O presidente Lula (PT) afirmou nesta quarta-feira, 1º, que o segredo para os indicadores positivos do país não é um mistério, mas uma escolha política.
Para o mandatário, a retirada do Brasil do Mapa da Fome da ONU pela segunda vez e a queda acentuada da pobreza — com 8,7 milhões de pessoas deixando essa condição — são frutos diretos de uma estratégia que prioriza o consumo das massas em detrimento da concentração de renda.
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“O milagre é a distribuição da riqueza. Não tem outra solução. Ou você coloca o pobre no orçamento ou a economia brasileira vai crescer para poucos”, disparou Lula.
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O presidente reforçou sua tese de que o dinamismo econômico surge quando a base da pirâmide social ganha poder de compra: “Muito dinheiro na mão de poucos significa miséria. Pouco dinheiro na mão de muitos significa distribuição de riqueza”, completou.
Estabilidade
O discurso de Lula ocorre em um momento de números robustos para o governo. O Brasil registra atualmente a menor taxa de desemprego da série histórica (5,4%) e o maior rendimento médio do trabalho, que atingiu a marca de R$ 3.742.
Segundo o presidente, esses avanços são acompanhados por uma gestão austera e previsível, o que garante a confiança de investidores e a estabilidade social.
- Pobreza: 8,7 milhões saíram da pobreza; 3,1 milhões da extrema pobreza.
- Desigualdade: menor nível da série histórica registrado no início de 2026.
- Conquistas Legislativas: aprovação da Reforma Tributária e isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil.
Diálogo com o Congresso
Mesmo com uma bancada minoritária — apenas 70 deputados e 9 senadores de seu partido —, Lula destacou a capacidade de articulação política para aprovar medidas históricas.
Ele ressaltou que a isenção do Imposto de Renda e a reforma tributária foram frutos de “muita costura” e diálogo à luz do dia, contrastando sua gestão com pacotes econômicos-surpresa do passado.
O petista também não poupou críticas ao setor financeiro e à elite econômica, mencionando especificamente a Faria Lima.
“Eles gostariam que o dinheiro que eu gasto em inclusão social fosse para eles e não para o povo pobre”, afirmou, reiterando que sua missão é governar para 100% da população e não apenas para os 35% que historicamente detêm os privilégios no país.
Fonte: A Tarde



