segunda-feira, abril 6, 2026
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Chelsea anuncia Liam Rosenior como novo técnico após saída de Maresca

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O Chelsea anunciou na manhã desta terça-feira, por meio de comunicado oficial, que chegou a um acordo com o Strasbourg para a contratação de Liam Rosenior, escolhido para substituir Enzo Maresca no comando técnico da equipe principal.

O treinador de 41 anos assinou contrato válido até junho de 2032 e retorna ao futebol inglês. No elenco do clube londrino, Rosenior irá trabalhar com os portugueses Pedro Neto e Dário Essugo. Ao longo da carreira, ele teve passagens por Bristol City, Fulham, Torquay United, Reading, Ipswich Town, Hull City e Brighton como jogador, além do Derby County como treinador principal.

A estreia de Rosenior no banco do Chelsea acontecerá justamente contra o Fulham, agora comandado pelo português Marco Silva. A partida está marcada para a próxima quarta-feira, às 19h30 no horário de Portugal continental, em Craven Cottage, pela 21ª rodada da Premier League.

O novo técnico assume uma equipe que ocupa atualmente a quinta colocação do Campeonato Inglês, com 31 pontos, mesma pontuação do Manchester United, que confirmou na véspera a saída de Ruben Amorim. À frente do Chelsea estão Arsenal, Manchester City, Aston Villa e Liverpool.

Além da Premier League, os blues seguem vivos em todas as competições que disputam. Na Liga dos Campeões, aparecem na décima posição da fase de liga, com dez pontos, empatados com Newcastle, Sporting e Barcelona. Na Copa da Liga Inglesa, brigam por uma vaga na final contra o Arsenal. Já na Copa da Inglaterra, a estreia será no sábado, diante do Charlton Athletic, pela terceira fase.

O clube francês é comandando pelo luso Paulo Fonseca desde janeiro de 2025 e o brasileiro comemorou ter um staff português nos bastidores

Folhapress | 17:35 – 05/01/2026

Fonte: Noticias ao Minuto

Número de mortos em protestos no Irã sobe para 544, diz grupo de ativistas

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O número de mortos nas manifestações do Irã aumentou para ao menos 544 pessoas, segundo um grupo de direitos humanos com sede nos EUA que vem monitorando o número de vítimas em meio aos protestos generalizados contra o regime no país.

O número representa a quantidade de pessoas mortas nos últimos 15 dias, incluindo oito crianças, de acordo com uma atualização da HRANA (Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos), o serviço de notícias da organização Ativistas de Direitos Humanos no Irã.

Mais de 10.681 pessoas também foram transferidas para prisões após serem detidas, informou a agência.

A CNN não conseguiu verificar de forma independente os números de vítimas da HRANA. O Irã está sem internet há mais de 72 horas, depois que as autoridades cortaram o acesso à internet e as linhas telefônicas.

Entenda os protestos no Irã

Protestos antigoverno no Irã eclodiram pelo décimo terceiro dia consecutivo na sexta-feira (9), em uma onda de agitação nacional que representa o maior desafio ao regime em anos.

As autoridades cortaram o acesso à internet e as linhas telefônicas na quinta-feira (8) – a maior noite de manifestações nacionais até agora – deixando o Irã praticamente isolado do mundo exterior. Organizações de direitos humanos disseram que dezenas de pessoas foram mortas desde o início dos protestos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar o Irã se as forças de segurança responderem com força. O Líder Supremo, Ayatollah Ali Khamenei, pediu a Trump que “foque em seu próprio país” e culpou os EUA por incitarem os protestos.

Com a escalada da raiva pública e a continuidade dos protestos, a CNN reúne o que você precisa saber.

O que desencadeou os protestos?

Os protestos começaram como manifestações nos bazares de Teerã contra a inflação desenfreada, mas se espalharam pelo país e se transformaram em manifestações mais gerais contra o regime.

As preocupações com a inflação atingiram o auge na semana passada, quando os preços de produtos básicos como óleo de cozinha e frango dispararam dramaticamente da noite para o dia, com alguns produtos desaparecendo completamente das prateleiras.

A situação foi agravada pela decisão do banco central de encerrar um programa que permitia a alguns importadores acessar dólares americanos mais baratos em comparação ao restante do mercado – o que levou lojistas a aumentarem os preços e alguns a fecharem suas portas, iniciando os protestos.

A decisão dos bazaaris, como são conhecidos, é uma medida drástica para um grupo tradicionalmente alinhado à República Islâmica.

