Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente da República –
Estudantes que estão com pagamentos atrasados do FIES (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior) podem ser incluídos no pacote de medidas de renegociação de dívidas do Governo Federal. O anúncio foi feito na sexta-feira, 10, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não detalhou como esse processo será conduzido.
“Nós estamos com um problema porque está aumentando o endividamento do Fies. E nós vamos ter que incluir os alunos na nossa negociação de endividamento porque a gente não pode tirar o sonho de um jovem que está devendo para o seu curso universitário”, disse o petista.
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Cerca de 160 mil estudantes estão com parcelas em atraso no FIES, o que representa R$ 1,8 bilhão em dívidas, de acordo com dados do Ministério da Educação (MEC).
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Segundo Lula, a medida está em estudo e pode ser lançada pelo governo nos próximos dias. Ainda assim, o governo define que a prioridade do programa é alcançar pessoas de baixa renda e pequenas empresas.
Para isso, o governo deve alinhar a renegociação de dívidas de até um ano com os bancos, além da troca de débitos muito caros por linhas mais baratas com a garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).
Outras ações do governo
Além do pacote para combater o endividamento, o Governo Federal discute também o lançamento de novas linhas de crédito e financiamento com juros abaixo do mercado para motoristas de aplicativo, taxistas e caminhoneiros renovarem a frota. A avaliação é que esses grupos têm resistência ao petista, de forma que o governo busca aumentar a aprovação entre eles.
No entanto, oMinistério da Fazenda considera que o foco da Pasta está em viabilizar as medidas de redução do endividamento das famílias, deixando outras ações em segundo plano neste momento.
Outra aposta está na liberação de cerca de R$ 7 bilhões que a Caixa Econômica Federal reteve a mais do dinheiro do FGTS como garantia da antecipação do saque aniversário.
A Fazenda e o Ministério do Trabalho ainda estudam a liberação de até R$ 10 bilhões para a quitação de dívidas altas ou impagáveis como aquelas acumuladas pelos juros do rotativo do cartão de crédito.
Fonte: A Tarde



