quarta-feira, abril 8, 2026
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Serra do Cipó abriga espécies de fauna que só existem no Brasil

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Em uma cadeia de montanhas no centro de Minas Gerais, plantas que não existem em nenhum outro lugar do mundo sobreviveram a milhões de anos. A Serra do Cipó, parte da Serra do Espinhaço, reúne um dos maiores níveis de endemismo vegetal — quando uma espécie existe apenas em uma área específica do planeta — do Brasil.

A região abrange áreas dos municípios de Congonhas do Norte e Santana do Pirapama, ao norte; Conceição do Mato Dentro, Jaboticatubas e Santana do Riacho, no centro-sul; Morro do Pilar e Itambé do Mato Dentro, a leste; além de Nova União e Taquaraçu de Minas, ao sul.

O território é protegido pelo Parque Nacional da Serra do Cipó. A Unidade de Conservação (UC) federal criada em 1984, é administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O parque e a Área de Proteção Ambiental (APA) Morro da Pedreira somam campos rupestres e matas, além de rios, cachoeiras, cânions, cavernas e sítios arqueológicos. É nesse conjunto de ambientes que se concentra uma flora altamente especializada e, em muitos casos, restrita a pequenas áreas da serra.

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O que favorece o surgimento de espécies únicas?

De acordo com o professor e pesquisador do Departamento de Botânica do Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do Projeto Flora da Serra do Cipó, José Rubens Pirani, o alto número de espécies exclusivas está diretamente ligado ao isolamento típico de ambientes montanos.

“Em geral abrigam muitas espécies endêmicas por serem isoladas no topo de elevações. Esse isolamento, ao longo de milhares e milhões de anos, reduz o fluxo gênico entre populações. Isso favorece o acúmulo de diferenças genéticas e morfológicas, levando à formação de novas espécies”, explica.

Segundo o pesquisador, esse processo é ainda mais intenso em regiões tropicais. As montanhas tropicais, como os campos rupestres da Serra do Cipó, apresentam uma flora notoriamente mais rica em espécies do que cadeias montanhosas de regiões extra-tropicais.

A flora da Serra do Cipó reúne espécies exclusivas, resultado de um processo evolutivo raro que transformou a região em referência mundial em biodiversidadeA flora da Serra do Cipó reúne espécies exclusivas, resultado de um processo evolutivo raro que transformou a região em referência mundial em biodiversidade. (Foto: José Rubens Pirani/Acervo pessoal )

Solo extremo e pressões seletivas

As condições ambientais da Serra do Cipó ajudam a explicar como essa biodiversidade se formou. De acordo com Pirani, os campos rupestres se desenvolvem sobre solos arenosos e pedregosos, rasos, ácidos e pobres em nutrientes, frequentemente associados a afloramentos rochosos expostos.

“Esses ambientes estão sujeitos a intensa radiação solar, inclusive ultravioleta. Isso impõe fortes pressões seletivas às plantas”, afirma. Segundo ele, essas condições resultam em taxas de especiação — medidas que indicam com que rapidez novas espécies surgem — do que em outros ambientes, como florestas ou cerrados mais típicos.

O clima também exerce influência decisiva. Embora seja tropical, a região enfrenta uma estação seca de três a quatro meses. No entanto, devido à altitude, é comum a formação de neblina durante a noite. “Muitas plantas do campo rupestre aproveitam essa umidade na época sem chuvas”, explica.

Plantas da Serra do Cipó evoluíram em isolamento ao longo de milhões de anos e não existem em nenhum outro lugar do planeta.Plantas da Serra do Cipó evoluíram em isolamento ao longo de milhões de anos e não existem em nenhum outro lugar do planeta. (Foto: José Rubens Pirani/Acervo pessoal )

A própria configuração geológica da Serra do Cipó contribui para o isolamento. Situada no setor meridional da Cadeia do Espinhaço, a serra é mais estreita e apresenta superfícies intensamente erodidas ao longo do tempo geológico. Segundo Pirani, isso resultou em um relevo mais acidentado do que áreas como o Planalto de Diamantina, favorecendo ainda mais o isolamento das populações vegetais.

Estudos recentes indicam que a maioria das espécies dos campos rupestres surgiu nos últimos 4 milhões de anos. Em alguns grupos, porém, o processo é mais antigo. “Em famílias como a Velloziaceae, o surgimento das linhagens se estendeu por mais de 25 milhões de anos”, afirma o pesquisador.

