domingo, abril 12, 2026
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Homem é preso suspeito de atropelar ex-esposa e outras nove pessoas em Ilhéus; criança de 8 anos ficou ferida – Acorda Cidade

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Um homem de 34 anos foi preso em flagrante suspeito de atropelar a ex-esposa e mais nove pessoas, incluindo uma criança de oito anos, que também ficou ferida. O caso aconteceu durante um evento no bairro Banco da Vitória, em Ilhéus, no sul da Bahia, na noite de sábado (7).

Segundo uma nota da Polícia Civil, o suspeito foi autuado pelos crimes de tentativa de feminicídio, lesão corporal contra mulher no contexto da Lei Maria da Penha e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, bem como afirmou que o homem fugiu do local sem prestar socorro.

De acordo com informações do portal g1, a ex-esposa do suspeito relatou já ter uma medida protetiva contra ele. Testemunhas contaram que o condutor teria jogado o veículo de forma intencional contra o grupo após não aceitar o fim do relacionamento com a ex-companheira.

Equipes da Polícia Militar, com apoio da Rondesp, localizaram o homem momentos depois, nas proximidades do Ecobaba, às margens da BR-415, em Ilhéus. O veículo utilizado no crime também foi apreendido.

As vítimas foram socorridas e encaminhadas para unidades hospitalares da região, mas não há detalhes sobre o estado de saúde delas. A PC também disse que, durante o procedimento, uma mulher relatou ter sido agredida pelo suspeito.

O homem também recebeu atendimento médico, realizou exames legais e segue preso à disposição da Justiça.

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Fonte: Acorda Cidade

Carnaval: coletivos no DF encontram na folia caminho para autocuidado

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Com olhos emocionados e, ao mesmo tempo, com sorriso no rosto, a professora carioca Carmen Araújo, de 59 anos, deixou o samba tomar conta de seus pés neste domingo (8), em uma folia pré-carnavalesca em Brasília. 

Ela, que cuida do pai há 15 anos com a doença de Alzheimer, sabe que é sempre tempo de cuidar de si mesma.  

Brasília, DF 08/02/2026 Carmem Araújo cuida do pai com Alzheimer. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Carmen é uma das integrantes do coletivo Filhas da Mãe, que foi fundado em 2019 e tem por objetivo apoiar pessoas que são cuidadoras (na maior parte das vezes, mulheres) de familiares com doenças demenciais.

Durante o tempo de folia, o coletivo ganha as vestes de bloco carnavalesco. 

“Se a gente não se cuidar, adoecemos também”, explica.

O amor pelo carnaval foi herdado do pai, que tem hoje 89 anos.

“Ele sempre gostou muito. Até recentemente ele ainda participava. Hoje não é mais possível”.

Ela se emociona ao se lembrar do pai, sempre tão animado e organizado. Carmen entende que participar do coletivo fez com que ela pudesse colaborar com outras famílias e histórias semelhantes. 

Rede de apoio

Uma das fundadoras e diretoras do Filhas da Mãe, a psicanalista Cosette Castro explica que a ideia do coletivo surgiu a partir das dores e soluções entre os cuidados com a mãe, que faleceu há cinco anos.

“Eu sou filha única e cuidei 10 anos da minha mãe, que teve Alzheimer. As pessoas falam muito de remédio, de como cuidar. Mas ninguém olha para nós que estávamos cuidando e com sobrecarga”, considera. 

Brasília, DF 08/02/2026 Cosette Castro é uma das fundadoras do grupo Filhas da Mãe. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Cosette afirma que é necessário recuperar a criança que existe dentro de cada pessoa.

“Às vezes, a gente imagina que não tem mais direito ao riso e se sente culpada por se sentir feliz porque os dias são de muita responsabilidade por 24 horas ao dia”. 

A psicanalista explica que o coletivo atende, no dia a dia, pelo menos 550 pessoas em projetos que funcionam como rede de apoio, com serviços, inclusive, virtuais de forma voluntária. A ideia é trabalhar muito com promoção de saúde e garantir visibilidade à necessidade do diagnóstico precoce das doenças demenciais, como o Alzheimer, e também à sobrecarga das cuidadoras. 

