terça-feira, abril 7, 2026
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Ruben Amorim ‘ilibado’: “O que é o Manchester United? O Mickey Mouse FC?”

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Troy Deeney fez, este sábado, uso do espaço de opinião que assina no jornal britânico The Sun para defender que os dois últimos treinadores do Manchester United, o neerlandês Erik ten Hag e o português Ruben Amorim, não podem ser considerados os principais culpados pela crise de resultados esportivos que assolam o clube.

Na visão do histórico atacante do Watford, é preciso apontar o dedo para quem levou os Red Devils a este cenário desolador: “Estou farto do Manchester United. Todos nós o consideramos, de longe, o maior clube do país e, indiscutivelmente, o primeiro ou o segundo maior do mundo. Muitos de nós crescemos amando ou odiando o clube como força dominante, mas o que eles são agora? O Mickey Mouse FC?”

“Vimos como se tornaram um time do qual apenas rimos, espantados com o quão incrivelmente estúpidos se tornaram. Para qualquer pessoa com menos de 16 anos, o Manchester United é, francamente, uma piada. Eles cometeram os mesmos erros, repetidas vezes, desde a saída de Sir Alex [Ferguson]”, escreveu.

“Ferguson saiu, e eles voltaram ao mesmo caminho, agora com Michael Carrick. Também levou tempo, mas quando o Arsenal quis se afastar de Arsène Wenger, o que fez? Ele saiu de cena. O francês pode voltar quando quiser, mas está fora do ambiente do Emirates. Não há sombra pairando sobre o clube, e ele não tem nenhuma influência sobre o que acontece com Mikel Arteta”, prosseguiu.

“Ferguson é o melhor treinador de todos os tempos, mas o que diabos os dirigentes do Manchester United estão fazendo ao se ajoelharem constantemente diante dele? E, claro, sempre que o United bate em mais um galho nessa queda, as câmeras mostram sua lenda olhando, com desaprovação, da tribuna presidencial”, completou.

“Estão administrando o Manchester United como se fosse o West Ham”

No entanto, o diagnóstico não parou por aí: “Darren Fletcher e Fergie não são os verdadeiros problemas aqui. O problema está em quem está no topo, tomando decisões estúpidas e ingênuas, repetidas vezes. Antes, os Glazers eram o problema, e Sir Jim Ratcliffe seria o herói, mas ele montou uma estrutura chocante”.

“O Manchester United deveria ser o melhor entre os melhores, mas há muito tempo não age assim, dentro ou fora de campo. Procurando um novo diretor técnico? Obviamente, o Southampton — de onde tiraram Jason Wilcox — é o lugar ideal para buscar alguém. Todos lá dirão o quão bem as coisas têm ido recentemente”, ironizou.

“Depois, olharam para o outro lado de Manchester, para os arquirrivais, e foram buscar Omar Berrada como diretor-executivo. O Manchester City é administrado de forma brilhante, como uma máquina, mas se Berrada fosse realmente tão bom, será que o teriam deixado ir para Old Trafford? Claro que não”, acrescentou.

“São essas as pessoas que acabarão levando a culpa. De Ten Hag a Rúben Amorim e, agora, provavelmente, [Michael] Carrick — que, apesar de ser um ex-jogador do Manchester United, com uma bela carreira, pouco fez para merecer esse cargo. Ainda assim, não é ele quem deve ser o alvo da torcida. A responsabilidade é de quem está administrando o Manchester United como se fosse o West Ham”, concluiu.

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Fonte: Noticias ao Minuto

Infecção bacteriana: Estrela de reality show culpa toalhas de hotel

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Bethenny Frankel, que participou de reality shows como The Real Housewives of New York City e The Apprentice: Martha Stewart, afirmou que nunca mais vai usar toalhas de hotel.

A celebridade e empresária contraiu uma infecção bacteriana no rosto enquanto estava de férias em St. Barths, segundo relato da revista People.

Em um vídeo publicado no TikTok na quinta-feira, dia 15 de janeiro, Bethenny Frankel declarou: “Tive uma infecção bacteriana por causa das toalhas”.

“Isso já tinha acontecido uma vez com a minha filha. Foi ela quem percebeu quando aconteceu comigo, e depois começou a acontecer com ela também. As toalhas acumulam bactérias”, acrescentou.

Em seguida, a celebridade comentou que os hotéis, “mesmo os melhores, não lavam as toalhas imediatamente”. Em vez disso, segundo ela, as toalhas são colocadas “em recipientes junto com comida, bebida e sabe-se lá mais o quê”. “Não vou entrar em detalhes”, disse, afirmando que “isso simplesmente não é higiênico em nenhuma circunstância”.

Bethenny Frankel© Bethenny Frankel/Instagram  

Citando um dermatologista e uma especialista em cuidados com a pele, Bethenny Frankel afirmou que até mesmo uma “toalha bem limpa” pode “reter bactérias”. Na sequência, comparou a situação às esponjas de maquiagem.

