quinta-feira, março 26, 2026
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Bahia amplia rede de combate à violência de gênero no estado

Forças policiais da Bahia estão realizando ações de combate a violência de gênero no estado. Com apoio de grandes marcas, como a Suzano, os órgão estão reforçando cada vez mais seus canais de denúncias.

O Comando de Policiamento da Região Extremo Sul (CPR-ES) conta com um serviço de apoio às vítimas de violência doméstica para as profissionais que trabalham em seus batalhões, promovendo cuidado integral à saúde e qualidade de vida dos profissionais da segurança pública.

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“Dentre todos os serviços oferecidos, temos atuado também nas questões de violência de gênero, com atendimento voltado à saúde mental das mulheres militares que passam por essa situação, reforçando nosso compromisso com o acolhimento institucional e o fortalecimento do vínculo com as mulheres que servem à sociedade com dedicação e coragem”, informou a Assessoria de Comunicação da Polícia Militar da Bahia (PMBA).

A PMBA TAMBÉM possui um Batalhão de Proteção à Mulher (BPPM), localizado na Região Metropolitana de Salvador. A unidade é especializada em violência contra a mulher e no acompanhamento das medidas protetivas.

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Já a Suzano possui um canal de atendimento à mulheres, chamado Tele Faz Bem. Gratuito, o espaço online funciona 24 horas por dia e conta com assistente social especializada, dedicada ao atendimento, orientação e suporte às vítimas de gênero.

Dados alarmantes

A iniciativa foi tomada devido à quantidade de dados alarmante de violência de gênero nos últimos anos. De acordo com a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo DataSenado, cerca de 3,7 milhões de mulheres sofreram violência doméstica ou familiar em 2025 no Brasil.

Na Bahia os números seguem altos. Segundo a Coordenadoria Regional da Polícia do Interior (COORPIN), unidade da Polícia Civil em Teixeira de Freitas, em 2025 foram registrados 1.775 boletins de ocorrência referentes a violência de gênero na região do Extremo Sul da Bahia e 13 tentativas de feminicídio.

“Sabemos que esses números não refletem a realidade com exatidão, já que muitas mulheres não têm coragem ou desistem de fazer a denúncia formal, por conta da dependência emocional e/ou financeira”, informou a delegada titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Teixeira de Freitas (DEAM), Valéria Fonseca Chaves.

“É necessário reforçar a importância do registro do Boletim de Ocorrência logo nos primeiros sinais de violência física ou psicológica, para que o caso não evolua e possa chegar ao feminicídio”, completou ela.



Fonte: A Tarde

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