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Espécies raras simbolizam a Serra do Cipó

De acordo com Pirani, entre os grupos mais emblemáticos da flora local estão as canelas-de-ema, da família Velloziaceae, e as sempre-vivas, da família Eriocaulaceae. O pesquisador explica que essas plantas apresentam morfologia muito peculiar e têm seu principal centro de diversidade nas montanhas do centro de Minas Gerais e da Bahia. “O número de espécies endêmicas é especialmente alto na Serra do Cipó”, destaca.

Apesar da proteção legal, as espécies endêmicas da Serra do Cipó enfrentam ameaças constantes. Conforme Pirani, o uso dos terrenos para pastagem, a mineração extensiva, as queimadas e o aquecimento climático representam riscos diretos à sobrevivência dessa flora altamente especializada.

A extinção dessas espécies teria consequências profundas. “Perde-se uma diversidade genética e morfológica muito restrita e ainda pouco estudada”, alerta. Segundo ele, a perda também afeta a fauna associada, uma vez que polinizadores dependem das flores como fonte de néctar e pólen, além de frutos e sementes.

“Além disso, perdem-se oportunidades de obtenção de novos fármacos, fibras, óleos, resinas e outros produtos potencialmente úteis, antes mesmo que essas plantas tenham sido devidamente estudadas”, afirma.

Grande parte do conhecimento acumulado sobre a região vem do Projeto “Flora da Serra do Cipó”, iniciado em 1972 pelo botânico Aylthon Brandão Joly. Motivado pela riqueza da flora e pela singularidade da paisagem, o projeto resultou na primeira publicação de cunho geral em 1987, com uma listagem preliminar de cerca de 1,6 mil espécies.

O projeto reúne pesquisadores, estagiários e pós-graduandos de instituições brasileiras e internacionais. Os estudos incluem levantamentos florísticos, pesquisas anatômicas, ecológicas, quimiotaxonômicas e faunísticas, além da formação de novos especialistas em taxonomia.

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Turismo de natureza em um território estratégico

Além da relevância científica, a Serra do Cipó tornou-se um território estratégico para o turismo de natureza em Minas Gerais. Conhecida como o “Jardim do Brasil”, a região integra a Cordilheira do Espinhaço, reconhecida pela Unesco como Reserva da Biosfera.

Reúne alta biodiversidade, paisagens singulares e extensas áreas protegidas. De acordo com a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, esse conjunto de atributos consolidou a serra como um dos principais destinos de ecoturismo do estado.

Cachoeiras, rios de águas transparentes, trilhas, campos rupestres e paredões rochosos atraem visitantes interessados em caminhadas, ciclismo, escalada, canoagem e observação de aves. A visitação ocorre, em grande parte, dentro de unidades de conservação e áreas com regras específicas de uso, com estímulo a experiências guiadas e de baixo impacto, o que contribui para reduzir pressões sobre ambientes sensíveis.

No último ano, o Parque Nacional da Serra do Cipó e o Parque Natural Municipal do Tabuleiro receberam cerca de 100 mil visitantes. O fluxo é acompanhado por ações de gestão compartilhada entre o estado, os municípios e as unidades de conservação.

Rotas estimulam o turismo na Serra do Cipó

Nos últimos anos, a estruturação do turismo na região ganhou impulso com políticas públicas voltadas à sustentabilidade. Lançado em 2024, o Plano Diretor do Turismo Verde estabelece diretrizes para conciliar a promoção turística com a preservação de campos rupestres e espécies endêmicas.

De acordo com a secretaria estadual, entre as ações previstas estão a definição da capacidade de carga dos atrativos, o uso de dados e tecnologia para controle de acesso e a valorização de um perfil de visitante interessado na conservação e no turismo regenerativo. Nesse contexto, surgiram iniciativas como as Rotas do Cipó, resultado de uma parceria entre o governo estadual, o Sebrae Minas e empreendedores locais.

O projeto reúne 30 experiências distribuídas entre Jaboticatubas e Santana do Riacho e organiza a visitação em três vertentes. Uma delas é a “Rota Jardim”, voltada à contemplação da biodiversidade.

A “Rota Fôlego” é dedicada a esportes e ecoturismo;e a “Rota Origens” conecta cultura, história e ancestralidade da ocupação humana na serra. Outras iniciativas ampliam essa lógica de integração territorial, como a Estrada Cênica da Cordilheira do Espinhaço. Ela conecta atrativos naturais, históricos e culturais de 11 municípios ao longo da rodovia MG-010, além de investimentos diretos no fortalecimento da governança regional.