“As esponjas de maquiagem, nós podemos limpá-las quantas vezes quisermos. Elas acumulam bactérias, assim como os pincéis, então temos que fazer o nosso melhor. Não dá para viver numa bolha, mas estou apenas dizendo que nunca, jamais, na minha vida, vou usar uma toalha de hotel novamente”, concluiu antes de encerrar o vídeo.

@bethennyfrankel

 


original sound – Bethenny Frankel

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Fonte: Noticias ao Minuto

Guerra, diplomacia ou revolta: o que vem a seguir no Irã?

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Após uma semana das maiores manifestações em todo o país em anos, as ruas do Irã voltaram a ficar silenciosas, subjugadas pela força.

Um morador de Teerã comparou o clima na capital aos dias que antecedem o Nowruz, o Ano Novo iraniano, quando muitos deixam a cidade e as lojas fecham mais cedo.

Mas não há alegria festiva, apenas um silêncio sepulcral, disse ele. A vida continua sob a sombra de uma repressão mortal contra os manifestantes e sob o espectro de um possível novo confronto militar com os Estados Unidos.

A República Islâmica espera celebrar o 47º aniversário da revolução que a levou ao poder no próximo mês. Haverá multidões nas ruas e músicas revolucionárias em alto volume.

No entanto, o clima nos corredores do poder em Teerã provavelmente será bem menos festivo, já que o regime enfrenta a maior ameaça à sua sobrevivência até o momento.

Talvez o regime tenha conseguido esmagar a última onda de protestos usando seu manual de repressão já testado e aprovado. Mas as queixas fundamentais que motivam os protestos não desapareceram.

Como chegou a este ponto?

A última quinta (15) e sexta-feira (16) se revelaram como alguns dos dias mais cruciais da história recente do Irã.

Os protestos econômicos que começaram nos bazares de Teerã se transformaram repentinamente no que pode vir a ser a maior ameaça enfrentada pela República Islâmica desde a sua fundação, em 1979.

Grandes multidões tomaram as ruas em todo o país, gritando “Morte ao ditador”, pedindo a queda do regime e, em um desenvolvimento relativamente recente, alguns exigindo o retorno de Reza Pahlavi, o filho exilado do último Xá do Irã.

Reza Pahlavi, filho exilado do xá iraniano que foi deposto, dá entrevista coletiva em Washington • 16/01/2026 REUTERS/Jonathan Ernst

A escala da repressão que se seguiu indica que o regime iraniano, ferido pela guerra do verão passado com Israel e os EUA, e sem o apoio de seus aliados regionais, não estava disposto a fazer concessões.

O bloqueio da internet que isolou os iranianos do mundo, significa que a verdadeira dimensão da brutalidade ainda não foi totalmente compreendida.

Mais de 3 mil pessoas foram mortas desde o início da repressão do Irã à dissidência, segundo a agência de notícias HRANA (Agência de Notícias dos Ativistas dos Direitos Humanos), sediada nos EUA.

A CNN não conseguiu confirmar esses números de forma independente.

Os EUA e o Irã entrarão em confronto?

Nas últimas semanas, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou repetidamente atacar o Irã caso o regime usasse violência contra manifestantes.

Na quinta-feira, porém, Trump disse a repórteres que “fontes muito importantes do outro lado” o informaram que os assassinatos haviam cessado no Irã — sugerindo que não haveria uma ação militar imediata dos EUA.

Autoridades do Golfo também disseram à CNN que Catar, Omã, Arábia Saudita e Egito instaram os EUA a evitar ataques ao Irã, alertando para os riscos de segurança e econômicos que poderiam afetar tanto os EUA quanto a região em geral. Esses esforços diplomáticos parecem ter levado a uma desescalada.

Mas isso pode ser temporário. Analistas dizem que a ameaça de ataques americanos ou israelenses ao Irã ainda não acabou.

“Não houve solução para a verdadeira raiz das tensões”, disse Trita Parsi, vice-presidente executivo do Instituto Quincy para a Diligência Estatal Responsável, à CNN, acrescentando que as tensões entre Israel e o Irã nunca foram sobre os protestos.

Uma fonte disse à CNN na quinta-feira que os militares dos EUA estão deslocando um grupo de ataque de porta-aviões para o Oriente Médio. A previsão é de que chegue ao Golfo Pérsico no final da próxima semana.

Mas, por enquanto, a conversa sobre negociações é mais forte do que os tambores da guerra. Falando na Flórida na quinta-feira, o enviado de Trump, Steve Witkoff, que esteve em contato direto com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, na última semana, também adotou um tom conciliatório.

Ainda há espaço para a diplomacia?

Mesmo que Teerã e Washington tentem retomar as negociações, o Irã o fará a partir de sua posição mais frágil até o momento. Comparado com as rodadas anteriores de negociações, o equilíbrio de poder mudou drasticamente.

As principais instalações nucleares do Irã foram gravemente danificadas por ataques dos EUA no verão passado, comprometendo partes essenciais de seu programa, e a maioria dos grupos armados que o país utilizava para projetar poder foram efetivamente neutralizados por Israel.

