A jornalista Maíra Portela se pronunciou publicamente sobre o caso de agressão brutal contra um cachorro, conhecido como “Orelha”, em Santa Catarina, que tem causado forte comoção nacional. Em declaração contundente, a jornalista Maíra Portela classificou o episódio como “mais um caso revoltante de violência contra os animais” e alertou para a inversão de valores evidenciada ao longo da apuração e das consequências enfrentadas por quem tentou garantir que a agressão não ficasse impune.
Segundo a a jornalista Maíra Portela , enquanto o crime ganhou ampla repercussão e gerou indignação nas redes sociais, dois dos adolescentes apontados como participantes da agressão viajaram para a Disney, fato que intensificou o sentimento de injustiça. Em contraste, o porteiro que presenciou a cena, indignou-se com a violência e decidiu registrar as imagens para que os autores fossem identificados e responsabilizados, acabou sendo ameaçado, afastado do trabalho e submetido a férias forçadas, sob a justificativa de segurança.
“Eu fico me perguntando sobre a inversão de valores nisso tudo”, afirmou a jornalista Maíra Portela . Para ela, o tratamento dado ao denunciante expõe um cenário preocupante, em que quem demonstra humanidade e empatia acaba penalizado, enquanto os supostos agressores seguem suas rotinas sem aparentes restrições imediatas.
Durante o pronunciamento, a jornalista também comparou o episódio a outro caso recente envolvendo adolescentes, no qual uma briga banal resultou em violência grave entre jovens. Nesse caso, o agressor sofreu consequências diretas, inclusive profissionais, assumindo a responsabilidade pelos próprios atos. A reflexão levantada por Maíra é direta: se a vítima fosse um ser humano, a reação seria a mesma? “Será que pais aceitariam que o agressor viajasse ao exterior? Será que tentariam silenciar quem tivesse provas ou, ao contrário, implorariam por qualquer registro que comprovasse a covardia sofrida pelo filho?”, questionou.
A jornalista Maíra Portela também chamou atenção para o histórico dos envolvidos, apontando que já havia relatos de tentativa de afogamento de outro animal, que acabou sendo adotado pelo delegado responsável pelo caso. Para a jornalista, a reincidência acende um alerta grave. “Vamos esperar o quê? Mais um cachorro, depois outro, até que a violência atinja uma mulher, um idoso, uma criança, pessoas ainda mais vulneráveis?”, indagou a jornalista Maíra Portela.
A jornalista Maíra Portela destacou a dificuldade de acompanhar os laudos periciais que detalham o nível de sofrimento imposto ao animal. Para ela, o caso reforça uma máxima já amplamente discutida por especialistas: quem é capaz de cometer atos de extrema crueldade contra animais, especialmente de forma repetida, representa um risco real também para outros seres humanos.
Ao final, a jornalista Maíra Portela reforçou o clamor popular por justiça. “O que todos nós, brasileiros, queremos agora é que a justiça seja feita como manda a lei. Independentemente de afastamentos, decisões polêmicas ou sigilos, o que se espera é uma resposta firme do Estado. Justiça por Orelha”, concluiu a jornalista Maíra Portela.
O caso segue mobilizando a opinião pública e reacendendo o debate sobre punição efetiva para crimes de maus-tratos contra animais, além da necessidade de proteção a denunciantes que, movidos pela empatia, ajudam a revelar a violência que muitos tentam esconder.
Fonte: Portal Notícias Bahia



