Um tema que acende alerta aos pais e responsáveis pelo setores educacionais. O bullying nas escolas ganha proporções alarmantes. Nesta terça-feira, 7, às 14h, o A TARDE Cast, podcast do grupo A TARDE, recebe o presidente do Sindicato das Escolas Particulares da Bahia (Sinepe), Wilson Abdon Neto, o qual vai analisar como a “onipresença digital” transformou a dinâmica escolar em um campo de comparação constante.
Pesquisa
Dados recentes da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acenderam um alerta vermelho para o setor privado. O bullying não apenas cresceu, como encontrou terreno fértil na exclusão social e na comparação estética, atingindo majoritariamente as meninas.
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Diferente do que ocorre em muitas redes públicas, onde o conflito pode ter raízes na vulnerabilidade social, o bullying no setor privado manifesta-se de forma subjetiva.
Recorte de gênero
Ainda de acordo com a pesquisa, meninas são as principais vítimas da chamada violência relacional. Enquanto os meninos tendem a agressões físicas ou verbais diretas, o bullying feminino costuma envolver exclusão e ataques à estética.
O uso excessivo de filtros em redes como Instagram e TikTok criou uma régua de beleza inalcançável. Quem não se enquadra no padrão postável torna-se alvo, o que pode evoluir para transtornos alimentares e depressão.
Responsabilidade coletiva
Muitas instituições já adotam protocolos de tolerância zero, treinando alunos para identificar colegas isolados e fortalecendo departamentos de psicologia para agir no cyberbullying.
De acordo com especialistas, o bullying deixa de ser brincadeira quando há repetição e desequilíbrio de poder, ou quando o aluno começa a faltar e apresentar queda no rendimento, uma vez que o problema se torna questão de saúde pública.
Fonte: A Tarde



