Remédio é recomendado para pacientes que tenham a doença em estágio 2 –
A comercialização no Brasil do teplizumabe, o primeiro medicamento para tratamento de diabetes tipo 1 liberado em território nacional, foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na segunda-feira, 9.
O remédio é recomendado para pacientes com 8 anos ou mais que tenham a doença em estágio 2, quando os sintomas ainda não surgiram.
Tudo sobre Saúde em primeira mão!
Leia Também:
Teplizumabe
O teplizumabe é um anticorpo monoclonal que atua na preservação das células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. Em pessoas com diabetes tipo 1, essas células são atacadas e destruídas pelo próprio sistema imunológico. Ao proteger parte dessas células, o medicamento pode adiar o surgimento dos sintomas clínicos da doença por até dois anos.
O tratamento é feito por infusão intravenosa diária durante 14 dias consecutivos. A terapia é considerada inovadora por estar entre as primeiras abordagens voltadas ao diabetes tipo 1 que não se baseiam na reposição de insulina.
Segundo especialistas, o uso do teplizumabe também pode dar mais tempo para que pacientes e familiares se preparem para lidar com o desenvolvimento da doença e seus sintomas.
O que é diabetes tipo 1?
O diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é uma doença crônica não transmissível, geralmente de origem genética, marcada pela produção insuficiente de insulina pelo organismo.
A maior incidência da condição ocorre entre crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, embora o diagnóstico também possa acontecer em adultos de qualquer idade. No Brasil, a estimativa é de cerca de 25,6 novos casos por 100 mil habitantes por ano, índice considerado elevado.
O tratamento da doença requer uso diário de insulina para manter os níveis de glicose no sangue sob controle e reduzir o risco de complicações associadas ao diabetes.
Quem tem diabetes tipo 1 precisam lidar com oscilações da glicose no sangue ao longo do dia, tomando muitas decisões para injetar insulina, minimizar os sintomas e garantir uma rotina perto do normal. Se descontrolada, a doença pode levar até à morte.
Fonte: A Tarde



