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Alckmin confirma que deixará ministério no dia 2, mas não revela cargo que disputará

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) confirmou que deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) no dia 2 de abril, mas sem revelar qual cargo disputará nas eleições de outubro. Ele, no entanto, seguirá no cargo de vice do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) até o fim do mandato.

Alckmin é cotado para disputar uma vaga ao Senado pelo estado de São Paulo, que terá duas cadeiras em disputa neste ano. Seu partido, o PSB, pretende mantê-lo como vice na chapa à reeleição de Lula.

“Vice-presidente não precisa deixar [o cargo]. Então, você continua na vice-presidência. Agora, ministério, pra qualquer cargo que for disputar, você tem que se afastar. Então, no dia 2 de abril, cumprindo rigorosamente a lei, nós vamos nos afastar”, afirmou Alckmin nesta terça (10) na estreia do programa “Na mesa com Datena”, do jornalista José Luiz Datena na TV Brasil.

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O vice-presidente ressaltou que a data é o limite para quem quer disputar um cargo executivo independente da candidatura “em nível nacional ou em São Paulo”. O limite imposto pela Justiça Eleitoral seria no dia 4, o primeiro sábado de abril. No entanto, será um dia depois da Sexta-feira Santa, o que o levou a marcar a saída da pasta no dia 2.

A candidatura dele à reeleição com Lula, no entanto, enfrenta resistência interna no PT, que quer lançá-lo ao Senado para prover um palanque forte ao petista em São Paulo. No final do mês passado, o líder do PSB na Câmara, deputado Jonas Donizette (SP), reclamou do tratamento que o partido do presidente vinha dando a ele.

“Eu tenho certeza que ele continua de vice. Acho injusto o que estão fazendo com ele. Um vice desleal não mereceria o que ele está vivendo. Ainda mais um vice leal como ele”, afirmou em entrevista ao Estadão.

O presidente nacional do PSB e prefeito do Recife, João Campos, se reuniu com Lula no Palácio do Planalto semanas antes para reforçar a posição do partido. O encontro durou cerca de uma hora e Campos afirmou ter saído “animado” e “seguro” quanto à manutenção da parceria entre PT e PSB.

“Os dois vão construir isso da melhor forma, há uma relação de carinho e respeito entre eles. Não cabe um interlocutor, não é um presidente de partido que vai tratar disso. A conversa é muito franca, muito verdadeira e sempre muito amistosa com o presidente Lula. Ele sabe que pro nosso partido é importante essa construção”, afirmou.

Já para os lados do MDB, os caciques do partido se revoltaram contra uma possível aliança com o PT e cobraram neutralidade nos estados. Uma carta assinada por 17 diretórios estaduais foi entregue ao presidente do partido, Baleia Rossi, se posicionando desfavoráveis à parceria para ser vice de Lula.

“Este manifesto, com todas essas assinaturas, mostra que é absolutamente zero a chance de o MDB se coligar com o PT em nível nacional”, afirma no documento o vice-governador de Goiás e articulador do manifesto, Daniel Vilela (MDB-GO).

Além de Vilela, assinam o documento mais dois vice-governadores que devem assumir seus estados em abril e disputar a eleição para manter o comando representando o campo conservador: Gabriel Souza, do Rio Grande do Sul, e Ricardo Ferraço, do Espírito Santo.

Fonte: Gazeta do Povo

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