Esquema especial é montado após registros de violência em confrontos anteriores entre as equipes –
A Polícia Militar da Bahia montou um esquema especial de policiamento para a partida entre Vitória e Flamengo, marcada para esta terça-feira, 10, às 21h30, no Estádio Manoel Barradas, o Barradão, em Salvador. O confronto é válido pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro de 2026.
De acordo com a PM, mais de 200 policiais militares serão empregados na operação, que será coordenada pelo Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (BEPE). A ação contará ainda com o apoio do Batalhão de Choque, Cavalaria, COPPA, Esquadrão Águia, além das 47ª e 50ª Companhias Independentes da PM (CIPMs).
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O esquema especial foi montado em razão de tumultos e episódios de violência registrados em confrontos anteriores entre o Rubro-Negro baiano e o clube carioca, envolvendo torcedores organizados de ambas as equipes.
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Segundo a corporação, o planejamento prevê policiamento reforçado nas vias de acesso ao estádio, no entorno e também no interior do Barradão, além do monitoramento do fluxo de torcedores. Equipes especializadas estarão de prontidão para resposta rápida a possíveis ocorrências antes, durante e após a partida.
A expectativa é de um público em torno de 25 mil torcedores. A Polícia Militar informou que a operação tem como objetivo garantir a segurança do público e assegurar a realização pacífica do evento.
Todo atleta olímpico passa a vida inteira sonhando e trabalhando pela sua medalha – e quando ela chega, nem sempre é da maneira ideal. Nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, diversos esportistas tiveram suas medalhas quebradas ou com peças a menos pouco tempo após da premiação.
As primeiras queixas surgiram ainda na última semana e ganharam repercussão internacional após relatos públicos de medalhistas, como a campeã americana do esqui alpino Breezy Johnson.
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Ela conquistou a medalha de ouro no esqui alpino feminino no último domingo, 8, e foi uma das primeiras atletas a expor o problema publicamente. Em entrevista concedida ainda na área de competição, a atleta contou que a medalha se soltou da fita enquanto comemorava, ainda na área de pódio.
“Não pulem com elas. Eu estava pulando de alegria e ela quebrou. Alguém vai consertar, tenho certeza. Não está totalmente quebrada, mas está danificada”, afirmou Johnson.
Já esquiadora sueca Ebba Andersson, medalhista de prata no skiathlon feminino, deixou a medalha cair no chão, e o objeto chegou a se partir ao meio.
Na manhã desta segunda-feira, 9, a patinadora artística Alysa Liu também repercutiu o tema nas redes sociais. Campeã olímpica na disputa por equipes, a americana publicou um vídeo exibindo a medalha com defeito, brincando que a medalha dela “não precisa da fita”.
O que será feito?
Diante das reclamações, o Comitê Organizador dos Jogos se manifestou oficialmente para buscar uma solução. Em entrevista coletiva, o diretor de operações do evento, Andrea Francisi, afirmou que o problema está sendo analisado com atenção máxima.
“Estamos plenamente cientes da situação. As imagens circularam e estamos investigando exatamente qual é a origem do problema. A medalha representa o sonho de um atleta, e queremos que, no momento em que ela seja entregue, tudo esteja absolutamente perfeito. Esse é, sem dúvida, o instante mais importante da carreira de muitos deles”, reconheceu o dirigente.
Medalhas de Paris
Apesar da gravidade, essa não é a primeira vez que a qualidade das medalhas olímpicas entra em debate. Nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, alguns atletas também relataram falhas, como manchas e descascamento, o que levou à substituição de parte das medalhas entregues inicialmente.
O acordo Mercosul-União Europeia avançou, e está a um passo de se tornar mais uma estratégia comercial para o Brasil. Fruto de mais de 26 anos de negociações, o laço deve criar uma área de livre comércio com cerca de 720 milhões de pessoas e Produto Interno Bruto (PIB) de mais de US$ 22 trilhões.
O acordo, que inclui o Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai do bloco latino americano, e 27 países do europeu, é considerado um dos maiores de livre mercado do mundo, e acontece em um cenário de elevada tensão geopolítica e incertezas no comércio internacional.
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O acordo prevê que ambos os blocos eliminem ou reduzam gradualmente até 90% das tarifas de importação e exportação de diversos produtos no período de uma década.
A União Europeia eliminará tarifas de importação sobre aproximadamente 95% dos bens, que representam 92% do valor das importações europeias de bens brasileiros, com prazos graduais de até 12 anos. Já a oferta do Mercosul abrange 91% dos bens, com cestas de produtos submetidos a desgravação imediata ou linear ao longo de prazos de até 15 anos.
