domingo, abril 12, 2026
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óculos com IA prometem deixar dispositivo no passado

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Durante a teleconferência de resultados financeiros do quarto trimestre de 2025, realizada na última quinta-feira, 29, a Samsung anunciou o lançamento de seus óculos de realidade aumentada. O acessório integra inteligência artificial ao sistema Android XR e vai marcar um avanço significativo nos dispositivos vestíveis.

A empresa planeja consolidar sua posição no mercado de realidade aumentada, contando com o suporte de parceiros como Google, Warby Parker e Gentle Monster para criar dispositivos que revolucionem a experiência do usuário.

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Dois modelos de óculos serão apresentados pela Samsung. Os itens oferecem funcionalidades distintas para atender a diferentes necessidades. A expectativa é que um dos modelos possua exibição visual direta nas lentes, transformando a interação entre o virtual e o real.

O sistema Android XR é otimizado para consumo eficiente de energia, e a presença do Google Gemini abre novas possibilidades de uso integrado de IA. Além disso, os óculos devem conter uma câmera de 12 MP e uma bateria de 155 mAh, mas esses detalhes ainda aguardam confirmação oficial.

Parcerias estratégicas

A colaboração da Samsung com grandes empresas de tecnologia é um pilar fundamental para o sucesso do projeto. O Google atua no desenvolvimento do Android XR, enquanto Qualcomm, Warby Parker e Gentle Monster contribuem com elementos de tecnologia e design.

Essas parcerias têm como foco não apenas a inovação em funcionalidades, mas também o apelo estético dos dispositivos, que devem ser leves, sofisticados e confortáveis. A integração com aplicativos amplamente utilizados, como Google Maps e YouTube, faz parte da estratégia para oferecer uma experiência digital prática, intuitiva e completa.

Embora ainda não tenha divulgado informações sobre preços ou disponibilidade em diferentes mercados, a Samsung confirmou que o lançamento está previsto para 2026, com uma produção inicial restrita, indicando um posicionamento voltado a um público específico.

A empresa busca atrair usuários interessados em tecnologias de última geração e, mesmo com um mercado ainda em fase de consolidação, demonstra estar preparada para competir com concorrentes de peso, como Meta e Apple.



Fonte: A Tarde

Bahia revive feito histórico de 50 anos após sexto triunfo no Baianão

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Com triunfo sobre o Porto na Fonte Nova, time de Rogério Ceni atinge marca de 1976 –

O Bahia segue com 100% de aproveitamento na temporada após fazer mais uma vítima na noite deste domingo, 1, na Arena Fonte Nova. O triunfo por 3 a 1 sobre o Porto marcou não apenas a sétima vitória em 2026, mas também a conquista de uma marca que não era alcançada há 50 anos.

A última vez que o Tricolor de Aço havia obtido seis vitórias consecutivas nos primeiros jogos do Campeonato Baiano foi em 1976, há cinco décadas, quando venceu Redenção, Leônico, Jequié (duas vezes), Ypiranga e Fluminense de Feira nas seis partidas iniciais daquela edição do certame. Os dados são do perfil EC Bahia Números, na rede social X (antigo Twitter).

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Além disso, a sequência atual de seis triunfos consecutivos — diante de Jequié, Bahia de Feira, Galícia, Barcelona de Ilhéus, Vitória e Porto — representa apenas a quinta vez, em seus 95 anos de história, que o Bahia inicia um Campeonato Baiano vencendo os seis primeiros jogos.

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Após o apito final, o técnico Rogério Ceni comemorou a sequência positiva do Esquadrão na temporada, mas adotou um tom cauteloso ao afirmar que “futebol não tem segredo” e ao projetar que a crise, em algum momento, vai aparecer: “Uma hora ou outra”.

Futebol não tem segredo. A crise vai chegar, uma hora ou outra. Se chega para o Flamengo… Então é afastar o máximo de tempo possível, trabalhar ao máximo em alta. Quinta temos um Fluminense com um elenco de muita qualidade, acabou na nossa frente no Brasileiro. Um triunfo atrás do outro traz energia positiva, prazer de trabalhar. Tem que ter prazer em ganhar, todo mundo quer ganhar, mas tem que ter prazer em treinar para estar pronto para ganhar. Se você se dedicar no treinamento, estará apto no jogo. Esses triunfos trazem, além da confiança, um lado psicológico favorável para usar no próximo jogo. Vamos viver coisas boas, todo mundo feliz”, afirmou o treinador tricolor.

Apesar do entendimento de Rogério Ceni de que, em algum momento, a crise pode bater à porta do CT Evaristo de Macedo, é importante ressaltar que, ao vencer o Porto, o Bahia não apenas resgatou um feito inalcançado há 50 anos, como também se manteve como a única equipe entre todas as que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro de 2026 com 100% de aproveitamento na temporada.



Fonte: A Tarde

O clamor por Orelha

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Inaceitável e inadmissível a demora protetiva da polícia de Santa Catarina na investigação do caso do animal comunitário Orelha. A impunidade se impõe, pois escaparam de ser apreendidos os quatro adolescentes envolvidos no asqueroso enredo.

O martírio de Orelha, submetido a dor e sofrimento indizíveis, revela a doença social da violência juvenil, ao alcançar o auge da covardia. Não se descarte a hipótese do mau exemplo de adultos violentos, além da perniciosa influência de sites e plataformas.

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A atuação em ritmo quelônio da instância repressiva revela o quanto o país é mole no quesito da proteção aos animais, pois há leis rijas e bastantes. O artigo 225 da Constituição Federal previne contra crueldade, justificando a defesa de seres sencientes – capazes de sentir e desenvolver afetos. Há ainda a Lei de Crimes Ambientais (nº 9.605/1998) e o Decreto Federal nº 24464/34.

