quarta-feira, fevereiro 4, 2026
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a série que vai te viciar e desafiar a sua mente

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‘O Problema dos 3 Corpos’ está disponível na Netflix –

A ficção científica segue como um dos gêneros mais férteis da televisão — responsável por algumas das narrativas mais inquietantes e provocativas já exibidas. Um exemplo recente é ‘O Problema dos 3 Corpos‘, série da Netflix que mistura ciência, dilemas morais e um terror existencial.

Qual a história de O Problema dos 3 Corpos?

Baseada na trilogia premiada do autor chinês Cixin Liu, a série conduz o público por uma narrativa que se estende desde a Revolução Cultural Chinesa até um futuro próximo, onde a humanidade descobre estar diante de um inimigo impossível de conter: uma civilização extraterrestre que identificou a Terra — e não tem intenções pacíficas.

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Ao longo de seus oito episódios, a série apresenta uma trama que exige atenção constante. Física, política, crises globais e escolhas humanas se entrelaçam em um enredo que funciona como um grande quebra-cabeça, revelado peça por peça.

Por trás da adaptação estão David Benioff e D.B. Weiss, responsáveis por ‘Game of Thrones‘, ao lado de Alexander Woo, de ‘The Terror: Infamy‘. O trio imprime à série uma estética grandiosa, marcando presença em efeitos visuais, fotografia e na construção de atmosferas que alternam suspense científico e drama humano.

Esta é apenas uma das versões que a história já ganhou, pois existem outras adaptações, inclusive um seriado chinês, com mais de 25 capítulos.

O elenco da série da Netflix conta com nomes como Liam Cunningham, Benedict Wong, Eiza González e Jovan Adepo.

Assista ao trailer:



Fonte: A Tarde

Concurso do Corpo de Bombeiros é autorizado com vagas para CFO

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Um novo concurso do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) foi autorizado, com 50 vagas para o Curso de Formação de Oficiais (CFO). O aval foi publicado pelo governador Cláudio Castro, no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira, 1º.

A abertura do concurso teve manifestação favorável da Comissão de Acompanhamento e Monitoramento Econômico-Financeiro do Regime de Recuperação Fiscal e pareceres jurídicos e orçamentários.

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Próximos passos

Uma comissão organizadora será contratada para conduzir os preparativos para a publicação do edital. Em seguida, a banca organizadora para a aplicação das provas aos candidatos será definida.

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) deve seguir na organização das provas objetiva e discursiva. A expectativa é de que o edital seja divulgado em dezembro e as etapas próximas etapas aconteçam no início de 2026.

O último concurso para o CFO teve edital publicado em dezembro de 2024 e provas aplicadas neste ano.



Fonte: A Tarde

Mais de 420 mil baianos ficam isentos do Imposto de Renda – Acorda Cidade

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O presidente Lula sancionou na quarta-feira, 26 de novembro, a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para contribuintes que recebem até R$ 5 mil mensais. A medida, uma das mais aguardadas na área econômica, também estabelece descontos parciais para rendas de até R$ 7.350. As novas regras passam a valer já para a declaração do próximo ano. 

Na Bahia, as mudanças no Imposto de Renda vão passar a ter impacto direto em cerca de 641,7 mil contribuintes. De acordo com informações do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal (CETAD), a estimativa é de que 420.919 trabalhadores que ganham até R$ 5 mil por mês no estado deixem de pagar o tributo a partir de 2026, enquanto 220.839 pessoas, com renda entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil mensais, tenham descontos progressivos. Atualmente, cerca de 656,7 mil declarantes de Imposto de Renda na Bahia já não pagam o IR. Com as novas mudanças, o número chega a cerca de 1,07 milhão de contribuintes completamente isentos.

A iniciativa promove uma atualização importante na política de tributação sobre a renda e reforça o compromisso do Governo do Brasil com a melhoria do poder de compra da população, o estímulo ao consumo e o incentivo à formalização. No total, cerca de 15 milhões de brasileiros serão diretamente beneficiados: 10 milhões deixarão de pagar o tributo e 5 milhões terão redução no valor devido. 

Para manter o equilíbrio fiscal e compensar a redução na arrecadação, a legislação estabelece incremento na tributação de altas rendas, a partir de R$ 600 mil anuais. A previsão é de que cerca de 140 mil contribuintes de maior renda sejam alcançados pela mudança. Nesse caso, a cobrança é gradual, com alíquota máxima de até 10% sobre os rendimentos. Contribuintes que já pagam essa porcentagem, ou mais, não terão mudanças. Dessa forma, não há impacto fiscal adicional e nenhum serviço público prestado à população será afetado.
 

Alguns tipos de rendimentos não entram nessa conta, como ganhos de capital, heranças, doações, rendimentos recebidos acumuladamente, além de aplicações isentas, poupança, aposentadorias por moléstia grave e indenizações. A lei também define limites para evitar que a soma dos impostos pagos pela empresa e pelo contribuinte ultrapasse percentuais fixados para empresas financeiras e não financeiras. Caso isso ocorra, haverá restituição na declaração anual. 