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A união bilateral entre os países prevê um impacto positivo na economia. Entres os setores mais que podem ser atingidos é o mercado automobilístico. Pelo acordo, a alíquota de importação de carros europeus, que hoje é de 35% no Brasil, começaria a ser reduzida gradualmente, até atingir a isenção total 15 anos depois da entrada em vigor do tratado.
Veículos ficarão mais baratos?
Com novas rotas tecnológicas para viabilizar a transição energética, o setor automotivo vai ver esse impacto também diante do novo acordo comercial. O Mercosul negociou condições mais flexíveis para a redução tarifária para veículos eletrificados e para veículos de novas tecnologias, mesmo as ainda não disponíveis comercialmente.
Como ficam as reduções de imposto para cada veículo:
Veículos a combustão: isenção de 35% de imposto em até 15 anos,
Veículos eletrificados: isenção de 35% de imposto em até 18 anos
Veículos a hidrogênio: isenção de 35% de imposto em até 25 anos, com 6 anos de carência
Novas tecnologias: isenção de 35% de imposto em até 30 anos, com 6 anos de carência
De um lado barato, de outro caro demais
Especialistas explicam que a medida de zerar as tarifas sobre carros e componentes automobilísticos aumentará a concorrência sobre os veículos produzidos internamente e com baixa tecnologia.
De acordo com Daniela Cardoso, professora de Economia Internacional, há a expectativa de que essa redução de tarifas sobre automóveis europeus acarrete em uma reação negativa principalmente nas indústrias já estabelecidas no Brasil.
É preciso considerar que elas são o segmento industrial que mais emprega e que invariavelmente, pressiona o governo federal por “eternos” subsídios sob a perspectiva de demissões. Basta observarmos a saída de montadoras do país e a incipiente instalação de plantas de montadoras de carros elétricos
Por outro lado, a especialista explica que, com o acordo já firmado, isso obrigará as montadoras a rever o preço final dos automóveis, até porquê, o preço das autopeças importadas e utilizadas por eles, também deve diminuir.
“Há a expectativa que a exportação de carros híbridos (a base de etanol) aumente, mas, não o suficiente para fazer frente ao impacto que se espera com o aumento das importações de veículos europeus. A esperança é que nos próximos 15 anos, aumente o quantitativo de montadoras chinesas no Brasil ao ponto de absorver a mão de obra local que pode ficar desempregada.”, finaliza ela.
Desindustrialização na porta
Em 2023, já se falava sobre as entraves que o acordo Mercosul-UE poderia gerar nas indústrias de produção de veículos. Um estudo intitulado “Os impactos do Acordo do Comércio Mercosul – União Europeia na industria brasileira de equipamentos de transportes”, realizado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), expõe que há uma tendência de maior déficit no comércio de veículos.
A pesquisa aponta que, com o crescimento da demanda por veículos elétricos no Brasil e o grau de avanço observado na indústria europeia, é provável que haja o aumento de exportações desses veículos para o Mercosul.
Estudiosos apontavam que o desequilíbrio no comércio internacional para favorecer o aumento da frota de automóveis elétricos via importação, somados aos possíveis subsídios para a aquisição por parte dos consumidores, reforça o risco do Brasil ter uma “modernização conservadora” na mobilidade urbana.
O papel da China e do Etanol
O cenário futuro desenha uma disputa interessante. Enquanto os carros europeus ganham terreno com a queda de tarifas, o Brasil aposta em duas frentes para equilibrar a balança:
Exportação de híbridos a etanol: Espera-se que o Brasil envie mais desses modelos para a Europa.
Atração de montadoras chinesas: A expectativa é que novas fábricas chinesas se instalem no país para absorver a mão de obra local e competir com os modelos europeus.
FAQ: Dúvidas rápidas sobre o acordo
1. O que é o acordo Mercosul-União Europeia?
É um tratado de livre comércio que visa reduzir ou eliminar tarifas de importação e exportação em até 90% dos produtos comercializados entre os dois blocos ao longo de uma década.
2. Quando o preço dos carros começa a cair?
A redução é gradual e começa a valer assim que o acordo for ratificado pelos países. Para carros a combustão, o processo de isenção total leva 15 anos.
3. O Brasil vai perder fábricas de carros?
Existe o risco de desindustrialização em setores de baixa tecnologia. Contudo, a redução do preço de autopeças importadas pode ajudar montadoras locais a baratear seus processos produtivos.
