quarta-feira, abril 8, 2026
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veja como economizar no mercado

Especialista ensina como driblar a alta da cesta básica em Salvador –

A mesa do soteropolitano ficou mais cara em março de 2026. Segundo dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), a Cesta Básica de Salvador atingiu o valor de R$ 609,60, registrando uma alta de 5,21%, o maior salto em três anos.

O impacto é sentido diretamente no bolso de quem ganha um salário mínimo, comprometendo cerca de 40,66% da renda líquida para a compra de itens essenciais.

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O cenário foi impulsionado por fatores climáticos e sazonais. Chuvas persistentes nas regiões produtoras prejudicaram a qualidade da batata inglesa (79,15%) e reduziram a oferta de cenoura (45,78%) e cebola (30,38%). O tomate, central na culinária local, subiu 52,85% devido ao fim da safra de verão.

No total, o subconjunto do almoço (arroz, feijão, carnes, farinha, tomate e cebola) subiu 10,42%, pesando significativamente no orçamento familiar.

Apesar da pressão, 11 itens registraram queda, como a maçã, o frango e a farinha de mandioca. Em entrevista ao portal A TARDE, a nutricionista Aniele Reis aponta que a saída está na flexibilidade do cardápio e no uso de “coringas” da culinária regional para manter a saúde sem estourar as contas.

O almoço soteropolitano em transformação

Proteína vegetal como aliada

Com o feijão subindo quase 10%, a lentilha, ervilha e o grão-de-bico surgem como substitutos à altura. “São grãos versáteis, cozinham rápido e são excelentes fontes de proteínas e fibras”, afirma Aniele.

A troca das carnes

A carne de segunda e a sertão também encareceram. A alternativa está no frango (-0,59%), que teve leve queda, e em opções de alto rendimento. “O frango é a opção mais em conta, além de alternativas como a sardinha ou a soja, que rende bastante e é muito nutritiva”, orienta a nutricionista.

Diversificar a salada

Para os acompanhamentos, a dica é trocar o tomate por opções como abóbora, repolho ou couve, que mantêm o valor nutricional por uma fração do preço.

Substituições mais baratas podem ser feitas para o almoço | Foto: Reprodução

Café da manhã: o triunfo do flocão e da farinha

Enquanto o almoço encareceu, os gêneros matinais (café, leite, açúcar, pão, manteiga e queijos) tiveram uma queda média de 1,32%. Esse é o momento de valorizar os itens de base regional. O flocão de milho (-0,56%) e a farinha de mandioca (-1,12%) são os grandes heróis da resistência.

“Incluir farinha de mandioca ou um pirão ajuda a dar mais sustância ao prato. Com esses ajustes, é possível continuar tendo uma refeição completa, equilibrada e sem pesar tanto no bolso”, ressalta Aniele.

Para economizar nos ovos, que subiram 7,79%, a nutricionista ensina um truque prático. “Uma boa opção para economizar é diminuir a quantidade de ovos e ainda assim aumentar a saciedade. Por exemplo, ao invés de consumir 2 ou 3 ovos, você pode fazer uma crepioca, misturando 1 ovo com a farinha de mandioca”, detalha.

Além disso, a profissional destaca as possibilidades de refeições completas que podem substituir os ovos. “Ótimas opções para substituir seriam o cuscuz com manteiga juntamente com alguma proteína como queijo ou frango, vitaminas de banana da terra amassada com aveia“, completa.

Driblando a batata e a cenoura

Para substituir a batata inglesa, a maior vilã do mês, a nutricionista indica vegetais como a abobrinha, o chuchu e a couve-flor, que entregam fibras e minerais similares. Já a cenoura pode ser trocada por abóbora cozida ou beterraba.

Para quem não abre mão do tomate, a estratégia é econômica. “Use molho de tomate caseiro feito com frutos bem maduros ou polpa congelada, o que evita desperdício e preserva o sabor”, pontua Aniele.

Dicas práticas para o consumidor

  • Planejamento: Faça a lista de compras antes de sair de casa para evitar gastos impulsivos.
  • Aproveite a xepa: Comprar em feiras livres ao final do dia garante preços mais baixos em hortifrutis.
  • Sem apego: Se o preço da batata subiu, substitua por abóbora ou beterraba sem medo de perder nutrientes.
  • Aproveitamento integral: Evite desperdícios utilizando talos e folhas em sopas ou mexidos.

Aniele finaliza alertando para o cuidado com a nutrição em famílias de baixa renda.

“O principal cuidado é não deixar a alimentação ficar pobre. Mesmo economizando, é preciso manter uma fonte de proteína e não abrir mão totalmente dos legumes. O segredo é variar com o que cabe no bolso, evitando refeições baseadas apenas em carboidratos como arroz e macarrão”, conclui.



Fonte: A Tarde

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