Em Salvador, a Lei Municipal nº 9499/2019 está em vigor, mas boletins de ocorrência são arquivados, como se vê na Rua Purus – onde os maus tratos são frequentes. Caçadores exibem-se como heróis, representando caveiras em estandartes de psicopatia, traduzindo bestialidade na torpeza de caráteres doentios.

O Estado brasileiro, por meio de seus três poderes, precisa enfrentar o problema, não como isolado ou específico. Trata-se de um tumor de grave desequilíbrio social. O convívio, contaminado por tamanha brutalidade, compromete o futuro do país, por meio de crenças estúpidas baseadas no mal que a força sempre faz.

Manifestações indignadas em atos públicos constituem uma boa maneira de a cidadania engajada exercer pressão. A luta por justiça faz de Orelha símbolo da luta antiespecista, refletindo o anseio por mudar o paradigma.

Quem não aprendeu a conter sua malvadeza, não pode ficar solto para seguir torturando e matando. Ou se corrige já esta monstruosidade ou o culto fascista à morte e ao ódio vai continuar desafiando o amor e o convívio suave entre todas as espécies. Orelha vive na luta pelo Bem.



Fonte: A Tarde

Hamilton avalia novos carros da F1 e elogia clima vencedor na Ferrari

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Na semana passada, a Fórmula 1 realizou seu shakedown oficial em Barcelona, marcando o primeiro contato dos pilotos com os novos carros da categoria. Lewis Hamilton iniciou os trabalhos de pista para sua segunda temporada na Ferrari e deixou o circuito catalão com uma impressão positiva.

Em entrevista ao site oficial da Fórmula 1, o britânico comentou suas primeiras sensações ao volante dos novos carros. “Temos muito menos carga aerodinâmica do que nos últimos anos. O carro desta geração é, na verdade, um pouco mais divertido de pilotar”, afirmou.

Hamilton acrescentou que o carro apresenta tendência ao sobre-esterço, é ágil e desliza mais, mas ainda assim é mais fácil de controlar. “Eu diria, sem dúvida, que é mais divertido”, reforçou.

Apesar das boas impressões iniciais, o sete vezes campeão mundial reconheceu que ainda há muito trabalho a ser feito para evoluir o desempenho. Mesmo assim, destacou o ambiente interno da Ferrari. “Sinto que existe uma mentalidade vencedora em todas as pessoas da equipe, mais do que nunca. Isso é positivo”, disse.

O piloto também fez questão de ponderar o otimismo, afirmando que não há “ilusões” dentro da equipe, já que ainda é cedo para avaliar a hierarquia competitiva do grid, além de reconhecer que alguns adversários também mostraram desempenho animador.

Em uma temporada na qual o desenvolvimento constante será decisivo, Hamilton avaliou o início dos trabalhos como sólido. “Acho que foi uma primeira semana consistente e podemos construir a partir disso”, comentou.

A Fórmula 1 volta à pista entre os dias 11 e 13 de fevereiro para o primeiro teste oficial, aberto ao público, em Sakhir, no Bahrein. O local também receberá o segundo teste, de 18 a 20 de fevereiro, antes do início da temporada, marcado para os dias 6 a 8 de março, com o GP da Austrália, em Melbourne.

Aos 41 anos, Lewis Hamilton disputará sua 20ª temporada na principal categoria do automobilismo mundial, a segunda defendendo a Ferrari. O objetivo é melhorar significativamente o desempenho de 2025, quando terminou o campeonato em sexto lugar. Embora não tenha sido sua pior posição final, foi a primeira vez na carreira que encerrou uma temporada sem subir ao pódio.
 

Menos de dois meses após conquistar o título mundial de 2025, Lando Norris participou do shakedown da Fórmula 1 em Barcelona, fez os primeiros testes com o novo McLaren para a temporada 2026 e falou sobre o simbolismo de correr pela primeira vez com o número 1 no carro

Notícias ao Minuto | 10:45 – 29/01/2026

Fonte: Noticias ao Minuto

como a festa mantém a sua força popular em Salvador

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Hoje, 2 de fevereiro, Salvador acorda voltada para o mar — mas a força dessa celebração começou muito antes de ganhar as ruas e as águas da cidade. No dia dedicado a Iemanjá, a doutora em Antropologia Cristiane Sobrinho conta, em entrevista ao A TARDE, como a tradição nasceu entre pescadores negros e se transformou em um dos maiores símbolos culturais da capital baiana. “Os pescadores são os precursores da festa — não existe dúvida sobre isso”, afirma.

Pesquisadora responsável pelo dossiê que garantiu o reconhecimento da festa como patrimônio cultural e imaterial de Salvador, Cristiane diz que a dimensão atual do evento é resultado de resistência histórica. Para ela, o tombamento ajuda a assegurar o futuro da celebração como um processo de afirmação do povo preto.

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Na conversa, ela explica ainda como a festa sobreviveu ao preconceito e às tentativas de deslegitimação, consolidando-se como espaço de fé e identidade. “É uma festa que projeta esse orixá para todo o país, que faz as pessoas terem orgulho”, diz. Saiba mais na entrevista a seguir.

Para começar, gostaria de falar sobre a origem da festa de Iemanjá e entender por que, hoje, ela é a única celebração do calendário dedicada integralmente a um orixá, sem traços do cristianismo.

Nós não só na Bahia, mas em todos os locais onde existiu a diáspora, diversos cultos foram trazidos do continente africano. Entre eles, existe o culto a Iemanjá, que é uma orixá que veio originalmente de uma região chamada Ibadan, na Nigéria. A partir das disputas étnicas, esse culto vai ser transportado para Abeokuta e disseminado entre outros povos que vão interagindo com essas populações que fazem a migração.

