quarta-feira, março 25, 2026
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Neojiba fará a maior turnê de uma orquestra brasileira na China

Evento reuniu autoridades, músicos e imprensa –

O Neojiba anunciou, nesta quarta-feira, 25, a sua 10ª turnê internacional, com apresentações na Alemanha e em quatro cidades da China, entre abril e maio próximos.

O projeto marca a maior série de turnês internacionais e maior número de concertos já realizados por uma orquestra brasileira em território chinês, além de consolidar uma parceria com a montadora BYD, articulando formação musical, impacto social e projeção internacional.

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Música e visita guiada

O evento reuniu autoridades, músicos e imprensa em uma programação que refletiu o próprio método do Neojiba, baseado na prática coletiva e na vivência artística.

A manhã começou com o Coro Juvenil e seguiu com uma visita à sede do programa, conduzida por Clarice Santos, trompista da orquestra. A imprensa e convidados, entre eles o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, e o presidente da BYD no Brasil, Tyler Li, circularam pelos espaços do complexo, onde acompanharam uma exposição de veículos da empresa e uma apresentação do grupo de sopros da Orquestra Castro Alves, na Arca Neojiba.

Na sequência, já no Galpão do Neojiba, o fundador e diretor-geral do programa, maestro Ricardo Castro, assumiu a regência da orquestra em interpretações de Aquarela do Brasil e Tico-Tico no Fubá.

Em um dos momentos mais marcantes, músicos se levantaram e passaram a sambar, incorporando movimento à execução – gesto que dialoga com a ideia de mobilidade associada à parceria com a BYD.

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| Foto: Raphael Muller | Ag. A TARDE

Durante a coletiva, Castro destacou o caráter inédito da iniciativa. “Não há precedentes na história da música de concerto no Brasil de orquestras fazendo dez turnês internacionais – e esta será a maior turnê de uma orquestra brasileira na China”, elucidou.

A agenda internacional começa no dia 25 de abril, na Alte Oper Frankfurt, e segue para a China, com apresentações no Beijing Forbidden City Concert Hall, em Pequim (29/04), no Xi’an City Concert Hall (01/05), no Tianjin Theatre (03/05) e no Shenzhen Concert Hall (05/05) com retorno ao Brasil previsto para o dia 08 de maio.

A abertura em Pequim integra as celebrações do Ano Brasil-China, em um contexto de fortalecimento das relações bilaterais. A apresentação na capital chinesa, em uma das principais salas de concerto do país, projeta não apenas a orquestra, mas um modelo de política pública que articula cultura e inclusão, ampliando a presença brasileira em circuitos internacionais e reforçando o intercâmbio cultural.

Parceria

A colaboração com a BYD foi apresentada como eixo estratégico para viabilizar a circulação internacional e ampliar o alcance do projeto.

Tyler Li associou tecnologia e cultura como vetores de conexão global. “Acreditamos que a tecnologia conecta o mundo e, quando a arte atinge todos, toca o coração das pessoas. A música, assim, com toda a sua expressão, possui o dom de criar laços muito fortes entre os povos, da cidade onde ela passar e de outras culturas e fronteiras, criando conexões profundas e verdadeiras entre as pessoas. Foi por essa razão que a BYD se uniu à iniciativa da Neojiba, que leva o melhor da música brasileira para os palcos chineses”, comentou o presidente da BYD no Brasil.

Para Felipe Freitas, o impacto da iniciativa ultrapassa o campo artístico e alcança dimensões sociais profundas, em linha com a atuação do Neojiba como política de juventude. “Serão mais de 100 famílias que vão à China, porque, na medida que um jovem desse vai à China, ele leva consigo o alargamento do mundo para as suas famílias, que vão incluir, nas suas trajetórias, esse lugar que é, muitas vezes, apenas uma imaginação para as famílias pobres do nosso país”, afirmou.

Segundo o secretário, a parceria também expressa uma diretriz mais ampla de desenvolvimento.

“A ideia é que cada empresa que vem aqui, que desenvolve, que instala aqui a sua planta, se vincule culturalmente, politicamente e eticamente com os desafios do desenvolvimento econômico, mas [também] social, ambiental e cultural que nós queremos realizar aqui na Bahia”, reforçou.

Repertório e identidade

O programa reúne obras de compositores das Américas, como George Gershwin e Arturo Márquez, além de clássicos brasileiros e peças contemporâneas. Entre os destaques está Kamarámusik, que incorpora o berimbau, projetando elementos da cultura afro-brasileira em diálogo com as plateias internacionais.

“A gente leva as Américas, esperando que isso justamente provoque e crie laços fortes culturais entre nossos meninos também”, disse o maestro. Antes do embarque, inclusive, o público baiano poderá assistir aos concertos de pré-estreia nos dias 10 e 11 de abril, no Parque do Queimado.

Ao todo, a turnê contará com 108 integrantes, entre músicos e equipe técnica, levando ao exterior não apenas uma orquestra, mas um projeto que, desde 2007, aposta na música como ferramenta de transformação social na Bahia.

*Sob supervisão do editor Chico Castro Jr.



Fonte: A Tarde

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