sexta-feira, março 20, 2026
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Movimentação do União Brasil no Ceará pode incendiar cenário político nacional

Desde o mês passado o PSDB vem observando com atenção as movimentações que o governo Lula tem feito no Ceará. Tendo como candidato a governador o ex-ministro Ciro Gomes, a cúpula tucana emitiu sinais de insatisfação com a possibilidade do atual ministro da educação Camilo Santana ser escalado para disputar as eleições estaduais em substituição ao atual chefe do executivo Elmano de Freitas. Políticos a par do assunto comentam que o PSDB, vislumbrando se tratar de intromissão articulada no contexto de uma disputa já projetada, não mediria esforços para escalar o nome de Ciro Gomes como pré-candidato a presidência da república, o que seria resultaria no cenário tenebroso para a reeleição de Lula, considerando que Gomes teria muito mais penetração no eleitorado nacional de esquerda do que no eleitor de Flavio Bolsonaro (PL). Em bom português, Ciro Gomes causaria muito mais estrago no projeto petista do que nos planos da direita.

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No dia de ontem, sexta-feira (19), o governador Elmano, em uma jogada aparentemente orquestrada pelo PT nacional, recebeu dirigentes e parlamentares do PP e do União Brasil, em meio às articulações para a formação da federação entre as duas siglas, a chamada União Progressista. Esse movimento teria acendido o estado de alerta no PSDB, que tem em mãos a opção denominada nos bastidores como “Operação Ciro Presidente”. Articulistas políticos fazem uma leitura de que ao ser alçado ao posto de pré-candidato à presidência da república, Ciro Gomes partiria com algo em torno de 10% do eleitorado brasileiro, dos quais 7% seriam “tomados” do eleitor lulista. Nesse cenário, não estaria descartada a possibilidade de Tasso Jereissati, também do PSDB, ir para o confronto com Elmano de Freitas. Conforme apurações feitas por A Tarde, desde que a Federação União Progressista – que ainda depende de aval do TSE para ter validade jurídica – passou a cogitar neutralidade na disputa nacional e liberar suas bancadas nos embates estaduais, uma conclusão é certa: mexer em um estado pode gerar um estrago em outro.

| Foto: Reprodução Redes Sociais



Fonte: A Tarde

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