Hoje, na África, esse culto se dá dentro de alguns espaços, onde anualmente existem as festas. Existem os calendários festivos comandados pelos sacerdotes. É um culto de rua e a população participa ativamente. Em Abeokuta, ele é um culto de rio. Foi transportado para o Rio Ogun. Mas também existem os cultos das casas e das famílias que vieram, que são descendentes desses povos, e que hoje seguem cultuando essa orixá.

Na travessia do Atlântico, esses seres humanos pediam a Iemanjá bênçãos e, no caso de morrer, para que sua alma pudesse retornar à África. Preciso lembrar que as águas, para diversos povos, são espaços muito sacralizados. Para alguns povos africanos, por exemplo para os povos do Benin, não é normal você entrar no mar de forma lúdica, como lazer. Aquele espaço tem um resguardo. Os espaços de mar, de rio, vão ser utilizados em momentos rituais. Ou por pessoas daquelas comunidades que tenham esse poder e licença para adentrar os espaços. Os sacerdotes podem executar esses cultos, mas a população tem acesso limitado. Os pescadores dentro dessas comunidades passam por processos rituais para ter acesso a esse ambiente marítimo. Eles são iniciados para que tenham esse contato sem nenhum tipo de impedimento.

Mas, na Bahia, a festa de Iemanjá teve origem de forma sincrética?

Nós estamos falando de pescadores negros, pouco mais de 30 anos depois que acaba a escravidão no papel no Brasil. São pessoas que têm toda uma ligação ancestral com os cultos do continente africano, mesmo que tenham passado por outros processos de evangelização e sejam ligados ao cristianismo. Os pescadores iniciam esse processo, não existe nenhuma dúvida. Tanto que a festa, que era a mais importante na época, era a festa de Nossa Senhora de Santana, que era grande. Existia o bando anunciador, que saía por toda a cidade. Era uma festa que durava quase um mês e que emendava com a festa do 2 de fevereiro e com o Carnaval de Salvador.

Havia alguma ligação entre as duas festas?

A festa da Nossa Senhora de Santana é uma festa à parte. O bando anunciador já iniciava em dezembro os festejos da Nossa Senhora de Santana, e como disse era uma festa muito grande. O Rio Vermelho era formado por várias fazendas, sítios, as famílias mais abastadas tinham as casas de veraneio. Mas existiam também as casas daquelas pessoas que tinham recentemente saído da escravidão. Segundo relatos de todos os jornais da época, inclusive do Jornal A TARDE, o Jornal da Bahia, diversos documentos mostram os pescadores relatando as mesmas histórias. Então, não tem como essa festa ter surgido de outro espaço.

Isso no início do século XX?

Alguns colocam em 1924, outros em 1923. As reportagens do próprio Jornal A TARDE, na década de 30, já falavam da festa da Mãe D’água. Existiam alguns relatos como se fosse um local de balbúrdias, de agitações. Mas que os pescadores são os precursores não existe dúvida. Nesse primeiro momento eles escolhem como a data da festa, o Dia de Nossa Senhora das Candeias, que é o dia 2 de fevereiro.

Aí eles rezam uma missa para Nossa Senhora pela manhã, e à tarde vão para o mar dar o presente da Mãe D’água. As famílias começam a se aglutinar em torno daquele evento, que às vezes também estava no meio da festa de Santana, na igrejinha que está ali no Largo da Dinha. Aquela outra, maior, foi construída depois.

Como se deu a separação em relação à Igreja Católica?

Segundo algumas reportagens de época, no ano de 1933, os pescadores vão à missa com todas as famílias reunidas para depois entregar o presente à Mãe D’água. E o padre faz uma homilia falando da ignorância de se cultuar uma mulher peixe, de ser um culto pagão. Os pescadores e suas famílias ficam muito envergonhados e, a partir daquele momento, eles se separam, deixam de frequentar a missa. E ficam apenas com a parte dos presentes para Mãe D’água. No começo era algo mais espontâneo. Alguns pescadores que já faziam parte dos cultos do candomblé da época, organizavam a entrega dos presentes. Depois, eles instituem um candomblé para organizar, para que a coisa tenha mais fundamento. E até hoje existe um candomblé que é ligado à festa.

É sempre o mesmo terreiro de candomblé responsável pela celebração?

Não, sempre tem mudanças. Mas ele é sempre escolhido pela colônia de pesca do Rio Vermelho. A colônia, que sempre foi forte, começa a ser organizada no início do século XX. Várias colônias vão ser organizadas no país inteiro pela Marinha. A colônia do Rio Vermelho é a Z1, é a primeira colônia instituída em Salvador.

A partir do momento em que a festa passou a ser exclusivamente ligada às religiões de matriz africana, ela passou a enfrentar muita resistência das elites?

A resistência a tudo que diz respeito à religião de matriz africana existe de uma forma geral carregada pelo racismo e está presente em todas as instâncias da vida da população negra no país. E, no primeiro momento, também não se desejava que os brancos participassem desse processo. Os brancos já participavam da festa de Santana, tinha a escolha das misses. As filhas das famílias abastadas eram as misses da Festa de Santana. Portanto, eram duas festas separadas – e uma festa era para o povo preto, o povo que sofria.

Então, havia uma resistência também do povo preto?

Não era uma resistência. Era um processo de afirmação. Eles ficavam mais à vontade, já que sofriam o preconceito de participar da festa de Santana. Naquele espaço eles eram acolhidos. E era um espaço que tinha samba, que tinha bebida. Porque no candomblé não existe nenhum tipo de contradição entre alegria, festividade e culto. Tudo anda muito junto. Às vezes tem o impedimento da bebida, mas só para alguns membros. Para outros não. A alegria, a dança, a comemoração e até o uso da bebida em alguns processos rituais não é algo que seja distante das religiosidades afro-brasileiras. Não falo por outras religiosidades afro-latinas, mas nas religiosidades afro-brasileiras nós temos esse processo de alegria muito constante. Com o tempo, a festa foi crescendo tanto que a Festa de Santana foi perdendo espaço. E a festa de Iemanjá foi tomando essa dimensão.