Presidente da Argentina, Javier Milei durante abertura do G20 –
A Justiça da Argentina deu um passo decisivo nesta segunda-feira, 9, em um dos casos mais sensíveis envolvendo o entorno do presidente Javier Milei. O ex-diretor da Agência Nacional de Deficiência (Andis), Diego Spagnuolo, foi formalmente acusado de liderar uma organização criminosa dedicada à cobrança de propinas e desvio de recursos públicos.
A decisão do juiz federal atinge, ao todo, 19 pessoas, incluindo funcionários públicos e atores do setor privado de saúde. Além do processamento criminal, o magistrado determinou o bloqueio imediato dos bens de todos os envolvidos.
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Esquema de corrupção na Andis
De acordo com os documentos judiciais aos quais a AFP teve acesso, a organização operou entre 2023 e 2025, focando em:
Compras direcionadas: Favorecimento de empresas específicas em licitações.
Superfaturamento: Pagamentos acima do valor de mercado para desviar a diferença.
Propinas: Recebimento de valores ilícitos para liberação de pagamentos e contratos.
“Ficou provada a existência de uma organização criminosa integrada por funcionários públicos dentro da Andis e atores privados”, afirmou o juiz na sentença, destacando que a prática não era um fato isolado.
A imprensa aguarda do lado de fora da Agência Nacional para Pessoas com Deficiência (Andis) durante uma operação de busca e apreensão em Buenos Aires| Foto: JUAN MABROMATA/AFP
Envolvimento de Karina Milei
O caso ganhou repercussão nacional em agosto, após o vazamento de áudios onde Spagnuolo mencionava que Karina Milei, irmã do presidente e secretária-geral da Presidência, receberia uma porcentagem sobre a compra de medicamentos.
Embora o ex-diretor tenha alegado que os áudios foram manipulados e o presidente tenha saído em sua defesa inicialmente, o Ministério Público prosseguiu com a acusação baseando-se em documentos apreendidos e depoimentos. No momento, Karina Milei não figura entre os acusados, mas o juiz ressaltou que a investigação continuará para apurar outros níveis de cumplicidade.
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Dissolução e ajuste fiscal
Em meio às denúncias de irregularidades, o governo Milei dissolveu a Andis em dezembro, transferindo suas funções para o Ministério da Saúde. Desde o início da gestão, o órgão passava por uma auditoria que detectou milhares de benefícios irregulares.
O escândalo explode em um momento tenso para o setor de saúde na Argentina. O governo enfrenta protestos constantes de pessoas com deficiência que exigem mais recursos e reclamam do severo ajuste orçamentário que tem dificultado o acesso a tratamentos e medicamentos essenciais.
FAQ: Entenda o caso de corrupção na Andis (Governo Milei)
1. Quem é o principal acusado no escândalo da Andis?
O principal acusado é Diego Spagnuolo, ex-diretor da Agência Nacional de Deficiência e antigo aliado próximo de Javier Milei. Ele é suspeito de liderar uma organização criminosa que operava dentro do órgão entre 2023 e 2025.
2. De quais crimes os envolvidos estão sendo acusados?
A Justiça argentina processou Spagnuolo e outras 18 pessoas por:
Associação ilícita: Formação de quadrilha para cometer crimes.
Fraude contra o Estado: Desvio de recursos públicos.
Cobrança de propinas: Recebimento de valores ilegais em troca de contratos de medicamentos e serviços.
3. Qual o envolvimento de Karina Milei, irmã do presidente?
Karina Milei foi citada em áudios atribuídos a Spagnuolo, que sugeriam o recebimento de porcentagens em compras de medicamentos. No entanto, ela não está entre os acusados no processo atual. O juiz afirmou que os áudios não foram usados como prova principal, mas que a investigação segue para apurar “outros níveis de cumplicidade”.
4. O que aconteceu com a Agência Nacional de Deficiência (Andis)?
O governo de Javier Milei dissolveu a Andis em dezembro de 2023, transferindo suas responsabilidades para o Ministério da Saúde. A extinção ocorreu após auditorias que detectaram beneficiários irregulares e as crescentes denúncias de corrupção interna.
5. Como o esquema funcionava na prática?
Segundo a decisão judicial, a organização utilizava compras direcionadas e superfaturamento. Funcionários públicos e atores do setor privado de saúde combinavam preços e selecionavam fornecedores específicos para garantir que parte do dinheiro público fosse desviado para o pagamento de propinas.
