifestantes aparentemente invadirem um hotel, que acreditam estar abrigando agentes federais. Luzes piscantes iluminaram a área enquanto os policiais trabalhavam para dispersar a multidão.
Alguns manifestantes restantes continuaram tocando tambores e apitos, enquanto outros se ajoelharam no chão.
Após a declaração de uma reunião ilegal, a legislação americana indica que os presentes na manifestação entendida como perturbação da paz são obrigados a se retirar ou correm risco de serem presas.
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Corinthians tem negociações em andamento com a Lazio, da Itália, pela venda de Yuri Alberto. O clube italiano já fez uma proposta que não agradou ao Timão, mas os paulistas mantêm as conversas ativas.
O UOL apurou que a oferta recebida foi de 22 milhões de euros (R$ 137 milhões) por 100% dos direitos de Yuri Alberto. O Corinthians tem 40% dos direitos do jogador, ou seja, ficaria com menos da metade do valor, o que não agrada.
O Corinthians fez uma contraproposta. O clube deseja ficar com os R$ 137 milhões pelos 40% dos direitos que tem de Yuri Alberto. Dessa forma, a Lazio precisaria conversar com o empresário do jogador e com o Zenit – que detêm os outros 60% -pela compra da outra parte.
O UOL apurou que o clube estuda até diminuir um pouco a pedida pela sua parte. A diretoria aceitaria receber 20 milhões de euros (R$ 124 milhões) pelo jogador, mas gostaria de contar com ele até dezembro.
Novo diretor executivo do Corinthians, Marcelo Paz confirmou, nesta sexta-feira (09), em coletiva, o recebimento da proposta. No entanto, ele declarou que a oferta ainda não atende ao que o clube deseja receber pelo atacante.
Tem a proposta, sim, mas não ainda no valor que agrada ao Corinthians. Não atende à nossa necessidade neste momento. Marcelo Paz
O novo diretor elogiou a personalidade e a qualidade do camisa 9 corintiano. Paz destacou a entrega e o empenho do atleta.
Grande jogador, atacante com qualidades raras. Tem infiltração, gols, assistências, se entrega o tempo inteiro, tem personalidade – Marcelo Paz
O dirigente vê Yuri em um seleto grupo de jogadores do elenco que têm potencial para alcançar o patamar de venda mais cara da história do Corinthians. Paz afirmou que saídas devem acontecer e projeta selar um valor recorde na venda de um único atleta.
Para ter resultado esportivo vamos qualificar esse elenco, mas naturalmente vendas vão ocorrer. Está previsto no orçamento, precisa vender. Acredito que esse ano faremos a maior venda da história do clube.
Yuri, Bidon, Gui Negão, André, Dieguinho têm muito potencial. Corinthians tem muitos ativos. Primeiro temos que ter retorno esportivo e depois financeiro. Certamente teremos vender porque o orçamento prevê. Marcelo Paz
Yuri Alberto passou alguns dias na Itália no começo deste ano. O UOL apurou que ele viajou ao país europeu para tirar a cidadania. O atleta ficou de fora da reapresentação do elenco e retornou ao Brasil na noite passada.
O agronegócio e a indústria são os grandes “vencedores” do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, afirmaram especialistas ouvidos pela CNN Brasil nesta sexta-fiera (9).
O tratado, que se arrastava há 26 anos, foi destravado, com a ratificação no Conselho Europeu após a Itália abrir caminho para a formação de maioria. Era necessário que ao menos 15 dos 27 países, representando ao menos 65% da população do bloco, fosse favorável.
Após a assinatura formal, cada país precisará ratificar internamente o acordo. No Brasil, o texto passará por revisão jurídica e análise do Congresso, enquanto na União Europeia poderá seguir diretamente ao Parlamento Europeu, caso seja submetido apenas a sua parte comercial.
Apesar do otimismo com a aprovação do texto pelo Conselho Europeu, especialistas ponderam que os benefícios devem ser sentidos apenas no médio e longo prazo — e ainda sob limitações impostas por mecanismos de proteção ao setor agrícola europeu.
Ou seja, o efeito prático do tratado só deve ser sentido a partir da próxima década, com reduções tarifárias graduais e possíveis travas às exportações do bloco sul-americano.
