O choque não destruiria nosso satélite natural, mas abriria uma cratera de 1 km –
A comunidade científica internacional acendeu o sinal de alerta para um novo perigo vindo do espaço. O asteroide 2024 YR4, um objeto com cerca de 60 metros de diâmetro, possui atualmente uma probabilidade estimada entre 4% e 4,3% de colidir com a Lua em 2032.
Embora a Terra não esteja na rota direta de impacto, a agência espacial americana (NASA) e a Agência Espacial Europeia (ESA) monitoram o corpo celeste de perto devido aos riscos secundários globais.
Tudo sobre Mundo em primeira mão!
Segundo estudos publicados recentemente no repositório arXiv, o choque não destruiria nosso satélite natural, mas abriria uma cratera de 1 km de largura.
Leia Também:
O perigo real reside na nuvem de detritos: o impacto poderia lançar fragmentos lunares no espaço em níveis mil vezes acima do normal, ameaçando satélites em órbita da Terra e missões espaciais tripuladas.
Explosão nuclear e o plano de defesa planetária
Diante da gravidade, a NASA avalia soluções extremas. Entre as estratégias discutidas por especialistas em defesa planetária estão:
- Enviar sondas para medir a massa e composição exata do corpo celeste.
- Técnica similar à missão DART, que utiliza o impacto de uma sonda para alterar o curso do objeto.
- O uso de uma carga nuclear para fragmentar ou desviar o asteroide antes que ele alcance a Lua.
A última opção, no entanto, é vista com cautela. “Se a energia não for suficiente, você apenas transforma o asteroide em um campo de detritos”, alerta Julie Brisset, diretora do Florida Space Institute.
De “destruidor de cidades” a experimento natural
Detectado pela primeira vez no Chile em dezembro de 2024, o asteroide 2024 YR4 chegou a ser classificado como um possível “destruidor de cidades” por sua chance inicial de atingir a Terra. Com a atualização dos cálculos orbitais, o risco terrestre foi descartado, focando as atenções na Lua.
Caso o impacto ocorra na face escura do satélite, o clarão será visível da Terra por alguns minutos, com um brilho comparável ao do planeta Vênus. Para os cientistas, o evento em 2032 será um “experimento natural raro”, mas que exige preparo imediato para proteger a infraestrutura tecnológica que orbita o nosso planeta.
Fonte: A Tarde



