A nova regra da CBF deu um nó no Bahia – classificado para a pré-Libertadores, o clube ficou de fora da Copa do Nordeste, mas caiu antes mesmo de chegar à fase de grupos da competição internacional.
Com isso, enquanto grande parte da elite do futebol brasileiro se divide entre viagens e jogos por competições continentais e regionais, o Esquadrão vive uma realidade incomum neste meio de semana, sem entrar em campo.
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O Tricolor integra um grupo restrito de apenas quatro clubes da Série A sem compromissos oficiais entre terça, 7, e quinta-feira, 9, ao lado de Coritiba, Athletico-PR e Internacional.
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Calendário vazio
Se no ano passado o grande sofrimento do Bahia era equilibrar Brasileirão, Copa do Brasil, Copa do Nordeste, Baianão, Libertadores e, em certo momento, até Sul-Americana no calendário, o problema acabou.
Agora sem encaixe em competições paralelas neste período, cenário que se repetirá em outros momentos da temporada, o Esquadrão tem tempo de sobra para descansar, por bem ou por mal.
Se por um lado a ausência em torneios representa um retrocesso competitivo, por outro abre uma possibilidade estratégica importante para o técnico Rogério Ceni. A chamada “semana cheia”, cada vez mais rara no futebol moderno, permite mais tempo de treino tático, recuperação física do elenco e correção de erros sem pressão de jogos imediatos.
Comparação com outros clubes
O contraste com os demais times da Série A é evidente. Parte disputa a Libertadores, outros estão na Sul-Americana e há ainda clubes em torneios regionais.
Coritiba e Athletico-PR ficaram fora da nova Copa Sul-Sudeste, enquanto o Internacional optou por não disputar a competição após não se classificar para torneios continentais, se unindo ao Bahia na lista de times descansando.
Quanto aos outros integrantes da Série A, Palmeiras, Flamengo, Cruzeiro, Fluminense, Mirassol e Corinthians estão ocupados disputando a Libertadores. Já Atlético-MG, São Paulo, Santos, Botafogo, Grêmio, Vasco e Red Bull Bragantino focam na Sul-Americana no meio da semana.
Por último, fora de competições internacionais na temporada, Vitória, Chapecoense e Remo disputam seus respectivos torneios regionais, elegíveis pela regra da CBF.
A ausência de jogos, no entanto, traz um risco: perda de ritmo competitivo. Se bem aproveitado, o período pode ser um diferencial ao longo do Brasileirão. Caso contrário, pode evidenciar ainda mais a distância para clubes que seguem competindo em alto nível.
Fonte: A Tarde



