sexta-feira, março 27, 2026
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Mãe invade TikTok de filho adolescente e dá lição após post machista

Mãe decidiu confrontar discurso machista do filho publicamente –

Uma manicure de 34 anos, do Rio de Janeiro, se tornou o centro das atenções nas redes sociais após uma atitude firme contra o comportamento do filho de 15 anos.

Ao descobrir um perfil paralelo do adolescente no TikTok, criado para burlar o monitoramento familiar, ela se deparou com uma frase que comparava mulheres a objetos descartáveis.

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A resposta da mãe, gravada no próprio perfil do jovem, já ultrapassa 3 milhões de visualizações e abriu um debate sobre educação e limites na era digital.

A descoberta do perfil paralelo

O alerta veio de uma cunhada, que identificou a conta oculta do rapaz. O conteúdo que causou a indignação da mãe afirmava que “mulher é igual roupa”, sugerindo que, se não fosse a “preferida”, deveria ser “emprestada aos amigos”.

A manicure relatou ter ficado furiosa com o teor misógino, destacando que o filho sempre foi criado em um ambiente de respeito e que o monitoramento original visava apenas o interesse do jovem por jogos eletrônicos.

Reação “mãe raiz”

Em vez de apenas apagar o conteúdo, a mãe decidiu confrontar o discurso publicamente na mesma plataforma. No vídeo, ela questionou a maturidade do filho e a contradição entre a fala machista e a realidade de um adolescente que ainda é dependente financeiramente dos pais.

A mãe usou da ironia para destacar que o filho não sustenta a si mesmo para manter tal postura. Ela ressaltou que o comportamento não condiz com o exemplo que ele recebe do pai em casa.

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O jovem teve o aparelho celular confiscado por tempo indeterminado como consequência direta da postagem.

“É meu filho, mas está errado. Se ele quer viralizar, pois agora ele vai viralizar. Prefiro ser a mãe chata do que a mãe que vai ver o filho destratando mulher”, afirmou a manicure em entrevista ao GLOBO.

Diálogo sobre estereótipos e o “ECA Digital”

Após o desabafo público, houve um momento de conversa reservada entre mãe e filho. O adolescente alegou que estava apenas “criando conteúdo”, mas foi confrontado sobre a gravidade da ofensa contra mulheres da própria família, como avós e tias.

A mãe reforçou que a pressão social para parecer um “macho alfa” não justifica o desrespeito. Ela também declarou apoio às regras mais rígidas do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), em vigor desde março de 2026.

Com um filho mais novo, de 5 anos, ela mantém restrição total às telas, permitindo apenas desenhos em canais fechados e com horários controlados. Para ela, a vigilância constante é uma ferramenta de proteção em uma sociedade onde o machismo ainda é estrutural.



Fonte: A Tarde

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