sexta-feira, março 20, 2026
spot_img
HomeDestaquesLeo Prates defende jornada de 40 horas e limite de 5 dias...

Leo Prates defende jornada de 40 horas e limite de 5 dias de trabalho

A escala 6×1 voltou ao centro do debate em Brasília e pode mudar a rotina de milhões de trabalhadores, com o avanço do debate sobre o fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados. O deputado Leo Prates, que se filiará ao Republicanos, é um dos relatores do projeto em Brasília.

Na capital federal, há ao menos 10 projetos protocolados sobre o assunto. Desse quantitativo, Prates relata três, sendo o principal centro do debate, a proposta apresentada pela deputada Daiana Santos (PCdoB-RS).

Tudo sobre Política em primeira mão!

Em participação no podcast do Grupo A TARDE, o parlamentar explicou o andamento das proposições e alertou para que a mudança na jornada de trabalho não ocorra de forma abrupta, o que poderia desestabilizar o setor produtivo.

“A maioria dos projetos defendia a escala 4×3, o que não achamos razoável nesse momento. A média dos trabalhadores do Brasil, [segundo dados] apresentado em São Paulo, é de 39 horas, você faz uma redução para 4 dias, é uma redução a fórceps. […]. Achamos muito, seria um prejuízo econômico muito grande para o empresariado”, disse Prates, que preside a Comissão de Trabalho.

Leo Prates durante entrevista no A TARDE Cast | Foto: A TARDE Play

Como solucionar a jornada trabalhista?

Segundo o deputado federal, a solução seria: “[…]. Chegamos a equação de 40 horas semanais, o que você reduziria a faixa de quem está no extremo, mas não mexeria na média do Brasil, já que a média de 39 horas”.

Leia Também:

Além disso, Prates também comentou sobre a quantidade fixa de dias trabalhados durante o debate para aperfeiçoar o projeto.

“Nós estabelecemos que a quantidade de dia máximo seria de cinco dias”.

Mulheres são a maioria na escala 6×1

A mudança na jornada de trabalho, de acordo com o parlamentar, também impacta na atual estrutura familiar brasileira.

“Nós não estamos tratando aqui apenas sobre o trabalhador, mas também sobre o tipo de família que nós queremos para o nosso futuro. […] Como as famílias vão ser mais estruturadas, se na sua maioria quem está trabalhando na jornada 6×1 são mulheres?”, questionou Prates.

“A nossa sociedade, infelizmente, ainda é machista. A maior carga da criança está nas mulheres. Como é que a mãe que trabalha seis dias por semana, só tem o domingo para descansar, ela vai ser a mãe na plenitude?”, indagou ele.



Fonte: A Tarde

- Advertisment -spot_img

Mais lidos