quarta-feira, março 25, 2026
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EPE aponta transição da matriz elétrica e novas fontes para o futuro

A matriz elétrica brasileira registrou transformações estruturais nos últimos 30 anos, reduzindo a dependência de grandes hidrelétricas e diversificando a geração de energia.

O diagnóstico foi apresentado por Thiago Ivanoski, diretor de estudos econômico-energéticos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), durante o segundo dia do iBEM, que acontece no Centro de Conversões de Salvador.

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Histórico e evolução do setor

De acordo com o diretor da EPE, a configuração do parque gerador nacional operou em três ciclos distintos desde a década de 1990:

  • Até o final dos anos 1990: Sistema baseado em grandes usinas hidrelétricas, com uso de termoelétricas a óleo para períodos de seca e o início da geração nuclear.
  • Anos 2000: Inserção da biomassa e aumento da capacidade térmica a gás natural após o racionamento de 2001.
  • A partir de 2010: Expansão das fontes eólica e solar, com a segurança do sistema sustentada pela base térmica a gás.

Apresentação iBem | Foto: José Simões | Ag. A TARDE

Novas tecnologias e segurança energética

Ivanoski destacou que a expansão futura não replicará o modelo anterior, uma vez que o país não constrói novos grandes reservatórios hídricos. O planejamento do setor agora foca em tecnologias de geração firme e descentralizada.

Entre os vetores de crescimento projetados pela EPE estão as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), o biogás, o biometano e o hidrogênio. Os combustíveis fósseis e a atuação dos produtores independentes de petróleo e gás permanecem na base de sustentação do sistema durante a transição energética.

Imagem ilustrativa da imagem EPE aponta transição da matriz elétrica e novas fontes para o futuro

| Foto: José Simões | Ag. A TARDE



Fonte: A Tarde

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