O fim de semana passou, mas nada como engatar uma série envolvente para dar um gás na terça-feira. Em A Reserva, minissérie dinamarquesa disponível na Netflix, o desaparecimento de uma jovem au pair em um bairro de elite muda completamente a vida de quem está ao redor e revela muito mais do que aparenta.
Com apenas seis episódios curtos, de pouco mais de meia hora, a produção é daquelas que você começa sem grandes expectativas e quando percebe já terminou tudo.
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Um desaparecimento que ninguém queria investigar
A trama começa quando uma au pair filipina desaparece misteriosamente após frequentar um jantar na casa de vizinhos. Cecile (Marie Bach) intrigada com o sumiço passa a desconfiar que algo grave aconteceu mesmo quando a polícia de Copenhagen trata o caso como pouco urgente.
É aí que entra Aisha (Sara Fanta Traore) uma detetive novata que decide seguir seus instintos e se junta a Cecile na investigação. Juntas elas mergulham em um universo de aparências impecáveis e segredos perturbadores.
Por trás do luxo, um retrato cruel
A série constrói um contraste inquietante. Por fora um bairro elegante da Dinamarca. Por dentro uma rede de omissões abuso de poder e desigualdade.
As au pairs vindas das Filipinas vivem sob regras rígidas trabalhando como babás cozinheiras e faxineiras em troca de moradia e salário limitado. Em seus raros momentos de descanso encontram algum conforto em uma igreja frequentada apenas por imigrantes.
Quando Ruby (Donna Levkovski) desaparece tudo começa a desmoronar e a suposta normalidade daquele lugar nunca mais parece a mesma.
Personagens que escondem mais do que mostram
A Reserva constrói um jogo claro entre mocinhos e vilões. Cecile surge como uma protagonista empática e inquieta enquanto Katarina (Danica Curcic) sua amiga representa o outro lado distante fria e indiferente ao desaparecimento de Ruby.
À medida que a investigação avança surgem conflitos familiares segredos antigos e revelações que transformam completamente a percepção de todos os envolvidos.
Vale a maratona?
Mesmo com algumas falhas a produção entrega exatamente o que promete tensão crescente reviravoltas e um clima denso ainda que ambientado no verão fugindo do padrão gelado dos suspenses nórdicos.
Com direção de Per Fly de ‘Borgen’ a narrativa é conduzida de forma honesta sem truques baratos. O espectador mais atento pode até prever alguns caminhos mas isso não tira o impacto da jornada.
Se a ideia é começar a semana com algo rápido envolvente e cheio de mistério essa é a escolha certa. São poucos episódios mas com peso suficiente para deixar aquela sensação incômoda daquelas histórias que ficam na cabeça mesmo depois do último capítulo.
Fonte: A Tarde