O governo liderado por reformistas tentou aliviar a pressão ao oferecer transferências diretas de quase US$ 7 por mês, mas a medida não conseguiu conter a insatisfação.

Quão difundidos são os protestos?

As manifestações mais recentes são os maiores em escala desde 2022, quando a morte de Mahsa Amini, de 22 anos, sob custódia da polícia religiosa, motivou os amplos protestos “Mulher, Vida, Liberdade”.

Pessoas de mais de 100 cidades participaram dos atos, que começaram há quase duas semanas.

Os protestos se espalharam para províncias iranianas até Ilam, uma região de maioria curda que faz fronteira com o Iraque, e Lorestão, ambas surgiram como pontos críticos de inquietação. Alimentadas pela divisão étnica e pobreza, multidões incendiaram as ruas e entoaram “Morte a Khamenei”, desafiando diretamente Khamenei, que detém autoridade máxima sobre os assuntos religiosos e estatais do país.

A agência de notícias Fars, afiliada ao Estado iraniano, informou que 950 policiais e 60 militares da força paramilitar Basij ficaram feridos nos protestos, principalmente em confrontos com “manifestantes” nas províncias ocidentais “equipados com armas de fogo, granadas e armas”.

Pelo menos 45 manifestantes, incluindo oito crianças, foram mortos desde o início das manifestações, compartilhou na quinta-feira (8) a IHRNGO (ONG de Direitos Humanos do Irã), sediada na Noruega. Informou também que centenas de outros ficaram feridos e mais de 2.000 pessoas detidas.

CNN não conseguiu verificar de forma independente os números de mortos e detidos, e veículos de notícias estatais iranianos às vezes divulgam mortes individuais sem apresentar um balanço abrangente.

Como os protestos são diferentes desta vez?

O fato de que os protestos recentes começaram com os bazaris – uma força poderosa para a mudança na história do Irã e vista como leal ao regime – é notável.

A duradoura aliança entre os bazaris e o clero no Irã fez com que os lojistas desempenhassem um papel crucial como fazedores de reis ao longo da história do Irã. Foi o apoio deles a esses mesmos clérigos que acabou ajudando a Revolução Islâmica de 1979 a ter sucesso, dando aos rebeldes uma espinha dorsal financeira que levou à queda do xá, ou monarca.

“Por mais de 100 anos de história iraniana, os bazaris têm sido atores-chave em todos os principais movimentos políticos do Irã. … Muitos observadores acreditam que os bazaris são alguns dos mais leais à República Islâmica”, disse Arang Keshavarzian, professor associado de estudos do Oriente Médio e Islâmicos na Universidade de Nova York e autor de “Bazaar and State in Iran”, à CNN.

Seu papel como uma grande força política tornou-se mais simbólico desde então, mas o impacto das flutuações na moeda em seus negócios foi o que os levou a desencadear os protestos que se tornaram fatais.

Além disso, as autoridades buscaram diferenciar entre manifestantes econômicos e aqueles que clamam por mudança de regime, rotulando estes últimos como “manifestantes” e “mercenários” apoiados por estrangeiros, enquanto prometem uma repressão mais dura contra eles.

Dois especialistas que conversaram com a CNN destacaram que os protestos podem levar a mudanças significativas.

“Esses protestos, seja qual for o resultado, sem dúvida vão prejudicar ainda mais uma legitimidade já fragmentada para um Estado que acredito estar no fim de sua vida”, comentou Sanam Vakil, diretora do Programa do Oriente Médio e Norte da África na Chatham House, à Eleni Giokos, da CNN.

Para o líder do Oriente Médio da Bloomberg Economics, Dina Esfandiary, esta rodada de protestos parece diferente das anteriores devido a um sentimento de frustração e exaustão entre as pessoas no Irã.

“Chegou ao ponto de ebulição”, enfatizou Esfandiary. “Prevejo que a República Islâmica que estamos vendo hoje dificilmente verá 2027. Eu realmente acho que vai haver alguma mudança.”

Quem governa o Irã e o que isso significa para o regime?

O Irã é uma teocracia desde 1979, quando clérigos derrubaram um monarca secular aliado ao Ocidente, levando à formação da República Islâmica liderada por Khomenei.

Masoud Pezeshkian foi eleito presidente em 2024, promovendo uma política externa mais pragmática, mas seus poderes são limitados, e Khamenei comanda todas as grandes questões de Estado.

“Não devemos esperar que o governo lidasse com tudo isso sozinho”, afirmou Pezeshkian em um discurso televisionado na última segunda-feira.

