O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta semana que seria uma “honra” “tomar Cuba”. A declaração ocorre em meio ao aumento da pressão de Washington sobre a ilha, que enfrenta uma grave crise energética e econômica.
Diante desse cenário, o governo cubano fica de mãos atadas e sem outra alternativa a não ser buscar formas de tentar negociar com os Estados Unidos.
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Há também temor de que o governo de Donald Trump repita em Cuba a estratégia adotada na Venezuela, com pressão direta para mudança de governo, após a derrubada do então presidente Nicolás Maduro.
Negociar a soberania, no entanto, não é opção
Apesar da pressão, Cuba rejeitou qualquer possibilidade de negociar o sistema político ou a permanência do presidente Miguel Díaz-Canel no poder. Autoridades cubanas afirmaram que esses pontos não estão em discussão.
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Ainda assim, o próprio governo cubano reconheceu que entrou em negociações com os EUA.
Pressão econômica aumenta dependência de negociação
Nos últimos meses, os Estados Unidos intensificaram as restrições econômicas a Cuba. O bloqueio ao envio de petróleo, antes garantido principalmente pela Venezuela, agravou a crise energética e provocou apagões no país.
Segundo autoridades cubanas, a ilha está há meses sem receber carregamentos de petróleo, enquanto a produção interna não consegue atender à demanda.
Entenda o conflito
A relação entre Estados Unidos e Cuba é historicamente tensa desde a Revolução de 1959, que afastou a influência norte-americana sobre a ilha e consolidou um regime comunista no Caribe.
Desde então, Washington mantém sanções econômicas e, nos últimos meses, intensificou medidas para restringir o acesso de Cuba a petróleo, o que agravou a crise energética e reduziu ainda mais a margem de manobra do governo cubano.
Fonte: A Tarde



