quarta-feira, fevereiro 4, 2026
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Após caso Orelha, gata grávida é espancada até a morte e causa revolta

As investigações apontaram que o animal foi espancado até a morte –

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu, nesta terça-feira, 4, o inquérito que apurou um caso de violência extrema contra um animal doméstico que gerou comoção entre moradores.

Dois homens, de 21 e 25 anos, foram responsabilizados penalmente por tortura, maus-tratos e pela morte de uma gata, vítima de agressões reiteradas em ambiente fechado.

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As investigações apontaram que o animal foi espancado até a morte com chutes e golpes de madeira. Após o crime, a gata, que estava gestante, teve o corpo colocado em um saco de lixo e descartado em uma área de mata próxima à residência dos suspeitos, o que ampliou a indignação da comunidade.

Imagens de câmeras de segurança foram fundamentais para esclarecer o caso. Os registros mostram um dos investigados deixando o imóvel com um saco preto, posteriormente identificado como aquele em que o corpo do animal foi encontrado. Fotografias do cadáver também foram encaminhadas à perícia da Polícia Civil, que confirmou os sinais de espancamento e caracterizou a prática de maus-tratos.

O delegado Thiago Cavalcante, responsável pela investigação, destacou a gravidade da conduta. “Trata-se de um crime praticado com extrema crueldade, contra um animal indefeso, o que exige resposta firme do Estado. A atuação da Polícia Civil foi rápida e técnica para assegurar a responsabilização dos envolvidos”, afirmou.

Com a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado à Justiça para análise do Ministério Público. Os suspeitos foram indiciados por maus-tratos qualificados com resultado morte, crime previsto na legislação vigente.

Semelhanças com o caso Orelha

A brutalidade do crime contra a gata grávida guarda semelhanças com outros episódios recentes de violência contra animais que chocaram o país. Um dos casos mais recentes e de grande repercussão é o do Cão Orelha, cuja investigação foi finalizada nesta terça-feira, 3, pela Polícia Civil de Santa Catarina, em Florianópolis, envolvendo também maus-tratos ao Cão Caramelo.

Para esclarecer os crimes, foi montada uma força-tarefa com participação das forças de segurança do Estado. Quatro adolescentes foram representados no caso Caramelo, enquanto um adolescente teve o pedido de internação no caso Orelha.

Além disso, três adultos foram indiciados por coação a testemunha relacionada ao caso Orelha. As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA), ambas da Capital.

O Cão Comunitário Orelha foi atacado na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30, na Praia Brava, no Norte da Ilha. Laudos da Polícia Científica apontaram que ele sofreu uma pancada contundente na cabeça, possivelmente provocada por um chute ou por um objeto rígido, como um pedaço de madeira ou uma garrafa.

No dia seguinte, o animal foi resgatado por populares, mas morreu em uma clínica veterinária em decorrência dos ferimentos.

Para identificar o autor do crime, a Polícia Civil analisou mais de mil horas de filmagens captadas por 14 equipamentos na região. Ao todo, 24 testemunhas foram ouvidas e oito adolescentes suspeitos investigados.

Entre as provas reunidas estão a roupa utilizada pelo autor, registrada em vídeo, além da análise de localização do responsável no momento do ataque, realizada com o auxílio de um software francês obtido pela Polícia.



Fonte: A Tarde

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