quinta-feira, abril 2, 2026
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Anvisa retira Mounjaro falsificado do mercado; veja lotes

O avanço de medicamentos falsificados e não autorizados acende um alerta para riscos à saúde –

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira, 2, a apreensão de lotes falsificados do medicamento Mounjaro, indicado para o tratamento de diabetes tipo 2 e também utilizado em casos de obesidade e sobrepeso.

A decisão foi tomada após um alerta da farmacêutica Eli Lilly, responsável pelo registro do produto no Brasil, que identificou unidades com características diferentes do original circulando no mercado.

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Lotes irregulares e proibição de uso

Segundo a Anvisa, foram identificados e apreendidos os lotes:

  • Mounjaro: Lote D85683;
  • Mounjaro Kwikpen (multidose): Lotes D880730 e D840678.

Os produtos, de origem ainda desconhecida, apresentam irregularidades como números de série inexistentes nos sistemas da fabricante e diferenças nas embalagens.

Além da apreensão, a agência determinou a proibição da comercialização, distribuição e uso desses lotes em todo o país.

Caneta “emagrecedora” também é proibida

A Anvisa também proibiu o produto Tirzec, uma caneta injetável divulgada para emagrecimento e produzida no Paraguai. De acordo com o órgão, o medicamento não possui registro no Brasil e é fabricado por uma empresa não identificada.

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A medida inclui a suspensão da venda, fabricação, importação, propaganda e uso do produto.

Mercado clandestino preocupa autoridades

O avanço de medicamentos falsificados e não autorizados acende um alerta para riscos à saúde. Parte desses produtos chega ao Brasil por contrabando ou é produzida por laboratórios irregulares e farmácias de manipulação sem autorização.

Esse cenário se conecta a uma investigação em andamento pela Anvisa sobre mortes suspeitas associadas ao uso de substâncias como semaglutida, liraglutida e tirzepatida.

Entre dezembro de 2018 e dezembro de 2025, foram registrados 65 óbitos sob análise, envolvendo medicamentos como Ozempic, Wegovy e Saxenda, da Novo Nordisk.

Reações adversas e orientação médica

De acordo com a Eli Lilly, a bula do Mounjaro já prevê a possibilidade de pancreatite aguda como reação adversa incomum. A recomendação é que pacientes estejam atentos a sintomas e procurem orientação médica imediata em caso de suspeita.

A Novo Nordisk também reforçou que, apesar de os riscos estarem descritos nas bulas, o aumento de notificações no Brasil e no exterior exige atenção redobrada.

O que o consumidor deve observar

A Anvisa orienta que pacientes:

  • Evitem comprar medicamentos sem procedência comprovada
  • Verifiquem embalagens e números de lote
  • Busquem sempre orientação médica antes de iniciar tratamentos

As decisões foram publicadas no Diário Oficial da União e passam a valer imediatamente.



Fonte: A Tarde

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