Pezeshkian anteriormente se posicionava como um campeão da classe trabalhadora, prometendo alívio econômico por meio da redução da intervenção governamental no mercado cambial, enquanto também culpava as sanções dos EUA, corrupção e a impressão excessiva de dinheiro.

Mas a corrupção em todas as partes do governo, a má gestão de fundos e a convergência de problemas ambientais e liderança estagnada colocam o governo à beira do abismo. Mais de um ano após sua eleição, a própria classe trabalhadora que ele prometeu proteger e a classe média que forma a espinha dorsal da sociedade iraniana estão enfrentando dificuldades.

Fatores externos como sanções paralisantes e uma possível nova guerra com os Estados Unidos e Israel deixaram o Estado paranoico e a população ansiosa.

Na sexta-feira (9), a agência estatal de mídia Tasnim informou que o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica emitiu um comunicato alertando que a preservação do governo do país é sua “linha vermelha” e reservando o direito à “retaliação”.

Reza Pahlavi, filho exilado do falecido xá, se posicionou como uma alternativa viável ao regime governante, declarando apoio aos protestos e fazendo apelos diretos por ação coordenada em todo o país.

Na terça-feira (6), Pahlavi convocou os iranianos a entoarem palavras de ordem em massa.

Pelo menos alguns dos participantes dos atos pareciam estar atendendo ao seu chamado. Um dos slogans gritados pelos manifestantes foi: “Esta é a última batalha, Pahlavi vai voltar”, segundo um vídeo analisado pela CNN.

Embora cânticos pró-monarquia tenham sido ouvidos em vídeos das manifestações, a extensão do apoio monarquista em todo o país permanece incerta.

“Nenhum dos líderes políticos iranianos tem um plano para tirar o Irã das crises”, informou Keshavarzian à CNN.

“A única ferramenta que realmente resta à República Islâmica é a coerção e a força. As pessoas tentaram diferentes métodos para expressar suas opiniões”, acrescentou. “Mas, nos últimos 15 anos, grandes segmentos da população perderam a confiança no regime.”

O que Trump e Khamenei disseram?

Donald Trump alertou Teerã várias vezes sobre consequências severas caso manifestantes sejam mortos.

“Eu os deixei saber que, se começarem a matar pessoas, o que costumam fazer durante seus distúrbios … vamos atacá-los com muita força”, disse Trump ao apresentador de rádio conservador Hugh Hewitt.

No dia seguinte, o republicano repetiu em uma reunião com executivos do setor petrolífero que as autoridades iranianas “é melhor não começarem a atirar, porque nós também vamos começar a atirar”, mas relatou que os EUA não colocariam “tropas no terreno.”

Há apenas seis meses, Israel e os EUA lançaram ataques ao Irã pela primeira vez, com Trump levantando as possibilidades de novos ataques apenas na semana passada, dias após se reunir com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

Em um discurso televisionado marcando seus primeiros comentários públicos desde o início das manifestações, Khamenei pediu a Trump que “foque nos problemas de seu próprio país.”

“Há alguns agitadores que querem agradar o presidente americano destruindo propriedade pública. Um povo iraniano unido derrotará todos os inimigos. A República Islâmica não vai recuar diante daqueles que buscam nos destruir.”

Ali Khamenei, Líder supremo do Irã

(Com informações de Kara Fox, Max Saltman, Adam Pourahmadi, Charlotte Reck, Aditi Sangal e Betul Tuncer, da CNN)

Fonte: CNN BRASIL

Trump diz que “Irã ligou para negociar”

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O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste domingo (11) que o Irã, que atualmente enfrenta protestos violentos e tensões com os EUA, ligou para ele no sábado (10) para negociar.

“Eles ligaram ontem […] O Irã ligou para negociar”, disse Trump.

“Os líderes do Irã querem negociar […] Acho que eles estão cansados ​​de apanhar dos Estados Unidos. O Irã quer negociar conosco.”, acrescentou o presidente americano.

Os comentários de Trump vêm dias depois dele ter dito a repórteres que, se Teerã se envolvesse em violência contra manifestantes, os EUA “interviriam”.

A CNN noticiou no domingo que Trump está considerando várias opções de intervenção, desde ataques militares a novas sanções contra figuras do regime ou setores da economia iraniana, como energia ou o setor bancário.

