quarta-feira, março 18, 2026
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Argentina segue EUA e formaliza saída da OMS; veja o que muda no país

A Argentina não faz mais parte da Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo decisão confirmada pelo ministro das Relações Exteriores do país, Pablo Quirno. A medida havia sido anunciada pelo governo do presidente Javier Milei no dia 5 de fevereiro de 2025, mas foi oficializada somente nesta terça-feira, 17.

O desejo de Milei de deixar a OMS seguiu a postura de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, que assinou um decreto em 20 de janeiro de 2025, logo após a posse, para deixar a organização. A saída dos EUA, no entanto, só foi oficializada no dia 22 de janeiro de 2026.

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A organização foi fundada em 1948, pouco tempo após a 2ª Guerra Mundial, e é responsável por coordenar esforços internacionais em saúde pública. Sediada em Genebra, na Suíça, a OMS conta com 194 países membros e tem como missão promover a saúde e coordenar respostas a emergências globais de saúde.

Apesar da saída da OMS, o ministro Pablo Quirno afirmou que a Argentina continuará a cooperar internacionalmente em saúde por meio de acordos bilaterais, preservando sua soberania em políticas de saúde.

O que motivou a decisão?

Javier Milei foi um dos principais críticos das orientações da OMS durante a pandemia, quando ele ainda não era presidente.

O grupo político do presidente argentino, o A Liberdade Avança, argumentou que a OMS não cumpriu seu propósito durante a pandemia, além de criar políticas que teriam comprometido a soberania nacional argentina.

Em junho de 2024, já durante o mandato de Milei, a Argentina começou a sinalizar sua saída da organização ao não aderir a um tratado pandêmico, declarando que não aceitaria acordos que afetassem sua soberania.

Consequências de deixar a OMS

Um relatório do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet), principal instrumento de pesquisas científicas da Argentina, indica que a saída da OMS poderá isolar o país da comunidade científica.

Além disso, especialistas apontam que esse movimento pode levar a um menor acesso a medicamentos e vacinas, além da perda de apoio técnico e financeiro, o que poderia deixar o país mais vulnerável a crises de saúde.



Fonte: A Tarde

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