Ela cita que problemas como lesões na coluna, fibromialgia, hipertensão, problemas cardíacos e transtornos mentais são comuns nesse público. “São pessoas que não dormem, têm insônia e um nível de ansiedade altíssimo”.

Por isso, o coletivo utiliza eventos, como caminhadas e exposições, para prestar informações ao público. Inclusive no carnaval.  

Aliás, ela testemunha que os sons têm valor terapêutico. No caso de sua mãe e de outras cuidadoras, as letras das músicas foram uma das últimas memórias perdidas. 

Brasília, DF 08/02/2026 – Márcia Uchôa, uma das fundadoras do grupo Filhas da Mãe. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Na casa de Márcia Uchôa, de 69 anos, a mãe, Maria, de 96, que também tem diagnóstico de Alzheimer, ama a música e o crochê.

Só não apareceu na folia com receio da gripe. Chovia em Brasília neste domingo.

“A gente precisa se cuidar e o carnaval está dentro da gente”, afirma.

Contra preconceitos 

Ao lado da festa do Filhas da Mãe, outro coletivo local, Me chame pelo nome, desfilava alegria em nome da causa anti capacitista com uma fanfarra formada por pessoas com deficiência. 

Segundo a servidora pública Aline Zeymer, uma das coordenadoras do grupo, esse será o segundo carnaval do grupo com o intuito de combater o preconceito, além de promover resistência e cuidado pelo caminho da arte. 

Fonte: Agência Brasil

Claudia Leitte é atacada por folião no Carnaval e homem é agredido

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Homem que atacou Claudia foi vítima de socos, empurrões e chutes –

Dois episódios de agressão marcaram o desfile de Claudia Leitte no bloco Virgens de Tambaú, em João Pessoa, na Paraíba, no último domingo, 8. O primeiro ataque foi direcionado à cantora e o outro contra a pessoa que ofendeu a artista.

No momento em que Claudia passava por um camarote, um rapaz que estava no mirante fez gestos ofensivos para a cantora e a xingou. Na sequência, Claudia responde ao folião com uma mensagem de paz.

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“A gente pode ser diferente, mas desrespeitar, jamais. Não façam de novo o que ele tá fazendo não. […] Que Deus te abençoe. A gente só dá o que tem”, disse.

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Em seguida, outros homens que estavam no camarote tiraram o folião do local. Em imagens que circulam nas redes sociais é possível ver o rapaz sendo agredido com socos, empurrões e chutes.

Depois, ao longo do desfile, Claudia Leitte voltou a falar sobre o caso e afirmou que não deixava se abater por uma situação como essa.

Veja o que aconteceu:



Fonte: A Tarde

Perto de volta, Neymar tem de 3 a 7 jogos para convencer Ancelotti por Copa

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Na coletiva após a vitória do Santos sobre o Noroeste, o técnico Juan Pablo Vojvoda disse que Neymar está pronto para voltar – o que deve acontecer na última rodada da 1ª fase do Paulistão.

Na Vila Belmiro, diante do Velo Clube, Neymar tem um jogo decisivo em seu objetivo de chegar à Copa do Mundo, podendo aumentar a própria vitrine para ser visto por Ancelotti, que volta a convocar a seleção em março para os amistosos contra a França e a Croácia.

Se o Santos perder ou empatar e não avançar às quartas de final do Paulistão, o camisa 10 terá apenas mais dois jogos para convencer Ancelotti a chamá-lo para a próxima convocação da seleção brasileira. O Santos enfrenta Vasco e Mirassol antes da convocação.

Caso o Santos vença e jogue as quartas de final, Neymar pode chegar a até quatros jogos extras – seriam um nas quartas, um na semi e dois na final do Paulistão. No caso de chegar à decisão, um hipotético título estadual também contaria muito a favor de Neymar.

Apesar de estar pronto, segundo Vojvoda, o Santos adota cautela para ter o melhor Neymar em campo. Na próxima rodada do Brasileiro, na grama sintética da Arena da Baixada, contra o Athletico Paranaense, o camisa 10 deve ser poupado.

