quinta-feira, abril 9, 2026
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Baiano Ricardo Santos entra para Hall da Fama do COB ao lado de Emanuel e outros ídolos olímpicos

O esporte brasileiro ganhou mais um capítulo de reconhecimento à sua história na noite desta quarta-feira (8), com a entrada de cinco grandes nomes no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB), em cerimônia realizada no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Entre os homenageados, destaque para o baiano Ricardo Santos, que, ao lado de Emanuel Rego, eternizou uma das parcerias mais vitoriosas do vôlei de praia mundial.

A noite celebrou trajetórias marcantes e reforçou o papel do COB na preservação da memória esportiva nacional. Também foram homenageados Alex Welter e Lars Björkström, da vela, e Oscar Schmidt, ícone do basquete brasileiro. Os novos integrantes foram escolhidos em 2025, após aprovação em Comissão Avaliadora.

“Nossos heróis olímpicos receberam hoje o justo reconhecimento por nos ajudarem a construir a história do esporte brasileiro. Nossa Nação Esportiva não se constrói apenas com resultados presentes. Ela se molda também com memória, com respeito ao passado e com a valorização daqueles que abriram caminhos e que sempre vão inspirar gerações. Preservar essas histórias é preservar a essência do movimento olímpico brasileiro e fortalecer o caminho que queremos seguir”, disse o presidente do COB, Marco La Porta.

Encerrando a cerimônia, Ricardo Santos e Emanuel Rego tiveram suas carreiras celebradas como uma das mais bem-sucedidas da história do vôlei de praia. Campeões olímpicos em Atenas 2004 e medalhistas de bronze em Pequim 2008, além de campeões mundiais em 2003, a dupla ajudou a consolidar o Brasil como potência na modalidade.

Emocionado, o baiano Ricardo destacou a importância das pessoas que marcaram sua trajetória no esporte. “Obrigado, Radamés Lattari, presidente da CBV, agradeço à toda a comissão técnica que fez parte disso, o Dentinho, que foi meu grande apoiador. À toda minha família, minha esposa, meu filho, que está aqui presente, meus outros dois filhos que não puderam vir. Mas eu queria deixar uma mensagem especial a uma pessoa que infelizmente não está mais aqui, o Paulo, que foi o responsável por minha vida esportiva, por me ingressar no vôlei. Infelizmente, o perdemos no ano passado. Certamente, sem ele eu não estaria podendo viver esse momento tão especial. Obrigado pela presença de todos!”, disse.

Emanuel também ressaltou o papel coletivo na construção da carreira vitoriosa. “Agradeço ao Comitê Olímpico do Brasil, não pela homenagem, mas por trazer esse espírito de ter mais atletas querendo estar em lugares especiais e dar oportunidade para eles. Deixo aqui meu agradecimento e reconhecimento para nossa equipe técnica, o Cajá e o Rossini, dois gigantes que nos levaram até longe”.

COB incluiu novos ídolos em Hall da Fama | Foto: Alexandre Loureiro/COB

A cerimônia também marcou a inclusão oficial das categorias de duplas e equipes no Hall da Fama, reconhecendo a importância do trabalho coletivo nas conquistas olímpicas. Nesse contexto, Alex Welter e Lars Björkström foram os primeiros homenageados nessa nova categoria, lembrados pelo ouro na vela nos Jogos de Moscou 1980, que encerrou um jejum de 24 anos do Brasil sem títulos olímpicos.

Outro destaque foi Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete nacional, recordista brasileiro em participações olímpicas, com cinco edições disputadas e mais de mil pontos marcados. Representado pelo filho, Felipe Schmidt, ele foi lembrado pela dedicação à seleção brasileira. “Infelizmente, meu pai não pôde estar aqui conosco, mas ele está muito feliz e honrado em receber essa homenagem. Todos aqui viram a dedicação que ele teve dentro do esporte, do basquete, principalmente na seleção brasileira. Ele ter falado ‘não’ para a NBA, para defender a seleção brasileira, foi uma das suas maiores felicidades, principalmente no Pan-americano de 87 e nos Jogos Olímpicos. Obrigado, COB e todos!”, afirmou.

Criado em 2018, o Hall da Fama do COB passa a reunir 44 nomes que marcaram a história olímpica brasileira, reforçando a importância de preservar o legado de atletas que ajudaram a construir o esporte nacional.

Fonte: Alô Bahia

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