Qual foi a importância de personalidades como Pierre Verger, Jorge Amado, Caymmi para a popularização da festa de Iemanjá?

Não acho que em relação à festa de Iemanjá eles tenham tido um papel muito relevante. É relevante quando Jorge Amado escreve, e Caymmi canta, e o culto de Iemanjá é passado para o mundo. Mas não necessariamente a festa de Iemanjá é feita no Rio Vermelho. Se a gente vai para o livro Mar Morto, de Jorge Amado, vai ver a grande importância. Ele fala de Iemanjá o tempo inteiro. Fala da ligação de Guma com Iemanjá, fala dos pescadores, da questão de morrer no mar, da Mãe D’água. Ele traz Iemanjá de forma brilhante e o mundo todo entra em contato com aquela entidade. Mas não necessariamente a festa do Rio Vermelho. Inclusive, ele fala muito mais dos presentes que são ofertados no Monte Serrat.

O culto a Iemanjá também existia em Monte Serrat e na Pituba. Por que a festa do Rio Vermelho foi a que prevaleceu?

Na verdade, o culto a Iemanjá existe em todos lugares onde têm descendentes de africanos. É o culto às águas. Seja para Iemanjá, seja para Mami Wata, são várias entidades ligadas às águas. Eu acredito que prevaleceu no Rio Vermelho por causa da força da Colônia de pesca Z-1. Você vê que hoje as duas festas que continuaram foram justamente onde existem fortes colônias de pescadores. Que é a festa de Itapuã, onde a colônia de pescadores está à frente, e a colônia do Rio Vermelho. Porque, independente do que aconteça, essas colônias estão ali fazendo a festa. Independente do Estado que não participou da festa em vários momentos, essas colônias levaram adiante.

A festa da Pituba também tinha uma grande força. Eu lembro na época que a gente saía da universidade no dia da festa da Pituba e todo mundo ia para lá. Tinha a missa na Igreja Nossa Senhora da Luz e os pescadores saíam para o mar. Os pescadores carregavam a imagem da santa e o padre ia junto com eles. Mas essa festa perde espaço. Até porque uma capatazia, não tem tanta força quanto a própria colônia em si.

O ponto alto da festa é a entrega do balaio principal. Você pode falar um pouco sobre a importância dos rituais envolvidos nesse momento?

Tudo que tem fundamento na religiosidade de matriz africana, não acontece em um único momento. Para o balaio chegar até o Rio Vermelho muita coisa acontece antes. Existem os fundamentos que têm a ver com a religiosidade de matriz africana, os fundamentos do candomblé, as barracas de umbanda, que também ficam na área da praia. Existem rituais anteriores. No candomblé, Exú come primeiro. É um fundamento do candomblé. Você não pode fazer nenhum tipo de ritual sem que tenha essa proteção antes. Sem que você proteja os caminhos para que nada saia errado no dia. Então, todos os preparativos vão acontecer anteriormente. No caso do candomblé, que é ligado à colônia de pesca, vai iniciar uma semana de preparativos. No dia, o barracão vai ser armado pelos pescadores.

Dentro do barracão, eles vão fazer um espaço para colocar o presente principal dado pelos pescadores e trazido pelo candomblé escolhido. Na parte do fundo, tem uma parte onde os ogãs vão tocar. Quando começa a festa, o ogã chega e joga o milho branco para trazer paz. O balaio já foi preparado. Ele tem flores, mas embaixo tem a comida da orixá. E aquele balaio tem fundamento religioso. Depois, vão chegando outros balaios. Os candomblés também vão levando os seus próprios balaios. Vários terreiros candomblés participam dessa festa. Vários terreiros de umbanda também. E várias pessoas individuais participam. Hoje, diversas partes do país instituem o 2 de fevereiro como o dia de Iemanjá. Aí a gente entra na história do professor que, no ano passado, classificou a festa como uma patifaria. Que não existe dia de Iemanjá, dia do orixá. Que aquilo ali era um espaço de bebidas.

Como você avalia essas declarações?

É uma falta de visão do que é um patrimônio. Independente do que eu acredito, do que você acredita, do que determinados grupos acreditam, um patrimônio é algo importante para a coesão de determinado grupo. Ele tem uma importância religiosa, uma importância cultural, aglutina pessoas historicamente. E, com o passar dos anos, aquele patrimônio não morre porque aquelas pessoas vão mantendo. Um patrimônio cultural material e imaterial é construído a partir da importância e dos significados que aquele elemento ou aquela festa ou aquele bem material vai ter para a manutenção daqueles grupos. Então, não importa como começou a festa.

Não importa se foi em 1923, se foi em 1924. O que importa é o significado que aquela festa tem para aquelas pessoas. E a manutenção, ao longo dos anos, que aquela festa tem para aquele grupo. Eu não posso dizer que a fé do outro é uma patifaria. Tem vários candomblés. O meu candomblé não faz a entrega naquele dia. Mas a gente está lá. A gente vai entregar nossas flores individualmente. Nós vamos lá saudar e sentir a energia de todas aquelas pessoas que estão ali acreditando. Tem pessoas que estão lá para beber, não tem problema. Isso não vai tirar o mérito. Existe a comercialização? Sim, a gente está num país capitalista onde tudo vai ser comercializado.

Você esteve à frente da elaboração do dossiê que reconheceu a Festa de Iemanjá como patrimônio imaterial de Salvador. Como foi esse processo e qual é a importância desse reconhecimento?