A convocação de Ancelotti em março é a última antes da lista final da Copa, que será divulgada em maio. Nos bastidores, já se sabe que Neymar não é prioridade para o treinador italiano.

A última semana foi marcada por um desgaste na relação com a CBF fora de campo. Os “parças” de Neymar reagiram ao fato de a entidade não mencionar o aniversário do camisa 10 santista nas redes sociais oficiais.

Mãe de Helena reage após internauta sugerir que ela afastaria a filha das comemorações do jogador. Em comentário nas redes sociais, Amanda ironiza acusações, critica ataques pessoais e afirma que pode acionar o setor jurídico diante das ofensas

Notícias ao Minuto | 05:45 – 08/02/2026

Fonte: Noticias ao Minuto

blocos evangélicos dividem opiniões dos fiéis em Salvador

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Durante o Carnaval, Salvador se transforma em um grande espaço de circulação coletiva. Milhões de pessoas ocupam ruas e circuitos oficiais ao longo dos dias de festa, em uma celebração marcada historicamente pela música, pelo corpo e pela diversidade cultural. Nesse cenário, a presença de blocos evangélicos — que levam louvor religioso para o meio da folia — tem provocado debates que extrapolam o Carnaval e alcançam o próprio campo cristão.

No Circuito Batatinha, no Centro Histórico, um dos exemplos mais conhecidos é o Bloco Sal da Terra, que completa 25 anos de participação em 2026. A atuação do grupo, no entanto, não é recebida de forma homogênea nem mesmo entre evangélicos. Para parte dos fiéis, a presença cristã no Carnaval representa uma estratégia de evangelização; para outros, configura uma contradição direta com princípios bíblicos.

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“Não se amoldem ao padrão deste mundo”

A crítica mais recorrente parte da interpretação de que o Carnaval simboliza valores incompatíveis com a vida cristã. A estudante Luana Barbosa, evangélica, afirma que a participação de crentes na festa revela uma tentativa de adaptação ao que ela chama de “padrões do mundo”.

“Isso aí são crentes que querem viver conforme o mundo vive. Pessoas que não se converteram de verdade e sentem falta das coisas do mundo”, afirma.

Para justificar sua posição, Luana recorre à Bíblia. “Em Romanos 12:2 está escrito: ‘Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente’. Para mim, isso deixa claro que o cristão não deve seguir o que o mundo faz”, diz.

Segundo ela, o próprio significado atribuído ao Carnaval reforça a incompatibilidade. “Carnaval significa festa da carne. Como nós, cristãos, vamos participar de uma festa da carne se seguir a Cristo significa abrir mão do próprio eu?”, questiona.

Luana também cita o trecho de Lucas 9:23-24, que fala sobre negar a si mesmo para seguir Jesus, como base para sua crítica.

Bloco evangélico mistura samba-reggae e louvor | Foto: Reprodução / Redes Sociais

Evangelização ou adaptação?

O debate não se restringe à oposição direta à festa, mas também à forma como o evangelismo é realizado. Para Flavia Torres, evangélica, a discussão é especialmente presente entre jovens cristãos. “É um debate dentro do meio cristão e principalmente entre a juventude”, afirma.

Ela reconhece que a pregação do evangelho pode acontecer em diferentes contextos, mas questiona se essa é, de fato, a motivação de quem participa de blocos evangélicos no Carnaval.

“Acredito que o evangelismo deve ser feito em todos os ambientes que o Espírito Santo conduzir, mas tenho ressalvas se as pessoas que estão indo pular carnaval-gospel estão realmente sendo direcionadas por Ele ou apenas satisfazendo uma vontade carnal que não foi saciada”, diz.

Flavia também demonstra ceticismo em relação à eficácia da abordagem. “Viver com Cristo é alegria, sim, mas antes é arrependimento de pecados. Não acredito que essa mensagem seja passada quando vemos um grupo de crentes pulando carnaval em bloquinhos que pouco se diferenciam de uma festa não cristã”, avalia.

