O Ministério da Justiça e Segurança Pública exonerou, nesta terça-feira, 31, o policial federal baiano Wladimir Matos Soares, conhecido como “Mike Papa”, condenado a 21 anos de prisão por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado envolvendo a morte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Wladimir fazia parte do chamado “Núcleo 3” da denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República), conhecido como “kids pretos” responsável por planejar a morte de autoridades como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes.
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Entenda o rompimento
O rompimento do vínculo do agora ex-agente com a corporação foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, 31, e cumpre a determinação do STF (Supremo Tribunal Federal) da perda do cargo público de todos os condenados.
De acordo com a Polícia Federal (PF), as perícias de áudios revelaram que Wladimir Soares declara fazer parte de um grupo armado formado para defender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“A gente ia com muita vontade, íamos empurrar meio mundo de gente, íamos matar meio mundo de gente, não estava nem aí mais”, disse o policial.
Ainda conforme a PF, Wladimir teria atuado de forma infiltrada na equipe de segurança durante a campanha eleitoral de 2022, visando obter e repassar informações estratégicas.
Saiba quem é Wladimir Matos
Wladimir Matos Soares, de 53 anos, é nascido em Salvador e possui 22 anos de serviços à Polícia Federal. Ele atou em diversas áreas da PF, chegando a integrar o setor de inteligência da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), em 2008.
Somado a isso, o policial ficou um ano na Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), antes de deixar o órgão.
Após isso, o agente da PF continuou trabalhando em Salvador e, em seguida, foi transferido para Brasília.
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Relembre o caso
Wladimir Matos Soares integra o “Núcleo 3”, conhecidos como “kids pretos”, denunciados pela PGR por tentativa de golpe de estado e planejamento de assassinato contra:
- presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT);
- vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB);
- ministro do STF, Alexandre de Moraes.
Os acusados deste grupo, composto por militares das Forças Especiais do Exército e um policial federal, teriam sido responsáveis por ações táticas da tentativa de golpe, monitorando alvos e planejando sequestros e execuções, conforme diz a Procuradoria-Geral da República.
Eles são apontados pelos crimes:
- tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
- tentativa de golpe de Estado;
- envolvimento em organização criminosa armada;
- dano qualificado;
- deterioração de patrimônio tombado.
Saiba quem são os “kids pretos”
- Wladimir Matos Soares, agente da Polícia Federal;
- Bernardo Correa Netto, coronel preso na operação Tempus Veritatis, da Polícia Federal;
- Estevam Theophilo, general da reserva e ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército;
- Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército e supostamente envolvido com carta de teor golpista;
- Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel do Exército e integrante do grupo “kids pretos”;
- Márcio Nunes de Resende Júnior, coronel do Exército;
- Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel e integrante do grupo “kids pretos”;
- Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel do Exército e integrante do grupo “kids pretos”;
- Ronald Ferreira de Araújo Junior, tenente-coronel do Exército acusado de participar de discussões sobre minuta golpista;
- Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel.
Fonte: A Tarde