Nas ações de promoção turística, os órgãos responsáveis apresentam a biodiversidade da Serra do Cipó como patrimônio natural central do destino, reforçando a imagem da região como referência nacional em turismo de natureza qualificado.

Fonte: Gazeta do Povo

Mbappé marca, e Real vence primeira com Arbeloa sob vaias para Vini

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Na estreia de Álvaro Arbeloa no Santiago Bernabéu, o Real Madrid venceu o Levante por 2 a 0, com gols de Mbappé e Asencio, conquistando a primeira vitória dos merengues sob o comando do espanhol.

O time de Madrid abriu o placar em cobrança pênalti convertida por Mbappé, e ampliou com uma cabeçada firme de Asencio. Com a vitória, o Real fica a um ponto de distância do líder Barcelona, que ainda joga neste domingo (18), contra o a Real Sociedad.

Já o vice-lanterna Levante vê sua situação no Campeonato Espanhol ficar cada vez mais complicada, chegando a somente uma vitória nos últimos onze jogos e amargando somente 14 pontos, apenas um a mais que o lanterna Real Oviedo.

COMO FOI O JOGO

Desde o primeiro minuto, a pressão da torcida sobre os madridistas ficava clara. Todos os jogadores foram vaiados, mas Valverde, Bellingham, Mbappe e Vini Jr foram os principais alvos. O brasileiro foi o mais alvejado, .

A partida começou morna, com a primeira ameaça de perigo sendo uma falta para o Levante próxima da grande área, aos 12 minutos do primeiro tempo. A cobrança de Martínez parou na barreira.
O Real Madrid só ameaçou o rival aos 32 minutos, em chute de primeira de Mbappé, que foi para fora. No minuto seguinte, os granotes devolveram o perigo, mas viram a bola passar por cima do gol de Courtouis.

A primeira finalização ao gol só veio aos 36 minutos, em escanteio cobrado por Valverde e cabeceio de Gonzalo García, que parou tranquilamente nos braços do goleiro Ryan.

Aos 41 minutos, o Levante teve sua principal chance no primeiro tempo, com outra cobrança de falta. A batida de Martínez parou no lado de fora da rede de Courtouis.

Após um primeiro tempo de poucas chances do lado merengue, os jogadores desceram para o vestiário ao som de uma vaia uníssona de sua torcida.

Os protestos não cessaram após o intervalo. Em seu primeiro lance com a bola, Vini Jr continuou sendo muito vaiado pelo Santiago Bernabéu.

O primeiro arremate no gol do segundo tempo veio dos pés de Arda Guler, que chutou de fora da área aos 10 minutos do segundo tempo, forçando o goleiro Ryan a espalmar a bola.

No minuto seguinte, o turco sofreu o pênalti que levou ao primeiro gol do Real Madrid na partida.

Mbappé converteu a batida e fez seu 19° gol no Campeonato Espanhol, isolando-se na artilharia do torneio.

O Real Madrid seguiu pressionando os granotes e ampliou o placar aos 20 minutos do 2° tempo, em testada firme de Asencio. O escanteio foi cobrado por Arda Guler, que chegou a sua sétima assistência no campeonato.

Os merengues não estavam satisfeitos com os dois gols e continuaram a atacar. Aos 30 minutos do segundo tempo, Mastantuono acertou o travessão de Ryan com um chute forte de fora da área, e aos 32, Bellingham forçou uma defesa do goleiro com uma cabeçada próxima da pequena área.

A torcida madridista até sinalizou trégua com Vini Jr, quando aplaudiu o atacante após chute ao gol aos 34 minutos do segundo tempo. Porém, algumas vaias tímidas o acompanharam até o final do jogo.

REAL MADRID
Courtois; Valverde, Asencio (Alaba), Huijsen (Ceballos) e Carreras; Tchouaméni, Camavinga (Arda Güler), Bellingham e Gonzalo García (Mastantuono); Mbappé e Vinicius Jr; Técnico: Álvaro Arbeloa

LEVANTE
Ryan; Toljan, Matturro, Dela e Manu Sánchez; Pablo Martínez, Vencedor (Raghouber) e Carlos Álvarez (Cortés), Tunde (Carlos Espí); Toljan, Iván Romero (Olasagasti) e Eyong (Iker Losada); Técnico: Luís Castro

Local: Santiago Bernabéu, em Madrid (Espanha)
Árbitro: Miguel Sesma
Assistentes: Ion Rodríguez e Mario Martín-Consuegra
VAR: Javier Iglesias
Cartões amarelos: Vencedor (LEV)
Gols: Kylian Mbappé (RMA), aos 13 min do 2° tempo; Raul Asencio, aos 20 min do 2°tempo

Fonte: Noticias ao Minuto

Jornalista e apresentador da Jovem Pan, André Miceli, morre aos 46 anos

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O jornalista e apresentador da Jovem Pan News, André Miceli, morreu na última sexta-feira (16), aos 46 anos.  Miceli também era CEO e editor-chefe da MIT Technology Review Brasil,

Além de comunicador e empresário, ele também era professor e coordenador acadêmico dos cursos de Marketing na Fundação Getúlio Vargas (FVG).