O Governo do Brasil já havia reajustado a tabela do IR em 2023 e 2024, dando fim a um ciclo de mais de seis anos de defasagem. Com isso, entre 2023 e 2026, a isenção total chega a 20 milhões de brasileiros e a redução do imposto pago beneficia outros 5 milhões. Um total de 25 milhões de contemplados desde o início da atual gestão. 

Isentar brasileiros que ganham até R$ 5 mil por mês da cobrança do Imposto de Renda foi promessa de campanha do presidente Lula. O projeto que culminou na lei sancionada nesta quarta chegou ao Congresso em março deste ano e foi aprovado por unanimidade pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

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Fonte: Acorda Cidade

Cantor denuncia morte do cão após fogos na final da Libertadores

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O cantor Matheus Santaella publicou neste domingo, 30, um desabafo nas redes sociais para anunciar a morte de seu cachorro Ozzy, de oito anos. Segundo ele, o animal sofreu um infarto provocado pelo barulho intenso de fogos de artifício durante a final da Libertadores entre Flamengo e Palmeiras, disputada no sábado, 29.

No Instagram, Matheus compartilhou fotos do cão e escreveu uma mensagem de despedida. “Ontem nós perdemos nosso amigo Ozzy. Que privilégio ter feito parte da sua família. Você nos deu muito amor nesses oito anos. Vou te lembrar para sempre.”

[Legenda]© Reprodução- Instagram – Matheus Santaella  

O artista afirmou que os fogos não paravam e associou o estresse causado pelo barulho à morte do animal. “O Ozzy infartou por conta dos fogos de artifício imparáveis na hora do jogo. Foi a segunda vez que perdi um cachorro por causa de fogos”, relatou.

Notícias ao Minuto [Legenda]© Reprodução- Instagram – Matheus Santaella  

Ele também fez um apelo para que a prática não seja adotada em áreas residenciais. “Por favor, não soltem fogos de artifício em bairros. Não só pelos cães, mas também pelas crianças autistas, pelos idosos. Vocês não têm ideia de como uma ação irresponsável pode afetar a vida dos outros. No jogo do seu time, no Réveillon, no Natal… você não precisa disso para comemorar.”

Gerson, morto por leoa, viveu anos de negligência e transtornos mentais

A invasão ao recinto da leoa Leona, em João Pessoa, expôs a trajetória de Gerson de Melo Machado, 19 anos, marcada por abandono, adoção frustrada, transtornos mentais sem tratamento e sucessivas falhas do Estado. O jovem estava em surto quando escalou o muro e entrou na jaula.

Notícias ao Minuto | 07:00 – 01/12/2025

Fonte: Noticias ao Minuto

MC Poze rompe o silêncio após rumores de interesse em Ivete Sangalo

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O cantor MC Poze se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais depois que usuários perceberam que ele passou a seguir Ivete Sangalo no Instagram após a artista se separar de Daniel Cady.

O “follow” foi o bastante para colocar o nome dos dois em evidência e alimentar comentários sobre as motivações do funkeiro, já que ele terminou seu casamento recentemente, assim como a cantora.

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Poze decidiu se pronunciar após a sua atitude viralizar. Ele afirmou que o gesto não teve nenhuma relação com vida pessoal e que não há interesse romântico envolvido.

Segundo o cantor, a interação parte apenas de respeito profissional. “Máximo respeito, dona Ivete. É o mundo artístico, irmão, é o mundo da música, a gente tem que estar conectado”, disse.

Separação de Ivete e Daniel

Ivete Sangalo e Daniel Cady não são mais um casal. Os dois anunciaram o fim do casamento através de um comunicado público em conjunto nas redes sociais. “Com muito respeito pela nossa história e pela família que construímos, decidimos, de forma conjunta e madura, seguir caminhos diferentes. Estamos certos de que esta é a decisão mais coerente e amorosa para nós. Todo o processo está sendo vivido com diálogo, cuidado e profundo respeito”, escreveram.

“Temos uma trajetória que nos orgulha, de muito amor, seguiremos sempre sendo uma família. Precisamos de respeito com esse momento. pedimos privacidade para atravessar essa transição da maneira mais serena possível. Seguimos unidos no que realmente importa: preservar nosso afeto e o bem-estar dos nossos filhos”, completou o texto.



Fonte: A Tarde

Pesquisa aponta força do debate sobre dignidade menstrual nas redes

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Um levantamento inédito realizado pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados analisou mais de 173 mil publicações sobre o tema da menstruação nas redes sociais entre janeiro de 2024 e outubro de 2025. Juntas elas acumularam 12,4 milhões de interações. Embora o maior volume das postagens trate do tema como brincadeira, em formato de memes, ou abordando aspectos naturais do ciclo – cólicas, Tensão Pré-Menstrual (TPM), etc – o debate social e político ganha mais força e gera mais engajamento.  