6. Os bens dos acusados foram bloqueados?
Sim. O juiz federal determinou o bloqueio imediato dos bens de todos os 19 processados para garantir que os valores desviados possam ser recuperados pelo Estado argentino caso sejam condenados.
7. Como isso afeta os beneficiários com deficiência na Argentina?
O caso ocorre em meio a um forte ajuste fiscal. Enquanto os recursos eram supostamente desviados, beneficiários reais têm enfrentado dificuldades para receber tratamentos e medicamentos, gerando protestos frequentes contra os cortes orçamentários do governo Milei.
Nessa velha cidade do Salvador, assim como em toda Bahia, permanece uma dança coreografada por grandes mestres e que se pratica em todos os cantos da cidade (das cidades). Parece que os elementos que compõem a peça se renovam e se aprimoram a cada dia. Nem estou a falar da capoeira, do samba de roda, do maculelê, nem da “Dança da Bundinha”. Trata-se da “Dança do Atendimento”. Algo criativo, performático e, em até certo ponto, interativo.
Somos espectadores passivos e protagonista involuntários, existindo até uma regra essencial para participar. E o público-ator que fique atento.
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Trata-se do você entra, você espera. Você pede, você espera mais. E se reclamar, aí mesmo que você vai conhecer o nosso conceito de “eterna espera”. Vamos ver os palcos e seus detalhamentos, pois são várias arenas.
Taxi: a senhora, o senhor, entra, dá o destino, e o motorista, sem desviar o olhar do horizonte, esquece o cumprimento e se possível dá uma volta para chegar ao local designado como se fosse um pião doido. A chamada “Volta Turística”. Se brigar, o passageiro pode até perder um dente por que a maioria parte da frota de táxi pertence a policiais ou ex-policiais e basta um chamado para se ver cercado.
Bares e restaurante: você se instala. O garçom passa e nem olha, some. Vários minutos depois ele volta sem bloco, sem caneta, com a memória de um peixe. “O que vai ser? ”. Você solicita uma bebida, ele lá vai e você fica com o resto do pedido na ponta da língua. Quando ele voltar dá tempo pedir o restante. A impressão é que o cliente só foi ali para causar amolação. E quando ele esquece o pedido? E se você ficar buscando sua atenção com movimentos, lenhou de vez.
Nas barracas de praia, esqueça garçom, está pensando que é Ibiza? Você que não pise fundo na areia e não cole no rapaz que está sozinho pelando o pé no areal fervente e servindo a vinte mesas ao mesmo tempo. Não tem como fazer contato visual. Se passar junto e chamar, ouve o velho “já vai! ”. O dono do negócio na sombra e na pior vontade para fazer uma caipirinha. Nem reclame se o peixe chegar quase cru. Daí ele sai do seu conforto e o pau pode quebrar. Nem vou falar se o senhor ou a senhora sentou na mesa com cadeiras e sombreiros, acertou pagar um valor e, no fim do uso, a importância já mudou como se obedecesse à subida do Dólar ou à Taxa Selic. Na hora de pagar, não tenha pressa. Espere-o atender a namorada no celular.
Você vai dizer que exagero, que estou dando ousadia ao pessoal de fora que se queixa de qualquer coisa, mas acredite que até a Associação de Bares e Restaurantes (Abrasel-BA), em um ato de coragem coletiva, lançou uma “Cartilha de Atendimento”. Claro, um verdadeiro manual visando “ensinar” ou dizer a quem atende ao público: “Sorria! ”, “Anote os pedidos! ”, “Não fique no celular! ”, “Seja gentil”. Diga se a entidade fazendo uma cartilha não é puxão de orelha e até, digamos, confissão de um pecado em busca da redenção. Uma atitude louvável.
Mas tempos depois do documento lançado fui numa churrascaria em Itapuã e parecia coisa marcada, de pura escrotidão dos garçons. A sala dividida pelo tradicional buffet que é feito para você encher logo a barriga de penduricalhos e comer pouca carne. Quem estava do lado direito tinha um atendimento perfeito e os garçons passavam à toda hora com o churrasco de rodízio. Do outro lado parecia área do inferno. Mesmo com alguns clientes se esguelhando não aparecia ninguém ou só vinha com espeto cheio de restos. Claro que deu confusão pois muitos clientes se levantaram para ir embora e a equipe tentou cobrar. Eu dei sorte de estar no lado certo e minha fome não permitiu solidariedade ao que estavam noi lado dark da força. Como se diz no sertão, “farinha pouca, meu pirão primeiro”.