Em 2019, a prefeitura de Salvador colocou um cartaz convocando a população para a festa do Rio Vermelho. Só que não é a festa do Rio Vermelho, é a Festa de Iemanjá. Com isso, várias entidades do movimento negro, candomblés e entidades afro-religiosas se revoltaram e exigiram que as faixas fossem retiradas e colocassem o nome correto: Festa de Iemanjá. A partir desse processo, a OAB entra com a requisição junto aos órgãos de patrimonialização que são, no caso da prefeitura de Salvador, a Fundação Gregório de Matos (FGM); no caso do Estado, o Ipac (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia); e no caso do governo federal, o Iphan ((Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). A OAB entra nas três instâncias para que a festa seja patrimonializada.

Nessa época, a diretora de Patrimônio e Humanidades da FGM, Milena Tavares, vai começar a ler todos os materiais que são feitos na academia sobre o tema. Ela leu diversos trabalhos e disse que se emocionou muito lendo a minha dissertação de mestrado sobre os pescadores do Rio Vermelho, intitulada ‘Ritos e tradições dos pescadores do Rio Vermelho’.

Nesse trabalho, eu relato todo o processo que envolve o presente e a cerimônia, além dos processos religiosos existentes no mar. Ela entra em contato comigo em função da minha tese e a prefeitura pede uma carta de notório saber, que é dada pelo saudoso professor Jefferson Bacelar, que foi um dos avaliadores da minha banca de mestrado na época. E também porque eu já era doutora em antropologia.

Então, sou convidada, trago o que eu tenho na minha tese e continuo outras entrevistas junto com os pescadores e com os terreiros que estão naquele momento presentes. Dessa forma, construí o laudo etno-histórico que tornou a festa patrimônio cultural e imaterial de Salvador. Para um tombamento de um terreiro, de uma festa, de qualquer bem cultural, material ou imaterial precisa de um antropólogo. Pode até ser um historiador, dependendo do processo. Independente do documento mais amplo terem outras partes é o laudo que vai dar a justificativa do tombamento. Nesse caso, o laudo etno-histórico foi construído por mim, aproveitando meu projeto de mestrado e mais entrevistas com pescadores. E complementei as pesquisas com tudo de mais recente que tinha sido construído para a festa desde então. Porque tem muita coisa que foi publicada depois.

A elaboração do dossiê demandou muito tempo?

Não levou muito tempo porque era algo um pouco emergencial. Até por isso precisava de alguém que já tivesse pesquisado o tema. Era algo que necessitava para que o tombamento fosse executado naquele momento. Hoje ainda esse processo de tombamento existe no Ipac e no Iphan. Mas o Ipac e o Iphan têm milhões de tombamentos na Bahia e no Brasil inteiro, com uma equipe mínima. Termina não executando. Por isso, a festa está tombada pela Fundação Gregório de Matos e é patrimônio cultural e imaterial da cidade de Salvador. No ano passado, a festa também passou pelo processo de salvaguarda. Por isso, é uma festa já salvaguardada.

Primeiro você entra com o processo de patrimonialização. Após o processo de patrimonialização, aquele bem já está tombado. Depois, vai ser feita a salvaguarda, onde as populações que fazem parte do processo – no caso, os pescadores, o povo de santo, todos aqueles que participam da festa – vão dizer o que é mais importante para eles. Para que aquilo fique salvaguardado para todas. E a tradição permaneça.

Qual é a importância de todo esse processo para garantir a continuidade da tradição?

É importantíssimo. Independente de que eu aceite ou não a festa, ela é tombada, é um patrimônio da cidade. Pode entrar um pastor como prefeito da cidade e ele vai ter que continuar dando apoio àquele processo, porque é um patrimônio da cidade. Já aconteceu no Rio de Janeiro um pastor (Marcelo Crivella) se eleger prefeito e proibir a festa de Iemanjá, porque ela não era tombada. A partir do momento que ela é tombada, ele jamais poderia proibir, porque é crime você proibir um patrimônio. Esse tombamento é fundamental.

No início da tradição, os pescadores colocaram ali uma sereia de pele clara. Qual seria a representação mais adequada para Iemanjá?

Eu gostaria muito de dizer que a gente tem que colocar apenas a sereia negra. Mas a gente vive numa sociedade que foi colonizada. E vivemos um processo de colonização em que as religiosidades terminam se mesclando. Iemanjá, sem dúvida, é a orixá mais popular do país. Em qualquer praia de Salvador, você vai ver as pessoas pulando ondas, ofertando flores para Iemanjá no Reveillon. Você vai ver isso também numa ilha da Angra dos Reis, os ricos jogando flores, mesmo que se digam cristãos.

Se tem algumas ideias de que o surgimento da umbanda, onde a religiosidade de matriz africana vai se fundir com a religiosidade espírita kardecista, ela vai construir uma outra imagem dessa orixá africana. Ela vai começar a ganhar a aparência da Virgem Maria. Ela vai ganhar as vestes da Virgem Maria. Ao invés dos seios fartos, da pele negra, e da voluptuosidade, porque Iemanjá para os povos africanos é gorda, ela vai ganhar outros traços. E esses traços vão se difundir entre os pescadores. O primeiro ano que saiu uma sereia negra não foi o ano passado como foi difundido. A primeira sereia negra a sair foi em 2010. E os pescadores ficaram muito chateados. ‘Essa não é nossa sereia’. Porque é um processo. A quebra do processo colonizador e do embranquecimento dessas entidades não se dá do dia para a noite. Mesmo em alguns locais do continente africano existem sereias brancas. E a própria aproximação de Iemanjá com as sereias também é uma forma de sincretismo. Essa mistura de Iemanjá com as sereias indígenas, as sereias africanas, europeias. Porque, na verdade, onde tem o culto às águas, tem o culto às sereias. Todos os povos brancos, negros, indígenas, que estão próximos as águas, têm os cultos as sereias. A gente pode dizer que os cultos das sereias é universal. Você pega as ‘Ilíadas e Odisseia ‘e as sereias estão lá. E a sereia branca é hoje a forma como grande parte dos pescadores dizem vê-la, até pela imagem que existe na frente da Casa de Iemanjá.

