Coordenador geral de Políticas para Juventude visitou o Grupo A TARDE nesta quarta-feira, 1 –
Nivaldo Millet, coordenador-geral da Cojuve, esteve no Grupo A TARDE nesta quarta-feira, 1º, para um balanço de três anos à frente das políticas de juventude na Bahia. O gestor enfatizou o papel da coordenação em integrar ações de governo, assegurando que o investimento público se converta em programas de impacto direto na vida dos jovens baianos.”
“A gente está muito feliz porque o governador Jerônimo Rodrigues colocou a política para a juventude no lugar que ela merece. Todas as secretarias têm ações voltadas para a juventude e temos tentado fortalecer ainda mais isso”, iniciou.
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Millet falou sobre o orgulho de “ter construído a maior conferência de juventude do Brasil a nível estadual, que garantiu uma escuta qualificada, territorializada e que considera a diversidade da juventude”.
Segundo o coordenador, foi uma retomada da posição que a juventude merece e deve ocupar na gestão pública, principalmente do ponto de vista do direito à fala, de se posicionar e “garantir esse alinhamento com o governo, porque a política para a juventude não é uma coisa única, tem muitas necessidades”.
Nunca antes a gente sonhou com a possibilidade de ter uma coordenação geral com status de secretaria, que senta-se à mesa com todos os órgãos de governo para que a gente possa debater o lugar da juventude na construção de oportunidades.
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Presença nos municípios
Na ocasião, Nivaldo Millet enfatizou a importância da presença do Cojuve nos municípios. “Não adianta o Estado ter ação política pública pela juventude se os municípios também não entenderem isso. Hoje, nós temos o maior número de gestores e gestoras municipais de juventude. Ainda não é o ideal”, ressaltou.
Nós estamos aqui para debater caminhos para sensibilizar mais gestores. Além de garantir formação e assessoramento técnico a esses gestores, para que eles também possam ter planos municipais de juventude. Apontando também para o lugar do diagnóstico e da pesquisa.
Millet revelou ainda que em breve vai ser entregue o Observatório Estadual de Juventudes da Bahia, que será um espaço que reúne diagnóstico e pesquisa “para a gente entender quem são esses jovens baianos que têm necessidades muito diferentes, mas que precisam de um olhar diferenciado do Estado”.
Coordenador geral de Políticas para Juventude visitou o Grupo A TARDE nesta quarta-feira, 1
Diálogo com outras pastas
A atuação da Cojuve envolve diversas áreas como esportes, cultura e educação. A coordenação é composta por representantes de órgãos estaduais. Entre suas atribuições estão a análise da compatibilidade entre as medidas previstas na Política Estadual de Juventude e as diretrizes do governo estadual.
Dentro desse cenário, existe um diálogo com as diversas secretarias que compõem o governo. “Nós entendemos que a conversa precisava ser institucionalizada para poder seguir a vida depois na gestão e isso está mantido. Nós construímos um comitê institucional da política para a juventude, que se reúne de dois em dois meses com todas as secretarias e órgãos de governo”, detalhou.
As reuniões acontecem na governadoria e nelas acontecem monitoramento da transversalidade. “Para além de ter esse comitê, lá atrás foi necessário disputar o orçamento público e construímos dentro do planejamento público diretrizes voltadas para a juventude. Pela primeira vez, construímos um programa especial que permite que a gente possa ter sistemas de monitoramento, de acompanhamento de como tem sido a execução na ponta dessas ações”, explicitou o coordenador.
Diversidade do público
Como a juventude baiana é plural, é importante que a coordenação crie políticas que alcancem recortes específicos, como a juventude negra, quilombola, indígena e LGBTQIAPN+. De acordo com Millet, é preciso considerar tudo isso.
“Nós precisamos considerar todos territórios e as juventudes acompanham essa diversidade. Não é possível que a gente não possa ter esse olhar quando a gente pensa em gestão pública. Temos feito essa tradução do que são esses 3 milhões e quase 300 mil jovens baianos para que a gente possa ter uma política pública que considere a sua realidade. Se a gente faz isso, a gente acerta, porque essa política é exitosa”, frisou.
Na avaliação de Nivaldo Millet, a política pública “precisa chegar na vida dessa juventude que necessita de um olhar sensível do poder público para que a gente possa não ter essa diversidade das juventudes como uma dificuldade, mas como uma potência.”
“Sem dúvida alguma nós temos avançado muito”, finalizou.
Fonte: A Tarde



