Jaques Wagner, Jerônimo Rodrigues, Lula, Otto Alencar –
A passagem do presidente Lula (PT) por Salvador nesta semana serviu como uma espécie de gesto de alinhamento político, contribuindo para dissipar especulações sobre possíveis fissuras no grupo governista baiano.
Recebido na Base Aérea na quarta-feira, 1º, pelo governador do estado, Jerônimo Rodrigues (PT); pelo pré-candidato ao Senado, Rui Costa; e pelos senadores Jaques Wagner (PT-BA) e Otto Alencar (PSD-BA), o presidente manteve uma agenda marcada pela intimidade e por discussões estratégicas que avançaram até a madrugada no hotel onde ficou hospedado.
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O tom das reuniões, segundo interlocutores, foi de entendimento e otimismo quanto à força da coalizão para as eleições de outubro.
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No evento de assinatura da ordem de serviço do VLT, no bairro da Calçada, o entrosamento ficou evidente nos discursos. Lula e Jerônimo adotaram uma fala sintonizada, focando na comparação de legados entre as gestões estadual e federal versus a oposição.
“Não precisa xingar ninguém, basta comparar”, resumiu o presidente da República.
A soma das diferenças
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, foi o responsável por dar a declaração mais emblemática sobre a coesão do grupo, utilizando metáforas bem-humoradas para descrever seus companheiros de jornada:
- Sobre Jaques Wagner: “Esse cabra que começou a nossa história na Bahia, que começou a caminhada”.
- Sobre Jerônimo Rodrigues: “Esse jovem aqui tá correndo a Bahia feito um cão. Ele andou, em quatro anos, mais do que eu e Wagner corremos juntos. Ele é um foguete”.
Ao finalizar, Rui Costa reforçou que as distinções de personalidade entre as lideranças são, na verdade, o trunfo do Partido dos Trabalhadores no estado.
“Cada um tem seu estilo, cada um tem sua forma, é da natureza humana. Um time se faz de pessoas diferentes. É a soma das diferenças que nos faz mais fortes”, arrematou o ministro, selando o pacto de união diante da militância.
A agenda presidencial na capital baiana não apenas autorizou obras estruturantes, mas serviu como uma “vacina” contra rumores de divisão, consolidando Jerônimo Rodrigues como a figura central da execução política no estado, sob a mentoria de Wagner e o suporte administrativo de Rui em Brasília.
Fonte: A Tarde