“A FGV se solidariza com os familiares, amigos, colegas e alunos, reconhecendo a importância de sua contribuição para a instituição e para o desenvolvimento do ensino e da pesquisa no Brasil.”

A MIT Technology Review Brasil também comunicou a morte do apresentador. “Sua capacidade singular de identificar tendências e analisar os impactos da tecnologia na sociedade deixa uma marca definitiva em nossa redação, em nossos parceiros e na comunidade que ajudou a construir”, publicaram.

Nas redes sociais, amigos e familiares lamentam a morte do empresário. “Tive a sorte de te conhecer meu irmão, conviver com você, aprender contigo… e você, com toda generosidade do Mundo, me abriu as portas da FGV, da MIT Tech Review e tantos outros projetos!”, divulgou o advogado Luiz Augusto Filizzola D’Urso.

Em nota, a Jovem Pan News informou que o jornalista lutava contra um câncer de pâncreas, mantendo a discrição sobre seu estado de saúde enquanto continuava trabalhando.

*Sob supervisão de Thiago Félix 

Fonte: CNN BRASIL

Com titulares de volta, Cruzeiro dá show e goleia Uberlândia no Mineiro

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Embalado com o retorno de seus principais jogadores, o Cruzeiro teve uma grande atuação e goleou o Uberlândia por 5 a 0 neste sábado (17), no Mineirão, em jogo da terceira rodada do Campeonato Mineiro.

Destaques em 2025, Kaio Jorge, Christian (duas vezes), Wanderson e Lucas Romero foram os artilheiros da noite.

Tite, que teve os grandes nomes do plantel à disposição pela primeira vez, manteve a base que fez sucesso com Leonardo Jardim e viu uma grande atuação de seus comandados. Treinado por Jorge Castilho, o time do Triângulo Mineiro não ofereceu resistência e pouco incomodou Cássio.

O triunfo deixa o time azul isolado na liderança do Grupo C, com seis pontos. O Verdão da Mogiana, que ainda não venceu na competição, tem dois e amarga a lanterna do Grupo A.

Na quinta-feira (22), às 18h30 (de Brasília), o Cruzeiro recebe o Democrata-GV, também no Mineirão, em jogo da quarta rodada do estadual. Na quarta-feira (21), às 20h (de Brasília), o Uberlândia recebe o Itabirito no Parque do Sabiá, em Uberlândia.

Estrelas de volta

Como era esperado, Tite escalou, pela primeira vez, os principais jogadores do Cruzeiro em 2026. Os astros do time estrearam na temporada após terem passado as últimas semanas em uma preparação na Toca da Raposa II.

As ausências mais sentidas foram Luis Sinisterra, Lucas Villalba e Gerson, que não reuniram condições de jogo.

Primeiro tempo de domínio do Cruzeiro

Os primeiros 45 minutos do Cruzeiro de Tite – com titulares – foram parecidos com o melhor momento do time celeste em 2025 com Leonardo Jardim. Vertical, rápida e intensa, a Raposa aproveitou as brechas dadas pelo Verdão da Mogiana e emplacou muitos lances perigosos através de contra-ataques.

Segundo tempo avassalador

O que estava bom no primeiro tempo, melhorou ainda mais na etapa final. O Cruzeiro aproveitou a fragilidade do Uberlândia e manteve a intensidade para fazer mais três gols e construir a goleada. Grande atuação do time celeste no Mineirão.

Faça o K!

Kaio Jorge não precisou de muito tempo em campo para balançar as redes pela primeira vez em 2026. De contrato renovado, o atacante aproveitou contra-ataque, invadiu a área, driblou o goleiro e fez 1 a 0 para o Cruzeiro aos 15 minutos do primeiro tempo.

Christian faz 2 a 0

Christian manteve com Tite sua melhor característica sob o comando de Leonardo Jardim. Mais uma vez como elemento surpresa, o camisa 88 surgiu livre na entrada da área e fez 2 a 0 para o time celeste aos 36 minutos.

