quinta-feira, abril 2, 2026
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Bahia tem 144 mil pessoas com autismo e registra menor proporção do país, aponta IBGE


A Bahia possui 144.928 pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), segundo dados do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo IBGE. O número coloca o estado como o quarto com maior população autista do Brasil, atrás de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Apesar do volume expressivo, a proporção de pessoas com autismo na população baiana é a menor do país, representando 1,0% dos habitantes, índice igual ao de Tocantins e abaixo da média nacional, que é de 1,2%.

Os dados foram divulgados em alusão ao Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, celebrado em 2 de abril, e trazem um panorama inédito sobre o perfil dessa população no estado.

Entre os municípios baianos, Salvador concentra o maior número de pessoas diagnosticadas, com 28.915 casos, seguida por Feira de Santana (6.555) e Vitória da Conquista (3.686). Em termos proporcionais, as maiores taxas estão em cidades menores, como Mirante (2,6%), Capim Grosso (2,2%) e Morpará (1,9%).

O levantamento também revela que o autismo é mais frequente entre homens, que representam 59,4% dos diagnósticos, enquanto as mulheres somam 40,6%.

Outro dado relevante é a faixa etária: 34,4% das pessoas com autismo na Bahia têm até 14 anos, o que indica uma presença significativa entre crianças e adolescentes.

A pesquisa aponta ainda desafios na área da educação. A taxa de frequência escolar entre estudantes com autismo é menor do que a da população geral. Entre crianças de 6 a 14 anos, 93,1% das pessoas com TEA estavam na escola, contra 98,4% no total da população. Já entre jovens de 15 a 17 anos, a diferença é ainda maior: 71,9% entre autistas, frente a 85,8% no geral.

Esse cenário impacta diretamente a escolaridade na vida adulta. Entre pessoas com 25 anos ou mais com diagnóstico de autismo, 60,2% não têm instrução ou não concluíram o ensino fundamental — índice significativamente superior ao da população geral, que é de 44,4%.

Os dados do Censo 2022 são os primeiros a trazer um recorte específico sobre o autismo no Brasil, contribuindo para ampliar o conhecimento e subsidiar políticas públicas voltadas à inclusão e ao atendimento dessa população.

Matéria produzida com apoio da Inteligência Artificial (IA)

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Fonte: Acorda Cidade

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