Para concluir, qual é a importância de uma festa dedicada a um orixá — com a dimensão que a festa de Iemanjá alcançou — para a autoestima do povo negro?

A festa de Iemanjá traz para o espaço público algo que historicamente nos foi relegado a esconder. Na África, as festas são públicas. Os orixás não se escondem. As festas de Oxum e de Iemanjá carregam milhões de pessoas nos espaços públicos. As incorporações são públicas. Aqui, dentro desse espaço de repressão racista, os cultos vão se tornando mais exclusos, se restringindo aos espaços de terreiro. Durante muito tempo os cultos foram criminalizados, os terreiros invadidos. E os africanos foram proibidos de cultuar livremente suas entidades. A festa de Iemanjá coloca para o público esse momento de sacralização e de aproximação dessas entidades. Naquele momento não estão presentes somente os orixás. Quando você chega de manhã a primeira orixá que chega daquele candomblé que foi escolhido é Iemanjá. Então, Iemanjá chega e os ogãs vão tocando para Iemanjá e aquilo é público. Sai do espaço privado e ganha dimensão. Você anda pela areia e vê diversos terreiros de umbandas, onde tem caboclos, marujos, e várias entidades não só africanas mas da religiosidade que foi construída aqui no Brasil ali presente. Você tem o caboclo que é a entidade que vem dos povos indígenas. Porque os bantos, os primeiros antepassados a chegar na Bahia, eles tinham o costume de independente da forma que você chega em determinado espaço tem que respeitar as entidades que ali estavam. Os caboclos que ressignificam os indígenas também são incorporados e respeitados. Os africanos, assim como os indígenas, não se negam a acreditar ou a respeitar outras religiosidades. Embora mantenham as suas, eles não querem apagar o outro. Eles incorporam o outro. Os Tupinambás faziam isso. Quando chegam os portugueses, eles sentam e ouvem. Eles aprendem a língua do outro. Os portugueses que nunca se preocuparam em aprender a língua deles. Temos vários povos africanos aqui que falam nossa língua dentro dos candomblés. O candomblé Jeje, que vem do Benin. O candomblé Ketu, que vem da Nigéria. O candomblé banto, que vem da Angola e da região Banto como um todo. É uma festa que projeta esse orixá para todo o país, que faz as pessoas terem orgulho. O senhor do Bonfim as pessoas podem vestir branco e dizer: ‘Não é para Oxalá, é para o Senhor do Bonfim’. O 2 de fevereiro é o momento de Iemanjá. E é uma festa imensa. É uma festa onde todos participam, inclusive aqueles que também estão fazendo suas homenagens e suas próprias releituras do que é Iemanjá. Tem gente fazendo sereismo, o que também é válido, porque é um momento de festa, de celebração.

Raio-X

Cristiane Sobrinho é doutora em Antropologia, mestra em Estudos Étnicos e Africanos, graduada em Ciências Sociais e especialista em Metodologia e Didática do Ensino Superior. Lecionou como professora substituta do Departamento de Antropologia da Ufba, professora EAD da Unilab, professora da pós-graduação em Direitos Humanos e Contemporaneidade (Sead/Ufba) e professora do ensino fundamental, médio e da EJA em Camaçari. Atua como consultora da Unesco e também como antropóloga no Projeto Quilombo Legal, que visa à regularização fundiária e ambiental de comunidades remanescentes quilombolas da Bahia.



Fonte: A Tarde

Associados do Sindicombustíveis Bahia elegem nova diretoria – Acorda Cidade

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O Sindicombustíveis Bahia elegeu, na quarta-feira (28), a nova diretoria que estará à frente da entidade no mandato 2026–2030. A votação foi encerrada às 17h e confirmou a vitória da chapa única, encabeçada por Glauco Alves Mendes, atual diretor jurídico, com significativa participação de 88,5% dos associados, mostrando o engajamento da revenda com a entidade em função do trabalho desenvolvido em prol da categoria.

O processo eleitoral ocorreu de forma híbrida, com votação presencial na sede do sindicato e também via Correios. A diretoria eleita se destaca pela ampla representatividade regional, reunindo dirigentes de todas as regiões da Bahia.

Ao todo, a nova composição conta com 25 nomes, sendo seis mulheres, o que representa um quarto de participação feminina, além de 12 diretores exclusivamente do interior, equivalentes a 48% da diretoria. Considerando os diretores que atuam na capital e interior, essa ramificação para todo o Estado é ainda maior.

Para o associado Fernando Passos, do Posto Independência, em Salvador, a participação no processo eleitoral reforça a importância do vínculo com a entidade. “O sindicato me ensinou a trabalhar na atividade quando iniciei há dez anos, orientando a gestão da minha empresa. Dei as mãos e nunca mais larguei. Faço questão de manter essa proximidade, votando e fazendo parte da entidade que me apoia e me representa.”

O presidente que encerra o mandato, Walter Tannus Freitas, destacou o fortalecimento institucional do Sindicombustíveis Bahia ao longo dos últimos anos. “A principal marca da nossa gestão foi a construção de relações. Hoje, o sindicato é respeitado pelos órgãos públicos e de fiscalização, e construímos um canal direto com o revendedor que se refletiu no crescimento expressivo do número de associados.”

Ele também ressaltou o caráter coletivo da gestão sindical. “Ninguém conduz um sindicato sozinho. Sempre tive o apoio da diretoria, dos colaboradores, dos parceiros, da revenda e, principalmente, dos associados. Tenho certeza de que a nova gestão dará continuidade a esse trabalho e avançará ainda mais.”

