domingo, abril 5, 2026
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O que é a Páscoa? Entenda o real significado da celebração

Penitentes da irmandade do Cristo da Boa Morte saem da Igreja de São Vicente Mártir em Zamora, no noroeste da Espanha –

Celebrada neste domingo, 5, a Páscoa vai além dos símbolos comerciais e mantém um significado histórico e religioso que atravessa gerações, reunindo tradições ligadas à fé, à renovação e à memória coletiva.

A Páscoa é uma das celebrações mais antigas do mundo e a palavra vem do hebraico Pessach, que significa “passagem”. A origem remonta à tradição judaica, que marca a libertação do povo hebreu da escravidão no Egito, simbolizando a transição da servidão para a liberdade.

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No cristianismo, a data ganhou um novo significado e se tornou uma das celebrações mais importantes da religião. É quando se comemora a ressurreição de Jesus Cristo, ocorrida três dias após sua crucificação, a passagem da morte para a vida, associada à esperança e à renovação espiritual.

A celebração cristã, inclusive, foi inspirada no pesach judaico, já que os acontecimentos ligados à crucificação e ressurreição de Jesus teriam ocorrido no mesmo período.

A data não é fixa no calendário. A definição ocorre a partir de critérios estabelecidos pela Igreja Católica durante o Concílio de Niceia, no século IV d.C. Assim, a Páscoa é celebrada sempre no primeiro domingo após a primeira lua cheia do início da primavera no Hemisfério Norte e do outono no Hemisfério Sul, podendo variar entre 22 de março e 25 de abril.

A chegada do Domingo de Páscoa é precedida por um período significativo para os cristãos. Durante os 40 dias da Quaresma, muitos fiéis se dedicam à penitência e ao desapego, em referência ao tempo em que Jesus passou no deserto.

Esse ciclo culmina na Semana Santa, que começa com o Domingo de Ramos, relembrando a entrada de Jesus em Jerusalém. Em seguida, a Sexta-Feira Santa marca o dia da crucificação. Já o domingo celebra a ressurreição e a primeira aparição de Cristo aos discípulos, encerrando o período com um clima de festa e renovação.

Dentro do cristianismo, diferentes denominações vivenciam a data de maneiras distintas. Enquanto os católicos mantêm práticas como a abstinência de carne durante a Quaresma e celebram todos os dias da Semana Santa, os protestantes costumam dar maior ênfase à Sexta-Feira Santa e ao Domingo de Páscoa, sem seguir as mesmas restrições alimentares.

Antes mesmo do cristianismo, a Páscoa já era celebrada pelos judeus como um marco histórico de libertação, lembrando um período de aproximadamente 400 anos de escravidão no Egito.

Segundo a Bíblia, Jesus participou de celebrações pascais ao longo da vida. Um dos episódios mais conhecidos é a “Última Ceia”, quando ele e seus discípulos realizaram a “comunhão do corpo e do sangue”, simbolizados pelo pão e pelo vinho.

Além do significado religioso, a Páscoa também se manifesta na cultura e na mesa dos brasileiros. Após o período de abstinência, o almoço do domingo costuma ter o bacalhau como protagonista, embora cada região imprima suas próprias tradições.

No Sul, influências alemãs e ucranianas aparecem em preparações como a Paska e a Cuca. Já no Sudeste e no Nordeste, as reuniões familiares giram em torno da bacalhoada e da troca de ovos de chocolate. Em outras regiões, pratos como o pacu assado, a sopa paraguaia e a moqueca capixaba também marcam presença.



Fonte: A Tarde

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