Para ela, mesmo quando há resultados, eles tendem a ser limitados. “Ainda que colham frutos, são escassos e muitas vezes ligados ao emocionalismo do momento.”

Bloco Sal da Terra

Bloco Sal da Terra | Foto: Reprodução / Redes Sociais

Percussão, cultura e limite simbólico

Outro ponto sensível no debate envolve o uso de ritmos e instrumentos associados historicamente ao Carnaval e a religiões de matriz africana, como a percussão. Nesse aspecto, Flavia adota uma posição distinta.

“Não acredito que existam instrumentos que sejam de Deus e outros que não sejam. O segredo não está nos instrumentos, mas no caminho que eles conduzem”, explica.

Ela lembra que, ao longo do tempo, instrumentos antes rejeitados por igrejas evangélicas passaram a ser incorporados aos cultos. “Antigamente, bateria era vista como algo demoníaco. Hoje, a maioria das igrejas usa bateria, guitarra, pandeiro”, diz.

Para Flavia, o problema não é o ritmo, mas o contexto e a finalidade. “Usar esses instrumentos para adorar a Deus é diferente de reproduzir uma festa que não se diferencia, na prática, de um Carnaval comum.”

Bloco Sal da Terra

Bloco Sal da Terra | Foto: Reprodução / Redes Sociais

Uma disputa dentro do próprio campo religioso

Com presença consolidada no Circuito Batatinha e média de cerca de 500 integrantes por edição, o Sal da Terra segue integrado à programação oficial do Carnaval de Salvador. Ao mesmo tempo, a existência do bloco evidencia um conflito que vai além da folia: a divergência entre cristãos sobre como — e se — a fé deve ocupar espaços associados a práticas consideradas mundanas.

Ao levar louvor para o meio da avenida, os blocos evangélicos passam a representar não apenas uma alternativa dentro do Carnaval, mas também um ponto de tensão permanente dentro do próprio meio cristão, onde fé, cultura e limites simbólicos seguem em disputa.



Fonte: A Tarde

Hugo Calderano avança no ranking e se torna 2º melhor do mundo no tênis de mesa

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Fenômeno do esporte, Hugo Calderano avançou no ranking e se tornou o segundo melhor do mundo no tênis de mesa, ficando atrás apenas do chinês Wang Chuqin. A atualização da lista foi divulgada nesta segunda-feira (9) pela Federação Internacional de Tênis de Mesa.

Com o resultado, o brasileiro se torna o único atleta das Américas a figurar no top-2 mundial. Além disso, esta é a primeira vez que um jogador fora do eixo Ásia-Europa chega ao segundo lugar do ranking. 

“Primeira vez na segunda colocação do ranking mundial, uma marca inédita no nosso tênis de mesa. Estou muito feliz em atingir esse esse novo marco (…) Claro que todo mundo quer chegar no topo, principalmente eu. Mas acho que esse é um passo também muito importante”, afirmou Calderano ao Globo Esporte. “Eu vou vou continuar focando mais nos meus objetivos, no treino, continuar melhorando o meu nível e aproveitar tudo com bastante leveza“, acrescentou.

Fonte: Alô Bahia

descubra os melhores points na Ceasinha

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Por muito tempo, o Mercado do Rio Vermelho foi sinônimo do vai e vem desordenado típico de centros populares. Conhecido carinhosamente como Ceasinha, o espaço passou por uma virada importante em 2014, quando foi reinaugurado, e desde então vem se consolidando como um dos principais polos gastronômicos do bairro do Rio Vermelho, em Salvador.

Onze anos depois da reabertura, o Mercado virou ponto de encontro para quem quer comer bem, com opções que vão do boteco raiz a cozinhas mais especializadas. É lugar de almoço demorado, de petisco compartilhado, de cerveja gelada no fim da tarde e de mesas que misturam moradores do bairro, turistas e trabalhadores da região. Muito+ fez uma lista com os points com comidas mais diferentes e deliciosas para você experimentar quando fizer uma visita.