Embora o Irã ainda possua um estoque considerável de urânio altamente enriquecido – um componente fundamental para uma bomba nuclear – o golpe, tanto físico quanto simbólico, é significativo.

“Os iranianos, de muitas maneiras, perderam uma enorme vantagem”, disse Parsi, prevendo que “Trump adotará uma posição muito maximalista” caso as negociações sejam retomadas.

Além da questão nuclear, qualquer retomada das negociações provavelmente abrangerá uma gama mais ampla de assuntos. Os EUA estariam interessados ​​em restringir o programa de mísseis do Irã e seu apoio a grupos armados como o Hamas, o Hezbollah, bem como milícias xiitas em toda a região. É aí que as coisas podem se complicar.

Embora a liderança iraniana tenha demonstrado, no passado, alguma flexibilidade para um acordo nuclear com os EUA, considera o programa de mísseis e o apoio ao que denomina grupos de “resistência” como pontos inegociáveis. Qualquer concessão nessas frentes seria vista como uma capitulação direta às exigências americanas.

Mas não seria a primeira vez que o Irã revolucionário seria forçado a aceitar um acordo imperfeito. No final da guerra Irã-Iraque, em 1988, a República Islâmica concordou com um cessar-fogo ao qual resistiu por muito tempo, com o fundador da revolução, Ruhollah Khomeini, dizendo que era como “beber de um cálice envenenado”.

Quase quatro décadas depois, o regime se encontra em uma situação ainda mais precária.

Pode estar disposto a fazer concessões dolorosas para garantir sua sobrevivência mais uma vez. Mas mesmo que o faça, isso pode não ser suficiente para recuperar a legitimidade perdida perante a população após matar tantos de seus próprios cidadãos.

Contrato social “irremediavelmente rompido”

Especialistas afirmam que os protestos mais recentes demonstraram que o contrato social entre a República Islâmica e seu povo está irremediavelmente rompido.

O Estado não apenas falhou em proteger seus cidadãos de ataques estrangeiros, em proporcionar prosperidade econômica ou em permitir liberdade política e social; como também demonstrou repetidamente a disposição de usar violência brutal para silenciá-los.

O contrato social já era frágil, disse Parsi. Agora, o sistema está “danificado para sempre”.

Embora o público tenha conquistado algumas vitórias após a onda de protestos de 2022, com a flexibilização das regras sobre o hijab, a agitação atual é muito diferente, disse Parsi, atribuindo-a ao nível sem precedentes de violência empregado pelo regime.

Para muitos iranianos, nada menos que uma mudança fundamental será suficiente. Essa é uma tarefa extraordinariamente difícil.

Ao longo de décadas no poder, Khamenei e seu vasto aparato de segurança esmagaram sistematicamente qualquer forma de oposição interna capaz de representar um desafio sério ao seu governo.

Figuras como Mostafa Tajzadeh, ex-vice-ministro do Interior, ou Narges Mohammadi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz e ativista de direitos humanos, passaram anos atrás das grades por desafiarem o sistema por dentro.

Se alguma vez surgir uma mudança significativa, é mais provável que ela venha de dentro das mesmas estruturas de segurança e poder que mais se beneficiaram do regime, e não do campo reformista que foi progressivamente enfraquecido.

“O cenário mais provável é que haja outra variação do regime, por meio de elementos internos do mesmo regime”, disse Parsi. “Uma coisa é decapitar a cúpula do poder. O aparato de segurança é outra questão. Não pode ser decapitado tão facilmente.”

Sem oposição viável

Fora do Irã, o cenário se torna mais nebuloso. Os grupos de oposição baseados no exterior permanecem profundamente fragmentados.

Reza Pahlavi, o filho exilado do último Xá, ressurgiu como uma possível figura unificadora. Ele insiste que seria um líder de transição disposto a conduzir o Irã a um futuro democrático mais próspero.

Mas, após mais de quatro décadas no exílio, ele tem lutado para construir uma coalizão política diversa ou elaborar um plano para promover mudanças que não inclua a intervenção dos EUA. E ele nem sequer é o candidato preferido de Trump para governar o país.

A maioria das figuras da oposição esteve fora do país e não se dedicou de fato ao trabalho de campo, disse Dina Esfandiary, líder da Bloomberg Economics para o Oriente Médio, com sede em Genebra, acrescentando que alguém como Pahlavi “é uma figura muito controversa e dividiria significativamente os iranianos”.

É essa incerteza que pesa sobre muitos iranianos enquanto consideram até onde podem pressionar por mudanças. Outra preocupação em potencial é se a possível queda do regime levará ao colapso do Irã como nação.

Com sua diversidade étnica e regional, e com alguns grupos defendendo abertamente a separação, o risco de fragmentação é uma possibilidade concreta.

É provável que seja apenas uma questão de tempo até que outra onda de protestos surja. E, como os líderes em Teerã certamente se lembrarão, a revolução de 1979 foi o ápice de um movimento de protesto que durou um ano, com altos e baixos, antes de finalmente derrubar o regime do Xá.