Então o senhor ou a senhora que estavam achando que é somente táxi, bares e restaurantes e barracas de praias que pecam no atendimento, vá no posto de saúde ou em órgãos públicos. “A Dança do Atendimento” aí, sim, atinge seu nível de perfeição. O bom dia é de má vontade. A informação dada com desprezo e o atendimento…, mas não é só na esfera pública. Fui fazer um exame de urofluxometria, normal, de rotina, numa clínica particular em Nazaré. Minha urina travou por causa do médico que ia fazer o exame pois já atendeu de mal com a vida. E como travei me encheu de bronca. Levei o mijo de volta para casa.
Agora vamos dar um senso científico e factual à esta crônica. Saiba, portanto, que o Procon-BA registra, anualmente, milhares de reclamações. Para se ter uma ideia, em um ano recente, foram mais de sete mil queixosos dos serviços em geral na rua, nos shoppings, aeroporto, rodoviárias e até de baiana de acarajé (fuja das do Rio Vermelho). Então por que que a gente sai de casa para ir onde não chamaram? Acho que acreditamos piamente que amanhã é outro dia. Mas isso vem desde os tempos dos primeiros portugueses na Bahia. Onde está a velha escola Socila de boas maneiras e etiqueta e que ensinava bons modos e civilidade? A Abrasel bem podia ressuscitá-la.
Poxa! Me perdoe…, esqueci de dar bom dia.
Jornalista e escritor. Membro da Academia de Cultura da Bahia (ACB) e conselheiro da Associação Bahiana de Imprensa (ABI)
Às margens do Rio Paraná, em uma região conhecida pelas praias de água doce, está em construção o Tayayá Porto Rico Residence & Resort. O empreendimento de alto padrão teve, entre 2021 e 2025, a participação societária dos irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, conforme apurou o Estadão.
Localizado no município de São Pedro do Paraná (PR), próximo à cidade de Porto Rico — conhecida como “Miami do Paraná” ou “Dubai do Sul” — e na divisa com Mato Grosso do Sul, o resort promete ser ainda mais luxuoso do que o primeiro empreendimento da rede Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), do qual os irmãos também foram sócios. O projeto combina moradia, hotelaria e lazer.
O empreendimento ganhou repercussão nacional após a revelação da participação dos irmãos Toffoli no negócio, formalizada por meio da empresa Maridt S/A. Documentos da Junta Comercial do Paraná indicam que ambos atuaram como representantes da empresa nas assembleias de sócios. O engenheiro José Eugênio Dias Toffoli e o padre José Carlos Dias Toffoli detiveram, no período, 18% do projeto, participação que foi vendida antes da conclusão das obras, revelou o Estadão.
Resort terá piscinas em formatos variados (imagem ilustrativa do futuro empreendimento). (Foto: Divulgação/Tayayá Porto Rico)
Ainda em fase de construção, o Tayayá Porto Rico era apresentado publicamente como uma parceria entre o empresário do setor imobiliário Patrick Ferro e o apresentador do SBT Carlos Roberto Massa, o Ratinho. Porém, o Grupo Massa esclareceu que não possui mais relação com o negócio (mais detalhes abaixo nesta reportagem).
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Resort que teve sociedade dos irmãos Toffoli avança em área estratégica do Rio Paraná
O Tayayá Porto Rico Residence & Resort está localizado em uma das áreas mais valorizadas do interior do Paraná, às margens do Rio Paraná, região reconhecida pelo turismo náutico e pelas praias de água doce que atraem visitantes.
De acordo com informações do site oficial do futuro resort, a apenas 500 metros da margem, a proximidade com o rio é um dos principais diferenciais. O empreendimento prevê a construção de 220 apartamentos distribuídos em duas torres, com metragens que variam de 41,53 m² a 292,82 m².
Ainda de acordo com o site oficial do Tayayá Porto Rico, todos os apartamentos terão vista panorâmica para o Rio Paraná. Além dos apartamentos, o projeto inclui 338 lotes para casas, com áreas entre 165 m² e 345 m² e três opções de plantas. As unidades serão entregues com infraestrutura completa, incluindo internet de alta velocidade, cozinha equipada, televisão, ar-condicionado, frigobar e micro-ondas.