A diretora de Inteligência de Dados da Nexus, Ana Klarissa Leite e Aguiar, aponta que o debate sobre menstruação com viés social e política, já é bastante estabelecido nas redes sociais. Do total de publicações, o estudo categorizou 78 mil postagens em 22 subtemas, incluindo cinco que tratam da menstruação sob esse olhar.  São eles: Pobreza e Dignidade Menstrual; Programa Dignidade Menstrual; Impacto na Educação e Trabalho; Licença Menstrual e Menstruação em Crises Humanitárias. Juntos, esses temas somaram apenas 10,8% das publicações categorizadas no período. No entanto, foram responsáveis por uma interação média 1,8 vez maior do que todas as outras postagens sobre tópicos da rotina menstrual juntas. 

 “Quando falamos dessa temática, que trata disso com esse viés político e social, a gente tem ali uma interação que é quase duas vezes maior do que outros assuntos relacionados. Percebemos como as pessoas têm interesse, estão engajadas para ouvir e interagir com esses conteúdos que estão trazendo aspectos importantes para essa questão”, aponta Ana Klarissa. 

Contribuem para esse volume de publicações nas redes sociais algumas políticas públicas recentes, como o programa do Ministério da Saúde que distribui absorventes gratuitos a mulheres em situação de vulnerabilidade social. Ou ainda o projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional que prevê uma licença menstrual do trabalho para mulheres que, comprovadamente, sofram com sintomas grave do ciclo. 

“A gente sabe que as pessoas falam desse assunto e quando estamos tratando-o sob um aspecto social, ele vai transitar por narrativas que falam sobre dignidade, trabalho, educação, saúde da mulher. Todos esses aspectos, na minha opinião e como mulher também, são os mais importantes”, acentuou Ana Klarissa.  

Engajamento 

Considerando o volume de postagens, o tema das cólicas e dor menstrual é o assunto mais frequente, presente em 45% das publicações analisadas. O subtema “menstruação e saúde feminina (ginecologia)” aparece em seguida, em 20% dos posts. O assunto “sintomas da TPM” é mencionado em 17% das publicações, seguido por “alternativas de absorção” (12%) que informam sobre dispositivos como coletor menstrual, calcinhas, discos, entre outros.  

Em relação ao engajamento, os temas com maior destaque no levantamento foram “menstruação em crises humanitárias” e “licença menstrual”. O primeiro representou apenas 0,34% das postagens, mas obteve o maior engajamento entre todos os 22 subtemas do grupo. Foram 870,3 interações (reações, comentários ou compartilhamento) por postagem. Já “licença menstrual” foi o segundo tema com menor volume de postagem (0,48%). Todavia, obteve engajamento sete vezes maior do que o volume de posts. Foi também o subgrupo com segunda maior média de interações por postagem (828,6). 

Para a diretora da Nexus, os dados indicam que a discussão social e política sobre menstruação tem mais “poder de narrativa”.

“As pessoas estão interagindo mais com esse conteúdo do que com a piada ou só com o relato do meu dia a dia. Porque eu tenho endometriose, hoje eu estou de TPM. Esse relato do dia a dia tem mais pulverização, mas não tem mais interação”, afirmou.  

Para Klarissa, os dados sinalizam que o debate não está limitado à pobreza menstrual e ao acesso a absorventes. “É uma coisa muito mais ampla do que isso, porque aí estamos falando sobre dignidade, sobre o impacto na educação, no trabalho”, apontou a diretora da Nexus. 

Na avaliação da pesquisadora, os debates nas redes sociais funcionam como uma escuta social, uma vez que são espaços em que as pessoas estão compartilhando sobre suas realidades.  “Temos que entender que essas pessoas estão ali demonstrando que o assunto é de interesse delas. Não é só falar de políticas públicas”, aponta.  

Fluxo 


Rio de Janeiro (RJ), 27/11/2025 – Levantamento da Nexus  sobre menstruação nas redes sociais.
Foto: ONG Fluxo Sem Tabu/Divulgação
Rio de Janeiro (RJ), 27/11/2025 – Levantamento da Nexus  sobre menstruação nas redes sociais.
Foto: ONG Fluxo Sem Tabu/Divulgação

ONG Fluxo Sem Tabu desenvolve ações sobre saúde menstrual. Luana Escamilla (terceira, à direita) é uma das fundadoras. Divulgação – ONG Fluxo Sem Tabu/Divulgação

No contexto de crescimento do debate sobre menstruação, que repercute para muito além das redes sociais, Luana Escamilla criou em 2020, com apenas 16 anos, a ONG Fluxo Sem Tabu.  

“Eu criei a Fluxo completamente sozinha, com 16 anos de idade, e foi através das plataformas digitais que ela cresceu”, lembra.

Na avaliação de Luana, o levantamento da Nexus deixa claro que existe interesse pelo debate, mas avalia que ainda há muita incompreensão sobre o tema da dignidade menstrual.  

“Quando a gente fala de pobreza menstrual, as pessoas acham que estamos falando só da falta de absorvente. Mas é um problema muito mais amplo, em que entra toda a parte de infraestrutura, como por exemplo se uma pessoa não tem acesso a um banheiro, a informação ou a um ginecologista”, pontua. 

Atualmente, a organização conta com 30 voluntárias e mais de 28 mil mulheres atendidas nas cinco regiões do Brasil, com diversos projetos para promoção da dignidade menstrual. 