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Catiguria

Malassado do Bar Catiguria | Foto: Divulgação

Aberto em 2014, junto com a reinauguração da Ceasinha, o Catiguria tem uma proposta simples e direta: pratos que remetem às lembranças de almoços em família, receitas nordestinas com cara de boteco e comida servida sem economia. “A gente trabalha com comida que abraça, que traz memória”, resume o sócio do restaurante Romenilson Rehem. O cardápio passeia por clássicos robustos, daqueles feitos para compartilhar, com opções que vão da feijoada à rabada, passando por filés generosos e petiscos que conversam diretamente com a cultura de feira e de bar. No Catiguria, a lógica é clara: comer bem, comer muito e comer com gosto, no ritmo descontraído que a Ceasinha pede.

Para experimentar: Um dos pratos mais pedidos é o malassado. Prato de inspiração nordestina feito com carne bovina selada rapidamente para ficar macia por dentro e dourada por fora. Leva cebola, alho e temperos simples, valorizando o sabor da carne. O prato custa R$ 84 (para uma pessoa) e R$ 148 (duas pessoas)

Para ficar de olho: O cardápio também conta com outros pratos como arroz de rabada, vinagrete de polvo, feijoada e o “Eu sou Negão”, um filé mignon que acompanha duas guarnições.

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Confraria das Ostras

Ostra fresta com tartar de atum tutano de vitelo e ciabata, da Confraria das ostras

Ostra fresta com tartar de atum tutano de vitelo e ciabata, da Confraria das ostras | Foto: Divulgação

Instalada no Mercado do Rio Vermelho, a Confraria das Ostras Gourmet Store representa uma nova fase do projeto criado há 17 anos pelo chef e sócio Marcos Lerner. O espaço reúne empório, cozinha aberta e pratos que valorizam técnica e produto. “Além da ostra fresca de Florianópolis, que a gente abre na hora, trabalhamos com receitas como arroz de pato, bacalhau à lagareiro e paella de frutos do mar”, explica o chef, que aposta em uma gastronomia bem executada.

Para experimentar: Uma vez na Confraria das Ostras, vale provar a ostra fresca com tartar de atum, tutano de vitelo e ciabatta. Com umami presente e muito frescor, o prato é um dos mais requisitados do restaurante.

Para ficar de olho: O restaurante oferece um menu completo com entrada, principal (proteína com acompanhamento) e sobremesa a preço fixo (R$ 69,90).

Parrilla Uruguaia

O restaurante nasceu da rotina de quem já frequentava a Ceasinha. Como o escritório de outra empresa da qual é sócio ficava ao lado do Mercado, o baiano Marcos Benjamin, almoçava ali com frequência e sentia falta de um restaurante focado em carnes nobres. “Desejava por um lugar com carne especial”, lembra o proprietário do Parrilla Uruguaia. “Com o crescimento do fluxo de gente no Mercado, surgiu a ideia de montar o restaurante”. A casa aposta em cortes bem executados e grelha no ponto certo.

Para experimentar: A fraldinha fugazzeta é coberta com queijo e cebola caramelizada. A carne possui 250g para uma pessoa e o dobro para duas pessoas.

Para ficar de olho: O restaurante oferece um menu exclusivo de linguiças, com cinco opções, incluindo defumadas artesanais, além de cortes clássicos acompanhados de farofa, vinagrete e molho de alho com manteiga.

Oxe! É de Minas

Pão de queijo recheado da Oxe

Pão de queijo recheado da Oxe | Foto: Divulgação

Uma das lojas mais requisitadas do Mercado do Rio Vermelho é o encontro entre um mineiro e uma baiana. Criada pelo queijista Frederico Antônio Teixeira, a loja nasceu do desejo de trazer para Salvador a cultura do queijo artesanal brasileiro. “Eu precisava que o empreendedorismo estivesse ligado a algo que desse sentido à minha permanência na capital baiana”, conta. Hoje, o espaço reúne dezenas de rótulos e ajuda a apresentar ao público sabores pouco conhecidos fora de Minas.

