segunda-feira, março 23, 2026
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Gilmar Mendes é detonado após comemorar retorno de Cuca ao Santos

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi alvo de críticas nas redes sociais ao comemorar, nesta segunda-feira, 23, o retorno do treinador Cuca, condenado à revelia por coação e ato sexual contra uma menor de idade, em 1989, na Suíça.

Santista, o magistrado se referiu ao retorno de Cuca, anunciado na última semana, como o “reencontro com um profissional que construiu uma trajetória marcante” no clube multicampeão. O ministro da Corte afirmou ainda que torce para que a nova passagem do treinador pelo ‘alvinegro’ reforce os laços com a instituição.

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Essa é a quarta passagem de Cuca pelo Santos. O treinador, no entanto, não tem títulos pelo clube.

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“O retorno de Cuca ao Santos marca o reencontro com um profissional que construiu uma trajetória marcante no clube. Em sua quarta passagem como treinador do Peixe (2008, 2018 e 2020-2021) e também como atleta que defendeu a camisa alvinegra em 1993, sua volta nos enche de entusiasmo e renova a esperança”, escreveu Gilmar Mendes, que completou.

“Que esta nova passagem fortaleça ainda mais seus laços com a história santista. Seja bem-vindo novamente à Vila”, afirmou o magistrado.

Críticas

A publicação de Gilmar Mendes, no X, foi alvo de críticas de diversos perfis, que lembraram o episódio envolvendo o técnico.

“Não acredito que estou vendo um ministro do Supremo da Corte do país se apequenando de forma tão profunda diante de um cenário tão esdrúxulo”, escrevei um perfil nas redes sociais.

“Juiz da Supremo corte parabenizando um condenado a estupro de menor?” Que fugiu da sentença?”, questionou um outro perfil no X.

Decisão a favor de Robinho

Torcedor do Santos, o ministro Gilmar Mendes já esteve envolvido em uma polêmica com Robinho, ídolo do clube, em agosto do ano passado.

Na ocasião, Gilmar votou pela liberade do ex-atleta, condenado por estupro na Itália, mas cumpre pena no Brasil. Ao votar, o magistrado alegou que o artigo 100 da Lei da Migração, de 2017, não se aplica ao caso de Robinho, que ocorreu em 2013.

“Não se pode negar que é ele impregnado de nítido caráter penal contra o cidadão que venha a ser acusado de cometimento de crime”, afirmou Gilmar Mendes ao declarar seu voto.



Fonte: A Tarde

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