No terceiro dia de uma jornada que rompe um hiato de 54 anos, os quatro astronautas da missão Artemis II, da Nasa, relataram neste sábado, 4, que a Lua está “definitivamente ficando maior”.
A bordo da cápsula Orion, a tripulação testemunha a transição visual entre o afastamento da Terra e a dominância do relevo lunar no horizonte da espaçonave.
Tudo sobre Mundo em primeira mão!
A expedição, que partiu do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, na última quarta-feira, 1, marca o retorno oficial de voos tripulados às vizinhanças da Lua. É o primeiro esforço do gênero desde 1972, quando o programa Apollo foi encerrado com a missão Apollo 17.
Registros
Em transmissão direta durante a atualização da missão, o astronauta Victor Glover confirmou que a equipe já captura imagens de alta resolução da superfície. Entre os alvos observados está a Bacia Oriental, uma vasta formação de impacto situada no limite entre o lado visível e o lado oculto da Lua.
De acordo com Glover, a experiência reforça a escala da viagem interplanetária. “A Terra aparece cada vez menor, enquanto a Lua começa a dominar o nosso campo de visão”, declarou, enfatizando o progresso da trajetória de sobrevoo.
Perspectiva
O especialista de missão Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense, destacou a velocidade com que o cenário se transformou desde o lançamento.
O astronauta descreveu como a visão familiar do planeta natal rapidamente deu lugar à imensidão do espaço profundo, classificando a rapidez da mudança de perspectiva como “fenomenal”.
A cápsula Orion segue agora em direção ao ponto mais distante da órbita planejada, onde testará sistemas críticos de suporte à vida antes de iniciar a trajetória de retorno à Terra.
O sucesso desta etapa é fundamental para o cronograma da Nasa, que planeja o próximo pouso na superfície lunar para 2027.
Fonte: A Tarde