“Não acho que este seja o último dos protestos”, disse Esfandiary. “Uma linha foi cruzada e chegamos a um ponto sem retorno.”

Fonte: CNN BRASIL

Bétis x Villarreal: horário e onde assistir ao jogo da LaLiga

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Em partida válida pela 20ª rodada da LaLiga, Bétis e Villarreal se encontram neste sábado (17), às 17h (de Brasília). O confronto coloca frente a frente duas equipes com objetivos distintos no campeonato espanhol.

A partida será realizada no estádio Benito Villamarín, em Sevilha.

Na tabela de classificação, o Villarreal ocupa a terceira posição com 41 pontos, fazendo uma excelente campanha com 13 vitórias em 18 jogos e o segundo melhor ataque da competição com 37 gols marcados.

Já o Bétis encontra-se na sexta colocação com 29 pontos, somando sete vitórias e oito empates. O time da casa busca se aproximar da zona de classificação para as competições europeias, enquanto o Villarreal tenta diminuir a distância para o líder Barcelona, que soma 49 pontos.

A partida terá transmissão pelo Disney+ Premium, Xsports e no tempo real do CNN Esportes.

Onde assistir a Bétis x Villarreal

  • Streaming: Disney+ Premium e Xsports
  • Tempo real: CNN Esportes

Ficha técnica de Bétis x Villarreal

  • Data: 17/01/2026
  • Horário: 17h (de Brasília)
  • Local: Benito Villamarín, na Espanha
  • Rodada: 20ª

Fonte: CNN BRASIL

Polícia Civil indicia homem que confessou triplo homicídio em Ilhéus

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A Polícia Civil da Bahia indiciou o homem que confessou o triplo homicídio ocorrido em Ilhéus, no sul do estado, após a conclusão das investigações. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (15), data em que o crime completou cinco meses.

As vítimas foram Alexsandra Oliveira Suzart, de 45 anos, Maria Helena do Nascimento Bastos, 41, e Mariana Bastos da Silva, 20. Os corpos foram encontrados no dia 16 de agosto, em uma área de mata da Praia dos Milionários, um dia após o desaparecimento das três.

De acordo com a Polícia Civil, o Ministério Público da Bahia aceitou o inquérito e apresentou denúncia à Justiça contra Thierry Lima da Silva. O investigado confessou, dez dias após o crime, ter matado as vítimas sozinho durante uma tentativa de assalto.

A polícia solicitou a prorrogação do prazo de conclusão do inquérito em duas ocasiões. A investigação foi finalizada em 19 de dezembro, cerca de quatro meses após o crime.

Em nota, a corporação informou que o indiciamento foi fundamentado em diligências de campo, análise de imagens de câmeras de segurança, exames periciais e oitivas de familiares e testemunhas.

Apesar da confissão, perícias do Departamento de Polícia Técnica não identificaram material genético do suspeito nas unhas e nas partes íntimas das vítimas. Também não foram encontrados vestígios de DNA do investigado ou das vítimas nas facas apreendidas. Segundo a polícia, a ausência de material genético não afasta a participação do acusado no crime.

Relembre o caso

Alexsandra Oliveira Suzart e Maria Helena do Nascimento Bastos eram amigas, vizinhas e trabalhavam na rede municipal de ensino. Mariana Bastos da Silva, filha de Maria Helena, era estudante de Engenharia Ambiental. As três moravam em condomínios localizados próximos à Praia dos Milionários.

No dia 15 de agosto, elas saíram para passear com o cachorro de estimação de Mariana. Câmeras de segurança instaladas em barracas da praia registraram parte do trajeto. As vítimas sumiram e foram encontradas mortas no dia seguinte.

Thierry Lima da Silva foi preso no dia 25 de agosto. Em depoimento à polícia, ele disse que agiu sozinho e que esfaqueou as mulheres numa tentativa de assalto. 

Fonte: Farol da Bahia

Entenda o que é o acordo de livre comércio entre Mercosul e UE

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Desde 1999, Mercosul e União Europeia (UE) trabalham na construção de um acordo de livre comércio entre os dois blocos.

Nesta quinta-feira (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que, após assumir a presidência rotativa do Mercosul, não sairá do cargo sem fechar um acordo.

Em dezembro de 2024, o acordo enfim foi anunciado, em Montevidéu, capital do Uruguai, que sediou a Cúpula de Chefes de Estado do bloco.

A conclusão das negociações contou com a presença da presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen.

Em comunicado conjunto, os dois blocos ressaltaram o “intenso processo de negociações para ajustar o acordo aos desafios atuais enfrentados nos níveis nacionais, regionais e global”. A íntegra do documento pode ser conferida clicando aqui.

Mas afinal de contas, o que é um acordo de livre comércio e por que este em específico é tão debatido?

Os acordos de livre comércio são tratados bilaterais firmados entre blocos e/ou países para abrir as portas aos negócios entre as partes.