“ A dignidade menstrual é justamente o tema que a gente aborda e faz isso não só através da distribuição de absorventes. Mas, principalmente agora, em tornar os espaços mais acolhedores”.  

Uma das iniciativas da organização é o banheiro fluxo, em que são feitos reparos de modo a tornar esses espaços mais seguros e mais dignos, com informações sobre saúde menstrual para meninas e mulheres. “Hoje, cerca de 713 mil meninas brasileiras não têm acesso a banheiro ou chuveiro dentro de casa durante o período menstrual. A gente tem mais de 1 milhão de meninas que não têm papel higiênico na escola”, aponta.

Além do trabalho forte de educação nas redes sociais, a ONG também vai até comunidades e leva ginecologistas para falar sobre saúde da mulher, o acesso ao SUS, menstruação e métodos contraceptivos. A ONG produziu recentemente campanha sobre menstruação e esporte, conversando com várias atletas olímpicas.

“A gente ajudou mais de 370 atletas em situação de vulnerabilidade, com informação de qualidade”.

A meta da Fluxo Sem Tabu é, até 2030, impactar 50 milhões de pessoas por meio de canais físicos e digitais com informações de qualidade sobre saúde menstrual. 

 

Fonte:Agência Brasil

Lixo contaminou gravemente quase metade dos ambientes aquáticos do mundo

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“Sujos” ou “extremamente sujos”: estas são as classificações de 46% dos ambientes aquáticos do mundo. A conclusão é de um levantamento que compilou e sistematizou dados de 6.049 registros de contaminação por lixo em ambientes aquáticos de todos os continentes ao longo da última década.

Coordenado pelo pesquisador Ítalo Braga de Castro e liderado pelo doutorando Victor Vasques Ribeiro, do IMar- Unifesp (Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo), o estudo analisou artigos publicados entre 2013 e 2023 e calculou o nível de limpeza de rios, estuários, praias e manguezais com base no CCI (Clean-Coast Index), uma métrica internacional que quantifica a densidade de resíduos sólidos em ambientes costeiros. Os resultados foram publicados no Journal of Hazardous Materials.

O estudo apontou que há uma distribuição desigual do esforço de monitoramento. Nesse cenário, o Brasil se destaca, liderando o número de registros no período. “Mas isso não garante que os ambientes monitorados apresentem boas condições e estejam limpos. Os resultados mostram que cerca de 30% dos ambientes costeiros brasileiros foram considerados sujos ou extremamente sujos de acordo com a escala CCI”, diz Castro.

Um dos casos mais críticos de contaminação se encontra em território brasileiro, e muito próximo da cidade de São Paulo, nos manguezais de Santos, que figuram entre os pontos mais contaminados do planeta.

A síntese mundial produzida pela equipe mostrou uma homogeneidade surpreendente na composição do lixo, independentemente de diferenças culturais, econômicas ou geográficas. Plásticos e bitucas de cigarro correspondem a quase 80% dos resíduos encontrados globalmente. “São raríssimos os locais totalmente livres de lixo”, comenta o pesquisador.

Os plásticos representam 68% dos itens registrados. Seu predomínio é potencializado pela persistência no meio ambiente, pela fragmentação em micro e nanoplásticos e pelo transporte por correntes oceânicas a grandes distâncias. As bitucas, responsáveis por 11% dos resíduos, liberam mais de 150 substâncias tóxicas que podem ser muito prejudiciais aos organismos aquáticos.

O estudo confirmou, com dados quantitativos, o papel positivo desempenhado pelas áreas de proteção ambiental.

“Analisamos 445 áreas protegidas em 52 países. A conclusão é inequívoca: a proteção reduz a contaminação em até sete vezes. Cerca de metade das áreas protegidas investigadas foi classificada como ‘limpa’ ou ‘muito limpa’. Mesmo assim, a proteção não é garantia de imunidade frente à crescente pressão humana. Cerca de 31% das áreas protegidas foram classificadas como ‘sujas’ ou ‘extremamente sujas’, mostrando que não estão efetivamente imunes à contaminação por lixo no mar”, pondera Danilo Freitas Rangel, mestrando do IMar-Unifesp que participou da equipe de pesquisadores.

Um resultado mais sofisticado do trabalho é o chamado “efeito de borda” nas fronteiras das unidades de conservação. A equipe calculou a distância de cada ponto de amostragem até os limites das áreas protegidas, identificando um padrão: o lixo se acumula principalmente nas beiradas, evidenciando a influência direta das atividades humanas do entorno.

“Esse efeito é reforçado por pressões externas como turismo, urbanização próxima e transporte de resíduos por rios e correntes marinhas. A vulnerabilidade das bordas sugere a necessidade de políticas de amortecimento territorial, gestão integrada e fiscalização para além dos limites formais das unidades de conservação”, enfatiza Castro.

O estudo também inovou ao cruzar dados de contaminação com indicadores socioeconômicos globais, utilizando o GRDI (Global Gridded Relative Deprivation Index) para estimar níveis de desenvolvimento em escala de um quilômetro quadrado.

