A noite desta quarta-feira, 18, transformou o icônico Copacabana Palace no epicentro do cinema mundial com a realização do inédito Golden Globes Tribute Gala Brazil. O evento marca um esforço histórico para estreitar os laços entre a indústria brasileira e o Globo de Ouro.
Entre as estrelas que cruzaram o tapete vermelho na Zona Sul carioca, o baiano Antonio Pitanga brilhou como um dos grandes homenageados. Visivelmente emocionado, o ator e diretor celebrou a trajetória da sétima arte no país e o atual momento de prestígio global.
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“Uma das mais belas homensagens que eu recebi em vida porque é uma revisitação não só do Pitanga, mas do cinema brasileiro que nós reinventamos na década de 50, a linguagem originalmente bem brasileira, com uma cultura bem brasileira. Então, no século XXI, em 2026, estar sendo homenageado nesta festa que clama. O Brasil parou”, declarou o artista ao chegar ao evento para a imprensa local, segundo O Globo.
Com um currículo que atravessa seis décadas, Pitanga é um pilar da cultura nacional. Desde sua estreia em 1960 com “Bahia de Todos os Santos”, ele acumulou mais de 50 produções na TV e uma presença marcante nos palcos. Recentemente, demonstrou sua vitalidade criativa ao dirigir e protagonizar o épico “Malês”, lançado em 2025, reafirmando sua versatilidade.
O reconhecimento atual, impulsionado pelo sucesso estrondoso de obras como “O Agente Secreto” e o premiado “Ainda Estou Aqui” (vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional no ano passado), é visto por Pitanga como a colheita de sementes plantadas pelo Cinema Novo.
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Para o ator, o “boom” internacional de 2026 não é um acaso, mas a evolução de um movimento iniciado por nomes como Glauber Rocha e Cacá Diegues. Ele pontuou que o sucesso contemporâneo bebe da fonte de clássicos que romperam fronteiras décadas atrás.
“Se fala muito do cinema brasileiro agora porque ele teve nascença. Fala do Pitanga porque ele foi parido pela Maria da Natividade. Eu tive mãe. Então, o cinema brasileiro também teve mãe e teve pai, liderado pelo Glauber (Rocha), pelo Cacá Diegues, Sérgio Ricardo. É um movimento que foi plantado lá trás, inclusive até com o próprio Anselmo Duarte (ator e roteirista), na obra de Dias Gomes, com “O Pagador de Promessas”, que nós ganhamos a Palma de Ouro, em 1962. Tem tudo a ver. Está desaguando, está sendo desenvolvido e chegando na maioridade no século XXI o que foi plantado no século XX”, destacou Pitanga.
Além de Pitanga, a cerimônia homenageou a lendária Fernanda Montenegro, a jovem promessa Valentina Herszage e o diretor de fotografia Adolpho Veloso, destaque internacional com “Sonhos de Trem”. A noite também reserva a entrega de troféus para categorias de atuação e revelação, celebrando os talentos que colocaram o Brasil novamente no topo da cinematografia mundial.
Confira os artistas que estiveram no evento
Fonte: A Tarde