Para experimentar: Além dos pães de queijo congelados oferecidos no empório, a loja serve o famoso pão de queijo artesanal recheado com ainda mais queijo na raclete e servido na hora (R$19,90, a unidade).

Para ficar de olho: Especialização em queijo artesanal brasileiro, a loja possui uma curadoria de rótulos de várias regiões do país. Além disso, há pães de queijo recheados com doce de leite, goiabada e carne do sol.

Serviço

Mercado do Rio Vermelho

Endereço: Av. Juracy Magalhães Júnior, s/n – Rio Vermelho, Salvador

Horário de funcionamento: segunda a sábado das 7h às 18h (com box específico citando até 19h) e domingos/feriados das 7h às 14h ou 16h.

Instagram: @mercadodoriovermelho



Fonte: A Tarde

Crise com família Coronel muda planos de Jerônimo e adia saída de secretários

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Governador Jerônimo Rodrigues (PT) em discurso na Alba –

A reforma administrativa do governo Jerônimo (PT) segue sem prazo definido. As incertezas sobre a mudança ocorrem após o racha na base governista provocado pelo rompimento do senador Angelo Coronel (PSD).

O chefe do Executivo estadual afirmou à imprensa, na manhã desta segunda-feira, 9, que estava a um passo para iniciar as mudanças no governo, mas decidiu aguarda os próximos movimentos do tabuleiro político.

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“Estava tudo previsto quando eu comecei a ver a movimentação que haveria qualquer respingo, eu segurei, para que não pudesse fazer uma reforma de secretariado dentro de alguma situação mais crítica”, disse o governador, que complementou:

“Então, vou aguardar. Estava prevista para o final do ano, eu botei para janeiro e fevereiro, mas eu vou aguardar para vê como fica algumas acomodações para poder garantir uma reforma definitiva”, declarou ele.

As declarações foram dadas durante a abertura do ano letivo, no Colégio Estadual Manoel Devoto, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador.

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Uma das pendências do Executivo para liberar os nomes que concorrerão as eleições deve-se as tratativas para a confirmação da chapa majoritária.

“Assim que a gente fechar a chapa. A chapa temos até março. […]. Eu espero que assim que a gente bater o martelo, a gente anuncie aqueles pré-candidatos. [Os que estão no governo] têm até o final de março e início de abril [para sair], mas, eu gostaria de fazer antes para garantir que essas pessoas pudessem correr atrás da sua construção”, afirmou Jerônimo.

Segundo ele, o intuito do governo é “garantir o aumento da bancada” tanto na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) e para Câmara dos Deputados.



Fonte: A Tarde

Defesa Civil de SP retoma gabinete de crise após previsão de chuvas

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A Defesa Civil do estado de São Paulo informou que retomou, na tarde deste domingo (8), o gabinete de crise para chuvas e deslizamentos no estado. A iniciativa ocorre após a previsão de chuvas superar a marca dos 100 mm por dia, considerada de perigo extremo.

Participam do gabinete órgãos governamentais, como agências reguladoras, Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, além das concessionárias de energia, abastecimento de água, serviço de gás e telefonia, com o intuito de diminuir o tempo de atendimento a emergências nas cidades mais atingidas.

“As precipitações se intensificaram nas últimas 24 horas em razão da atuação de um sistema de baixa pressão no oceano, associado à Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Os maiores acumulados foram registrados na Faixa Leste, Litoral e Noroeste do estado”, informou o órgão.

A cidade de São Carlos registrou o maior volume de chuva nas últimas 24 horas, com 137 mm, seguida por Ubatuba (129 mm), Bertioga (126 mm), São Sebastião (119 mm), São José do Rio Preto (105 mm), Caraguatatuba (103 mm), Elias Fausto (100 mm) e São Luís do Paraitinga (83 mm).

“Os volumes são considerados extremamente elevados para um único dia. Para efeito de comparação, em São Carlos, a média histórica de chuva esperada para todo o mês de fevereiro é de 169,9 mm. Em apenas 24 horas, choveu cerca de 80% do total previsto para o mês, o equivalente à chuva de aproximadamente 24 dias”.