Regras de origem, comércio de serviços, compras governamentais, propriedade intelectual, barreiras técnicas, defesa comercial e outros tópicos são alguns sobre os quais esses acordos abordam e buscam facilitar.

Essa modalidade é mais ampla que os acordos de preferência comercial, que promovem essa abertura no comércio de bens em menor expressividade, sem estabelecer limites mínimos ou máximos de comércio.

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que a assinatura do acordo pode gerar aumento de 0,46% na economia brasileira entre 2024 e 2040, além de um crescimento de 1,49% nos investimentos.

E o que é o acordo de livre comércio com a UE?

Durante a Cimeira da América Latina, Caribe e UE, realizada no Rio de Janeiro, entre junho e julho de 1999, foram lançadas as tratativas entre o Mercosul e o bloco europeu. Já no começo, a avaliação era de que as negociações seriam longas e difíceis.

A princípio, o interesse era a complementaridade que as partes tinham a oferecer entre si: enquanto o Mercosul carrega oportunidades fortes no agronegócio — principalmente por conta do Brasil —, a UE tem uma indústria mais robusta — encabeçada pela Alemanha.

“O acordo começa a ser desenhado em plena era do início da globalização. Mas o mundo e ambos os lados evoluíram, surgem novas necessidades e a dificuldade de fazer funcionar o acordo”, pontua Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais da ESPM.

Com o passar dos anos, a indústria alemã não conseguiu acompanhar o ritmo e se manter competitiva contra a chinesa.

“Para a Alemanha, é uma tábua de salvação. Uma indústria envelhecida como a alemã olha para o mercado brasileiro e busca clientela”, afirma Trevisan.

“O acordo vai andar porque a indústria europeia precisa guardar mercado aqui, ela olha para a concorrência e capacidade de investimento dos Estados Unidos e da China, e percebe que não estará lá para competir com esses mercados no longo prazo”.

Enquanto isso, o agronegócio francês tornou a Europa seu principal cliente, mas não evoluiu o suficiente para se comparar ao agro brasileiro.

“O nosso agro é forte e tem condição de entrar pesado na Europa. O problema maior não é o agro brasileiro entrar na França, é o tamanho da nossa indústria alimentícia, que é mais eficiente, acabar roubando o mercado francês”, conclui o professor da ESPM.

E é por conta da complexidade do assunto que o debate se estendeu por 25 anos. Agora, na Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, a expectativa é grande para que o acordo seja anunciado.

A seguir, confira os tópicos abordados pelo acordo.

Comércio de Bens

O capítulo de bens estabelece o livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, a partir de compromissos entre as partes sobre o comércio de bens.

Temas como tratamento nacional, taxas e outros encargos sobre importações e exportações, procedimentos de licenciamento de importação e exportação, tributos incidentes sobre exportação, empresas estatais, bens reparados e outros são abordados para firmar as bases do acordo.

92% dos produtos originários do Mercosul e 95% das linhas tarifárias devem ficar livres de taxações na UE, segundo as preferências previstas no capítulo de bens. Para efeito comparativo, sem o acordo, apenas 24% das exportações que chegam na Europa são isentas de tarifas.

Já por parte do Mercosul, a previsão é liberar 91% das importações originárias da UE das cobranças.

A UE vai eliminar 100% de suas tarifas industriais em até dez anos, enquanto o Mercosul vai cortar 91% em termos de linhas tarifárias e de comércio em até 15 anos.

Já no agronegócio, a UE dará acesso preferencial ao Mercosul a praticamente todos os seus produtos agrícolas e a 97% de linhas tarifárias, enquanto os membros do bloco sul-americano darão acesso aos europeus a 98% do comércio e 96% das linhas tarifárias.

Regras de Origem

O objetivo deste tópico é garantir que os agentes econômicos dos dois lados do acordo sejam os beneficiários das preferências negociadas.

Desse modo, os diplomatas buscaram acordar mecanismos para prevenir e combater irregularidades e fraudes relacionadas à obtenção de tratamento tarifário preferencial, buscando solicitar requisitos específicos de origem para todo o universo tarifário.

Facilitação de Comércio

A fim de potencializar os benefícios do acordo, o tópico trata questões ligadas a:

  • Transparência;
  • Cooperação entre autoridades aduaneiras;
  • Despacho de bens perecíveis;
  • Decisões antecipadas;
  • Trânsito aduaneiro;
  • Operadores econômicos autorizados (OEA);
  • Guichês únicos;
  • Uso de tecnologias no despacho aduaneiro;
  • Admissão temporária;
  • Gestão de risco.

Pequenas e Médias Empresas

As partes buscaram também alinhar mecanismos específicos para auxiliar as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).

As medidas preveem o intercâmbio de informações e a criação de coordenadores de MPMEs, cujo objetivo será desenvolver e implementar um programa de trabalho destinado a apoiar os esforços de internacionalização dos pequenos negócios.

