terça-feira, março 31, 2026
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Cientista brasileiro é nomeado pelo Papa Leão para Conselho na Igreja

Carlos Nobre, climatologista brasileiro –

O cientista brasileiro Carlos Nobre foi nomeado pelo Papa Leão XIV, nesta segunda-feira, 30, para o Dicastério do Vaticano para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral da Igreja Católica. O órgão funciona como um conselho sobre temas como direitos humanos, justiça, paz, saúde, migrações, emergências humanitárias e obras de caridade da Igreja.

O Dicastério foi criado pelo Papa Francisco em agosto de 2016 como resultado da fusão de quatro Pontifícios Conselhos preexistentes:

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  • Pontifício Conselho para a Justiça e Paz;
  • Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes;
  • Pontifício Conselho Cor Unum;
  • Pontifício Conselho para os Agentes de Saúde para a Pastoral da Saúde.

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A decisão do papa foi motivada, entre outras coisas, pelo alerta emitido na última semana pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU, que afirmou que a quantidade de calor acumulada pela Terra atingiu um nível recorde em 2025, com potenciais consequências por centenas ou mesmo milhares de anos.

“O clima global está em estado de emergência. Estamos levando o planeta Terra além de seus limites. Todos os principais indicadores climáticos ultrapassaram o limiar de alarme”, alertou o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, na última segunda-feira, 23.

Quem é Carlos Nobre?

Climatologista e pesquisador aposentado do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Nobre é o único brasileiro nomeado para compor o Dicastério do Vaticano.

Com formação em engenharia elétrica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e doutor em meteorologia pelo MIT (Massachussets Institute of Technology), Carlos Nobre atua hoje no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP).

Carlos Nobre | Foto: Divulgação

O cientista, que é referência internacional em pesquisas sobre a Amazônia e mudanças climáticas, declarou que a nomeação para o conselho é reflexo do agravamento da crise climática global e indica preocupação da Igreja com as consequências ambientais sobre a Humanidade.

“A Igreja tem uma grande importância para a humanidade e, quando ela escolhe olhar para o meio ambiente, ela está olhando para as pessoas. Muitas vidas estão em risco. Estou honrado de ser parte desse grupo e poder ajudar”, disse ele em entrevista ao g1.

Ele foi um dos primeiros cientistas em todo o planeta a alertar para o risco de “savanização” da floresta amazônica.

O termo descreve um possível ponto de ruptura em que partes da floresta deixam de se comportar como um ecossistema úmido e denso e passam a assumir características de savana, mais secas, com vegetação baixa e menos biodiversidade – processo associado ao avanço do desmatamento e ao aquecimento global.



Fonte: A Tarde

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