“Observamos um padrão não linear: em áreas não protegidas, a contaminação aumenta nos estágios iniciais de desenvolvimento econômico, mas começa a cair quando o país atinge determinado patamar de infraestrutura e governança ambiental. Já dentro das áreas protegidas, o desenvolvimento tende a aumentar a contaminação — sinal de que investimentos em gestão e fiscalização ainda não acompanham a velocidade da atividade econômica”, diz Leonardo Lopes Costa, um dos autores do estudo.

O enfrentamento da contaminação por lixo, especialmente plástico, depende de ações integradas em toda a cadeia produtiva — desde redução da fabricação, passando por sistemas eficientes de coleta e reaproveitamento, até acordos multilaterais que evitem deslocamentos transfronteiriços de resíduos. Sem mudanças estruturais na governança global do lixo, a crise só tende a se agravar. Neste contexto, um dos aspectos mais relevantes do estudo é sua utilidade direta nos processos internacionais em curso.

“Os resultados oferecem uma base científica inédita para subsidiar políticas públicas e negociações, como o Tratado Global do Plástico e o Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal”, argumenta Castro.

O estudo foi apoiado pela Fapesp por meio de Auxílio à Pesquisa Regular concedido a Castro, bolsa de pós-doutorado concedida a Costa e de doutorado a Ribeiro.

Fonte: CNN BRASIL

Famílias se juntam à multidão para festejar título do Flamengo no RJ

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Em 1983, o baiano Moraes Moreira já cantava: “agora como é que eu me vingo de toda derrota da vida, se a cada gol do Flamengo eu me sentia um vencedor”. Na ocasião, ele lamentava a ida de Zico, o maior ídolo do clube, para a Europa.

Hoje, 42 anos depois, milhões de pessoas esqueceram as mágoas e frustrações do dia a dia quando o zagueiro Danilo acertou uma cabeçada e marcou o gol do quarto título da Libertadores do Flamengo.

Neste domingo (30), centenas de milhares desses vencedores retratados por Moraes Moreira se reuniram no Centro do Rio de Janeiro para, juntos, mostrar ao time o tamanho da importância dessa vitória para eles.

Do alto de um caminhão aberto do Corpo de Bombeiros, os jogadores comemoraram com parte da “Nação”, como a torcida do Flamengo se autointitula, a vitória do sábado (29) no Estádio Monumental de Lima, no Peru.

A multidão que enfrentou horas de espera sob o sol e lotou a Rua Primeiro de Março e a Avenida Presidente Antônio Carlos, duas das principais vias do centro da cidade, é uma expressão do poder de mobilização pelo futebol.

A Agência Brasil conversou com torcedores sobre a motivação e coesão forjadas pelo esporte, que fizeram pessoas acordarem cedo e se deslocarem de longe para acompanhar a celebração no Centro do Rio, a 5,1 mil quilômetros do local da partida.

Em jogo tenso e com poucas chances, o Flamengo venceu o Palmeiras por 1 a 0 em Lima, no Peru, e levantou a Copa Libertadores da América pela quarta vez em sua história. Foto: REUTERS/Sebastian Castaneda/Direitos reservados

Vitória dupla

O casal Eduardo Ferreira Henrique e Valéria Nunes Domingos contou que a celebração de um título dentro de campo é também uma forma de motivação para enfrentar as dores do cotidiano.

No caso deles, que moram no Cosme Velho, bairro da zona sul carioca, o fim de semana é de comemoração dupla. No dia do jogo, veio uma ótima notícia.

“Ontem, a gente teve duas vitórias. Minha esposa estava com suspeita de câncer, deu resultado negativo; e a vitória do Mengão. Foi um dia maravilhoso, sensacional! Comemoração dupla”, vibrou Eduardo.

Para Valéria, vitórias como a do Flamengo são motivação para manter um sorriso constante na vida. O casal também exalta a união que o futebol proporciona.

Valéria Nunes Domingos e Eduardo Ferreira Henrique tiveram uma vitória dupla no sábado: a conquista do Flamengo e o resultado negativo de uma suspeita de câncer em Valéria. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

“Na hora da euforia, todo mundo se abraça, todo mundo demonstra felicidade. Esse negócio de violência já foi do passado, agora a galera toda se une, todo mundo junto”, acredita Eduardo.

Família

Se Eduardo e Valéria saíram de um bairro das redondezas, teve gente que saiu de bem mais longe. Foi o caso de Andressa Vitória, que mora em São Gonçalo, município na região metropolitana do Rio, a cerca de 30 quilômetros de distância, quase duas horas de deslocamento.

Andressa foi acompanhada da família e chegou por volta das 9h, mais de três horas antes de os atletas passarem pelo local. Ao lado da sogra, Rosane Rodrigues, ela disse à reportagem que a emoção com a vitória da véspera é um alívio para a vida pessoal.

“Ainda mais para quem tem uma crise de ansiedade”, revela.

Ela também enxerga no futebol uma forma de unir as pessoas ao ponto de, para ela, formarem uma família.

“Se você estiver vendo um jogo no bar, parece que todo mundo se conhece, começa a trocar assunto sobre isso. Você acaba fazendo uma amizade porque sempre vê um jogo naquele lugar, acaba se tornando uma família”, conta.

