sábado, abril 11, 2026
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Nike admite erro em camisas de seleções para a Copa; veja fotos

A Nike admitiu um erro na confecção das camisas das seleções patrocinadas para a próxima Copa do Mundo após críticas sobre um defeito na modelagem dos uniformes.

O problema, identificado principalmente na região dos ombros, foi percebido por jogadores e torcedores durante amistosos da Data Fifa e pode gerar impacto financeiro bilionário para a empresa.

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Erro na modelagem e reação dos jogadores

Um erro na costura das camisas criou um efeito de “ombro pontudo” nos uniformes, visível durante a movimentação dos atletas em campo.

O detalhe gerou comparações nas redes sociais, como se os jogadores estivessem usando “ombreiras”, e levantou questionamentos sobre a qualidade das peças.

Segundo o jornal britânico The Guardian, atletas também notaram o problema e fizeram reclamações. Ao todo, 12 das 48 seleções participantes da Copa são patrocinadas pela Nike.

Costura nos ombros das camisas da Nike chamou a atenção nas redes sociais | Foto: AFP

Ao veículo europeu, a empresa reconheceu a falha. “Observamos um pequeno problema com nossos uniformes de seleções nacionais, mais perceptível ao redor da costura do ombro. O desempenho dos atletas não é afetado, mas a estética geral não está no nível que deveria estar”, escreveu a Nike ao The Guardian.

Impacto financeiro e possíveis medidas

O erro ocorre após a produção e distribuição de milhões de uniformes ao redor do mundo desde o lançamento, realizado durante a Data Fifa de março. Ainda não há definição sobre como a empresa irá lidar com as peças já comercializadas.

Entre as possibilidades levantadas estão um recall para troca ou reembolso aos consumidores ou a manutenção dos uniformes mesmo após a identificação do problema. Também não há confirmação se o defeito será corrigido a tempo dos kits oficiais utilizados na Copa do Mundo.

Sucesso de vendas no Brasil

Antes da repercussão negativa, o lançamento das novas camisas teve forte desempenho comercial no Brasil. Em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a empresa anunciou recorde de vendas da tradicional camisa amarela.

Segundo dados divulgados, o volume comercializado superou em 30% o uniforme da Copa de 2014, anteriormente o mais vendido. No país, a distribuição é feita pela Fisia.

A camisa azul também ganhou destaque por trazer o logotipo da Jordan, marca do grupo inspirada no ex-jogador de basquete Michael Jordan. É a primeira vez que uma seleção nacional utiliza o símbolo “jumpman” em seu uniforme.

Críticas e momento da empresa

Apesar do sucesso nas vendas, a chegada dos uniformes no Brasil também foi marcada por críticas. Parte do público questionou o processo criativo e a presença de uma marca ligada ao basquete na Seleção Brasileira.

A escolha do termo “Brasa” como apelido para a equipe nacional também gerou repercussão negativa, levando a CBF a solicitar a retirada da palavra dos meiões.

O episódio ocorre em meio a um momento delicado da Nike no mercado. A empresa enfrenta queda nas ações e projeções de redução nas vendas, além de lidar com sucessivas crises envolvendo seus produtos.

No primeiro trimestre de 2026, a companhia registrou queda de 1,5% nas ações em comparação ao mesmo período do ano anterior. Desde outubro de 2024, quando Elliott Hill assumiu como CEO, a desvalorização acumulada chega a 35%.

A projeção para o quarto trimestre fiscal indica retração entre 2% e 4% nas vendas, acima das estimativas anteriores, com recuo de 4% na receita direta ao consumidor, impactada pela redução no desempenho das lojas físicas e digitais.



Fonte: A Tarde

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