“Em Ubatuba, o acumulado representou 72,5% do volume mensal, enquanto em São José do Rio Preto o total registrado corresponde ao esperado para cerca de 15 dias de fevereiro”, complementou a Defesa Civil.

Houve registro de alagamentos, deslizamentos de terra e quedas de barreiras em diferentes regiões do estado, além de 13 pessoas desalojadas e quatro desabrigadas. Não há registro de mortes e feridos.

Orientações à população

A Defesa Civil orienta que a população adote medidas preventivas para reduzir riscos durante períodos de chuva intensa, como evitar áreas sujeitas a alagamentos, enxurradas e deslizamentos.

Outra recomendação é não atravessar ruas alagadas ou áreas com correnteza, ficar atento a sinais de deslizamento, como rachaduras no solo, inclinação de árvores ou postes e estalos em encostas, e acompanhar os alertas oficiais da Defesa Civil, por meio de telefones ou sirenes.

Fonte: Agência Brasil

Blocos Afros no Carnaval de Salvador: qual a origem?

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O Carnaval de Salvador não começa quando o trio liga o som — ele começa muito antes, nos tambores que ecoam resistência, nas cores que carregam memória e nos corpos que ocupam a rua como afirmação. Falar dos blocos afros de Salvador é falar de um movimento que transformou a maior festa de rua do planeta em território de identidade, ancestralidade e disputa simbólica.

Criados à margem de um Carnaval historicamente excludente, os blocos afros romperam cercas sociais, políticas e culturais. Levaram para o centro da festa aquilo que antes era empurrado para a periferia: a cultura negra, os saberes africanos, a estética do povo preto e um discurso direto contra o racismo. Mais do que animar a folia, esses blocos ensinaram Salvador — e o Brasil — a se olhar no espelho.

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Quais são os blocos afros de Salvador e como surgiram?

Os blocos afros surgem nos anos 1970, em um contexto de forte segregação racial e repressão política, em plena ditadura militar. Até então, a presença negra no Carnaval era tolerada apenas à margem dos grandes circuitos, longe dos holofotes e do prestígio social.

O ponto de virada acontece em 1974, no bairro do Curuzu, quando nasce o Ilê Aiyê, primeiro bloco afro do Brasil. Idealizado por Antônio Carlos dos Santos, o Vovô do Ilê, ao lado de moradores da Liberdade, o bloco surge como resposta direta à exclusão da população negra dos espaços centrais da festa.

Bloco Ile Aye no Campo Grande – 1998 | Foto: Eloi Correa / Arquivo A TARDE

Ao assumir, sem concessões, a negritude como tema, o Ilê Aiyê inaugura uma nova forma de ocupar o Carnaval: com estética africana, discurso político e música própria. O impacto foi imediato. A partir dele, outros grupos surgem com a mesma proposta de valorização da herança africana, como Olodum, Malê Debalê, Muzenza, Araketu e Cortejo Afro — cada um com identidade própria, mas unidos pela mesma raiz.

Olodum

Olodum | Foto: Adilton Venegeroles / Ag. A Tarde

Do trio elétrico à rua: o que diferencia um bloco afro de outros blocos

O que diferencia um bloco afro não é apenas o ritmo ou o figurino — é a intenção. Enquanto muitos blocos nasceram com foco no entretenimento, os blocos afros surgem como movimentos culturais e políticos que utilizam a arte como ferramenta de enfrentamento.

Segundo o produtor cultural Edivaldo Bolagi, ex-coordenador do Programa Carnaval Ouro Negro, os blocos afros criaram uma nova lógica de desfile ao entender o Carnaval a partir das heranças africanas.

“Eles constroem uma verdadeira apoteose ao trazer para a rua a estética, a mitologia e a história dos reinos africanos, com uma carga política muito clara”, explica.

Musicalmente, os blocos afros criam uma sonoridade própria, marcada pelo ijexá, pelo samba afro e, mais tarde, pelo samba-reggae. Não é samba carioca, nem samba do recôncavo — é uma linguagem híbrida, urbana e ancestral ao mesmo tempo.

