Ao longo das últimas décadas, Feira de Santana atraiu diversos investimentos, diversificando sua economia com indústrias de diferentes segmentos e variado leque de serviços, incluindo as áreas da Saúde e Educação.
Com obras impactantes, como a duplicação das BR-324 e BR-116, visando aumentar a segurança e a fluidez do tráfego; o projeto da ferrovia Trem Intercidades (TIC) Salvador-Feira, que prevê uma linha de 98 km conectando as duas cidades em 35 minutos; e a ampliação do Aeroporto João Durval Carneiro, com investimento de R$ 10,2 milhões do governo estadual, a “Princesa do Sertão” se consolida como maior e principal polo logístico do Estado e um dos mais destacados do Nordeste.
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Igreja Matriz de Feira de Santana
A cerca de 108 km de Salvador e com mais de 660 mil habitantes (IBGE/2025), a segunda cidade mais populosa da Bahia, com um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em R$ 21,8 bilhões, está conectada com o restante do Brasil, graças à sua localização estratégica no entroncamento rodoviário cortado pelas rodovias BR-101, BR-116 e BR-324, à sua infraestrutura robusta e à expansão acelerada dos setores logístico, industrial, comercial e de serviços.
Assim, Feira de Santana, apelidada também de “coração logístico da Bahia”, se consolidou como o principal polo econômico do interior.
“A cidade se tornou o ponto de distribuição mais eficiente entre o Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. Entre os equipamentos que impulsionam esse protagonismo, destaco o Centro Logístico Grid, uma das maiores estruturas da Região Nordeste, com mais de 240 mil metros quadrados de área construída, operando recebimento, armazenagem e distribuição para grandes players do e-commerce, como Shopee e Mercado Livre”, pontua o prefeito José Ronaldo, ressaltando que Feira tem se beneficiado de políticas públicas para atrair novos negócios e fortalecer o setor de logística.
Outro importante centro logístico instalado no município é a Braspress, que mantém uma operação especializada em cargas fracionadas e transporte interestadual, “contribuindo significativamente para o intenso fluxo de mercadorias que passa diariamente pelo município”, conforme o chefe do executivo municipal.
“A presença de empresas globais, como a Nestlé, Pirelli, Belgo Arcelor, Vipal, Placo Saint-Gobain, Tama, Kuehne+Nagel, entre outras, evidencia a maturidade econômica do município, que oferece infraestrutura adequada, mão de obra qualificada e segurança jurídica compatíveis com operações de escala internacional”, completa o prefeito.

Prefeito José Ronaldo na assinatura da ordem de serviço da duplicação do Anel da Contorno
Paralelamente a este cenário logístico, Feira de Santana se destaca como um dos maiores polos de comércio e serviços do interior do Brasil.
“Somos referência regional em Educação e Saúde, atendendo a mais de 150 municípios e ampliando sua área de influência para mais de dois milhões de pessoas. Além disso, as políticas públicas municipais voltadas para incentivos fiscais, agilidade regulatória, atração de investimentos e apoio direto ao setor produtivo têm desempenhado papel decisivo nesse processo”, ressalta o gestor.
A essas ações, ainda de acordo com o prefeito, se somam investimentos estruturantes em saneamento básico, mobilidade urbana, requalificação viária, construção de viadutos, modernização do Anel de Contorno e ampliação de avenidas e ruas largas, que fortalecem a infraestrutura urbana e melhoram significativamente a circulação de pessoas e de mercadorias.
Política de desenvolvimento
Como parte da estratégia de fortalecer Feira de Santana como o principal polo de desenvolvimento do interior baiano, o Governo da Bahia anunciou a intensificação dos investimentos na região, neste ano, com foco em infraestrutura social, segurança, mobilidade e setor comercial.
O secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Angelo Almeida, considera que o município se transformou no maior polo logístico baiano não só a partir da sua localização estratégica, como também pela adoção de uma política consistente de desenvolvimento.
Um marco recente da estratégia, segundo o secretário Angelo Almeida, foi a conclusão da primeira etapa da requalificação do Centro Industrial Subaé (CIS), no Núcleo Tomba, em Feira.
“O governo estadual investiu cerca de R$ 20,8 milhões na modernização, com recapeamento, melhorias na drenagem e recuperação de meio-fio, elevando o padrão da infraestrutura e a eficiência logística do distrito industrial”, destaca Angelo Almeida.
Dividida em três etapas, a requalificação do CIS totaliza R$ 55,5 milhões em investimentos e contempla mais de 13 quilômetros de vias, de acordo com dados oficiais. “A intervenção fortalece a competitividade do parque industrial, beneficia um universo estimado de 657 mil habitantes e impulsiona a dinâmica econômica de Feira de Santana e de toda a região”, explica.
No campo das grandes obras estruturantes conduzidas no âmbito do Governo Federal, como a reestruturação das BR-324 e BR-116 e da ligação ferroviária, o governo baiano “atua de forma articulada, acompanhando os projetos e defendendo os interesses da Bahia nas agendas de infraestrutura”, conforme o gestor estadual da SDE.
Também integram esse conjunto de iniciativas, discussões relacionadas à implantação do novo aeroporto. “Esse cenário contribui para o alinhamento do planejamento regional e reforça o papel de Feira de Santana como principal eixo de conexão entre a capital, o interior e outras regiões do país.”
Fonte: A Tarde



