No Dia do Agronegócio, celebrado nesta quarta-feira (25), a Bahia reafirma sua relevância no cenário agrícola nacional ao manter-se entre os dez maiores produtores brasileiros de grãos. O estado ocupa a sétima posição no ranking nacional, conforme dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de janeiro, divulgados pelo IBGE.
Os números confirmam uma trajetória de crescimento consistente e revelam avanços expressivos em culturas estratégicas. O maior destaque ficou com o feijão (1ª safra), que alcançou 116,9 mil toneladas, representando um crescimento de 35,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho reforça a importância da Bahia tanto no abastecimento interno quanto na diversificação da produção agrícola.
Safras em alta e diversificação produtiva
O levantamento aponta que, entre os 26 produtos agrícolas investigados no estado, 15 devem apresentar produção superior em 2026 na comparação com 2025. Além do feijão, milho e cacau, o crescimento também envolve culturas como café arábica, uva, mamona, laranja, batata inglesa (nas três safras), tomate, trigo, fumo, castanha de caju e amendoim.
Para técnicos do setor, o resultado reflete não apenas condições climáticas mais favoráveis em determinadas regiões, mas também investimentos contínuos em tecnologia, manejo adequado do solo e ampliação do acesso à assistência técnica. A diversificação produtiva tem sido apontada como um dos principais diferenciais do campo baiano.
Governo destaca políticas públicas e inovação no campo
O secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Pablo Barrozo, avaliou que os indicadores confirmam a eficácia das ações estruturantes adotadas ao longo dos últimos anos.
“Os números mostram que o campo baiano responde positivamente aos investimentos em políticas públicas, infraestrutura e defesa sanitária. Programas como o Plano ABC+ Bahia, aliados ao incentivo à inovação e ao apoio direto ao pequeno e médio produtor, têm sido fundamentais para garantir competitividade e sustentabilidade”, afirmou o secretário.
Segundo ele, o foco agora é ampliar o uso de novas tecnologias, fortalecer o controle sanitário e preparar o setor para enfrentar os impactos das mudanças climáticas, mantendo a Bahia em posição de destaque nos mercados nacional e internacional.
Exportações em alta impulsionam o setor
Outro dado relevante envolve o comércio exterior. O setor de frutas e preparações foi um dos principais destaques das exportações baianas em janeiro, com US$ 11,9 milhões em vendas, resultado 35% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.
A análise, realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) a partir de dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), aponta que o desempenho foi impulsionado por um aumento de 27,3% nos embarques, influenciado pela sazonalidade, elevação dos preços internacionais e pela normalização tarifária com os Estados Unidos.
Perspectivas positivas para 2026
Com produção diversificada, crescimento em safras estratégicas e avanço nas exportações, a Bahia inicia 2026 com perspectivas otimistas para o agronegócio. Especialistas avaliam que, mantido o ritmo atual de investimentos e inovação, o estado tende a ampliar ainda mais sua participação no mercado agrícola brasileiro, fortalecendo a geração de emprego, renda e desenvolvimento regional.
Fonte: Portal Notícias Bahia