Imagem ilustrativa do futuro empreendimento Tayayá Porto Rico. (Foto: Divulgação/Tayayá Porto Rico)
Estrutura de lazer do resort inclui marina exclusiva e complexo aquático
O resort Tayayá Porto Rico contará com uma marina exclusiva. Conforme a cota adquirida, os moradores poderão ter uma lancha à disposição. A área de lazer soma 49.436,69 m² e inclui uma prainha artificial, duas piscinas com borda infinita e outras piscinas em formatos variados, como semiolímpica, infantil e baby.
O projeto também contempla aquaplay, toboáguas, pistas de boliche, spa, saunas e fitness center. Completam a estrutura bares, boutique, restaurante de padrão internacional e área gourmet. Além de quatro salões de festas, pet care, padaria e confeitaria, outros restaurantes e espaços de convivência.
O Tayayá Porto Rico adota a arquitetura biofílica. A proposta é integrar o ambiente construído ao meio natural, utilizando elementos como fachadas verdes e caminhos arborizados. O empreendimento contará com cerca de 10 mil metros quadrados de área verde.
Resort de alto padrão às margens do Rio Paraná reúne moradia, hotelaria e lazer. (Foto: Divulgação/Tayayá Porto Rico)
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Documentos apontam participação societária dos irmãos Toffoli
Conforme informações do Estadão, os irmãos do ministro Dias Toffoli participaram do empreendimento por meio da empresa Maridt S/A — a mesma que havia integrado a sociedade do resort Tayayá em Ribeirão Claro, também localizado no Paraná. Documentos da Junta Comercial do Paraná mostram que José Eugênio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli representaram a empresa nas decisões societárias do projeto, incluindo assembleias de sócios.
A Gazeta do Povo não conseguiu contato com a defesa dos irmãos Toffoli. Em nota, o Terras do Paraná Empreendimentos S.A. afirmou que o Tayayá Porto Rico Residence & Resort é um empreendimento autônomo, com estrutura societária e governança próprias, juridicamente distinto do Tayayá Aqua Resort, em Ribeirão Claro (PR).
Segundo a empresa, o uso da marca “Tayayá” ocorre por autorização formal, e pessoas, empresas ou fundos citados em reportagens recentes fazem parte de um contexto societário pretérito, sem vínculo atual com a gestão, a administração ou a estrutura acionária do empreendimento, que hoje é conduzido de forma independente (a íntegra do posicionamento encontra-se abaixo nesta página).
Após a repercussão do caso, o Grupo Massa afirmou que não mantém relação com a empresa Terras do Paraná Empreendimentos S.A., responsável pelo Tayayá Porto Rico. Segundo o grupo, houve uma participação minoritária e temporária entre fevereiro de 2021 e maio de 2024, que seria integralizada majoritariamente por meio de permuta de veiculação de mídia nas emissoras da empresa na região.
“O Grupo Massa retirou-se do projeto por decisão estratégica, ainda durante a fase de construção do empreendimento, não mantendo qualquer vínculo posterior”, informou a empresa. O Grupo Massa também afirmou que acionou o departamento jurídico para adotar medidas legais diante da disseminação de informações falsas na internet.
Posicionamento do Tayayá Porto Rico
Em atenção aos recentes questionamentos e às informações veiculadas em reportagens, o Terras do Paraná Empreendimentos S.A. vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:
O Terras do Paraná Empreendimentos S.A. explicou, em nota, que o Tayayá Porto Rico é um empreendimento autônomo, singular e juridicamente distinto, dotado de estrutura societária, administrativa e de governança próprias, não se confundindo com o Tayayá Aqua Resort, localizado em Ribeirão Claro.
A adoção da denominação “Tayayá” ocorre mediante autorização formal para uso da marca, nos termos de instrumento contratual regularmente celebrado entre as partes. As pessoas, empresas ou referências mencionadas em reportagens recentes dizem respeito exclusivamente a um contexto societário pretérito, não integrando, há tempo considerável, a atual estrutura acionária, administrativa ou gerencial do Tayayá Porto Rico. Da mesma forma, esclarecemos que não há, nem houve, qualquer relacionamento, aporte financeiro ou vínculo vigente com os fundos citados nas referidas publicações.
A gestão atual do empreendimento é exercida de forma plenamente autônoma, com governança própria, controles internos definidos e foco absoluto no cumprimento dos compromissos assumidos junto a clientes, parceiros e demais stakeholders.
Reiteramos, por fim, nosso total compromisso com a entrega deste projeto, sustentado por uma trajetória pautada em valores inegociáveis, como inovação, respeito, transparência, lealdade e excelência, que orientam a concepção, a condução e a execução do Tayayá Porto Rico — um projeto grandioso, construído com responsabilidade e visão de longo prazo, no qual seguimos firmemente acreditando.