Serviços

Nesse sentido, foram propostas medidas para atender os agentes ligados aos quatro modos de prestação de serviços: comércio transfronteiriço, consumo no exterior, presença comercial e movimento temporário de pessoas físicas.

O objetivo dessas tratativas é evitar a discriminação de prestadores de serviços e investidores estrangeiros em favor dos nacionais, além de ampliar a transparência e a segurança jurídica para prestadores de serviços e investidores realizarem negócios.

Compras Governamentais

O objetivo de padronizar acórdãos nesse sentido é garantir maior concorrência e acesso nas licitações públicas domésticas, bem como a incorporação de padrões internacionais na área de transparência.

O acordo UE-Mercosul deve assegurar que os fornecedores de bens e serviços serão tratados como se fossem domésticos.

Propriedade Intelectual

Neste capítulo, o acordo reforça padrões internacionais nas áreas de patentes, marcas, desenho industrial e direitos autorais.

A novidade é que o tratado propõe reconhecimento mútuo de indicações geográficas, mediante prazo adequado para readequar a produção doméstica.

Empresas Estatais

As medidas não criam impedimentos. Do contrário, o acordo reconhece a natureza especial dessas empresas e busca garantir que as estatais atuem com base em considerações comerciais, permitindo que elas deixem de essa premissa sempre que necessário para cumprir seus respectivos mandatos.

Solução de Controvérsias

O dispositivo prevê medidas para auxiliar as partes na resolução de disputas comerciais, mas ainda preservando o direito de recurso aos mecanismos da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Comércio e Desenvolvimento Sustentável

O tópico reforça o compromisso das partes com as propostas da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima e do Acordo de Paris.

Barreiras Técnicas ao Comércio

O capítulo prevê outras medidas que promovam iniciativas facilitadoras de comércio.

Nesse tópico, são previstos mecanismos para promover a transparência — inclusive incentivando a análise de impacto regulatório e de consultas públicas —, rotulagem e cooperação e assistência técnica entre as partes.

Automotivo

O anexo em questão prevê a aceitação de relatórios de ensaios para requisitos previstos na legislação doméstica com referência ou incorporação integral de normas da Organização das Nações Unidas (ONU).

Defesa Comercial e Salvaguardas Bilaterais

A fim de garantir a regulação e proteção das partes, o acordo também abrange medidas antidumping, compensatórias e salvaguardas globais.

Neste tópico são previstos mecanismos para promover transparência nas investigações e consultas informais, em especial em casos multilaterais, havendo também disposições sobre regra do menor direito, compromissos de preços e revisões de final de período.

Fonte: CNN BRASIL

Juíza dos EUA impõe restrições a agentes contra manifestantes em Minnesota

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Uma juíza federal de Minnesota ordenou nesta sexta-feira (16) que os agentes de imigração dos EUA enviados para Minneapolis tenham suas táticas contra manifestantes e observadores pacíficos restringidas, incluindo prisões e uso de gás lacrimogêneo.

Concedendo uma vitória aos ativistas locais na cidade mais populosa de Minnesota, a juíza distrital Kate Menendez emitiu uma liminar proibindo agentes federais de retaliar contra indivíduos envolvidos em atividades de protesto não violentas e sem obstrução.

A decisão foi uma resposta a um processo movido contra o Departamento de Segurança Interna dos EUA e outras agências federais em 17 de dezembro, três semanas antes de um agente de imigração matar a tiros Renee Good, uma mulher de 37 anos, em Minneapolis, o que desencadeou uma onda de protestos e deixou a cidade em alerta.

O processo foi movido em nome de seis manifestantes e observadores que alegaram que seus direitos constitucionais foram violados pelas ações dos agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA, na sigla em inglês).

A ordem judicial de 83 páginas proíbe explicitamente que agentes federais detenham pessoas que estejam protestando pacificamente ou simplesmente observando os agentes, a menos que haja suspeita razoável de que estejam interferindo na aplicação da lei ou tenham cometido um crime.

Os agentes federais também estão proibidos de usar spray de pimenta, gás lacrimogêneo ou outras munições de controle de distúrbios contra manifestantes pacíficos ou pessoas que estejam observando e registrando as operações de imigração, determinou o juiz.

Menendez escreveu que o governo, ao defender as táticas de rua de seus agentes de imigração, não conseguiu “explicar por que é necessário prender e usar a força contra observadores pacíficos”.

A parada ou detenção de motoristas e passageiros em veículos, quando não houver motivo para acreditar que estejam obstruindo ou interferindo à força com os agentes federais, também é proibida, segundo a ordem judicial.

Tensões na região

“Pode haver suspeitas suficientes para parar carros e até mesmo prender motoristas envolvidos em condutas perigosas enquanto seguem agentes de imigração, mas isso não justifica a abordagem de carros que não estejam infringindo a lei”, escreveu Menendez.

O DHS (Departamento de Segurança Interna) não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.

A decisão surge quase duas semanas depois de o governo Trump ter anunciado o envio de 2 mil agentes de imigração para a região de Minneapolis, reforçando um destacamento anterior naquela que o DHS classificou como a maior operação desse tipo na sua história.