Ao CNN Money, o gerente de comércio internacional da BMJ, Josemar Franco, explicou que o principal ponto de negociação neste momento são as salvaguardas criadas pela União Europeia para evitar um aumento excessivo de importações agrícolas vindas do Mercosul.
O mecanismo, segundo ele, busca responder à resistência de produtores europeus, sobretudo da França, preocupados com a competitividade do agro brasileiro.
“Nós temos um agronegócio bastante competitivo e que assusta os produtores europeus. Por conta disso, a maior resistência sempre foi do do agronegócio francês e do agro europeu. Então, o que a Comissão Europeia, a União Europeia tem tentado fazer nos últimos meses é criar um mecanismo que está sendo chamado de salvaguarda”, explica.
O especialista aponta que os maiores ganhos para o Brasil devem se concentrar no agronegócio, especialmente em produtos como soja e seus derivados, café, carnes, pescados e celulose. E destacou, ainda, que esses são também os setores que mais geram resistência dentro da Europa, por ameaçarem a competitividade do produtor local.
Franco ressaltou, contudo, que o processo poderá ter validação bilateral, o que permitirá que Brasil e União Europeia implementem o tratado antes da ratificação por todos os países do Mercosul.
“Isso agilizaria os ganhos para os exportadores brasileiros, sem depender do ritmo dos demais parceiros.”
Apesar das salvaguardas e da morosidade nos trâmites, o especialista acredita que o acordo representa um marco para o comércio exterior brasileiro.
Para o professor de Relações Internacionais da ESPM, Roberto Uebel, “setores de alimentos podem se tornar competitivos face ao produto europeu”.
“A partir do segundo semestre, se o processo seguir o seu curso e não tiver nenhuma interpelação judicial, se os parlamentos também não atrasarem essa aprovação e mais explicitamente a partir de 2027, aí a gente consegue sentir isso nas prateleiras de supermercados”, complementou.
Esperança para o parque industrial brasileiro
Na visão do vice-presidente da Eurochambers Brazil, Graziano Messana, a análise sobre acordo Mercosul-UE deve se dar sob uma ótica mais ampla que a dos produtos agrícolas.
“Do meu ponto de vista não tem que se analisar exclusivamente nesse fluxo das matérias agrícolas, mas muito mais amplo: [benefício para as indústrias] farmacêutica, tecnologia, equipamentos industriais”, afirmou ao CNN Novo Dia.
Messana destacou que o impacto econômico mais expressivo tende a vir dos equipamentos industriais.
“Essa categoria é a que mais provavelmente vai alterar a balança comercial, vai ser exatamente os equipamentos industriais maquinários que entram.”
Ele lembra que o Brasil atravessa um momento de renovação do parque industrial e deverá aumentar significativamente a importação de equipamentos, maquinários e tecnologias nos próximos anos — e é esse movimento que deve favorecer a balança comercial do país.
Ele citou o exemplo de empresas italianas que exportam ao Brasil soluções de nanoirrigação e tecnologia aplicada à agricultura de precisão, com potencial para elevar a produtividade em um dos maiores territórios agrícolas do mundo.
Ao citar que o Brasil tem uma área cultivada equivalente à soma da Espanha e de Portugal, afirmou também que a tecnologia europeia pode trazer ganhos importantes de eficiência para o campo brasileiro.
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) classificou a aprovação do acordo Mercosul-União Europeia como “um passo significativo para avançar na inserção internacional do Brasil e para o fortalecimento da indústria nacional”.
Ainda de acordo com a CNI, o acordo deve promover impactos mais significativos sobre investimentos bilaterais ao “ampliar a previsibilidade regulatória, reduzir barreiras tarifárias e fortalecer disciplinas relacionadas à facilitação de comércio e investimentos”.
Já a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) avalia que o tratado mudará “substancialmente” a forma com que as empresas do Mercosul e da UE fazem negócios, importam, exportam e investem entre si.
Só em 2024, a UE foi destino de US$ 48,2 bilhões das exportações brasileiras, ou 14,3% do total exportado pelo país, e permanece como o segundo principal mercado externo do Brasil. No mesmo período, o bloco respondeu por US$ 47,2 bi das importações brasileiras (ou 17,9% do total).
