Vítima, de 59 anos, dormia na calçada quando foi surpreendida por grupo e espancada –
A apreensão de dois adolescentes nesta segunda-feira, 6, trouxe novos desdobramentos para um caso de violência registrado em março, em Salvador. Os jovens, de 15 e 17 anos, são investigados por participação no espancamento de um homem em situação de rua no bairro do Bonfim, na região da Cidade Baixa.
A ação foi realizada por equipes da Delegacia do Adolescente Infrator (DAI), que cumpriram mandados expedidos pela 2ª Vara da Infância e da Juventude. Os dois foram localizados nos bairros de Cajazeiras XI e Bonfim, após identificação por meio de imagens de câmeras de segurança.
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Segundo a Polícia Civil, os adolescentes foram apreendidos por ato infracional análogo ao crime de lesão corporal e permanecem à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e esclarecer completamente o caso.
Violência durante a madrugada
O crime aconteceu na noite de 19 de março, quando a vítima, identificada como Miguel José dos Santos, de 59 anos, dormia em uma calçada. Ele foi surpreendido e espancado por quatro pessoas.
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Entre os suspeitos estão dois adultos, irmãos, além de um adolescente de 17 anos e outro de 15, que agora foram apreendidos. De acordo com as apurações, os agressores têm relação familiar entre si.
Miguel recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que foi acionado para a ocorrência. Ele foi socorrido em estado grave e encaminhado ao Hospital do Subúrbio, onde permaneceu internado após as agressões.
Investigação e responsabilização
Na época do crime, a Polícia Civil iniciou a apuração para localizar os autores da agressão. A identificação dos adolescentes foi possível após análise de imagens, o que contribuiu para o avanço das investigações e o cumprimento das medidas judiciais.
A operação que resultou nas apreensões faz parte da “Juventude Segura”, iniciativa voltada ao enfrentamento de atos infracionais praticados por adolescentes. A ação também busca prevenir a reincidência e garantir a aplicação das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O caso segue em investigação, e os demais envolvidos ainda podem ser responsabilizados.
Fonte: A Tarde