O aumento no número de agentes fortemente armados do ICE e da Patrulha da Fronteira cresceu para quase 3 mil, superando em muito o efetivo de policiais locais na região metropolitana das Cidades Gêmeas (Minneapolis e St. Paul).

As tensões em torno do destacamento aumentaram consideravelmente desde que um agente do ICE matou a tiros Renee Good, mãe de três filhos, enquanto ela dirigia seu carro em 7 de janeiro.

Policiais trabalham no local após uma mulher ser morta a tiros por um agente de imigração em 7 de janeiro de 2026 em Minneapolis, Minnesota. • Stephen Maturen/Getty Images

Na ocasião, Good participava de uma das várias patrulhas de bairro organizadas por ativistas locais para rastrear e monitorar as atividades do ICE.

A Secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, uma das autoridades federais citadas no processo, afirmou após o episódio que Good estava “perseguindo e obstruindo” os agentes do ICE o dia todo e que havia cometido um ato de “terrorismo doméstico” ao tentar atropelar os agentes federais.

O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, e ativistas locais contestaram a versão de Noem, afirmando que Good não representava nenhuma ameaça física aos agentes do ICE.

Eles apontaram para vídeos do incidente que, segundo eles, mostravam Good tentando dirigir seu carro para longe dos agentes e que o uso de força letal contra ela foi injustificado.

Frey e o governador de Minnesota, Tim Walz, exigiram repetidamente que o governo Trump retirasse os agentes de imigração, alegando que a operação está sendo conduzida de maneira imprudente, colocando o público em risco.

Embora tenha se posicionado amplamente a favor dos demandantes no caso, a juíza não atendeu a todos os seus pedidos, recusando-se a proibir o governo federal de tomar medidas que não fossem especificamente direcionadas àqueles que entraram com a ação.

Ela também limitou a liminar aos policiais destacados nas Cidades Gêmeas, em vez de estendê-la a todo o estado.

Fonte: CNN BRASIL

Presidente do clube italiano Fiorentina morre durante madrugada

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O futebol italiano acordou, neste sábado, com a trágica notícia da morte de Rocco Commisso, que ocupava o cargo de presidente da Fiorentina desde 2019, quando adquiriu o clube. O dirigente estava, nas últimas semanas, nos Estados Unidos, onde recebia tratamento para uma doença grave que não chegou a ser divulgada.

O anúncio do falecimento do empresário ítalo-americano, aos 76 anos, foi feito pelo próprio clube viola, às 3h15 (horário de Portugal Continental), por meio de um comunicado divulgado em suas plataformas oficiais: “Com grande dor e tristeza, a família Commisso — sua esposa, Catherine, seus filhos, Giuseppe e Marisa, e suas irmãs, Italia e Raffaelina — anuncia a morte do presidente Rocco B. Commisso”.

“Após um longo período de tratamento, nosso amado presidente nos deixou e, hoje, todos estamos de luto por sua morte. Para a família, ele era um exemplo, um guia, um homem leal e de fé, que, ao lado da esposa Catherine, completou 50 anos de casamento e, com os filhos, foi um pai firme e carinhoso”, diz o comunicado.

“O seu amor pela Fiorentina foi o maior presente que ele deu a si mesmo, vivendo dias inesquecíveis com os meninos e meninas das categorias de base, sempre com carinho e um sorriso para todos. Incansável, trabalhou até os seus últimos dias, dedicando-se à Fiorentina e ao seu futuro”, prossegue o texto.

“O futebol era a sua paixão, e a Fiorentina se tornou o seu grande amor há sete anos, quando Rocco assumiu a liderança do clube viola e passou a amar seus torcedores, suas cores e a cidade de Florença. ‘Podem me chamar de Rocco’, dizia ele, de forma simples, a todos, com sua extraordinária empatia”, completa a nota.

No mesmo comunicado, o tradicional clube da Serie A informou que, a partir de agora, o seu centro de treinamentos passará a se chamar Rocco B. Commisso Viola Park, por se tratar de “uma marca indelével de afeto e do desejo de cuidar do futuro dos jovens jogadores”, tendo sido ele o principal responsável por sua construção.

“A família Commisso deseja agradecer a todos que a apoiaram durante este período difícil e tem a certeza de que a memória de Rocco permanecerá para sempre no coração das muitas pessoas que o amaram e que compartilharam com ele momentos difíceis e felizes. Nossos pensamentos, neste momento de tristeza, estão com todos na Fiorentina”, conclui.

Legado também no mundo do audiovisual

No entanto, não foi apenas no futebol que Rocco Commisso deixou sua marca. Em 1995, foi um dos fundadores da Mediacom, empresa que viria a se tornar uma das maiores operadoras de TV a cabo dos Estados Unidos, onde passou a ocupar o cargo de diretor-executivo, função que acumulou com a presidência da Fiorentina.