Muzenza

Muzenza | Foto: Matheus Leite / Divulgação

Momentos que fizeram dos blocos afros um símbolo do Carnaval de Salvador

Alguns acontecimentos foram decisivos para consolidar os blocos afros como símbolos centrais do Carnaval baiano:

  • 1974 – Fundação do Ilê Aiyê: o marco inicial da revolução estética e política;
  • 1975 – Primeiro desfile do Ilê: mesmo enfrentando vaias e preconceito, o bloco ocupa a rua com turbantes, black powers e temas africanos;
  • 1979 – Surgimento do Olodum: o tambor ganha protagonismo e o Pelourinho se transforma em polo cultural;
  • Anos 80 – Consolidação do samba-reggae: com a batida criada por Neguinho do Samba, o som dos blocos afros atravessa fronteiras;
  • 1987 – “Faraó”, do Olodum: a música leva a temática africana para o mundo e internacionaliza o bloco;
  • Ampliação da representatividade: surgem blocos femininos, como a Banda Didá, e novas narrativas dentro da folia.

Esses momentos não apenas mudaram o Carnaval, mas redefiniram a imagem de Salvador como cidade negra, criativa e politicamente ativa.

Trio do Olodum, circuito Osmar

Trio do Olodum, circuito Osmar | Foto: Olga Leiria / Ag. A TARDE

Música, estética e discurso: como os blocos afro influenciam a cultura da cidade

A influência dos blocos afros vai muito além da festa. Eles moldaram a música, a moda e o pensamento social da cidade.

Na música, os tambores reafirmam a centralidade da percussão afro-brasileira, conectando Salvador diretamente ao continente africano. Cada batida educa, ensina e reafirma pertencimento.

Na estética, os blocos popularizaram penteados, tecidos, cores e símbolos africanos, ressignificando a ideia de beleza negra. O que antes era alvo de discriminação passou a ser exaltado como identidade.

No discurso, os blocos afros enfrentam o racismo de forma direta. Criados em meio à ditadura, transformaram o Carnaval em espaço de denúncia, memória e educação, mantendo projetos sociais e culturais durante todo o ano.

Desfile do bloco Filhos de Gandhy.

Desfile do bloco Filhos de Gandhy. | Foto: Adilton Venegeroles / Ag. A Tarde

Como acompanhar os blocos afros no Carnaval de 2026

Em 2026, os blocos afros seguem ocupando os principais circuitos da cidade, com destaque para o Circuito Batatinha (Pelourinho) e o Barra-Ondina, além do tradicional Campo Grande.

Destaques da Programação Afro 2026

  • Sexta (13/02): Afoxé Laroyê Arriba, Os Negões, Netos de Ghandy
  • Sábado (14/02): Filhos de Korin Efan, Ginga de Negro, Axé Dadá
  • Domingo (15/02): Olodum, Filhos de Ghandy, Filhas de Ghandy, Cortejo Afro, A Mulherada
  • Segunda (16/02): Olodum (Campo Grande), Dandara, Cortejo Afro
  • Terça (17/02): Malê Debalê, Filhos de Ghandy, A Mulherada
Bloco afro Malê Debalê

Bloco afro Malê Debalê | Foto: Joá Souza / Ag. A TARDE

O Pelourinho concentra desfiles mais intimistas, ideais para quem busca proximidade com a música e a história dos blocos, enquanto Campo Grande reúne grandes públicos e visibilidade turística.

Mais do que atrações carnavalescas, os blocos afros de Salvador são manifestações vivas de memória, resistência e futuro. Eles transformaram o Carnaval em palco político, cultural e afetivo, onde cada tambor carrega uma história e cada desfile reafirma o direito de existir, ocupar e celebrar.

Acompanhar esses blocos é entender Salvador para além do cartão-postal — é reconhecer que, na capital baiana, festa também é luta, e alegria nunca esteve dissociada da ancestralidade.

Olodum

Olodum | Foto: Magali Moraes / Divulgação



Fonte: A Tarde