Fonte: CNN BRASIL

Técnico do Porto exalta ‘alto nível’, mas não promete Thiago Silva titular

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Técnico do Porto, o italiano Francesco Farioli não garantiu uma vaga no time para Thiago Silva. Ele elogiou o “alto nível” do zagueiro brasileiro, mas deixou claro que “não lhe fiz qualquer promessa”.

“Ninguém discute as conquistas do Thiago. Ele não estaria aqui se os seus últimos jogos não fossem de alto nível. Na nossa conversa, ele provou que vem para ajudar e apoiar a equipe. Não lhe fiz qualquer promessa, quero que ajude a equipe, quer jogue todos os jogos ou cinco minutos. Ele está consciente disso”, falou o técnico do Porto ao jornal português O Jogo.

Thiago Silva vive a expectativa pela estreia, mas tem concorrência por um um lugar na zaga do Porto. O brasileiro de 41 anos acertou com o time europeu por uma temporada, com opção de renovação por mais um ano.

Os poloneses Jan Bednarek e Jakub Kiwior formam a zaga do time, que sofreu apenas quatro gols no Campeonato Português. O Porto lidera a competição com 49 pontos -sete a mais que o vice Sporting- e está invicto (16 vitórias e um empate).

O próprio Thiago Silva reconheceu o bom início de temporada do clube português: “Eu venho para tentar acrescentar algo aos jogadores que estão aqui fazendo uma temporada mais do que incrível. Fico feliz por estar a chegar num momento assim e espero que possa ajudar”, disse em entrevista ao site oficial do Porto.

Quem me conhece sabe como gosto de trabalhar, a responsabilidade que carrego com o meu nome e com a minha história. Os torcedores do Porto podem ter a certeza de que vou dar o meu melhor, como dei em todos os outros clubes. Quero fechar este ciclo que não ficou encerrado no passado de forma vitoriosa. É assim que penso. Vim para um clube que me abriu as portas de uma forma muito bonita, o presidente e o treinador também. Foi só trocar algumas palavras e vi quanto carinho e admiração eles têm por mim. A partir daí, aumenta muito mais a minha responsabilidade de ajudar, seja no campo, no banco ou na preparação. Vou continuar a fazer o que sempre fiz na minha carreira. Thiago Silva

O zagueiro se juntou nesta terça-feira (6) ao elenco do Porto e pode ganhar seus primeiros minutos contra o Benfica, na próxima semana. O confronto pelas quartas de final da Taça de Portugal está marcado para o dia 14, às 17h45 (de Brasília).

Marcos Leonardo foi o primeiro a aparecer no radar do Flamengo. O jogador esteve próximo do São Paulo na última janela de transferências, vê o retorno ao Brasil com bons olhos e tem situação indefinida

Folhapress | 09:30 – 06/01/2026

Fonte: Noticias ao Minuto

Profissionais do setor editorial lembram trajetória e obras preferidas

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“Eu me orgulho muito de poder ver o meu nome nos créditos de livros que sejam realmente incríveis, saber que eu sou parte de uma obra cuja leitura pode, eventualmente, ser a leitura da vida de alguém”.

Editor autônomo e publisher, Hugo Maciel de Carvalho formou-se em Direito e chegou a trabalhar em escritório de advocacia, mas ajustou a rota e abriu caminhos no mercado dos livros.

No contexto da expansão do setor editorial e livreiro no país nos últimos anos, com aumento do número de empresas, conforme apontou levantamento da Câmara Brasileira do Livro (CBL), profissionais entrevistados pela Agência Brasil relataram como o setor possibilita que eles vejam propósito em seu trabalho. 

Desde que achou o novo rumo, Hugo assume que já perdeu a conta de quantos livros têm seu nome nos créditos.

“No fim das contas, o que realmente importa é saber que, de algum jeito, eu ajudei a dar forma a ideias que circulam, são lidas, discutidas, questionadas ─ e continuam produzindo sentido no mundo.”

O livro pelo qual tem mais carinho é A Terra Árida, do autor T.S. Eliot, na tradução de Gilmar Leal Santos.

“É um dos meus poemas preferidos de todos os tempos. Este foi o primeiro livro que eu publiquei pelo meu selo, como publisher”, disse Hugo, acrescentando que preza por projetos que ajudem a pensar sobre o futuro.

“A crise na Venezuela me lembrou de dois livros que merecem ser lidos juntos. Trabalhei como preparador de texto em ambos”, relembrou.

O primeiro deles ─ Autonorama, do Peter Norton ─ mostra que tipo de escolha política moldou o mundo para criar uma infraestrutura que corrói a vida social. O segundo ─ Estrada para Lugar Nenhum, do Paris Marx ─ amplia esse diagnóstico, ao analisar diversos mecanismos de concentração de poder, privatização das infraestruturas e controle social.