Segundo estimativa da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia pode gerar um aumento de cerca de US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras e ampliar a diversificação da pauta exportadora brasileira.
Hoje, mais de um terço das vendas do Brasil para a União Europeia é formado por produtos da indústria de transformação, o que tende a ganhar ainda mais espaço com a redução das barreiras comerciais.
O mercado formado por Mercosul e União Europeia reúne mais de 700 milhões de consumidores e um PIB (Produto Interno Bruto) de cerca de US$ 22 trilhões, segundo a Apex — só perdendo para o dos Estados Unidos (cerca de US$ 29 trilhões) e supera o da China (em torno de US$ 19 trilhões).
Um grupo de três orcas foi visto no litoral sul Baiano, em Ilhéus, nesta última quarta-feira (7). O momento foi registrado em vídeo pelo influenciador de pesca Fernando Filho.
Fernando estava navegando pelo local, quando aviou os animais e conseguiu capturar o momento em que os animais emergem à superfície, próximo da embarcação.
Nas imagens é possível observar as orcas nadando. Por conta do tamanho as orcas costuma ser confundidas baleias. Porém, na verdade elas integram a família dos golfinhos.
A PF (Polícia Federal) está apurando denúncias sobre a contratação de influenciadores digitais para realizarem publicações atacando o BC (Banco Central) em defesa do Banco Master. A investigação, que ainda está em fase preliminar, já identificou cerca de 40 perfis de influenciadores e páginas de celebridades que fizeram postagens contra a decisão de liquidação do banco.
De acordo com as informações levantadas pela PF, os conteúdos publicados seguiam um padrão semelhante, alegando que houve “desmoronamento do Master”, “indícios de precipitação da liquidez pelo Banco Central” e que “o banco foi liquidado em tempo considerado incomum”. As publicações foram feitas entre 9 de dezembro de 2023 e 6 de janeiro de 2024.
Investigação ainda em fase inicial
Atualmente, a investigação está na fase de Informação de Polícia Judiciária, ainda sem a abertura formal de um inquérito policial.
Com base nas informações coletadas pela Diretoria de Inteligência, a Polícia Federal deve instaurar um inquérito para aprofundar as investigações e, posteriormente, convocar os envolvidos para depoimentos.
Entre os perfis identificados pela PF estão influenciadores de diversas áreas, incluindo entretenimento, celebridades, fofocas e dois especializados em economia e finanças. O monitoramento realizado pela FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) também detectou um volume atípico de publicações nas redes sociais contra o Banco Central e seus dirigentes no mesmo período.
As denúncias surgiram a partir de dois influenciadores com mais de 2 milhões de seguidores, que revelaram terem sido contatados para fazer campanhas contra o Banco Central. Em um dos contratos de confidencialidade obtidos pela CNN, havia uma cláusula com multa de R$ 800 mil caso a informação fosse vazada.
A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, já apresentou explicações ao STF (Supremo Tribunal Federal) negando qualquer envolvimento na contratação de influenciadores para atacar o Banco Central. No entanto, diversos influenciadores relataram ter recebido ligações diretas solicitando que fizessem campanhas para melhorar a reputação de Vorcaro.
(UOL/FOLHAPRESS) – O São Paulo acertou a contratação do zagueiro Matheus Dória, de 31 anos, que acertou sua rescisão contratual com o Atlas, do México. A informação inicial é de Jorge Nicola, confirmada pela reportagem.
NEGÓCIO FECHADO
Ele retorna gratuitamente ao Tricolor Paulista após 11 anos. Matheus Dória desembarcou na manhã desta sexta-feira na capital paulista e realiza exames médicos nesta manhã para assinar com o clube do Morumbis.
O contrato proposto é de duas temporadas, com cláusula baseada em metas que pode estender o contrato por mais uma temporada.
Matheus Dória atuou no São Paulo em 2015, por empréstimo do Olympique de Marseille, da França.
Após somente cinco meses, o clube tentou comprar o jogador em definitivo, mas à época não teve sucesso nas tratativas com os franceses.
Marcelo Paz confirmou, nesta sexta-feira (09), o recebimento da proposta; “Grande jogador, atacante com qualidades raras. Tem infiltração, gols, assistências, se entrega o tempo inteiro, tem personalidade”, disse o novo diretor executivo do Corinthians