Todo atleta olímpico passa a vida inteira sonhando e trabalhando pela sua medalha – e quando ela chega, nem sempre é da maneira ideal. Nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, diversos esportistas tiveram suas medalhas quebradas ou com peças a menos pouco tempo após da premiação.
As primeiras queixas surgiram ainda na última semana e ganharam repercussão internacional após relatos públicos de medalhistas, como a campeã americana do esqui alpino Breezy Johnson.
Tudo sobre Esportes em primeira mão!
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Breezy Johnson conquistou a medalha de ouro no esqui alpino feminino no último domingo, 8, e foi uma das primeiras atletas a expor o problema publicamente. Em entrevista concedida ainda na área de competição, ela contou que a medalha se soltou da fita enquanto comemorava, ainda na área de pódio.
“Não pulem com elas. Eu estava pulando de alegria e ela quebrou. Alguém vai consertar, tenho certeza. Não está totalmente quebrada, mas está danificada”, afirmou Johnson.
Já esquiadora sueca Ebba Andersson, medalhista de prata no skiathlon feminino, deixou a medalha cair no chão, e o objeto chegou a se partir ao meio.
Na manhã desta segunda-feira, 9, a patinadora artística Alysa Liu também repercutiu o tema nas redes sociais. Campeã olímpica na disputa por equipes, a americana publicou um vídeo exibindo a medalha com defeito, brincando que a medalha dela “não precisa da fita”.
O que será feito?
Diante das reclamações, o Comitê Organizador dos Jogos se manifestou oficialmente para buscar uma solução. Em entrevista coletiva, o diretor de operações do evento, Andrea Francisi, afirmou que o problema está sendo analisado com atenção máxima.
“Estamos plenamente cientes da situação. As imagens circularam e estamos investigando exatamente qual é a origem do problema. A medalha representa o sonho de um atleta, e queremos que, no momento em que ela seja entregue, tudo esteja absolutamente perfeito. Esse é, sem dúvida, o instante mais importante da carreira de muitos deles”, reconheceu o dirigente.
Medalhas de Paris
Apesar da gravidade, essa não é a primeira vez que a qualidade das medalhas olímpicas entra em debate. Nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, alguns atletas também relataram falhas, como manchas e descascamento, o que levou à substituição de parte das medalhas entregues inicialmente.
Confirmado como titular do Vitória na partida contra o Flamengo, Dudu foi o escolhido para conceder entrevista coletiva nesta segunda-feira, 9. O volante de 26 anos ganha a primeira oportunidade entre os 11 iniciais após boas participações vindo do banco de reservas.
Durante a entrevista, Dudu se mostrou empolgado com a chance de começar jogando contra o atual campeão brasileiro. “Eu estou pronto, estou preparado e só ansioso para o jogo de amanhã”, afirmou o meio-campista.
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Conhecido por seus problemas disciplinares, Dudu vive um momento diferente em 2026. O volante, que só recebeu um cartão amarelo nos quatro jogos que atuou, afirmou que está fazendo um “acompanhamento por fora” e que teve ajuda dos amigos, companheiros e familiares.
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“Tenho conversado muito com a minha família e meus amigos, que estão sempre no meu suporte. Estou morando com a minha namorada e tenho o suporte da minha mãe e irmãs. Estou fazendo acompanhamento por fora, que todos os atletas precisam, não só eu. Tenho certeza que isso tudo tenha me ajudado a melhorar dentro e fora de campo, porque eu sou uma pessoa boa, tenho companheiros muito bons como Osvaldo e Camutanga, que me ajudam me dando conselhos. Agradecer a eles”, detalhou.
Meus comportamentos estão sendo diferentes, como cartões, o extracampo também, que muito melhorou. Jogadores também tem que ter bom comportamento fora de campo.
De acordo com o volante, uma conversa com Jair Ventura também foi fundamental para sua mudança de postura. Logo após a derrota para o Palmeiras, o técnico rubro-negro já havia declarado que escalaria o camisa 21 como titular na sequência do Brasileirão.
“Nós temos o professor Jair [Ventura], ele conversou muito comigo, me deu bons conselhos também. Agora eu estou tendo a oportunidade de provar que eu mudei sobre os cartões e poder fazer um bom jogo, como eu venho fazendo nessa temporada”, projetou.
