domingo, março 15, 2026
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Antigamente era melhor? Uma crônica feita de vozes do cotidiano

Confira a crônica deste domigo –

“A cachoeira é linda, tranquila, uma água friiiinha! Quero que você vá com a gente no domingo, que vamos comemorar o aniversário de Jane, minha caçula. Não precisa levar nada, meu marido já providenciou o churrasco, as cervejas e o som. Refrigerante, vai levar umas 10 garrafas pet, sabores variados. Mais os copos de plástico, pratos de plástico, talherzinho, não se preocupe. Vai o pessoal da rua, da família e alguns colegas de trabalho. Tem uns turistas que aparecem lá, mas não atrapalha não. Já te falei, lá é tranquilo.” (Anônima)

“Essa praia sempre foi agradável, mas agora está bem melhor. Agora tem asfalto para chegar aqui. Tem vários comércios na estrada. Tem dois supermercados grandes, logo perto da areia, bem ali. Primeira vez que eu vim aqui, fiquei numa casa alugada, no meio dos coqueiros, mas agora já derrubaram os coqueiros. Comprei um lote na entrada, e meus irmãos, mais lá no fundo. Vai valorizar.” (Anônimo)

Tudo sobre Muito em primeira mão!

“O Conselho Municipal de Araci aprovou o Projeto de Lei 112, em 31 de maio de 1922, autorizando a criação de uma sociedade, com o amparo da municipalidade, que tinha por finalidade combater os animais daninhos que existiam nas caatingas, os quais eram onças, raposas e outras que atacavam os rebanhos de gados miúdos, como ovelhas, cabras, etc” (Livro “História de Araci”, de Araci – BA, edição independente).

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“Em 1688 os índios de Codó foram ao bispo pedir um evangelizador e voltaram com o padre João Villar, mas houve uma guerra com outra tribo de indígenas incultos, e o padre morreu durante uma batalha, no dia 27 de agosto de 1719… O fazendeiro Luís José Henrique veio para Codó em 1822 e foi o primeiro colonizador. Ele teve 63 filhos com escravas índias e brancas. Era casado com Emília Henrique, e teve com ela 12 filhos. Possuía grande quantidade de escravos. Sempre que viajava, costumava ir deitado numa rede, carregado por escravos. Em uma dessas viagens, ele foi acuado por índios e escravos foragidos. No desespero, para se salvar com vida, ele se ajoelhou e pediu proteção a Santa Filomena. Caso escapasse com vida, mandaria erguer uma igreja para ela. Saiu são e salvo. Ele cumpriu a promessa, mandando buscar uma imagem em Portugal”. (A história do município de Codó, Maranhão, vídeo no YouTube, com vários desenhos de indígenas, do padre coberto por corvos e do colonizador numa rede)

“Paula” (Escrito numa calçada na Avenida 7 de Setembro, em Salvador, num quadrado pintado com a mesma tinta, 15 dias antes da abertura oficial do Carnaval. Presume-se que este registro tenha sido feito por uma vendedora ambulante, a fim de marcar o seu local de venda e de residência durante a festa. Se confirmada essa hipótese, é de supor que Paula, como outros que marcaram a calçada, tenha trabalhado de comerciante e de cordeira – segurança – do seu quadrado na passagem de diversos blocos)

“Ouvi dizer que existe paraíso na terra… Só ouvi dizer” (Rodrigo, Diogo e Gabriela Melim)

“Antigamente era melhor!” (Idosos piegas)

“É a Bahia!” (Jovens piegas)

*Franklin Carvalho é autor de Tesserato – A tempestade a caminho (Ed. Noir)



Fonte: A Tarde

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