Fim do jejum de Wanderson

Titular com Tite, Wanderson fez o terceiro gol do Cruzeiro e encerrou um longo jejum sem marcar. O atacante acertou belo chute de longa distância no começo do segundo tempo.

Foi o primeiro tento do camisa 94 pelo time celeste. Ele não marcava desde o dia 12 de fevereiro, quando anotou gol pelo Internacional.

Festa no Mineirão: 4 a 0!

O torcedor do Cruzeiro ganhou mais um motivo para comemorar aos 14 do segundo tempo. Como se fosse um centroavante na grande área, Romero recebeu assistência de Matheus Pereira e finalizou com precisão para fazer o quarto.

Christian faz mais um

O quinto gol do Cruzeiro saiu após uma linda jogada coletiva envolvendo Arroyo, William e Christian, já aos 36 minutos do segundo tempo. Após passe do equatoriano, o lateral foi à linha de fundo, cruzou por baixo para a área e serviu o camisa 88, que fez mais um.

Fonte: CNN BRASIL

Homem sobe em carro para escapar de alagamento em SP; veja vídeos

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Para escapar dos alagamentos que atingiram a cidade de São Paulo neste sábado (17), moradores buscaram diferentes formas de se proteger. Em um dos registros, um homem aparece em cima do carro para tentar fugir da água que já cobria quase todo o veículo, na Vila Prudente, zona leste da capital.

De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), toda a cidade entrou em estado de atenção. A Defesa Civil também emitiu, de forma inédita na capital paulista, um alerta extremo, com um alarme sonoro mais longo, de cerca de 10 segundos.

Veja vídeo:

Segundo o órgão, a medida foi adotada por causa do grande volume de chuva dos últimos dias, da ocorrência registrada na sexta-feira (16) envolvendo um casal de idosos e do risco de transbordamento de córregos.

A Defesa Civil alerta que apenas 30 centímetros de água já são suficientes para arrastar um veículo, o que aumenta o risco para motoristas e pedestres durante alagamentos.

Segundo o CGE, o deslocamento lento das precipitações favorece a formação de alagamentos intransitáveis, enxurradas repentinas e o transbordamento de pequenos rios e córregos.

Áreas de instabilidade formadas pela combinação de calor e entrada da brisa marítima estão provocando chuvas inicialmente isoladas, mas com até forte intensidade entre Capela do Socorro, Cidade Ademar, Santo Amaro, Jabaquara e Ipiranga, na zona sul, e na zona leste entre as subprefeituras da Mooca, Penha, Aricanduva/Vila Formosa, Vila Prudente e Sapopemba.

Os idosos Maria Deusdete da Mata Ribeiro, de 67 anos, e Marcos da Mata Ribeiro, de 68, foram levados pela chuva quando o veículo em que estavam foi arrastado para um córrego durante o forte temporal que atingiu São Paulo no fim da tarde de sexta-feira (16).

O corpo de Marcos da Mata Ribeiro foi encontrado na manhã deste sábado (17). Maria Deusdete segue desaparecida.

Na sexta-feira, a Avenida Carlos Caldeira Filho, entre o Capão Redondo e a Vila Andrade, ficou alagada em diversos pontos. Com a força da água, dois veículos acabaram sendo arrastados.

Veja mais vídeos da chuva:



Fonte: CNN BRASIL

Delegados da PF criticam atuação do STF em investigação do Banco Master

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A ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal) divulgou, neste sábado (17), nota pública em que manifesta preocupação com o andamento das investigações relacionadas ao Banco Master. Segundo a entidade, há indícios de que prerrogativas legais dos delegados responsáveis pelo caso estariam sendo “indevidamente mitigadas” por decisões judiciais do STF (Supremo Tribunal Federal).

No comunicado, a ADPF reconhece que a atuação conjunta entre Polícia Federal e STF é prática consolidada, especialmente em investigações que envolvem autoridades com foro por prerrogativa de função. A entidade destaca que essa interação institucional produziu resultados relevantes ao longo dos anos, mas ressalta que tais êxitos sempre dependeram do respeito às atribuições constitucionais de cada órgão.

De acordo com a associação, compete aos ministros do STF o exercício da jurisdição constitucional, enquanto aos delegados cabe a condução técnica das investigações criminais, conforme previsto na Constituição. A ADPF sustenta que os inquéritos conduzidos pela PF seguem metodologia própria, baseada em protocolos técnicos, planejamento estratégico e amadurecimento progressivo das provas.

