O preço médio do GLP (gás liquefeito de petróleo), o tradicional gás de cozinha, disparou no mercado internacional desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã no Oriente Médio, de forma que importadores do produto no Brasil estariam pagando hoje um valor 60% superior ao que pagaram na semana anterior ao início do conflito.
Dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) mostram que, na terceira semana de fevereiro, a paridade de importação pelo porto de Santos, o principal do país, era de R$ 32,21 por botijão, enquanto o valor na última semana era de aproximadamente R$ 51,40 por botijão.
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A situação se agrava quando se observa que o Brasil depende de importações do produto para abastecer aproximadamente 20% do mercado de gás de cozinha.
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Reação do Governo Federal
Diante do aumento dos preços no mercado internacional, o Ministério de Minas e Energia (MME) avalia a criação de uma subvenção temporária para o gás de cozinha, de acordo com pessoas próximas ao tema. Além disso, outras ações devem ser tomadas para conter o avanços dos preços de outros produtos derivados do petróleo
Em nota, o MME disse que o conjunto de ações busca responder à escalada recente dos preços internacionais do petróleo, em meio à instabilidade geopolítica no Oriente Médio e à volatilidade nos mercados globais de energia. As medidas em análise terão caráter temporário, excepcional e anticíclico, voltadas a enfrentar um choque externo de preços.
“O objetivo é reduzir pressões sobre os preços de combustíveis, transporte e cadeias produtivas, preservar o funcionamento da economia e garantir a estabilidade do abastecimento doméstico, assegurando acesso aos energéticos sem comprometer a segurança e a justiça energéticas para a população”, diz o ministério.
Fonte: A Tarde