Vida mais leve

O torcedor Eusébio Carlos André mora em Resende, cidade no sul do estado a 170 quilômetros do Rio. Otimista, ele tinha se programado para estar na capital fluminense neste fim de semana e participar de uma então eventual comemoração.

Para ele, as alegrias no futebol ajudam a deixar a vida mais leve. “O Flamengo ganhando deixa o pai de família feliz, todo mundo feliz. O cara feliz no trabalho, feliz no amor, feliz com o filho”, diz.

Ele ressalta também o que considera ser o lado democrático do futebol, em todas as torcidas, independentemente de clube.

“Todas as torcidas conseguem reunir o pobre com o rico, o cara que ganha R$ 50 mil junto com o que ganha R$ 80 por dia. O futebol une tudo, todas as raças e etnias”, declara.

Fenômeno de massa

As paixões e a coesão social causadas pelo futebol já foram tema de inúmeros estudos acadêmicos. Um deles é o do professor aposentado Mauricio Murad, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

 Eusébio Carlos André Vicente foi para a capital do estado com antecedência, já pensando na festa da vitória. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

No artigo Futebol no Brasil: reflexões sociológicas, o também doutor em sociologia do esporte pela Universidade do Porto, de Portugal, afirma que o futebol é um dos maiores eventos da cultura da massa no Brasil.

“Mobiliza paixões coletivas, expressa os fundamentos antropológicos de nossa formação e representa o nosso sistema simbólico, como poucos acontecimentos da estrutura social”, escreve.

Murad considera que “a materialidade maior do futebol, não se restringe ao esporte profissional”. Para ele, o valor simbólico do futebol transborda para toda a vida social.

“O futebol é o mais significativo fenômeno da cultura das multidões no Brasil, estimulando corações e mentes, em regiões diversas, em classes sociais distintas, em diferentes faixas etárias, níveis de escolaridade e relações de gênero”.

O professor ressalta que esse efeito supera até o carnaval, por se espalhar por todo o país e se manifestar o ano interior. “Costuma se dizer que o reinado do Rei Momo dura quatro dias e que o reinado do Rei Pelé dura o ano todo”.

Paixão como herança

O casal Maurício Braz e Flávia Torres saiu de Magé, município da região metropolitana, para acompanhar a comemoração. Eles levaram para festa um dos rubro-negros mais novos por lá: João Vicente, de apenas 9 meses.

Com o bebê do colo, o pai explicou com orgulho como a tradição de torcer para o clube passa de geração em geração. “É algo que passa de pai para filho. Igual aqui, essa camisa eu guardo desde novembro de 1995”, diz ele enquanto aponta para a blusa vermelha e preta no corpo do bebê flamenguista.

“Estou passando para ele aqui hoje com o tetra da Libertadores”, completa.

Hélio Marcos Ferreira Chaves espera comemorar mais um título do Flamengo na próxima quarta (3), dessa vez acompanhado do filho. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A geração pode até passar de família em família, mas para Hélio Marcos Ferreira Chaves, a festa deste domingo foi um pouco mais desacompanhada do que as de 2019 e 2022, quando o Flamengo também foi campeão.

“Em 2019 e em 2022, eu estava com os meus filhos. Agora estou sem eles”, brinca, ao justificar que um deles estava trabalhando e não pôde comparecer.

“Mas quarta-feira ele estará comigo”, prometeu para quarta-feira (3), quando o time enfrenta o Ceará pelo Campeonato Brasileiro. O jogo pode dar ao clube mais um título de campeão.

O célebre sambista João Nogueira já dizia: “quando o Mengo perde eu não quero almoçar, eu não quero jantar”. Mas neste fim de semana, a Nação almoçou, jantou e dormiu feliz.

Fonte: Agência Brasil

A nova orla de Pituaçu celebra a cultura e gastronomia baiana com a inauguração oficial do Palco Nelson Rufino .

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A Orla Brasil inaugurou oficialmente o Palco Nelson Rufino, ao lado do prefeito de Salvador, Bruno Reis, celebrando a entrega de um novo espaço cultural para a cidade. A cerimônia contou com a presença do próprio Nelson Rufino, que fará a apresentação inaugural ao lado da banda BATIFUN, marcando a estreia artística do palco e abrindo a programação especial do dia.

O início do percurso terá apresentação do projeto Orla em Movimento, com aulas de fitdance e beach tennis e, ao longo do trajeto, o prefeito Bruno Reis, autoridades e demais participantes conhecerão as novidades que estão transformando a orla. Eles conhecerão, além das novas operações, outros empresários e marcas que abraçaram o projeto, a exemplo do Grupo Red, de Peu Magalhães; Grupo Espetto Baiano, de Daniel Dumas; Picolé Capelinha; Espetto Carioca; e a futura Guarderia Internacional de Esportes Náuticos, voltada para capacitação e turismo esportivo.