A nota, no entanto, aponta que, no caso específico do Banco Master, decisões judiciais recentes estariam determinando a realização de acareações, buscas e apreensões e oitivas em prazos considerados exíguos, além de outras providências que fugiriam ao planejamento estabelecido pela autoridade policial.

Entre as medidas questionadas estão determinações para lacração de objetos apreendidos, envio de materiais a outros órgãos e até a escolha nominal de peritos para a realização de exames técnicos. Segundo a ADPF, tais procedimentos destoam dos protocolos internos da Polícia Federal e não encontram paralelo nem mesmo na rotina administrativa da instituição.

Para a entidade, esse cenário é “manifestamente atípico” e compromete a autonomia técnica dos delegados, podendo prejudicar a eficiência e a imparcialidade da investigação criminal. A associação afirma que a interferência externa na condução do inquérito coloca em risco a adequada elucidação dos fatos em apuração.

Ao final do documento, a ADPF defende o restabelecimento de uma relação institucional harmônica entre a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal, com respeito às competências legais de cada órgão. A entidade afirma esperar que a cooperação seja retomada “com a brevidade necessária” e dentro dos limites do ordenamento jurídico.

Fonte: CNN BRASIL

Preparador físico morre e técnico fica ‘gravemente ferido’ em acidente

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A delegação sub-20 do Águia de Marabá sofreu um acidente nesta quinta-feira (15) envolvendo o ônibus que levava a equipe e um caminhão, próximo à cidade de Crixás do Tocantins, no Norte do país.

A colisão causou a morte do preparador físico Hecton Alves e deixou gravemente ferido o técnico da equipe, Ronan Tyezer, informou o time em uma nota no Instagram.

Conforme o comunicado, a equipe, que havia participado da Copinha 2026, voltava para a cidade de Marabá, no Pará, quando se chocou com o caminhão que estava parado na estrada, sem sinalização. O técnico Ronan Tyezer foi encaminhado a um hospital, onde foi socorrido.

O clube informou que até o momento da publicação da nota não possuía informações sofre possíveis atletas gravemente feridos no acidente.

“Neste momento de tristeza, manifestamos nossa solidariedade aos familiares, amigos, colegas de trabalho e a todos que sofrem com essa irreparável perda. Em sinal de luto e respeito, nos unimos em oração, desejando força e conforto aos corações enlutados”, declarou o time.

Diversas entidades do futebol brasileiro, como a própria Copinha, se manifestaram sobre o acidente e prestaram condolências à morte do preparador físico Hecton Alves, desejando também a recuperação do técnico do time.

“A Federação Paulista de Futebol lamenta profundamente o acidente envolvendo o ônibus da delegação do Águia de Marabá na noite desta quinta-feira, 15 de janeiro, que vitimou Hecton Alves, preparador físico da equipe paraense que retornava de sua participação na Copinha Sil 2026”, publicou o perfil da Copinha no Instagram em postagem compartilhada com a FPS.

Clubes, como Corinthians, Palmeiras e Atlético publicaram notas lamentando o acidente sofrido pela equipe do Águia de Marabá.
“Nossas sinceras condolências aos familiares e amigos do preparador físico Hecton Alves, que lamentavelmente faleceu no acidente. Desejamos ainda uma rápida recuperação ao técnico Renan Tyezer, que está hospitalizado”, publicou o perfil do Palmeiras no X.

“O Atlético se solidariza com o Águia de Marabá, cuja delegação sub-20 sofreu grave acidente no interior do Tocantins”, afirmou em postagem o time.

Em nota, a Prefeitura de Marabá se colocou à disposição do clube para prestar assistência.

“Neste momento de dor, a Prefeitura se solidariza com os familiares, amigos e colegas de Hecton e comissão técnica, dirigentes, presidência e torcida do Águia de Marabá por tamanha perda. Desejamos que a saúde de Tyezer seja logo restaurada e os corações sejam confortados”, publicou em seu site.

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Fonte: Noticias ao Minuto

Juventus perde para o Cagliari e diminui esperança de título na Serie A

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As esperanças de título da Juventus na Serie A praticamente acabaram após a derrota por 1 a 0 para o Cagliari neste sábado (17), em uma partida em que os visitantes não conseguiram transformar posse de bola em resultado.

A Juventus ocupa a quinta posição na tabela, com 39 pontos, 10 atrás da líder Inter de Milão, que venceu a Udinese mais cedo, por 1 a 0. Já o Cagliari está em 15º lugar, com 22 pontos, e respirou com a vitória, ficando oito pontos acima da zona de rebaixamento.