“Norton explica como chegamos até aqui. Marx mostra a direção para a qual estamos sendo empurrados agora”, concluiu.

Ele destacou também um livro em que trabalhou e ainda não foi publicado: A Escada de Jacó, da escritora russa Liudmila Ulítskaia.

“É um romance monumental, construído a partir de cartas, diários e documentos, que acompanha várias gerações de uma família russa ao longo do Século 20, atravessando revolução, guerra, stalinismo, exílio e o fim da União Soviética”, adiantou o editor.

“Este foi um dos projetos mais exigentes e intelectualmente estimulantes da minha trajetória, porque cada página cruza literatura, linguística, filosofia, música, ciência e história com uma densidade rara na ficção contemporânea”, explicou.

Tradição familiar

A leitura é como uma tradição na família, Hugo lê para o filho desde seu nascimento. Além dos livros em casa, fazem visitas semanais a bibliotecas públicas.

“Ele agora já sabe ler sozinho, mas todas as noites eu e minha esposa lemos para ele, ou ao lado dele, e isso faz muito bem para nós três, para a nossa memória afetiva como leitores. Faz bem para o nosso futuro”.

“Eu amo livros. Aos 12 anos de idade, meu avô me deu o livro dele para eu comentar. Tudo começou aí. Um dia, ele chegou na minha casa e foi direto até o meu quarto, fechou a porta e tirou um manuscrito de dentro de um envelope. Só me disse assim: ‘leia, quero a sua opinião, quando você estiver pronto, me avisa; mas é um segredo, não conta para ninguém’”, revelou à reportagem.

Hugo sustentou o desejo do avô, trabalharam no livro “em segredo” até publicarem a primeira edição.

 

Editor autônomo e publisher Hugo Maciel de Carvalho e seu avô. Foto: Hugo Maciel de Carvalho/Arquivo pessoal

“Depois disso, a gente continuou trabalhando juntos nos livros dele, quatro no total. Quando ele faleceu, a gente ainda estava trabalhando nos livros. Um dia ainda vou publicar suas ‘Obras completas’.”

O editor revela que o ritmo de trabalho é intenso e exige muito foco, com muitas páginas por dia.

“Não é algo que você lê e pronto, como um livro que você deita na rede para ler num sábado à tarde; precisa ler, reler, voltar pro começo para ver se tem alguma contradição, discutir com o autor ou com a editora, ler mais uma vez para ver se ficou bom. Eu trabalho muito de madrugada, por conta do silêncio.”

“Paga muito pouco. As pessoas acham que ser revisor de textos é um ‘bico’ interessante. Mas dá muito trabalho, se você sabe o que está fazendo. E nem sempre tem demanda. Então, tem horas que você precisa inventar trabalho ou vai acabar é revisando os boletos atrasados que vão se acumulando”, relatou Hugo, com bom humor.

Uma editora independente

Para Florencia Ferrari, sócia da Ubu, as editoras independentes, em geral, são resultado de um desejo dos editores que querem publicar obras que gostam e que admiram.

“Eu não fujo à regra”, disse.

Ela conta que vê a Ubu como uma plataforma de projetos, onde há a oportunidade de criação e aprendizado, inclusive junto aos designers, artistas e autores.

O sentido deste trabalho, para ela, vai além de gerar renda: “é um lugar de realização e uma forma de estar no mundo”.

Ela ressalta ainda a importância de boas relações de trabalho nesse contexto. “Eu já vivi ambientes de trabalho tóxicos, competitivos, de vigilância, de controle. E eu gosto de pensar que a gente criou na Ubu um ambiente que se caracteriza por troca, aprendizado, colaboração, apoio, cuidado e pela liderança das pessoas que conhecem suas áreas.”

Além de um ambiente de trabalho saudável, da produção de conhecimento e divulgação de ideias, Florencia ressalta que o posicionamento ético e político integra o modo de atuação da editora.

“Eu acho que isso também é característica de algumas editoras independentes: eu vejo a Ubu como um lugar de posicionamento e de pensamento, inclusive de atitude crítica, no sentido do Foucault, de atitude política, de se colocar. Não fazendo disso uma militância, mas sim uma ética política”, explicou.

Mais de 500 livros

Atualmente professor da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), mas sem deixar a profissão de tradutor, Adail Sobral já traduziu mais de 500 livros. Foi também membro do corpo de jurados do Prêmio Jabuti nos anos de 2004, 2007, 2008 e 2018.

