A Fifa abriu um processo disciplinar contra a Real Federação Espanhola de Futebol após os cânticos racistas e islamofóbicos registrados no amistoso entre Espanha e Egito, disputado em Cornellà, na região de Barcelona. O caso ganhou novo peso porque as ofensas foram incluídas na súmula da partida, o que acionou a atuação formal do Comitê Disciplinar da entidade.
O episódio ocorreu no empate por 0 a 0 da última Data Fifa, quando parte da torcida espanhola entoou gritos ofensivos contra muçulmanos e também vaiou o hino egípcio. Durante o jogo, o sistema do estádio exibiu mensagens contra discriminação e pediu a interrupção dos insultos, mas os relatos apontam que o comportamento persistiu em diferentes momentos da noite.
A repercussão foi imediata. A federação egípcia classificou o caso como um ato racista e agradeceu o apoio de atletas e autoridades espanholas que condenaram o episódio. O atacante Lamine Yamal, que é muçulmano, também criticou os cânticos e disse que esse tipo de atitude não representa o futebol. A polícia da Catalunha abriu investigação paralela para apurar possível crime de ódio.
Agora, a frente esportiva passa a correr na Fifa. As punições possíveis vão de multa e advertência formal até a obrigação de exibir mensagens antirracistas em partidas futuras, dependendo da avaliação do processo. A abertura do expediente amplia a pressão sobre a federação espanhola em um momento em que o país tenta reforçar o discurso de tolerância zero contra racismo e xenofobia no futebol.
Fonte: Alô Bahia