A programação segue com paradas dedicadas à arte e à tradição baiana, incluindo a apresentação do protótipo da estátua de Yemanjá, criada pelo artista Guru Moreno, e a mostra do projeto Lixo Zero, onde o público poderá conhecer o espaço que receberá o Ponto de Entrega Voluntária (PEV) de resíduos recicláveis, equipado também com bebedouros de água para reduzir o uso de garrafas e copos plásticos.

Na chegada da comitiva, haverá a instalação da placa inaugural e, em seguida, uma lavagem simbólica da passarela com as baianas da ABAM Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares, celebrando a fé, a cultura e a ancestralidade.

Palco Nelson Rufino: uma ode à cultura

O Palco Nelson Rufino homenageia um dos grandes nomes do samba da Bahia e abre suas atividades com uma programação especial de shows e apresentações, ampliando a vocação cultural da nova orla de Salvador. Nelson Rufino também será homenageado com uma estátua em tamanho real. A escultura, em fibra de vidro e cobre, leva a assinatura do artista paraense Francisco de Assis, responsável pelas estátuas de Gilberto Gil e Preta Gil, no Rio de Janeiro.

Para João Marcello Barreto, presidente da Orla Brasil, o novo palco é símbolo de um projeto que une tradição e modernidade. “O Palco Nelson Rufino é mais do que um espaço para shows, é uma homenagem viva à música e à essência de Salvador. Queremos que a população sinta orgulho da sua orla e encontre aqui um lugar para celebrar sua cultura, seu ritmo e seu sabor. A Orla de Pituaçu está se transformando em um verdadeiro cartão-postal de experiências que traduzem a alma baiana”, afirma. 

Quem visitar o trecho da concessão também verá que a Orla Brasil iniciou o projeto de paisagismo com plantações de árvores.

O melhor da gastronomia baiana 

A chegada dos novos restaurantes, que já movimentam  a região desde a última semana, reforça o conceito de diversidade que norteia o projeto. Além dos quiosques Chopp Brahma e de acarajé, o restaurante O Ó Paí, Ó, assinado pelo ator e produtor Érico Brás, leva para a orla a energia, o humor e a ancestralidade do Pelourinho, traduzidos em uma experiência que une sabor e cultura. Os visitantes do novo espaço terão a oportunidade viver uma experiência gastronômica completa com pratos tradicionais, como a moqueca de camarão e o escondidinho de carne de sol. 

“A parceria com a Orla Brasil e os demais restaurantes que estão abrindo ali com certeza vai trazer uma energia nova para esse lugar e vai abraçar não só os soteropolitanos e os baianos, como também os turistas do Brasil e de fora do país também”, diz Érico Brás.

Já o Samba Social Clube, sucesso consolidado no Rio de Janeiro, retorna às origens em Salvador com um ambiente voltado ao samba de raiz e à boa gastronomia. “Trazer o Samba Social Clube para Salvador é uma grande realização. A Bahia é berço de grandes sambistas, terra de Nelson Rufino, que será homenageado por nós com uma linda estátua. Este lugar é de energia única, e é isso que queremos celebrar aqui: o encontro entre o sabor, a música e a alegria de estar junto”, afirma Bruno de Paula, um dos sócios do quiosque.

No Palco Nelson Rufino vai ter apresentações musicais diárias a partir do dia 22.12 com uma banda residente, abrindo oficialmente a programação cultural permanente do espaço, com samba das 16h às 20h, diariamente. 

“O dia 20 de novembro marca um novo capítulo da Orla Brasil em Salvador, unindo música, sabor e pertencimento. Queremos que este espaço seja reconhecido como um ponto de encontro da cultura baiana: viva e pulsante”, destaca Eduardo Sampaio, diretor da Orla Salvador.

Fonte: Portal Notícias Bahia

‘Experiência para falar disso eu tenho’, afirma Andressa Urach sobre entrada no funk proibidão

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(FOLHAPRESS) – A vida de Andressa Urach, 38, nunca foi exatamente discreta -e ela parece gostar assim. Agora, com o nome artístico MC Ímola, ela mergulha no funk proibidão com a convicção de quem finalmente se sente livre para cantar sem perder o estilo atrevido. Como ela mesma admite: “Estou aqui para afrontar”.

Enquanto prepara um repertório inteiro antes de subir aos palcos, ela segue alimentando curiosidade, memes, críticas e elogios -exatamente como vem fazendo há duas décadas. Recentemente, para ficar em uma das inúmeras notícias que presenteou aos sites que cobrem celebridades, ela tornou pública a uma lista de seus parceiros sexuais famosos.

Em meio a gargalhadas e frases sem filtro, Urach, fala à Folha de S.Paulo sobre música, liberdade, sexo, reinvenção e até sobre o desejo de ter a própria história contada em um filme com Juliana Paes ou Luana Piovani como protagonista. Confira abaixo.
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PERGUNTA – Por que você decidiu virar MC Ímola e por que escolheu o funk como estilo musical?
ANDRESSA URACH – Estou sempre me reinventando. Cheguei numa fase de liberdade. Vivi anos muito religiosos, em que você não podia nada. Entendi que Deus está dentro da gente, não num CNPJ ou num tijolo. Hoje me sinto livre pra cantar. A música traz alegria, e o funk traz liberdade.