Professor da Universidade Federal do Rio Grande e tradutor Adail Sobral. Foto: Adail Sobral/Arquivo Pessoal

“Eu comecei por acaso, mas aí eu me apaixonei pela tradução. E não parei.”

A tradução do primeiro livro ─ Atos de fala, de John Searle ─ aconteceu enquanto era aluno de pós-graduação, em 1981, quando a tradução fazia parte das atividades acadêmicas.

“Eles convocaram todo mundo para começar a traduzir. Era a universidade que traduzia e fazia parte de nossas atividades. A gente traduzia de graça. Ali, não era profissional ainda”, contou Adail.

De 1985 até 1999, ele se dedicou totalmente à profissão, em grande parte junto à sua esposa na época, Maria Stela Gonçalves (1954-2015).

“Em uma época, eu traduzi bastante coisa de informática. Era o que me sustentava. Depois, comecei a traduzir da área de ciências humanas, e aí teve um monte de coisas”, lembrou Adail, citando autores como Jean Baudrillard, Jonathan Barnes, David Harvey e Félix Guattari, além de títulos religiosos. Depois, o tradutor se especializou na área de medicina. “É o que dava dinheiro”, revela.

Uma das obras que mais gostou de trabalhar foi Herói de Mil Faces, de Joseph Campbell.

“Ele escreve sobre mitologia de uma maneira que é literária e também é técnica. Então é um livro bonito, que esteticamente agrada, não só o conteúdo mas a forma, a maneira como ele é organizado. E essa tradução tinha uma particularidade. Não deu tempo de ser editada, não teve revisão. A revisão foi minha mesmo, eu mesmo traduzi, eu mesmo revisei”, lembrou.

“Eu gostei também de traduzir, junto com Maria Stela, o Jean Baudrillard: A troca simbólica e a morte, que saiu em 1996. Esse livro tem também uma particularidade, o primeiro capítulo dele é uma transcrição de fala. Nós conseguimos reproduzir por escrito a fala, ficou muito bonito”, contou.

O casal traduziu ainda as obras completas de Santa Teresa de Jesus, que é outro dos trabalhos que mais lhe trouxe satisfação, apesar de exigir intensa dedicação.

“Era um original do Século 16, e a tradução teve que ser adaptada para o tempo moderno. Eram 2 mil páginas. Passamos um ano traduzindo,180 [páginas] por mês, mais ou menos”, lembrou.

“Esses três [trabalhos] eu adoro. Esses livros eu adoro de toda maneira. E o da Santa Teresa, imagina, levamos um ano convivendo com uma obra”, disse com entusiasmo.

Valorização profissional

Adail menciona o cansaço causado pelo ofício e suas longas jornadas de trabalho, ainda que tenha se encontrado na profissão.

“Eu fiquei traduzindo 15 anos fora da universidade. Depois, eu resolvi voltar porque eu estava cansado de só traduzir. Uma época, eu traduzia 14 horas por dia, tinha dois ou três clientes [ao mesmo tempo]”, lembrou.

Em relação ao modelo de contratação no setor editorial e livreiro naquela época, ele avalia que era uma relação quase paternalista.

“De certo modo, a gente não era considerado um profissional. A remuneração não era boa, você tinha que traduzir bastante para conseguir sobreviver. Hoje eu acho que está um pouco melhor, mas nem tanto também.”

Adail menciona que os empregadores justificavam um salário menor por conta do pagamento ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Atualmente, os tradutores prestam serviços como pessoa jurídica, mas ainda há desvalorização profissional.

“As grandes editoras [no país] determinam qual é o preço que elas vão pagar para a tradução. As menores negociam um pouco, mas justamente elas não têm poder de pagamento”, comentou sobre as dificuldades da profissão no país.

Segundo ele, os profissionais alcançam melhor remuneração em traduções de áreas técnicas ─ que exigem precisão terminológica ─ e na prestação de serviços para clientes estrangeiros.

Fonte: Agência Brasil

Wagner Moura recebe beijo de Julia Roberts ao ganhar prêmio de Melhor Ator

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A atriz Julia Roberts, 58, celebrou a vitória de Wagner Moura, 49, no Globo de Ouro e deu um beijo no rosto do ator enquanto ele estava a caminho do palco. A premiação aconteceu neste domingo (11).

