O senador Jaques Wagner (PT-BA) reforçou a importância de a base governista definir logo a composição da chapa para as eleições de outubro deste ano. Apesar de haver consenso quanto aos nomes de Jerônimo Rodrigues (reeleição ao governo) e de Rui Costa e do próprio Wagner (Senado), chama atenção a indefinição quanto à escolha do vice.
Para o parlamentar, apesar de considerar que as coisas “estão resolvidas”, seria importante que o grupo logo fosse definido em sua totalidade. “Por mim, seria mantida a chapa de 2022. Tivemos problema com [Angelo] Coronel, mas está superado. Rui está em campanha, Jerônimo também. A inscrição de chapa é lá em junho”, afirmou Wagner à rádio Metrópole FM, nesta quinta-feira, 19.
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Espero que o governador resolva até o final de março. Por mim, batia o martelo e não ficava nesse estica e puxa
Por outro lado, ele ressaltou a unidade do grupo para que a melhor decisão seja tomada. “Acho que o grupo está unido. Podia ser mais rápido, mas democracia é assim mesmo. Considero que a gente está bem, Lula está bem na Bahia e nós estamos correndo trecho”, finalizou o senador.
“Wagner é um homem público honrado e reiteramos nossa absoluta confiança na sua idoneidade”, afirma secretário do PT
O secretário Nacional de Comunicação do Partido dos Trabalhadores, Éden Valadares, saiu em defesa do senador Jaques Wagner sobre as especulações relacionadas à contratação dos serviços prestados pela empresa de sua nora ao banco Master.
Em nome do PT, nesta quinta-feira, 19, Éden afirmou que o partido assegura sua total confiança na honestidade e seriedade do líder do Governo no Senado e falou sobre a importância de saber distinguir o que é verdade do que é a versão de histórias, especialmente em ano eleitoral, quando se acirra o debate político.
“A disputa política vai esquentando à medida que se aproximam as eleições. Natural. Mas é preciso manter a serenidade e saber distinguir o que é fato do que é narrativa; o que é realidade do que é versão. O senador Jaques Wagner é um homem público honrado e reiteramos nossa absoluta confiança na sua idoneidade”, disse Éden.
“Acusá-lo de ter atuado para privilegiar contratos celebrados durante o Governo Bolsonaro, contra o qual ele manteve firme postura de oposição, chega a ser leviandade. Se houver suspeita sobre as empresas, cabe aos responsáveis esclarecer“, completou o secretário de Comunicação do PT.
Governador da Bahia por dois mandatos, ex-ministro do Trabalho, das Relações Institucionais, da Defesa e da Casa Civil da Presidência da República, ex-secretário de Estado e ex-deputado federal, Jaques Wagner, inclusive, já se pronunciou sobre o caso, esclarecendo que jamais se envolveu na relação de prestação de serviço da empresa de sua nora à instituição financeira.
“Insisto, Wagner teve, tem e sempre terá nosso total apoio e confiança”, reforçou o secretário Éden Valadares.
Fonte: A Tarde