Eleito presidente, Glauco Alves Mendes assume com a proposta de manter a linha institucional da entidade, aprofundar o diálogo com associados e órgãos de controle, combater desvios e estar atento às práticas que fortalecem o segmento.

“Construímos uma diretoria representativa das diferentes regiões da Bahia, inclusive com presença feminina significativa. Nosso compromisso é fortalecer a relação de confiança com o associado, atuar de forma responsável junto aos órgãos de fiscalização, combater práticas ilegais e a concorrência desleal, além de acompanhar os avanços em modernização e tecnologia que impactam o setor.”

A nova diretoria assume no dia 15 de março. A posse solene está marcada para o dia 17 de março na sede do sindicato, em Salvador.

SindicatoSindicato
Foto: Divulgação

Perfil do presidente eleito

Glauco Alves Mendes é advogado, com 28 anos de experiência nas áreas jurídica empresarial e pública, com atuação em órgãos do poder municipal. Possui mestrado e é doutorando em Direito pela Universidade Autônoma de Lisboa (Portugal), além de pós-doutorado pela Universidade de Messina (Itália). Atua no setor de revenda de combustíveis desde 2008, em postos localizados na capital e no interior da Bahia, e, atualmente, exerce o cargo de Diretor Jurídico do Sindicombustíveis Bahia.

DIRETORIA ELEITA (2026–2030)

Diretores

Presidente: GLAUCO ALVES MENDES

1º Vice-presidente: LEANDRO VIDIGAL GUIMARÃES CAMELYER

2º Vice-presidente: BALDOMERO GONÇALVES FILHO

Diretor Jurídico: DAYANE DE ALMEIDA ARAÚJO SOBRAL

Diretor Financeiro: WALTER TANNUS FREITAS

Diretor Administrativo: ERICO GOUVEIA DE OLIVEIRA

Diretor Social e de Comunicação: CARLOS TEIXEIRA DE FREITAS NETO

Diretor de Patrimônio:  ROBERTO PAULO BATISTA DE ALMEIDA

Diretor de Relações Comerciais: RODRIGO SILVA DE SOUZA

Diretora de Lojas de Conveniência: LEILANE VASCONCELLOS LOUREIRO

Vice-presidentes regionais

Vale do São Francisco: PLÁCIDO ALEXANDRE MELO DO NASCIMENTO

Extremo Sul: BRUNO SOARES MENDES

Sul: VERÔNICA NOGUEIRA PASSOS TAVARES

Agreste: ANTÔNIO CARLOS OLIVEIRA GONÇALVES JÚNIOR

Recôncavo: JOSÉ NUNES SOBRINHO NETO

Sudoeste:  MARIA CAROLINA CARDOSO COSTA

Diretores suplentes

LUCIANO DOS SANTOS RAMOS

ANTÔNIO SIMÕES DE MELO FILHO

DALILA CAROLINE DE SÁ NEVES

Conselho fiscal

UMBERTO COSTA SANTOS

SANDOVAL JESUS DA SILVA

LUIZA VILLAS BOAS LOMANTO CORREIA DE MELO

Conselho fiscal suplente

EDNEI LEAL RIBEIRO

GERALDO BULHÕES DE SOUZA

CLÁUDIO OLIVEIRA BOAVENTURA

Delegados representantes junto ao conselho da Fecombustíveis

WALTER TANNUS FREITAS

GLAUCO ALVES MENDES

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Fonte: Acorda Cidade

INSS retoma atendimento presencial em agências de todo o país

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Também voltaram a funcionar os atendimentos digitais –

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) retomou nesta segunda-feira, 2, o atendimento presencial em todas as agências da Previdência Social, após a conclusão da manutenção nos sistemas previdenciários. Os serviços ficaram suspensos entre os dias 28, 29 e 30 de janeiro devido aos trabalhos realizados pela Dataprev, empresa responsável pela tecnologia da informação do órgão.

Também voltaram a funcionar os atendimentos digitais pelo site e aplicativo Meu INSS, além da Central Telefônica 135, que permaneceram indisponíveis até o dia 31.

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Segundo o INSS, a interrupção foi necessária para a modernização dos sistemas, com o objetivo de garantir mais estabilidade, segurança e eficiência nos serviços. Para minimizar os impactos aos segurados, o instituto antecipou atendimentos em finais de semana, nos dias 17 e 18 e 24 e 25 de janeiro.

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Em razão da manutenção, o INSS prorrogou ainda o prazo para que aposentados e pensionistas contestem descontos indevidos em seus benefícios. Agora, os beneficiários têm até 20 de março para questionar as cobranças irregulares, etapa inicial para adesão ao acordo de ressarcimento.



Fonte: A Tarde

CBF explica expulsão polêmica de Carrascal em Flamengo x Corinthians

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CBF esclarece decisão do VAR em expulsão de Carrascal –

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou, ainda na noite de domingo, 1, a súmula da final da Supercopa do Brasil, documento em que o árbitro Rafael Rodrigo Klein detalha a expulsão de Jorge Carrascal, do Flamengo, principal lance polêmico da decisão vencida pelo Corinthians. No registro oficial, o juiz relata que o cartão vermelho foi aplicado “por conduta violenta ao golpear fora da disputa de bola, com o braço no rosto e o punho fechado, seu adversário numero 7”.

A súmula também aponta um episódio ocorrido após o apito final, quando foi registrado o arremesso de um “saco de pipocas em direção aos árbitros”, segundo o relato, vindo do setor onde estava localizada a torcida do Corinthians.