O baiano venceu a categoria de Melhor Ator em Filme de Drama, superando nomes como Joel Edgerton (“Trem dos Sonhos”), Oscar Isaac (“Frankenstein”), Dwayne Johnson (“Coração de Lutador: The Smashing Machine”), Micheal B. Jordan (“Pecadores”) e Jeremy Allen White (“Springsteen: Deliver From Nowhere”).

Wagner Moura também foi cumprimentado pelo ator Adam Sandler, que lhe deu um abraço. Veja o momento no vídeo abaixo:

A vitória no Globo de Ouro de fortalece a temporada de Moura e ajuda a campanha ao Oscar. No ano passado, a atriz brasileira Fernanda Torres ganhou o prêmio Melhor Atriz por “Ainda Estou Aqui”. Algumas semanas depois, ela foi indicada ao prêmio mais desejado do cinema.

Sobre o que fala “O Agente Secreto”?

Ambientado no Recife de 1977, o título é um thriller político, que acompanha Marcelo, um professor que foge de um passado misterioso e volta ao Recife em busca de paz, mas logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura.

A produção é estrelada por Wagner Moura (“Tropa de Elite”), Maria Fernanda Cândido (“Terra Nostra”), Gabriel Leone (“Dom”), Isabél Zuaa (“O Nó do Diabo”), Alice Carvalho (“Cangaço Novo”) e mais.



Fonte: CNN BRASIL

a melhor cidade do Brasil para se viver

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Uma análise de dados oficiais de 5.570 municípios revelou Jateí, no Mato Grosso do Sul, como a melhor cidade para se viver no Brasil. O município se destaca por seus altos índices em segurança, infraestrutura e economia, superando grandes centros urbanos no ranking nacional de qualidade de vida.

Por que Jateí foi considerada a melhor cidade do país?

A cidade obteve a nota 8,72 em um ranking que analisou 27 indicadores, como segurança, educação, infraestrutura e economia. O bom desempenho em múltiplas áreas, ajustado ao seu porte populacional, a colocou no topo da lista. É um exemplo de que qualidade de vida não depende de ser uma grande metrópole.

Como é a segurança pública na cidade?

Com taxa zero de homicídios, Jateí é descrita por moradores como um “condomínio fechado”. A tranquilidade é tanta que é comum ver portas destrancadas e carros abertos nas ruas. A cidade não registra moradores em situação de rua e possui baixos índices de acidentes e de internações ligadas ao uso de drogas.

O que move a economia de um município tão pequeno?

A economia é fortemente impulsionada pelo agronegócio. A criação de suínos é o carro-chefe, abastecendo grande parte da produção de uma importante indústria de alimentos. Isso garante um Produto Interno Bruto (PIB) per capita — a riqueza gerada dividida pelo número de habitantes — de R$ 119 mil, muito acima da média nacional. O salário médio também supera a média do país.

E a infraestrutura acompanha esse desenvolvimento?

Sim. Quase 100% das ruas da cidade são asfaltadas e a iluminação pública é toda em LED. A coleta de lixo é regular e a estrutura de saúde é considerada excelente para o porte do município, com médicos disponíveis nas unidades básicas. A arborização e a conservação das praças também são pontos destacados pelos moradores.

A cidade tem alguma tradição cultural marcante?

Jateí é famosa por sua Festa da Fogueira em homenagem a São Pedro, padroeiro da cidade. O evento atrai multidões com uma fogueira que pode chegar a 60 metros de altura, uma das maiores do mundo. A festa, que ocorre em junho, movimenta o turismo e reforça a identidade cultural e religiosa do município.

Este conteúdo foi gerado com inteligência artificial. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema consulte a reportagem a seguir.

VEJA TAMBÉM:

  • O que faz desta cidade a melhor para se viver no Brasil

Fonte: Gazeta do Povo

Globo de Ouro: web celebra vitórias de “O Agente Secreto” e de Wagner Moura

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“O Agente Secreto” venceu o Globo de Ouro 2026 na categoria Melhor Filme de Língua Não Inglesa e Wagner Moura, estrela do filme, levou o prêmio de Melhor Ator. A cerimônia aconteceu neste domingo (11) em Beverly Hills, na Califórnia, nos Estados Unidos.

Na web, internautas celebraram as vitórias do filme dirigido por Kleber Mendonça Filho. Uma pessoa brincou que deseja tatuar o momento em que o longa ganhou como Melhor Filme de Língua Não-Inglesa. Outra comentou sobre o orgulho da produção brasileira.

