terça-feira, março 24, 2026
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Estudo derruba mito e revela como mosquitos escolhem vítimas humanas

Cientistas conseguiram prever como os mosquitos se aproximam das pessoas –

A crença popular sustentou, durante anos, que o tipo sanguíneo era o principal fator por trás da preferência dos mosquitos por determinadas pessoas. No entanto, uma nova pesquisa científica desafia essa ideia e indica que a escolha desses insetos é guiada, sobretudo, por sinais ambientais como a presença de dióxido de carbono e estímulos visuais.

Conduzido por pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia (Georgia Tech), o estudo analisou o comportamento de centenas de mosquitos em condições controladas.

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Ao todo, foram coletados cerca de 20 milhões de dados relacionados às trajetórias de voo dos insetos. Com base nesse material, os cientistas desenvolveram um modelo matemático capaz de prever como os mosquitos se aproximam de seres humanos.

Um dos principais achados da pesquisa desmonta a ideia de que os mosquitos seguem uns aos outros até uma vítima. Segundo os pesquisadores, cada inseto reage de forma independente aos mesmos sinais do ambiente, o que explica por que vários acabam se concentrando em um mesmo ponto simultaneamente.

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A combinação que atrai os insetos

Os experimentos revelaram que dois fatores são determinantes na atração dos mosquitos: o dióxido de carbono (CO₂) liberado na respiração humana e a presença de objetos escuros no campo de visão.

Em laboratório, os cientistas posicionaram diferentes alvos dentro de uma câmara de testes equipada com câmeras infravermelhas 3D. Quando apenas um objeto escuro era apresentado, os mosquitos se aproximavam, mas não permaneciam por muito tempo.

Já na presença isolada de dióxido de carbono, os insetos conseguiam identificar a origem, mas apenas a curta distância.

O comportamento mudava de forma significativa quando ambos os estímulos eram combinados. Nessa situação, os mosquitos não apenas localizavam o alvo com mais facilidade, como também se agrupavam ao redor dele e permaneciam por mais tempo, tentando se alimentar.

Teste com humanos confirma hipótese

Para validar os resultados em uma situação mais próxima da realidade, um dos pesquisadores participou diretamente do experimento, entrando na câmara com roupas de diferentes cores. O deslocamento dos mosquitos ao redor do corpo foi monitorado pelas câmeras.

Os dados mostraram que os insetos reagiram ao pesquisador como se ele fosse apenas mais um objeto escuro no ambiente. As maiores concentrações foram registradas ao redor da cabeça e dos ombros — áreas onde há maior liberação de dióxido de carbono devido à respiração.

Implicações para a saúde pública

Além de ajudar a entender por que algumas pessoas parecem ser mais “atrativas” para mosquitos do que outras, os resultados do estudo podem ter aplicações práticas importantes.

Os pesquisadores apontam que o conhecimento adquirido pode contribuir para o desenvolvimento de armadilhas mais eficazes e estratégias aprimoradas de controle desses insetos.

A medida é considerada relevante no combate a doenças transmitidas por mosquitos, como malária, febre amarela e zika, que continuam sendo desafios significativos para a saúde pública em diversas regiões do mundo.



Fonte: A Tarde

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