sexta-feira, fevereiro 13, 2026
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Beber ou não no Carnaval? Foliões revelam o “segredo” para aguentar

Com ou sem álcool, Circuito prova que disposição é ingrediente essencial do Carnaval –

O Circuito Barra-Ondina não é apenas um trajeto de 4,5 km; é um ecossistema. E, nesta sexta-feira, 12, o grande termômetro desse ambiente não foi o calor tradicional de Salvador, mas o conteúdo dos copos. Entre turistas e moradores, a pergunta é estratégica: o álcool ajuda a encarar a maratona ou é um obstáculo para a resistência física?

Para muitos, o álcool funciona como um lubrificante social e físico para enfrentar as distâncias e multidões. José Luís Martins, 40 anos, que veio de Brasília com os amigos, não esconde sua preferência.

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| Foto: Isabela Cardoso / AG. A TARDE

“Eu bebo muito. Nunca vim pro Carnaval sem beber. Aliás, vou pra poucos lugares sem beber. Acho que dá [ficar sem beber], mas a pessoa tem que gostar muito do axé, porque é um desafio pra logística e tudo. Então, quando você bebe, deixa tudo mais leve. Você já sai do hotel brincando. Pra quem não bebe, vai ter que encarar. Talvez sofra mais com essa logística”, afirma José Luís.

Essa visão é compartilhada pelo amigo de José, Rafael Rocha, que veio de Fortaleza celebrar seu 9º ano em Salvador. Para ele, a resistência física e o álcool andam de mãos dadas. “Acho quase impossível curtir sem álcool. Não tem como dar conta não, esse sincronismo de andar pra lá e pra cá é muito desafiador”, confessa o cearense.

Paulo Figueiredo, 34 anos, também de Fortaleza, acredita que o segredo está no mindset.

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“Eu acho que dá sim pra vir sem bebida. A pessoa tem que estar muito animada, se preparar pra isso, porque realmente é uma questão física também, né? Além disso, a bebida, queira ou não, dá uma animada, uma empolgação. Mas, no geral, quem tem preparo e quiser curtir sem beber também não tem problema nenhum, dá certo. A cidade está preparada para as duas coisas. Eu prefiro estar bebendo”, disse Paulo.

Na contramão da dependência do cooler, surge a voz de quem vê no Carnaval uma oportunidade de quebrar barreiras, com ou sem teor alcoólico. A soteropolitana Louirania Sousa encara o ato de beber como um ritual de celebração à vida e à cultura, mas impõe limites claros.

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| Foto: Isabela Cardoso / AG. A TARDE

“Bebo com responsabilidade. É um dia de festa em que você celebra a cultura, essa irmandade onde o Carnaval quebra barreiras econômicas e sociais. Aprecio a bebida com celebração, cuidado e moderação”, destaca Louirania.

Já a assistente social Luma Isabel Paixão, 28 anos, traz uma perspectiva mais introspectiva sobre a folia. Mesmo gostando de beber, ela defende que a “vibe” do Carnaval nasce de dentro para fora. “Eu acho que é possível sim curtir o Carnaval sem beber, porque tudo depende da alegria interna da pessoa. Embora eu beba e goste de beber, eu acho que é possível sim curtir o Carnaval sem beber, porque a festa quem faz é a gente mesma”, pontua a soteropolitana.

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| Foto: Isabela Cardoso / AG. A TARDE

Seja pelo “preparo físico” citado por Paulo ou pela “irmandade” de Louirania, o Carnaval de Salvador nesta sexta-feira prova que, com ou sem álcool, o que move o Barra-Ondina é a capacidade quase sobre-humana do folião de se manter em movimento. No fim das contas, a melhor “bebida” continua sendo a energia que emana do encontro entre o trio e a pipoca.



Fonte: A Tarde

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