P – Você sempre rompeu com os padrões, vai levar isso para a sua música?
AU – Sim. Venho com um funk mais agressivo mesmo -palavrão, dança até o chão, falar de parte íntima sem pudor. E, convenhamos, experiência para falar disso eu tenho.

P – E por que criar a persona da Ímola?
AU – Porque eu sempre criei personagens. A Ímola já existia no livro “Morri para Viver”, no qual contei minha história. Muitas frases viraram meme, e a Ímola virou algo maior. Ela é parte de mim, mas é diferente da Andressa. Nela eu trabalho sem preconceito, sem medo, sem limites.

P – Quando a MC Ímola estreia oficialmente? Já tem agenda?
AU – Estou finalizando várias músicas. Não quero chegar de qualquer jeito. Quero que as pessoas conheçam meu trabalho, que cantem as letras. Antes eu fazia tudo correndo, agora quero construir um repertório forte. Quero ter pelo menos umas 20 músicas no Spotify antes de começar os shows. Quero essa troca verdadeira com o público.

P – E quando dizem que você não é afinada?
AU – Ah, vários artistas famosos não cantam nada… Usam playback pra tudo! Eu não seria pioneira nisso, né? (risos)

P – Como fica o seu passado evangélico dentro dessa nova proposta?
AU – É pecado, né? (risos) Eu gostei de afrontar os religiosos. Deus me deu a missão de falar da graça. Eu conheço Jesus, continuo amando Ele, mas não sigo mais religião.

P – O que você ouve? Você ainda escuta música evangélica?
AU – Ouço louvor que fala de amor, que traz paz, não a religiosidade que impõe regras. Não sou fã de ninguém, mas admiro pessoas. A Anitta, por exemplo, rompeu muitos preconceitos. Pabllo Vittar também. E a Beyoncé fui ao show, maravilhosa, empoderada. Se eu tivesse que citar uma referência, seria ela.

P – E funk, você escuta?
AU – Muito! Amo a Pipoquinha, que hoje é minha empresária. Admiro outros MCs também. O funk traz alegria, liberdade. Você dança, rebola, desce até o chão, e ninguém fica “ai, que feio”. Funk não tem essa frescura de gente que acha que é fina demais.

P – É, você gosta de afrontar…
AU – [Interrompendo] Amo afrontar. Até pensei em ser pré-candidata a deputada federal pra lutar pelas putas do Brasil. Ninguém levanta essa bandeira. Brinco que, já que o Brasil gosta de putaria, então viva a putaria. Mas não deu, minhas empresas quebraram, e política exige estrutura. Agora estou focada no funk.

P – E o OnlyFans/Privacy? Continua?
AU – Continuo, mas não com a mesma intensidade. Tenho muito conteúdo gravado. Vou postando aos poucos.

P – Dá pra se sustentar com essas plataformas de conteúdo adulto?
AU – Dá. Pornografia é o que mais gira dinheiro no mundo, infelizmente ou não. Pago minhas contas com isso.

P – Você chegou a comprar imóvel com esse dinheiro?
AU – Sim. Tenho oito imóveis e dois carros declarados. Tudo certinho no imposto de renda.

P – Recentemente, você revelou o desempenho de vários famosos com quem já ficou… Eles não ficam chateados com você, não fecham a cara?
AU – Eu só falo a verdade. Não ligo não de eles ficaram com a cara feia pra mim. Cara feia pra mim é fome.

P – Para você, falta conhecimento dos homens com o sexo?
AU – Falta muito. Mesmo explicando, muitos não sabem dar prazer. Mas eu tenho esperança. A gente está evoluindo. Com o tempo, acho que os homens vão aprender a levar a mulher ao prazer, não só a se satisfazer.

P – E o que ainda falta para você, Andressa?
AU – Falta um filme. O filme da minha vida.

P – Quem deveria te interpretar?
AU – Penso na Juliana Paes, mas quem também seria maravilhosa como Andressa é a Luana Piovani. Acho ela atrevida, poderosa e direta. Ela tem atitude, admiro demais. Já a encontrei no Carnaval anos atrás e ela me tratou muito bem. Com uma lente escura, faria a versão mais jovem de mim tranquilamente.

P – Você está há 20 anos rendendo notícias para os sites que cobrem o mundo das celebridades. Como se mantém assim?
AU – As pessoas gostam dessa loucura controlada (risos). Na internet me xingam, mas pessoalmente o carinho é enorme, principalmente das mulheres. Acho que sou um grito de liberdade. Muitas querem falar ou fazer o que eu faço, mas não fazem por medo do julgamento. É um conjunto: a imprensa gosta de mim, eu dou conteúdo, e as pessoas consomem. Sempre querem saber qual é a próxima loucura (risos). E eu me reinvento o tempo todo.

Virginia Fonseca participou do mini desfile da Grande Rio no Rio de Janeiro e comentou sobre seu relacionamento com Vini Jr., que segue em ritmo natural e à distância. A influenciadora também falou sobre suas aulas de samba, a troca de professores e o aprendizado sobre o movimento mangue beat.

Folhapress | 09:30 – 01/12/2025

Fonte: Noticias ao Minuto