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Somente algumas horas depois do término da partida e da conquista do título pelo clube paulista é que a CBF se manifestou publicamente sobre o lance envolvendo Carrascal. Em nota oficial, a entidade explicou a dinâmica da análise do VAR e os motivos que levaram à expulsão do atleta apenas após o intervalo.

De acordo com a CBF, a decisão “ocorreu após checagem das imagens disponíveis, realizada pela equipe de VAR a partir do momento do lance, e que foi concluída quando os jogadores já haviam descido para o intervalo. Neste procedimento, foi identificada evidência de conduta violenta”. Ainda segundo a entidade, “inicialmente, as imagens disponíveis não apresentavam evidência conclusiva, razão pela qual o primeiro tempo foi encerrado normalmente. Ainda durante os procedimentos, uma nova checagem permitiu a identificação clara da infração, o que fundamentou a recomendação de revisão para que o árbitro pudesse avaliar e a consequente expulsar o atleta.”

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O lance ocorreu no último momento da primeira etapa, quando Carrascal agrediu Breno Bidon. Após o apito que encerrou o primeiro tempo, Rafael Rodrigo Klein chegou a se reunir com os capitães de Corinthians e Flamengo e realizou uma rápida conferência com o VAR, sem se dirigir ao monitor. Em seguida, orientou que os jogadores fossem para os vestiários, dando a entender que a partida seguiria sem punição disciplinar.

No entanto, durante o intervalo, uma nova análise foi realizada com imagens mais nítidas. Com isso, após cerca de 15 minutos, o árbitro retornou ao gramado e mostrou o cartão vermelho ao jogador do Flamengo antes do reinício da partida.

A CBF também reforçou que o procedimento adotado pelo árbitro está de acordo com as regras. Em consonância com a avaliação da comentarista Renata Ruel, a entidade afirmou que “o procedimento adotado está amparado no Livro de Regras 2025/26 e no Protocolo do VAR, que autorizam a intervenção do VAR em casos de conduta violenta a qualquer momento da partida, inclusive após o reinício do jogo.”

Na mesma nota, a confederação informou ainda que houve uma queda de energia na região do estádio, o que fez com que, por alguns minutos, o jogo fosse disputado sem o auxílio do VAR.



Fonte: A Tarde

estado de vencedora não ganhava há 62 anos

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Gabriela Botelho, de 25 anos, representante de Sergipe –

A representante de Sergipe, Gabriela Botelho, 25 anos, entrou para a história na madrugada deste domingo, 1, ao ser coroada Miss Brasil Mundo 2026, em cerimônia realizada em Brasília. A vitória encerra um jejum de 62 anos do estado no concurso, a única conquista anterior havia sido em 1964, com Maria Isabel Avelar.

Com 25 candidatas na disputa, o Miss Brasil Mundo tem como objetivo eleger a representante brasileira para o Miss World, um dos concursos de beleza mais tradicionais em atividade no mundo. Logo após a final, Gabriela celebrou o resultado.

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“Essa coroa é a realização de um sonho. Prometo trabalhar muito para dar orgulho ao Brasil e elevar o nome do nosso país mais uma vez no Miss Mundo”, afirmou.

Modelo desde os 4 anos, Gabriela também atua como influenciadora digital e empresária do setor de moda. Ao longo da competição, destacou-se nas avaliações que consideram comunicação, postura e engajamento social, pilares centrais do concurso.

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Ela foi finalista no desfile de talentos, ao interpretar a música Hallelujah, e ficou entre as cinco melhores na etapa de projetos sociais.

O pódio foi completado por Cecília Nóbrega, do Pará, em segundo lugar, e Carol Faria, do Rio de Janeiro, em terceiro. Também integraram o Top 6 as representantes do Espírito Santo, Letícia Galvão; do Rio de Janeiro Capital, Karine Cardoso; e do Mato Grosso, Maria Vitória Rondon.

A faixa foi passada pela paulista Jessy Pedroso, Miss Brasil Mundo 2025.

Apesar de representar Sergipe, Gabriela é mineira, natural de Belo Horizonte, e já acumula experiência em concursos nacionais. Em 2021, ficou em terceiro lugar no Miss Brasil Mundo, e em 2023 alcançou o Top 7 do Miss Universo Brasil.

Com o título, ela inicia a agenda oficial da organização até a participação no Miss World, prevista para meados deste ano. A coroação reforça a fase de renovação e profissionalização do concurso no país, que busca retomar protagonismo no cenário internacional. Ao final do evento, a mineira Giovanna Starling também foi coroada Miss Global Brasil 2026 e representará o país no Miss Global, que acontece ainda este ano, na Tailândia.



Fonte: A Tarde

bancos fazem mudanças nesta segunda-feira (2)

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A partir desta segunda-feira, 2, usuários do Pix perceberão mudanças no sistema para tentar conter golpes e facilitar a devolução de valores perdidos. Os bancos passam a seguir novas regras relacionadas ao Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado pelo Banco Central em 2021 para agilizar estornos em casos de fraude comprovada.

Com a atualização, que começou a ser implementada em novembro e agora se torna obrigatória, as instituições financeiras poderão rastrear o caminho do dinheiro mesmo que ele passe por diferentes contas e bancos, permitindo o bloqueio dos valores independentemente de onde estejam.

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Antes da atualização, menos de 10% do dinheiro contestado retornava às vítimas, já que os criminosos espalhavam os valores rapidamente por várias contas. Caso a conta que recebeu o Pix estivesse zerada no momento da denúncia, o bloqueio não alcançava os destinos seguintes do valor surrupiado.

O funcionamento do MED segue três etapas:

  • Notificação: a vítima aciona o mecanismo junto ao banco;
  • Bloqueio temporário: a conta receptora é bloqueada por até uma semana para análise;
  • Devolução: confirmada a fraude, o dinheiro retorna à conta da vítima em até quatro dias.



Fonte: A Tarde