Em seu currículo, também constam participações em outras empresas norte-americanas, como a Cablevision, o Royal Bank of Canada e o Chase Manhattan Bank. Apesar disso, nunca escondeu o amor pelo futebol e, ainda antes da “aventura italiana”, em 2017, avançou para a compra do New York Cosmos.

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Fonte: Noticias ao Minuto

Mega-Sena: quanto rendem R$ 41 milhões na poupança, Tesouro Direto ou CDB

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A Mega-Sena realiza neste sábado (17) o concurso 2961, com prêmio estimado em R$ 41 milhões.

A pedido da CNN Brasil, Michael Viriato, estrategista da Casa do Investidor, realizou um levantamento mostrando quanto rende uma aplicação do valor integral do prêmio, considerando o atual patamar da taxa básica de juros em 15%.

A poupança segue com o “menor” retorno, tanto no curto quanto no longo prazo: em um mês, a aplicação renderia mais de R$ 272 mil e, após um ano, o ganho seria de R$ 3,3 milhões.

A melhor opção estaria nos CDBs de bancos médios, considerando uma remuneração de 110% do CDI.

Neste caso, os mesmos R$ 41 milhões renderiam R$ 417 mil em apenas um mês e R$ 5,5 milhões em um ano.

O levantamento apresenta os ganhos em percentuais e em reais da poupança, do Tesouro Direto (considerado o título pós-fixado, o Tesouro Selic), CDBs e fundos DI, que acompanham o CDI e a taxa Selic.

As contas já consideram os rendimentos líquidos, ou seja, descontados do Imposto de Renda que incide sobre os ganhos. Apenas a poupança é livre de cobranças.

A simulação considera taxa de administração de 0,5% para os fundos DI e de 0,2% para Tesouro Selic, embora a cobrança varie entre fundos e corretoras.

O sorteio da Mega-Sena será realizado às 20h, no Espaço da Sorte, em São Paulo, e será transmitido ao vivo pelas redes sociais da Caixa.

Fonte: CNN BRASIL

Número de mortos em protestos no Irã passa de 3 mil, diz organização

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Mais de 3 mil pessoas morreram nos protestos que assolam o Irã, afirmou o grupo HRANA (Agência de Notícias dos Ativistas dos Direitos Humanos) neste sábado (17), enquanto um “ligeiro aumento” na atividade da internet foi relatado no país após oito dias de apagão.

O grupo HRANA, com sede nos EUA, afirmou ter verificado 3.090 mortes, incluindo 2.885 manifestantes, após moradores relatarem que a repressão parece ter, de modo geral, sufocado os protestos por ora e a mídia estatal noticiar mais prisões.

A capital, Teerã, está relativamente tranquila há quatro dias, disseram vários moradores contatados pela Reuters.

Drones sobrevoavam a cidade, mas não havia sinais de grandes protestos na quinta (15) ou sexta-feira (16), disseram os moradores, que pediram para não serem identificados por questões de segurança.

Um morador de uma cidade ao norte do país, banhada pelo Mar Cáspio, disse que as ruas também pareciam calmas.

Os protestos eclodiram em 28 de dezembro devido às dificuldades econômicas e se transformaram em manifestações generalizadas exigindo o fim do regime clerical na República Islâmica, culminando em violência em massa no final da semana passada.

De acordo com grupos de oposição e um funcionário iraniano, mais de 2 mil pessoas foram mortas nos piores distúrbios internos desde a Revolução Islâmica de 1979 no Irã.

“Métricas mostram um ligeiro aumento na conectividade da internet no #Irã esta manhã”, após 200 horas de interrupção, publicou o grupo de monitoramento de internet NetBlocks na rede social X.

A conectividade permaneceu em torno de 2% dos níveis normais, afirmou.

Alguns iranianos no exterior disseram nas redes sociais que conseguiram enviar mensagens para usuários que vivem no Irã no início da manhã deste sábado.

O presidente dos EUA, Donald Trump, que havia ameaçado com “medidas muito duras” caso o Irã executasse manifestantes, disse que os líderes de Teerã haviam cancelado os enforcamentos em massa.

“Respeito muito o fato de que todos os enforcamentos programados para ontem (mais de 800) foram cancelados pela liderança do Irã. Obrigado!”, publicou ele nas redes sociais.

O Irã não havia anunciado planos para tais execuções nem dito que as havia cancelado.

Estudantes e peregrinos indianos que retornavam do Irã disseram que ficaram praticamente confinados em suas acomodações enquanto estavam no país, sem poder se comunicar com suas famílias.

“Só ouvimos relatos de protestos violentos, e um homem pulou na frente do nosso carro segurando um bastão em chamas, gritando algo no idioma local, com raiva visível nos olhos”, disse Z Syeda, estudante do terceiro ano de medicina em uma universidade de Teerã.

O Ministério das Relações Exteriores da Índia afirmou na sexta-feira que havia voos comerciais disponíveis e que Nova Déli tomaria medidas para garantir a segurança e o bem-estar dos cidadãos indianos.

Fonte: CNN BRASIL