O Cagliari não finalizou nenhuma vez no primeiro tempo, mas abriu o placar de forma surpreendente antes da metade do segundo, quando Luca Mazzitelli marcou de voleio após uma cobrança de falta levantada na área.

A Juventus ainda partiu para o ataque em busca do empate, e a chance mais próxima de salvar um ponto veio com um chute de Kenan Yildiz desviado, que acertou a trave.

Fonte: CNN BRASIL

Brasilienses ganham o mundo no ritmo da paixão pela música

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Era como um dueto musical aquela caminhada apressada ao lado da avó, na área rural de Santo Antônio do Descoberto (GO), para vender pano de prato na feira. Aos 10 anos de idade, Ravi Shankar Domingues sabia que era preciso andar e correr de um lado ao outro para dar conta das aulas na escola pública, do canto no coral da cidade e também em uma banda de forró. Uma vida muito humilde, mas intensa.

Hoje, o músico de carreira internacional, aos 42 anos de idade, entende que a vida dele não pode ser entendida como uma composição solo, mas uma composição a muitas mãos. A inspiração para a reviravolta de seu destino foi como um sopro, literalmente, de oboé, um instrumento de madeira que o encantou desde que aqueles sons penetraram pelos seus ouvidos na Escola de Música de Brasília, a mais de 40 quilômetros de sua casa.

Oboé

Brasília (DF), 17/01/2026 – Músico de Oboé, Ravi Domingues descobriu o instrumento na adolescência. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil – Joédson Alves/Agência Brasil

Ele descobriu o instrumento na adolescência depois que um amigo da família, impressionado com a disposição do garoto pobre, o levou até a escola na capital federal, a maior unidade de ensino pública do gênero no Brasil. Ravi enfrentou o fato da distância, e contava com ajuda de uma tia e com apresentações em sua cidade para conseguir o dinheiro do transporte. Saía de casa todos os dias, às 4h30, para dar conta de tudo.

Ao ouvir os sons que saíam do oboé, aquele instrumento de madeira, quis saber mais. No entanto, pessoas que tentaram o ajudar lembravam que o instrumento era caro e poderia oferecer menos oportunidades no mercado de trabalho. A previsão estava errada. Ravi, atualmente, tem carreira consolidada e é professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

No corredor da escola

Na semana que passou e até o dia 24, os alunos de oboé da escola de música têm a chance de ter aula, no curso internacional de verão, com o agora ídolo Ravi, que passou pela mesma escola na adolescência.

“Eu passo por esse corredor da escola e está tudo ainda vivo na minha cabeça. Eu vejo nos atuais alunos histórias como a minha”, diz Ravi.

O diretor da escola de música, Davson de Souza, explicou que, nesta edição do curso, o destaque da programação foi trazer músicos como Ravi, “pratas da casa” e que brilham pelo Brasil e pelo mundo para proporcionar aulas de música, mas também de vida.

Brasília (DF), 17/01/2026 – Diretor da escola de música de Brasília, Davson de Souza. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil – Joédson Alves/Agência Brasil

“A função principal do curso é formativa. Trazer ex-alunos, hoje internacionalmente reconhecidos, é a melhor forma de mostrar aos participantes o valor do conhecimento”, disse o diretor.

 No caso de Ravi, ele perdeu o pai e a mãe ainda na infância e foi morar com a avó e com o avô (pedreiro). Ele lembra bem que, depois que foi apresentado à escola, concorreu por sorteio e conseguiu ingressar.

Ainda está vivo na memória dele também se alimentar, às vezes, de um sanduíche e só conseguir chegar em casa depois das 23h por causa das aulas no ensino médio.

“A escola de música ensinou mais do que o instrumento. Me deu toda a acolhida e pude ter aula de prática de orquestra, inclusive”.

Além de fazer aula na escola, foi aprovado para o curso de licenciatura em música na Universidade de Brasília (UnB).  Ao terminar a faculdade, foi para São Paulo e ingressou em três orquestras por seleção.

“Eu tocava em três orquestras para poder pagar as contas e ficava nessa correria”. Mas, mesmo virando pai precocemente aos 16 anos, ele teve um sonho de estudar fora do país. Um professor o indicou para estudar em Rostock, na Alemanha.

Depois de dois anos, conseguiu ser selecionado para a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, onde ficou por seis anos. Até ser aprovado como professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Lá, criou a Associação Brasileira de Oboé e Fagote e a Rede Brasileira de Saúde do Artista. “O objetivo dessa rede é discutir condições de trabalho para as pessoas entenderem que a nossa profissão é um trabalho”.