Força do Barradão
Palco da partida, o Estádio Manoel Barradas é um dos trunfos apontados por Dudu para o Vitória conquistar os três pontos. Apesar de reconhecer a qualidade do adversário, o volante vê o ambiente como uma “força” a mais.
“O jogo de amanhã vai ser muito aguerrido, nós vamos estar no Barradão, que é nossa força. O Flamengo é muito bom tecnicamente, um dos melhores do Brasil, que disputa por título, mas vamos estar dentro do Barradão e vamos mostrar a nossa força”, concluiu.
O Vitória de Dudu recebe o Flamengo às 21h30 desta terça-feira, 10, no Barradão. O confronto é válido pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro.
O médico Enéas de Carvalho Silva Filho, de 50 anos, foi preso nesta segunda-feira, 9, em Salvador, por suspeita de envolvimento em um acidente de trânsito que resultou na morte de duas pessoas na BA-542, em Valença, no baixo sul da Bahia. Ele estava foragido desde janeiro e foi localizado em um condomínio no bairro de Pituaçu.
O acidente ocorreu no dia 23 de janeiro e envolveu dois veículos de passeio. As investigações indicam que a colisão foi violenta e que o médico, condutor de um Volkswagen Nivus, apresentava sinais de embriaguez. Testemunhas relataram comportamento alterado, e a polícia anexou ao inquérito imagens de bebidas alcoólicas encontradas no interior do carro. Enéas se recusou a realizar o teste do bafômetro.
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Após a batida, o suspeito foi socorrido e levado para um hospital em Santo Antônio de Jesus, onde passou por cirurgia. Ele deixou a unidade antes de ser localizado pelas equipes policiais.
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Investigação
Segundo a Polícia Civil, a prisão em flagrante não foi realizada no dia do acidente por falta de comprovação técnica imediata do consumo de álcool. O exame clínico também não pôde ser feito devido ao estado de saúde do médico. Com base em laudos periciais, depoimentos e na recusa aos exames, a polícia solicitou a prisão preventiva, que foi autorizada pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Valença.
A prisão foi efetuada por equipes da Delegacia Territorial de Valença, com apoio da DT de Itapuã. O médico foi encaminhado à Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter) e permanece à disposição da Justiça.
Relembre o caso
O acidente envolveu um Chevrolet Zafira, onde estavam as vítimas, e o Nivus conduzido pelo médico. Bruna da Silva Santos, de 26 anos, morreu ainda no local. Johnny Santos Bispo, de 33, chegou a ser socorrido pelo Samu, mas morreu duran te o atendimento.
Além das duas mortes, outras pessoas ficaram feridas, entre elas uma criança de 10 anos, que precisou ser transferida para um hospital em Salvador.
A Polícia Civil também investiga as circunstâncias em que o carro conduzido pelo médico foi furtado e incendiado após o acidente. O veículo chegou a passar por perícia, mas foi retirado do local e queimado antes da remoção oficial.
À época, a defesa afirmou que Enéas seguia para o trabalho, foi socorrido pelo Samu e permaneceu internado em UTI no período pós-operatório.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta segunda-feira, 9, que caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, soubesse se seu “parentesco com Lampião”, não provocaria o Brasil.
A declaração, em tom de brincadeira, foi feita durante uma cerimônia no Instituto Butantan, em São Paulo.
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Após isso, Lula ainda afirmou que não queria briga com o líder estadunidense, visto que haveria risco do Brasil ganhar.
“Quando eu viajar [para os EUA], eu sou muito teimoso e sou muito tinhoso, sabe? Se o Trump conhecesse o que é a sanguinidade de Lampião de um presidente, ele não ficaria provocando a gente”, argumentou.
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Multilateralismo no mundo
Lula ainda disse que o trabalho do Brasil seria a “construção da narrativa” sobre a importância do multilateralismo para o mundo.
“Eu não quero briga com ele, não sou doido, vai que eu brigo e eu ganho, o que eu vou fazer? Então, a briga do Brasil é a briga da construção da narrativa, nós queremos mostrar que o mundo não pode prescindir do multilateralismo”, justificou.
Finalizando, o presidente do Brasil ainda disse que foi o multilateralismo que garantiu a paz em toda parte do mundo.
“Nós precisamos provar, num debate político, que foi o multilateralismo, depois da Segunda Guerra Mundial, que criou uma harmonia entre os Estados, e que permitiu que a gente vivesse em paz até agora, pelo menos numa parte do mundo. O unilateralismo imposto pela teoria que de que o mais forte pode tudo contra o mais fraco, a nós, não interessa”, argumentou.