Veja as reações nas redes sociais:

O Globo de Ouro é considerado um “termômetro” para o Oscar. O filme brasileiro está cotado para as principais categorias da maior premiação do cinema.

Sobre o que fala “O Agente Secreto”?

Ambientado no Recife de 1977, o título é um thriller político, que acompanha Marcelo, um professor que foge de um passado misterioso e volta ao Recife em busca de paz, mas logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura.

A produção é estrelada por Wagner Moura (“Tropa de Elite”), Maria Fernanda Cândido (“Terra Nostra”), Gabriel Leone (“Dom”), Isabél Zuaa (“O Nó do Diabo”), Alice Carvalho (“Cangaço Novo”) e mais.



Fonte: CNN BRASIL

Morre Manoel Carlos, um dos principais autores de novela brasileira

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Morreu neste sábado (10), aos 92 anos, Manoel Carlos, responsável por novelas clássicas brasileiras como Páginas da Vida, Por Amor, entre outras.

A produtora Boa Palavra, que tem os direitos autorais de Carlos, soltou um comunicado ontem, no qual confirmou a morte:

“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Manoel Carlos Gonçalves de Almeida, carinhosamente conhecido como Maneco, ocorrido hoje, aos 92 anos”.

Manoel Carlos, nascido em 14 de março de 1933 em São Paulo, começou sua carreira em 1950, no teatro, como ator. Mas já em 1952 lançou sua primeira novela, Helena, na TV Paulista, emissora que mais tarde se tornaria a TV Globo. Também passou pela TV Tupi, Record, Manchete, Band, com novelas, minisséries, direção de programas etc.

Mas foi mesmo com seus folhetins na Globo que Maneco ganhou reconhecimento nacional. Sua primeira novela no canal foi Maria, Maria, em 1978, na faixa das 18h. Em 1980, entrou para o horário das 20h, considerado nobre, e foi coautor de Água Viva ao lado de Gilberto Braga. Foi um grande sucesso para o canal. Outros êxitos históricos surgiram em 1981 e 1982, com Baila Comigo e Sol de Verão, respectivamente.

O bom relacionamento de Maneco com a Globo gerou mais novelas de sucesso como Felicidade (1991 a 1992), Por Amor (1997 a 1998), Laços de Família (2000 a 2001), Mulheres Apaixonadas (2003), Páginas da Vida (2006 a 2007), Viver a Vida (2009-2010) e foi até 2014, com se último folhetim, Em Família.

Manoel Caros também foi muito bem-sucedido em séries e teve alguns hits importantes como a altamente elogiada Malu Mulher, entre 1979 e 1980. Em 2001, escreveu Presença de Anita e em 2009 foi a vez de Maysa: Quando Fala o Coração.

Com suas protagonistas chamadas de Helena, histórias de família e mulheres fortes, Maneco, apesar de ser paulistano, usou muito bem o Rio de Janeiro como cenário e, com tudo isso, deixa uma marca eterna na TV brasileira.

Fonte: Agência Brasil

Globo de Ouro 2026: “O Estúdio” ganha como Melhor Série de Comédia

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“O Estúdio” venceu o Globo de Ouro na categoria de Melhor Série de Comédia na noite deste domingo (11). A cerimônia acontece no hotel The Beverly Hilton, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

A série desbancou “Abbott Elementary”, “O Urso”, “Hacks”, “Ninguém Quer” e “Only Murders in the Building”.

A série também ganhou recentemente o Critics Choice Awards 2026 na mesma categoria por sua primeira temporada.

“O Estúdio” é uma produção do serviço de streaming Apple TV+ e chegou a quebrar recordes no Emmy 2025 ao se tornar a série de comédia mais premiada em uma única edição do evento na história.

A produção é estrelada por Seth Rogen (“Superbad: É Hoje” e “Vizinhos”), que também é responsável pelo roteiro e direção da série.

A trama gira em torno de Matt Remick (Rogen) se torna o novo chefe do desorganizado Continental Studios. Em meio a filmes em dificuldades e uma equipe de executivos em constante conflito, Matt lida com artistas egoístas e líderes corporativos ambiciosos, enquanto tenta alcançar o sucesso.

Entre eventos, escolhas de elenco e reuniões, cada situação oferece uma chance de sucesso ou um risco de desastre que pode destruir sua carreira. Embora esse seja o emprego que sempre sonhou, ele também pode ser a sua queda.

“O Estúdio” já está renovada para a segunda temporada.

Veja a lista completa de vencedores do Globo de Ouro 2026.

Fonte: CNN BRASIL