Dados revelam preferência pelas redes sociais, com Instagram posicionando-se como plataforma líder para consumo de notícias –
Meios tradicionais, como o rádio e os jornais impressos, ocupam as posições mais baixas no ranking de engajamento. Foi o que apontou uma pesquisa realizada pela Atlas/Arko sobre as principais fontes de informação política utilizadas pelos brasileiros.
Os dados revelam a atual preferência pelas redes sociais, com o Instagram posicionando-se como a plataforma líder para o consumo de notícias. Portais de notícias e o YouTube também aparecem como canais significativos, superando a audiência da televisão aberta e por assinatura.
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No geral, o levantamento demonstra uma transição digital acentuada no modo como a população busca conteúdo governamental e eleitoral.
De acordo com a pesquisa Atlas/Arko de fevereiro de 2026, o Instagram é a principal fonte de informação política para os brasileiros, sendo utilizado por 67,1% dos entrevistados.
As outras fontes mais citadas incluem:
- Sites de notícias: 54,8%
- TV aberta (como Globo, SBT e Record): 25,8%
- TV por assinatura (como Globonews e CNN): 20,1%
Redes sociais como Twitter/X (15,3%) e Facebook (14,9%) aparecem em seguida, enquanto meios tradicionais como rádio (5,4%) e jornais impressos (3,9%) estão entre os menos utilizados para essa finalidade.
Os dados detalham quais meios de comunicação são mais utilizados pela população, segmentando as preferências por critérios demográficos como gênero, idade, renda e escolaridade.
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O levantamento também correlaciona o uso de plataformas digitais e tradicionais com a orientação religiosa e o comportamento eleitoral dos entrevistados no último pleito presidencial.
Em suma, o gráfico oferece um panorama estatístico abrangente sobre como diferentes estratos sociais buscam se manter informados no cenário político atual.
De acordo com os dados da pesquisa, as preferências por meios de informação para política variam entre os grupos religiosos.
- Católicos: priorizam sites de notícias (61,8%) e o Instagram (60,4%). Apresentam também um uso relevante de TV aberta (30,9%).
- Evangélicos: têm uma preferência maciça pelo Instagram (80,2%), seguido pelo YouTube (43,4%) e sites de notícias (41,5%). O uso do Facebook (21,6%) é mais expressivo neste grupo do que nos outros.
- Outra religião: os sites de notícias (66%) são o meio principal, seguidos pelo Instagram (57,4%) e YouTube (43,2%).
- Crente sem religião: demonstram a maior preferência pelo Instagram (81,3%) entre todos os grupos, com sites de notícias aparecendo em segundo lugar (45,7%).
- Agnósticos ou ateus: utilizam de forma equilibrada sites de notícias (56,8%) e Instagram (56,6%), registrando também a maior taxa de consumo de YouTube (45,5%) entre as categorias analisadas.
Em geral, o Instagram e os sites de notícias são os pilares de informação para todos os perfis, embora com intensidades diferentes.
Idade
A idade exerce uma influência clara e oposta na escolha entre essas duas plataformas
- Instagram: é o meio preferido das gerações mais jovens. O uso é extremamente alto nas faixas de 16-24 anos (79,5%) e 25-34 anos (80,8%). No entanto, essa preferência diminui gradualmente com o aumento da idade, caindo para 50,3% entre o grupo de 60 a 100 anos.
- Sites de notícias: seguem o caminho inverso. Têm sua menor penetração entre os jovens de 16-24 anos (45,6%) e apresentam um crescimento conforme a idade avança.
O interesse atinge o ápice na faixa de 60-100 anos (70,2%), onde superam significativamente o Instagram como fonte de informação.
Portanto, enquanto o Instagram domina entre o público de até 34 anos, os sites de notícias tornam-se a principal escolha para o público acima de 60 anos.
Gêneros
Os dados mostram diferenças significativas nas preferências de consumo de notícias entre gêneros:
- Preferências femininas: as mulheres utilizam com maior frequência os sites de notícias (60,2%), o YouTube (42,9%) e a TV por assinatura (23,2%).
- Elas também se informam mais através de conversas com amigos (9,7%) e jornais impressos (5,4%) do que os homens.
- Preferências masculinas: os homens lideram o consumo via Instagram (69,1%), Facebook (20,6%), WhatsApp (12,8%) e plataformas como TikTok/Kwai (12,4%).

Enquanto o uso do Twitter/X é equilibrado entre os dois grupos (cerca de 15%), nota-se que as mulheres buscam fontes mais tradicionais ou audiovisuais longas (sites e YouTube), enquanto os homens apresentam um consumo mais fragmentado em redes sociais e aplicativos de mensagens.
Fonte: A Tarde