Carnaval e trombone

Outro professor desta semana no curso de verão da escola de música é o “prata da casa” Lucas Borges, de 44 anos, que é trombonista, e docente na Universidade de Ohio, nos Estados Unidos. Ele tocava na banda marcial da escola em outra cidade do Distrito Federal, o Guará, a 20 quilômetros da escola de música.

“Na escola, eu comecei a entender quão bonito o instrumento era”. Um momento que o emocionou foi ouvir as Bachianas número 5, de Heitor Villa Lobos. Mas conseguiu comprar o primeiro instrumento tocando em bloco de carnaval.

“Com os primeiros R$ 500 que ganhei no bloco. O trombone é um instrumento que se aproxima muito da voz humana, e aquilo me endoidou”, contou Lucas.

A música o ajudou a ter disciplina com tudo na vida. Nem era o mesmo rapaz que acabou reprovado na sexta série. “Eu entendi cedo que era preciso levar mais a sério e eu comecei a tocar profissionalmente também em Brasília muito cedo”. Inclusive, chegou a organizar a própria banda de pop rock brasileiro, a Zero Meia Um.

 

Brasília (DF), 17/01/2026 – Musico Lucas Borges com seu trombone. Curso de verão na escola de música de Brasília. Ele chegou a organizar a própria banda de pop rock brasileiro, a Zero Meia Um. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil – Joédson Alves/Agência Brasil

Lucas queria pesquisar e seguir no meio acadêmico. Fez mestrado e doutorado na Universidade de Indiana. É docente em Ohio há 11 anos.

Outro trombonista que mata saudades do ambiente da escola brasiliense é o premiado José Milton Vieira, que também saiu da banda do Guará. O maior sonho dele na adolescência era integrar a banda dos Bombeiros. Hoje atua bem mais longe de casa, na Orquestra Filarmônica de Melbourne, na Austrália. “É muito bom voltar onde tudo começou”.

Sons brasileiros pelo mundo

Tiveram também essa sensação dois jovens músicos que saíram da escola brasiliense e fazem carreira fora do país. O violonista Ian Coury, de 24 anos, fez curso na escola de música de Berklee, em Boston (EUA). “Agora, eu sou músico mesmo. Eu viajo, faço workshops e shows no mundo todo.

 

Brasília (DF), 17/01/2026 – Matheus Donato segurando seu cavaquinho de 6 cordas (e) e Ian Coury com o bandolim de 10 cordas (d). Foto: Joédson Alves/Agência Brasil – Joédson Alves/Agência Brasil

O colega de turma, nos tempos de Brasil, Matheus Donato, de 26, e que toca cavaquinho, lembra que chegou na escola aos 10 anos. Hoje é músico profissional em Paris.

“Na Europa, há, às vezes, olhares sem nenhum conhecimento sobre o cavaquinho o que deixa o terreno ainda mais aberto e mais fértil para a experimentação musical, que é a minha maior bandeira hoje com esse instrumento”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

Presidente interino do São Paulo se reúne com elenco na véspera de clássico

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Na manhã deste sábado (17), o vice-presidente Harry Massis Júnior, que assumiu interinamente o comando do clube do Morumbis após o afastamento de Julio Casares, se reuniu com comissão técnica e jogadores no CT da Barra Funda.

O empresário foi ao auditório do centro de treinamentos, um dia antes do clássico contra o Corinthians, para uma conversa com os funcionários, com o objetivo de passar confiança à equipe e dar tranquilidade para o trabalho diário da delegação.

Após assumir a presidência interina do São Paulo, na sexta-feira (17), Harry Massis admitiu que estava distante dos assuntos do clube e que se colocaria a par da situação a partir deste sábado.

Em pronunciamento, defendeu a união do clube, que também está no foco de investigações policiais.

Tanto após a derrota para o Mirassol, quanto depois da vitória sobre o São Bernardo, o técnico do São Paulo, Hernán Crespo, destacou a importância de manter o grupo longe da confusão política que o clube atravessa.

“Temos de ficar fora dessas coisas políticas, mas condiciona. Todo mundo precisa que o São Paulo seja claro para poder construir um São Paulo ainda maior. Como falei outro dia, o São Paulo é maior que todos nós juntos. Estamos focados aqui para controlar o que podemos controlar”, comentou o treinador na quinta-feira (15).

Em busca da segunda vitória no Campeonato Paulista, o São Paulo visita o Corinthians neste domingo (18), na Neo Química Arena, às 16h, pela terceira rodada da competição.

Fonte: CNN BRASIL