Ex-jogador da Seleção Brasileira, Paulinho é o executivo de futebol do Mirassol –
A revolta do Mirassol com a arbitragem do jogo diante do Bahia foi tamanha que não houve sequer a entrevista coletiva do técnico Rafael Guanaes após o duelo. Em vez disso, os diretores do clube paulista, Juninho Antunes e Paulinho, subiram o tom contra o árbitro da partida em bate-papo que durou quatro minutos.
Executivo de futebol da equipe e ex-jogador da Seleção Brasileira, Paulinho afirmou categoricamente que o juiz “não pode apitar nunca mais”.
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“Eles [árbitros] conseguiram, mais uma vez, tirar o nosso foco e fazer com que a gente perca o tesão de trabalhar com futebol. A culpa é da arbitragem. Um árbitro, que coloca para o meu atleta que ele tem que chorar no vestiário, não pode apitar nunca mais. E aqui não é desculpa. A responsabilidade é nossa e nós assumimos. Só que hoje foi uma das maiores vergonhas que já vi na minha vida um árbitro fazendo”, disse o diretor.
A reclamação é com base no gol do triunfo do Bahia marcado por Sanabria aos 43 minutos do segundo tempo, que aconteceu instantes após uma suposta falta do lateral Gilberto no atacante Negueba. Mesmo após revisão no VAR, nenhuma infração foi apontada pelo árbitro de vídeo Wagner Reway.
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“Vão chorar no vestiário”
Ainda segundo eles, o juiz da partida, Paulo César Zanovelli, teria falado para os jogadores “chorarem no vestiário” durante o período de reclamações ainda dentro de campo. Um dos assistentes também teria “chamado as pessoas para brigar”.
“Eles pediram serenidade, calma, tranquilidade, mas até quando? Vamos ter que esperar até dezembro? Já não tem mais argumento. Um árbitro que não consegue conversar, não tem diálogo. O bandeira, também tem um diálogo terrível, não sabe conversar com ninguém e chamando as pessoas para brigar. Realmente essa é a arbitragem brasileira que nós queremos profissionalizar? Como o Juninho falou, nós vamos até o final. Ninguém vai esconder, muito pelo contrário. Nós vamos dar as mãos e vamos sair juntos dessa. Pedimos que sejam justos com todos”, concluiu Paulinho.
Quem também reclamou da arbitragem foi o zagueiro João Victor, do Mirassol, que descreveu a situação como “vergonhosa” acusou os árbitros de quererem “mandar no jogo”.
Fonte: A Tarde



